Vermelho

1 Capítulo único


Agora, ambas estão frente a frente.

Uma, de pé, encarando a outra com seus grandes e brilhantes olhos verdes. Seu cabelo, nem muito curto e nem muito longo, castanho, escorria pelos ombros suavemente. O vestido azul sujo, assim como o avental, balançavam por causa do vento. A mão esquerda estava cortada, e ainda pingava sangue. Ela estava toda suja, mas encarava a outra de forma... Provocativa, corajosa...

Já a outra, estava sentada em seu trono de ouro e couro vermelho, com suas pernas cruzadas, e o queixo apoiado em seu braço esquerdo. Ela fitava a outra com seus olhos apertados e vermelhos, em tom de desafio, e tinha um sorriso malicioso no rosto. Seus cabelos longos, lisos e negros, escorriam em volta de seu rosto como uma cascata de águas negras. Seu vestido, decotado, vermelho, branco, preto e dourado, esparramava-se pelo trono. O decote deixava a mostra parte de seus seios brancos e lisos. Trazia no pescoço um colar de ouro, com um rubi em forma de coração no meio, e na cabeça, trazia uma tiara de ouro com outro rubi, também em forma de coração.

Ambas se olhavam, esperando, cada qual, uma reação da outra.

-Ora, Alice, está toda suja e maltrapilha. – Disse a Rainha — Vamos, o Valete te levará a seus aposentos e...

-Não quero que ele me leve a lugar nenhum. – Disse Alice.

-Ora, mas você precisa se limpar. Venha, já que não quer que ele te leve, eu a levarei a meus aposentos e te ajudarei a se limpar, está bem? – Disse a Rainha.

A Rainha de Copas se levantou de seu trono, desceu os pequenos degraus, e se dirigiu a uma porta, ao lado direito da sala. Abriu-a, e indicou para que Alice prosseguisse. Alice olhou, desconfiada, para a Rainha, e depois para a porta. Andou apressadamente até a porta, mas antes de entrar, hesitou um pouco. Mas, depois, entrou. Esperou que a Rainha entrasse e fechasse a porta, depois seguiu-a até uma porta com maçanetas e batentes feitos de ouro. A Rainha abriu a porta, e indicou a Alice para que ela entrasse. Alice entrou, e esperou a Rainha.

O quarto era grande, tinha uma grande cama de casal, com dossel e cabeceira de ouro, cortinas vermelhas transparentes, e lençóis vermelhos e pretos.

Havia uma grande janela, com pesadas cortinas vermelhas, do outro lado do quarto, com uma sacada imensa, e com uma paisagem incrível. Também haviam poltronas de ouro com couro vermelho, e um imenso guarda-roupa de ouro, com espelhos gigantes. O quarto era realmente belo.

A Rainha andou até o guarda roupa, abriu-o, e ficou procurando algo que servisse em Alice.

-Você já quer dormir agora? – Perguntou ela.

-Aqui? Mas esse aqui é o seu quarto. – Alice respondeu.

-Sim, mas quero que me faça companhia hoje. Vai dormir aqui.

-Mas...

-Mas nada. Olhe, acho que isso serve em você.

A Rainha tirou do guarda roupa um vestido leve, vermelho, curto. Com fitas para amarrar na cintura. Era realmente bonito.

-Tome, experimente. – Disse a Rainha.

Ela entregou o vestido a Alice, e fechou o guarda-roupa.

-Precisa de ajuda para se despir? – Perguntou a Rainha.

- E-eu não sei... Eu acho que sim. – Respondeu a garota.

-Está bem...

A Rainha caminhou até Alice em passos leves, desamarrando o laço do avental, e tirando as alças que havia em volta do pescoço de Alice.

-Pensei que... A senhora fosse chamar um empregado. – Disse a garota, assustada com a atitude da Rainha, que ficou calada.

A Rainha tinha um sorriso malicioso no rosto. Fazia tudo calma e lentamente, fitando o rosto de Alice no espelho.

