Vermelho Sangue

20 As Transformações.


Notas iniciais
Gente, eu sou lerda demais, desculpem! Jurei que tinha postado o capítulo 20, mas eu nem verifiquei, e eu passei 2 fucking semanas sem postar. Eu me odeio! Okay, a música dessa semana é Still Alive, música tema de um jogo chamado Mirror's Edge. Link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=TERyxFfMqDk SORRY SORRY SORRY SORRY e boa leitura TT.TT

CAPÍTULO 20 – A transformação.

Loki caminhou pelo palácio, sozinho. Passaram-se vários rostos desconhecidos para Loki, e geralmente eles tinham apenas 2 expressões: Desprezo ou extrema admiração.

Às vezes Loki perguntava-se se o povo de Asgard tinha consciência de pelo ao menos quem ele era... Se gostavam dele. Loki tinha curiosidade em saber se o povo de Asgard aprovava aquele relacionamento.

Então Loki teve uma ideia. Sorriu e caminhou rápido, procurando Ran com os olhos pelo palácio.

– Tem certeza de que esta é uma boa ideia, Loki? – a pequena criada loira perguntou.

– Claro que tenho, Ran. Eu quero muito fazer isso. – Loki deu um sorriso divertido.

Ran soltou o ar devagar dos pulmões. A loira compreendia a curiosidade de Loki de sair do palácio de Asgard e ir para as ruas, mas ao mesmo tempo, sentia um imenso medo de algo acontecer com seu amigo e mestre.

– Senhor... – Loki a olhou com cara feia. – Loki... Sua presença pode causar um certo... Alvoroço. – Ran escolheu as palavras com cuidado. – Se você está tão determinado assim em ir à cidade, sugiro que vista pelo ao menos uma capa.

Loki deu um sorriso, como se estivesse guardando um segredo.

– Eu não gosto muito de fazer isso, me deixa realmente cansado, mas...

Ran observou Loki transformar-se em sua frente. Loki, agora, era uma típica mulher asgardiana. Seus cabelos continuaram negros e lisos, mas agora ele tinha adoráveis olhos verdes esmeraldinos e um vestido simples.

– Acha que vai dar certo? – Loki perguntou, com uma voz feminina que sou estranha aos ouvidos de Ran.

– Sim, senhor... Senhora. – a criada sorriu, corrigindo-se.

Loki andou devagar, apreciando a movimentação de pessoas. Tudo em Asgard era vivo.

Crianças corriam, idosos caminhavam pacientes, mulheres cantavam músicas alegres enquanto faziam seus afazeres e vigiavam seus filhos. Tudo era muito cheio de vida. Muito diferente de Jotunheim.

Loki passeou pelas feiras movimentadas, cheias de gente e comida fresca. Passeou também pelos jardins de Asgard, que pareciam enormes tapetes coloridos. Crianças brincavam, sorrindo e correndo, e Loki sentou-se sob um banco do parque, junto a Ran, descansando um pouco, abraçado (ou abraçada) a ela, descansando a cabeça sobre seu ombro

– Ran?

A criada respondeu com um “hum” despreocupado.

– Acho que Odin quer netos.

Ran ficou calada por um momento. Afagou a cabeça de Loki e falou em seguida.

– Mas você quer um filho?

Loki ficou sem palavras. Suspirou fundo o ar aromatizado do parque.

– Eu não sei, querida. Você me imagina assim, grávida? – ele deu uma risada, acariciando a barriga.

A loira deu um sorriso largo, respondendo:

– Até a pouco tempo eu não o imaginava como mulher, Loki. – ela riu, mas silenciou-se por um momento, até continuar. – Loki... Isso é uma escolha sua. O corpo é seu, não importa em que forma ele esteja... O cosmos sabe o quanto você já teve descontrole do seu corpo, meu amor. – Ela deu um sorriso triste, afagou a cabeça do amigo e continuou. – Mais do que nunca, você detém esse controle agora. Use-o.

