Vermelho Sangue
5 O Fogo.
Notas iniciais
CAPÍTULO 5 – O fogo.
Thor, perfeito em sua nudez, caminhou até a grande cama de lençóis dourados de seu quarto. Seu corpo doía e tudo que ele desejava era uma boa noite de sono. Por mais que Thor quisesse dormir, estava preocupado com Sif, queria saber como ela estava. E um vento gélido uivava entre as grandes janelas de seu quarto. Estava insone.
– Eu o avisei que não queria ninguém de Asgard em Jotunheim.
Num susto indescritível, Thor sentou-se na cama, procurando com o olhar a fonte da voz.
Numa das janelas estava Loki, iluminado pelas luzes que vinham do céu de Asgard. Sua pele azulada, as joias e pedras preciosas brilhavam, enquanto o vento bagunçava suavemente seus cabelos e farfalhava o casaco de pele que ele sempre usava em volta dos ombros. Ele caminhou lentamente até a cama, os pés nus não faziam um barulho sequer. Sentou-se na borda da grande cama, virando-se de lado para encarar Thor.
– Mas como você chegou até... – Thor tentou falar.
– Eu disse que não queria nenhum asgardiano em Jotunheim. – Loki insistiu, falando um pouco mais alto. A voz tomara um tom áspero e enraivecido.
– Não há ninguém de Asgard em Jotunheim! – Thor, igualmente, elevou a voz.
– Claro que há. Uma mulher. Uma guerreira. – Loki argumentou. Agora, pelo ao menos, soava mais calmo do que antes.
– Lady Sif. – Thor passou as mãos pelas têmporas, visivelmente irritado. – Eu a disse para não fazer nenhuma besteira, mas...
– Ah, você disse? Mesmo assim ela foi. — Loki pausou a fala. Suspirou. — Eu estou garantindo que ela não seja pega por um jotun qualquer. Ela está basicamente andando em círculos.
– Obrigado. – Thor sussurrou, como se não quisesse que Loki ouvisse.
– Acredite, eu não estou fazendo isso por você... Mas você parece se importar com ela. – Loki encarou Thor.
O deus do trovão nada respondeu. Desviou o olhar de Loki. Tinha a sensação que o jotun conseguiria ler sua alma se olhasse em seus olhos.
– Você se importa com ela! – Loki sorriu. – Mas não a ama. Não a quer como futura rainha.
– Pare com isso. – Thor insistiu.
Loki aproximou-se de Thor, tocando-lhe suavemente o queixo, fazendo Thor encarar-lhe nos olhos.
– Você não sabe o que quer. Quem quer. – Loki sussurrou, dando um sorriso triste.
Thor tocou as mãos de Loki, suavemente. Aproximou-se mais do jotun e tocou-lhe o rosto numa carícia. Thor não compreendia o que o fascinava tanto em Loki. Todo o seu corpo tremia em adrenalina, numa urgência imensurável de tocá-lo.
– Eu não sei o que quero. Nem entendo você. – Thor podia sentir a respiração do jotun em sua pele. Acariciou levemente seus lábios. – Eu não entendo o que você faz comigo. Mas eu sei que quero você. – Thor pegou a mão do jotun e guiou-a até seu peito. Seu coração batia forte como nunca. – Eu não entendo porque você faz isso comigo.
Loki estava tonto e confuso. Sentia o quente da pele de Thor na ponta dos dedos, o modo como as mãos grandes do deus tocavam nas suas. Queria afastar-se, precisava manter distância de Thor... mas seu corpo não o obedecia. Sentir Thor era tudo o que necessitava agora. Loki, tonto e confuso, sussurrou:
– O que... você está fazendo? – sentia seus lábios roçarem nos de Thor.
– Eu não sei. – respondeu, tocando o rosto de Loki.
Thor sentiu o tempo parar por um momento. Acariciou os lábios de Loki, por fim selando-os com os seus. Beijou Loki tímida e delicadamente, sentia suas mãos frias percorrerem seus ombros e pescoço, seus lábios eram surpreendentemente doces e quentes. Loki o mordeu por algumas vezes, como um lobo rebelde que precisava ser domesticado... E Thor gostava disso. Sorriu entre o beijo, mordendo de volta os lábios de Loki.
Vagarosamente, Loki inclinava-se para mais perto de Thor, aprofundando o beijo, agora mordendo suavemente seus lábios. Loki sentou-se sobre o colo de Thor. O asgardiano tirou seu casaco e desceu a boca, beijando delicadamente o pescoço de Loki, que soltava aos poucos sua respiração. O jotun não resistiu em abraçá-lo, gemendo entre suspiros. Sentia a pele queimar como nunca havia sentido antes, tinha a sensação de ficar cada vez mais torpe a cada beijo de Thor.