Alice tinha uma expressão assustada, olhava para a Rainha no espelho, surpresa pela atitude dela.

A Rainha desabotoou o vestido azul de Alice, lentamente, botão por botão, revelando as costas nuas e brancas de Alice, que tirou o cabelo castanho das costas, para ajudar.

Ambas eram quase do mesmo tamanho, por estarem de salto. A Rainha tirara por completo o vestido de Alice, deixando-o cair ao chão, revelando o corpo pálido de Alice por completo. Só o que Alice vestia, era suas meias, sua calcinha e suas botas, que foram ligeiramente tiradas também pela Rainha. Logo, suas meias foram tiradas também.

A Rainha observou o corpo de Alice, pelo espelho, com um sorriso malicioso nos lábios. Alice ainda estava assustada. A Rainha pegou o vestido, quase transparente, e vestira em Alice.

-A senhora... Não vai se trocar também? – Perguntou Alice, já vestida.

-Porque quer saber? – Perguntou a Rainha, sussurrando no ouvido de Alice suavemente, mas ainda assim, e um tom provocante e malicioso.

Alice estava perplexa, mas havia entendido o que a outra queria. Se virou para ela, que a olhava de cima, com uma expressão maliciosa e provocante. Alice tirou-lhe o colar, a tiara, e desabotoara-lhe o vestido, que deixara cair ao chão, revelando o corpo lívido e esbelto de Sua Majestade.

Depois, tirou as botas da outra, sobrando apenas a calcinha, a cinta-liga e a meia arrastão preta. Alice ficou de pé, olhando para a outra, esperando ela tomar alguma atitude.

-E então? – Perguntou Alice.

A Rainha riu, pegou Alice pelo pulso, e levou-a até a cama. Jogou Alice no colchão, e se posicionou em cima dela, apoiada nos braços esticados. Fitou Alice por um momento, e depois beijou-a.

Alice não entendeu muito bem no começo, pois nunca tinha beijado antes em sua vida. Não um beijo como esse, todas as outras vezes, fora forçada. Mas dessa vez, sentia que participava do ato. Como se as duas fossem um só. As duas línguas que travavam uma batalha sem vencedores, os dois corpos que podiam sentir um ao outro... Tudo.

Ambas ansiavam por mais.

A Rainha interrompera o beijo, e tirara o vestido de Alice, que tirara a cinta-liga e a calcinha da outra, e beijara seu pescoço. A Rainha tirara suas meias, e depois, a calcinha de Alice. Depois, ambas se olharam, e depois riram.

A Rainha puxara Alice pelo pé esquerdo, fazendo-a cair na cama. Depois, beijara-a de modo selvagem, explorando cada ligar de sua doce boca, fazendo os lábios de Alice ficarem inchados. Depois, beijara a orelha da outra, descendo até o pescoço, fazendo a outra se arrepiar. Depois, beijara o seu seio esquerdo, e desceu até a barriga, depois até a virilha. Depois subiu de novo, até a boca, e a beijou de novo de modo selvagem. Depois, desceu um pouco até o pescoço, e lhe deu um chupão, o qual deixou um hematoma vermelho. Depois, a Rainha passou o dedo indicador na boca de Alice, a fim de lubrificá-lo bem. A saliva já escorria por seu dedo, quando ela desceu até a vagina da parceira e lhe penetrou o dedo. Alice soltou um pequeno gemido, enquanto a parceira lhe penetrava com movimentos rápidos. Depois, a Rainha levou o dedo médio até a boca da pequena, a fim de lubrificá-lo, e depois penetrou ambos os dedos na pequena, que gemia de prazer, enquanto a outra sorria.

Depois, ambas continuaram, entre beijos, gemidos, gritos e muito prazer, até o dia seguinte, no qual o quarto amanhecera bagunçado, com garrafas de vinho jogados por todos os lados, lençóis e cama bagunçados, e todas as provas de que naquela noite, Alice não teria sido apenas uma companhia para a outra.

Notas finais
Trágico D=
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!