Verdammt Glück
7 Capítulo 5 - That Day part. 3
Notas iniciais
Espero que gostem s2
Nós fomos conversando durante todo o percurso até a balada onde estava havendo a festa. Saímos do carro e nos dirigimos á festa. Assim que entrei a música me contagiou. Era a música “3”, da Britney Spears. Completamente dançante. Rapidamente me dirigi à pista de dança e comecei a dançar. Fechei meus olhos e deixei a música me guiar. Meus cabelos soltos balançavam de acordo com o ritmo da música. A música finalmente havia parado. Kris e Ange estavam ao meu lado na pista.
- Nossa Zoe! Estava com tanta vontade assim de dançar que nem esperou a irmã pra ir pra pista? – disse Kirs cruzando os braços.
- Sim! Eu queria muito dançar! Eu precisava disso. Estava muito ocupada com os preparativos pro meu primeiro desfile longe de terrar alemãs. Estava cansada. – eu disse voltando a dançar.
- Isso aí, irmã! É pra deixar a MS de lado e curtir! – Kris disse se jogando na pista e dançando pra caramba.
Logo depois George e Gustav vieram nos acompanhar na dança enquanto Bill falava ao telefone e Tom, como sempre, dava em cima de todas as garotas que via pela frente. Que garoto fútil!
Eu continuei a dançar por um longo tempo, mas logo cansei.
- Ah, cansei. Vou conversar com o Bill, já volto Ange. – eu falei, me retirando da pista.
- Tudo bem, Z. Mas volte logo!
- Não garanto nada! Vou deixar você e o Ge dançando aí. – eu disse rindo.
Andei até o bar, onde o Bill estava sentado e esperei que ele terminasse de falar ao telefone. O barman veio até mim e perguntou:
- Você deseja alguma coisa, moça?
- Quero apenas água. – respondi com um sorriso.
- Apenas água? – ele perguntou surpreso, eu acho.
- Sim moço, água. Eu não bebo. – respondi.
- Hum, tudo bem. –ele disse.
Alguns minutinhos depois ele voltou trazendo minha água.
- Aqui está a sua água, moça.
- Muito obrigada. – respondi sorrindo.
Bill se virou para mim meio sem graça e disse:
- Mil desculpas, Zoe. Estava em uma ligação muito importante.
- Sem problemas, Bill. Mas enfim, era com você mesmo que eu precisava falar.
- Sério Zoe? O que você quer? É algo interessante?
- Claro, Bill! E tenho certeza que você vai gostar. – eu disse sorrindo.
- Então diga.
- Você sabe que eu sou estilista, né? – perguntei.
- Claro que sei Zoe.
- E você sabe que daqui há 2 meses eu irei lançar a minha grife pela primeira vez em solos não-alemães em Madrid, né?
- Ok, essa parte eu não sabia, mas continue. – disse Bill rindo.
- Bom, agora já sabe. Enfim, eu tenho uma boa parte das roupas do desfile desenhadas, mas eu queria desenhar o resto em parceria com alguém. Alguém que nos tempos vagos goste de desenhar roupas masculinas, que tenha estilo e que já tenha desfilado em uma passarela antes pela grife de dois estilistas gêmeos. – eu falei, dando uma piscadinha pro Bill.
- Quem poderia ser essa pessoa e porque está me falando isso? Não sei quem possa se encaixar nesse perfil. – disse Bill confuso.
Eu bati minha testa na minha mão em sinal de desaprovação e abaixei a minha cabeça.
- O que foi? – perguntou Bill.
- Bill, querido, eu vou traduzir o que eu disse para o mais puro e simples alemão: eu quero que você faça uma parceria comigo. Quero que desenhe algumas roupas em parceria comigo e quero que você desfile também. Entendeu?
- Ah, entendi! Que burro! – Bill disse rindo – Ok Zoe. Seria maravilhoso! Eu adorei a experiência de desfilar e adoraria novamente, ainda mais se for pra sua grife.