Loki sorriu. Deu um beijo no topo da cabeça da pequena mulher loira, abraçando-a divertidamente.

– Eu não poderia ter pedido por uma amiga melhor nos 9 reinos.

Conversaram e comeram por algumas horas, enquanto Loki apreciava a vivacidade de Asgard, até Loki ouvi um choro de criança. Num canto do parque, uma criança pequena chorava, sentada na grama. Loki caminhou rápido até ela, junto a amiga.

– Oh querido, o que aconteceu? – Loki abaixou-se a altura do menino.

Enxugando as lágrimas, a criança respondeu entre soluços.

– E-Eu caí e machuquei meu joelho... Tá doendo muito, tia! – a criança se encolhia de dor.

Loki analisou o pequeno ferimento. Deu um sorriso, dizendo:

– Não chore, você ficará bem. – Loki enxugou as lágrimas do rosto pequeno com os polegares. — Veja só.

Das mãos de Loki surgia uma aura azul. A criança parou de chorar por um momento, maravilhada com a forma colorida que surgia das mãos da mulher a sua frente. Devagar, a aura azul penetrava a pele do menino, regenerando-a completamente. Só que...

Loki deu um suspiro de cansaço. Droga... Ainda o cansava muito a mudança de forma.

Lentamente sua pele voltava a ficar azul e cheia de marcas e seus olhos ficavam vermelhos novamente. A criança ficava ainda mais maravilhada, vendo a transformação a sua frente. Seus pequeninos olhos cor de mel brilhavam de admiração.

– Você... Você é Loki... – As mãos pequenas e gordinhas da criança alcançavam o rosto de Loki, percorrendo suas marcas.

Loki deu um sorriso.

– Sou sim, querido. Onde você já havia me visto?

– Você será o novo rei, não é? Junto a Thor? – a criança parou por um momento, tocando com curiosidade os cabelos longos e negros do jotun. – Você... É muito bonito...

Ran sorriu, atrás de Loki, sentindo o coração aquecer de fofura.

– Obrigada, querido... Qual é o seu nome, criança?

– Magni.*

– Belo nome, Magni. Significa “força”. – Loki afagou a cabeça da criança com carinho. – Escuta, Magni... Ninguém pode saber que eu estou aqui, tudo bem? Você pode guardar esse segredo?

Magni sacudiu a cabeça em afirmativo.

– Promessa de dedinho? – Loki estendeu o mindinho, e a criança jurou a ele.

– Promessa de dedinho. – Magni repetiu, sorrindo.

– Onde está sua mãe, Magni? – Loki perguntou.

– Ela foi ao mercado e disse que eu podia brincar com meus amigos aqui... Lá estão eles. – a criança apontou com os dedos gordinhos a um canto do parque, onde haviam crianças correndo.

– Então você já pode voltar a brincar com elas, agora que não está mais machucado.

Loki levantou-se, transformando-se novamente em mulher. Magni também levantou-se da grama, imediatamente abraçando as pernas de Loki, com carinho.

– Obrigado, Loki!

– Não precisa agradecer, Magni. – Loki deu um afago nele. – Até mais, criança.

Magni deu um sorriso de agradecimento e em seguida saiu correndo em direção as outras crianças.

Ran olhou para o amigo e começaram a caminhar devagar pelo parque, com os braços entrelaçados. Até que a criada de cabelos dourados falou.

– Loki?

– hum? – o jotun respondeu distraidamente.

– Você daria uma ótima mãe.

*Magni é o nome de um dos filhos de Thor na mitologia nórdica. Achei mais que adequado colocá-lo aqui. ♥

Notas finais
E aí, seus bunito? Gostaram do Magni? Bem, o fim da fic está a um capítulo de distância. Eu tô chorosa. O final é dividido em 4 capítulos, que serão distribuídos em 2 fins de semana, em sábados e domingos. Então... be prepared. Amo vocês.