Notas iniciais
olá pessoal! só pra dizer que esse Edward não tem nada a ver com Crepúsculo e deixem comentários!

Acordei na enfermaria do acampamento com gosto de suco de laranja na boca.

Néctar, eu supus. A comida dos deuses que cura ferimentos dos semideuses. Incrível. Para terem me dado isso eu devo ter ficado desmaiada pro um bom tempo. Nem tinha percebido que Jess estava ali.

— Veronica, você está ficando doida? – Jess é filha de Apolo, e minha melhor amiga, mas ás vezes ela se preocupa demais comigo. – Você desaparece o dia inteiro e quando te acham você se joga num riacho!

— Desculpe, Jess. Eu estava na floresta esse tempo todo que eu desapareci. E não foi culpa minha cair no riacho. Foi somente um leve erro de cálculos.

— Leve erro de cálculos? Esse leve erro podia ter custado a sua vida, Ronnie! – Jess também era dramática e exagerada. – Se não fosse Edward para tirar você de lá eu nem sei o que podia ter acontecido!

— Quem é Edward?

— É o novo campista! Ele é filho de Poseidon e é muito, extremamente lindo! Ele chegou aqui enquanto a senhora estava sumida! Aliás, se você não aparecer nas aulas de hoje, o sr. D te mata!

Me levantei, tomei uma ducha rápida e fui para as atividades. Repus todas as minhas aulas perdidas de ontem e mais um pouco. Depois, no meu tempo livre, peguei o meu livro lá na Toca e me sentei no banco na frente da biblioteca.

Quando uma pessoa se senta do meu lado. É bem óbvio que é alguma filha de Afrodite querendo saber as fofocas de como eu caí e por onde eu andava. Tão óbvio que nem levantei o rosto para ver quem era, pronta pra responder as comuns palavras ‘sim’, ‘é verdade’ e ‘é, isso foi bem ruim’.

— Você que é a Veronica, não é? Ronnie, se não me engano. – Era uma voz de homem.

Então eu vi quem era. Era o menino de olhos verdes. Analisei a sua aparência. Loiro, alto, acho que com uns 15 também. Meus Deuses! Não é que esse menino é bonito mesmo?

— É, é Ronnie, sim. Desculpe, mas eu te fiz alguma coisa? — As pessoas que eu não conhecia geralmente não vinham falar comigo por nada. Eu sempre fazia alguma coisa a elas.

— Não, não. Na verdade quem te fez alguma coisa fui eu. Meu nome é Edward. E eu te salvei lá no lago.

— Ah, o filho de Poseidon. Obrigada, mas o que mesmo quer comigo? – Tinha que terminar essa conversa. Se Jess visse que eu estava conversando com ele, ela nunca mais falaria comigo.

— Nossa, você não é muito simpática. Eu só queria ver como você estava.

— Agora que já viu, eu vou ir pra floresta. Com licença. – Era a minha desculpa pra tudo. Para não ir nas festas no fim de semana, não jogar vôlei com a Jess, e principalmente, terminar uma conversa.

Fui para lá, mas não para a Toca. Se eu caísse no sono, Quíron iria me botar para lavar a louça de novo. Então eu só escalei uma árvore e me sentei no galho mais alto. Comecei a ler.

Li até a hora que eu me lembrei que eu tinha aula de esgrima. Não precisava realmente das aulas, mas tudo para agradar os chefes do acampamento. Desci da árvore e fui correndo para lá. Quando cheguei, ninguém quis lutar comigo. Claro, da última vez, eu quebrei a perna do meu oponente, mas se você é um semideus, tem que lidar com todo o tipo de situação.

— Eu quero lutar com ela. – Edward. Ele estava me seguindo?

— Está maluco? Você vai deixar que essa brutamontes estrague essa sua carinha linda? – Odiava quando as filhas de Deméter se metiam na conversa. Achavam que eu era uma mutante. Ridículo.

— Se ele quer... – Era mehor isso do que nada, não é mesmo?

Começamos a lutar. No início peguei leve com ele, afinal, ele podia ser bom, mas ainda era um novato. Ás vezes me distraia com seus olhos, mas eu sempre voltava antes de eu perder. Meus movimentos eram precisos. Sabia exatamente o que ele ia fazer, mas no final ele fazia algo totalmente diferente. Até que eu percebi que nós já estávamos lutando faz tempo e tinha se formado uma multidão na nossa volta. Então fiz uma coisa simples.

— Empate.

A multidão fiocu decepcionada, e foi saindo dali. Odiava ser o centro das atenções. Na verdade, eu podia ficar lutando até o fim do dia.

— Foi uma boa luta. Vamos para o refeitório? – O que exatamente ele estava querendo? Nessas horas que eu me pergunto se ele não era um psicopata.

— Não vai dar. Vou ter que achar a minha irmã. – Isso era meio verdade, tinha que procurar Annabeth, mas ela não precisava de ajuda para me achar.

Comecei a andar, pensando o que esse louro queria comigo.

Notas finais
d-e-i-x-e-m c-o-m-e-n-t-á-r-i-o-s