Vertentes de um viajante
1 VERTENTES DE UM VIAJANTE
As pessoas me perguntam o que há de errado
Bem que eu realmente queria saber
Estou extraviado
Perdido entre os fantasmas da minha própria criação
As cruzes estão cravadas no asfalto
O crucifixo que levo no peito está grafado na alma
O fogo é intenso como brasa quente
Um cabo de guerra que rasga o que resta de sanidade
A morte pode dançar
Só não pode cair
Pareço estar recebendo sinais
O futuro veste um véu negro
Da ilusão, uma escuridão que nunca vi antes
Devo ser o salvador da pátria ou o promissor decadente
Devo ter duvidado de um axioma
Irritado as divindades,
Ou chegado muito perto da verdade
Meu ouvido sangra, roxeia o tapete
As uvas do seu vinho foram amassadas por patas
E o arranhão, feito por uma espátula
FIM
30/07/14
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