Notas iniciais
Na boa, 'cês são uns lindos. Cada vez mais a quantidade de leitores cresce! Divulguem, convertam pessoas para o lado colorido da força do yaoi Thorkiano. HAUAHUHAUHAUHAUHAUAH A música da semana é Stay, da Rihanna. Essa queen da minha vida Link no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=JF8BRvqGCNs Boa leitura, amores!

CAPÍTULO 9 – A Saudade.

Loki caminhou por seu palácio em Jotunheim. Respirava fundo, não sabia onde estava seu pai, e um sentimento estranho sufocava-o de medo, como se alguém pressionasse seu coração. Algo em sua consciência dizia que o que tivera com Thor traria consequências graves, e Loki tinha medo que sua consciência estivesse certa. Perguntou-se por várias vezes o que fizera de errado, se ficar com Thor, amá-lo, era tão ruim assim.

Não tinha ideia do que Laufey acharia disso, mas uma coisa era certa: Laufey não tinha nenhum interesse em um contrato de paz com Asgard. Loki sabia do histórico de guerras entre os dois reinos e desejava do fundo do coração que ele e Thor pudessem por um ponto final nisso. Talvez fosse apenas ingenuidade de sua parte, mas Loki queria parar aquela hostilidade entre Asgard e Jotunheim e... Deus, como desejava que Thor sentisse o mesmo. Tinha até mesmo, uma centelha de esperança de que seu pai um dia pudesse... Dar trégua. Um basta às guerras, ou, pelo menos, aquele sentimento constante de que, a qualquer momento, um possa atacar ao outro.

Loki odiava guerras. Havia nascido em meio a uma, de modo que quase morrera de fome quando bebê, abandonado por Laufey, que tinha maior preocupação em atacar Asgard do que cuidar do próprio filho. Loki meio que entendia... Jotuns cuidam dos filhos por pouquíssimo tempo, apenas o tempo suficiente que saibam andar pelas próprias pernas, alimentar-se e caçar. Loki preferia pensar que nascera no reino errado, na raça errada. Toda a selvageria de Jotunheim deixavam Loki paralisado de horror e surpreendia-o que outros jotuns pudessem concordar com seu pai. Talvez fosse por isso que Loki nascera com "magia correndo pelas veias". Talvez fosse por isso que nascera com uma aparência diferente dos outros jotuns. Talvez fosse por isso que apaixonara-se por Thor.

O belo jotun chegou até o salão do trono de seu pai. Laufey estava sentado numa grotesca cadeira de gelo. Os olhos vermelho-sangue de seu pai faziam Loki ter arrepios.

– Loki... Por onde esteve?

– Treinando minha magia, Laufey. — Loki mentiu, sem hesitar.

– Ótimo. — o gigante de gelo deu um sorriso tortuoso. — Eu tenho... coisas a fazer estes últimos dias. Ausentarei-me por um tempo. Claro que isso não será problema pra você.

– De maneira alguma. — Loki reafirmou. Comemorou mentalmente pela ausência do pai, pelo ao menos por alguns dias.

– Continue treinando, Loki... Faça-se útil a este reino. — Laufey levantou-se do trono, caminhando e passando por Loki, sem sequer olhar para ele.

Loki soltou o ar que, inconscientemente, prendeu nos pulmões. Por vezes e vezes repetia-se mentalmente que, por mais odioso que fosse, Laufey era seu pai... De certo tinha poder para feri-lo ou até mesmo matá-lo e por muitas vezes desejou ter feito... Mas algo dentro de si impedia toda vez. Loki nascera com compaixão, algo que jotuns não conheciam nem de nome.

Loki massageou os olhos em sinal de preocupação. Sentia o coração apertar numa agonia constante. Queria ver Thor. Precisava ver Thor.

Thor sentiu a capa voar no vento gelado de Asgard. Seu quarto tinha uma varanda com uma belíssima vista do reino. Toda a explosão de luzes, pessoas e cores que era Asgard acalmava Thor. As grandes construções douradas, monumentos, pontes e a natureza, todos juntos em perfeita harmonia... Ajudava-o a pôr os pensamentos, sempre tão desorganizados, de volta aos seus devidos lugares.

– Oi. Senti sua falta. — uma vez melódica, familiar e agradabilíssima aos ouvidos soou atrás de Thor e ele virou-se para vê-lo.

– Eu também, Loki. — o loiro deu um abraço apertado no jotun, em seguida deu-lhe um beijo suave nos lábios.

Loki sorriu e virou-se para observar a vista da varanda.

– Uau, aqui é lindo. — o jotun ajeitou o casaco de peles nas costas. O vento de lá era forte.

Thor apenas abraçou o jotun, em silencio. Por fim, falou, hesitante:

– Loki, você acha... Que poderíamos dar certo?

O jotun deu um sorriso triste.

– Não faça perguntas difíceis, asgardiano. — Loki encolheu-se ainda mais nos braços de Thor.

– Tem... Tem alguma chance de Jotunheim e Asgard ficarem... Em paz? Algum dia?

Loki suspirou profundamente, olhando no fundo dos olhos de Thor, tocando levemente seu rosto:

– Eu não sei, Thor... Eu realmente quero que isso aconteça... Quer dizer, olhe para nós. Dois filhos de reis de mundos diferentes? Nós podemos fazer isso acontecer. Eu só... Tenho... -Thor nada falou, apenas esperou que Loki quisesse falar. — Medo. Eu tenho medo. Não por mim, mas por você. Se algo, no meio desta guerra, acontecesse a você... Eu não tenho ideia do que eu faria. — o jotun comprimia as sobrancelhas, fechando os olhos, como se lembrasse de uma memória ruim.

– Nada vai acontecer comigo, Loki. Não precisa temer nada. — o asgardiano deu um beijo leve na testa de Loki. — Nós podemos fazer isso acontecer. Eu prometo.

O jotun deu um sorriso. O mais sincero e feliz que Thor já havia visto em toda a sua vida. Uma lágrima pequena de felicidade caiu de seus olhos vermelhos de Loki e ele rapidamente as enxugou. Deu um último beijo em Thor e desapareceu de seus braços como éter.

Notas finais
E aí, gostosos? Vocês também tremeram de medinho e ódio de Laufey? Expressem o ódio de vocês, estou ansiosa por ouví-los. auhahauhauhauhauhauahuah Um beijo, meus bonitos.