Thor deitou Loki na cama, com muito cuidado. Beijou-lhe sofregamente os lábios, descendo ao seu pescoço. O deus dos trovões tocava Loki com um carinho que nem sabia ser capaz de sentir. Delineava suas marcas com beijos, acariciava o corpo esguio com as grandes mãos. Sentia-se um pouco mais possuído a cada gemido, cada suspiro que aquela criatura belíssima dava. Loki estava controlando sua mente numa confusão gostosa de se sentir. Queria Loki. Queria tocar cada centímetro dele, mais e mais, como se sua sanidade dependesse daquilo.
A maneira como Loki gemia e o tocava, a forma carinhosa com que o jotun olhava para Thor deixava-o ainda mais inebriado. Loki parecia-lhe tão frágil e imaculado que Thor tinha medo de machucá-lo. De alguma forma, Thor sentia-se diferente quando estava com ele. Uma sensação estranha de felicidade e extremo desejo espalhava-se por ele. Talvez fosse o gênio de Loki. A beleza tão única e rara, a forma melódica de falar, a maneira de sorrir e seu olhar devorador de lobo. Loki era um enigma complicado de se desvendar... E lá estava Thor, desvendando-o, entre beijos, gemidos, doçura e desejo.
Thor beijou-lhe novamente, para em seguida tocar seu excitado baixo ventre por cima do tecido que o cobria, fazendo Loki gemer alto entre o beijo. Thor manipulou-o, sentindo as unhas de Loki fincarem-se em suas costas. Sorriu quando ele, languidamente, suspirando, pela primeira vez naquela noite, gemeu seu nome numa voz rouca, do fundo da garganta, carregada em luxúria. Música aos ouvido de Thor.
Loki arranjou forças, empurrando suavemente o deus de cima de si, rolando os corpos. Sentando sobre os quadris de Thor, beijou-lhe para calar os gemidos. Sentia os lábios, a respiração de Thor roçarem em seu pescoço, arrepiando suavemente quando suas mãos tocavam seus quadris. O jotun sentia o coração quase sair do peito e beijou-lhe apaixonadamente uma última vez. Mordeu os lábios até sangrarem quando Thor o penetrou. Gemeu forte em dor, prendendo a respiração, sentindo lágrimas surgirem no canto de seus olhos. Thor beijou-o suavemente, lambendo o sangue, masturbando-o para aliviar a dor. Loki apoiou-se em seu tórax e finalmente tomou coragem para muito lentamente começar a mover-se. A dor excruciante da penetração veio de modo esmagador, misturada a um prazer ainda muito pequeno de se sentir. Aquela maldita dor ainda matava-o por dentro, mas Loki sabia que valeria a pena, ela não duraria para sempre.
Em pouco tempo Loki movimentava-se mais habilmente. Pouco a pouco o prazer percorria suas veias como um veneno bom, e ele gemia sem parar. As mãos experientes de Thor pareciam queimar sua pele a cada vez que o percorriam e o apoiavam nos quadris. O deus dentro de si causava um pane em seu sistema, e Loki já agia instintivamente. Não conseguia controlar o próprio corpo ou voz e agora ele se movia única e exclusivamente para o prazer. Sentia uma chama morna de prazer insuportável explodir de dentro para fora de seu corpo, indo a cada centímetro de sua pele, fazendo-o perder a razão. Ele era simplesmente bom demais.
Thor levantou-se, ficando sentado para beijar Loki. Manipulou-o e beijou seu pescoço enquanto este soltou um gemido contido, sussurrado luxuriosamente em sua orelha, como a voz dele fosse especialmente para excitar Thor. Loki arqueou o corpo enquanto o abraçava. Suas mãos, involuntariamente, tocavam Thor com força. As unhas arranhavam-lhe, marcando território, desenhando marcas vermelhas na pele quente do deus. Estava tonto e seu corpo implorava por um pouco de ar, mas Loki apenas sentia-se morrer um pouco mais a cada investida de Thor em si. Mais forte e rápido. Sem parar.
Os gemidos de ambos aumentavam mais e mais, misturando-se entre suspiros simultâneos. Uma sensação insuportável de fogo e amor corriam por suas veias, todo o êxtase parecia estonteá-los, pouco a pouco, num prazer singular. O auge vinha devagar a cada investida, cada grito, inebriante, numa sensação indescritível de doçura e delírio. Loki arranhou ferozmente Thor e os dois gritaram entre um beijo, face a face, no meio de um suspiro de prazer, chegando juntos ao orgasmo.
Ainda gemendo, Loki beijava os lábios e o corpo de Thor com carinho e ansiedade, desfalecendo de cansaço em seus braços. Puxando o ar com força para os pulmões, deitou-se ao seu lado, apoiando a cabeça no peito de Thor. O deus acariciava seus longos cabelos negros e ouvindo o som das batidas de seu coração, Loki adormeceu, em infinita paz.
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