- Obrigada, Bill. Você é muito querido. Agora, se me der licença, vou dançar mais um pouquinho. – disse me levantando.
- De nada, Zoe. – ele disse sorrindo.
- Você não vem? – perguntei.
- Estou meio sem vontade, Z. Mas prometo que depois eu vou. – ele disse sorrindo.
- Então tá. – me dirigi novamente a pista de dança.
Dessa vez estava tocando Down do Jay Shawn feat. Lil Wayne. É uma música que me faz dançar muito. Novamente fechei meus olhos e continuei a dançar, deixando a música me levar. Até que de repente, senti alguém me puxando pela cintura e dançando comigo. Nesse momento eu abri os meus olhos assustada e vi ninguém mais ninguém menos que o queridíssimo Tomzinho na minha frente. Argh!
- O que você está fazendo, idiota? Me larga! – eu disse, empurrando o Tom pra longe de mim.
- Estou dançando com a cobra, por quê? – ele respondeu se aproximando de mim novamente.
- Cobra? Nossa, falou o queridinho! Se toca, garoto! Você não é ninguém! – respondi.
- É mesmo? Se eu não sou ninguém porque tantas garotas atrás de mim? – ele disse com deboche.
- Porque elas são idiotas, querido. Tudo o que elas querem são os seus 15 minutos de fama, que nesse caso são 15 segundos. E no fim ninguém sabe da existência delas e você nem sabe o nome delas. Elas estão tão desesperadas por autoconfiança que acham que ficando com uma Pseudo-celebridade vão conseguir alguma coisa. – respondi olhando bem dentro dos olhos dele.
- Pseudo-celebridade?
- Pseudo-celebridade. Você não faz nada no TH, a não ser cantar e tocar. Você só tem fama porque é irmão do Bill e porque se acha o pegador. Fora isso, você não é ninguém.
- Há há há. E você acha que fazer roupas é ser alguém? – ele perguntou com deboche e um pouco de raiva. Eu estava conseguindo deixar Tom Kaulitz irritado.
- Em primeiro lugar, meu bem, eu não faço roupas, eu as desenho. E sim, isso me faz ser alguém. Me imagino daqui há uns 10 anos mais ou menos, o meu nome será uma lenda do mundo da moda, pode ter certeza. E se não der certo, eu tenho berço, meu bem. – eu disse jogando o cabelo para trás dando ar de superior pra deixar ele ainda mais irritado.
- Está me dizendo que eu sou inferior a você? – ele perguntou irritado.
- Bem querido, isso já é você quem está dizendo, mas se a carapuça serve, não posso fazer nada. – respondi com um sorriso sarcástico.
Ele se aproximou de mim, pegou nos meus pulsos e disse:
- Quem você pensa que é? Você não me conhece, não sabe nada de mim!
Soltei os meus pulsos de suas mãos e disse:
- Sou alguém muito superior a você, Tom. Disso, você pode ter certeza.
- Você não me conhece.
- Conheço o suficiente pra saber o quanto você é incrivelmente detestável.
- Se eu sou tão detestável assim, porque age tão estranha quando estou perto?
- Porque seres idiotas merecem tratamentos especiais. Sinta-se importante, meu bem. – eu disse, sarcástica.
É o que vamos ver – Tom disse dando um sorriso de canto-de-boca e se aproximando de mim. Ele se aproximou ainda mais e me puxou para perto dele e me beijou. Eu batia nele, esmurrava, mas ele não me soltava. Até que não resisti e o beijei também, mas quando me toquei do que estava fazendo juntei todas as forças que existiam dentro de mim e o empurrei. Então dei um forte tapa na cara dele.
- Nunca mais na sua vida se atreva a me beijar, Tom Kaulitz! – eu disse.
- Mas você retribuiu Zoezinha. – ele disse com um sorriso irônico.
- Não podia deixar você morrer sem saber como é o beijo de uma lenda da moda, mas essa é uma coisa que eu nunca mais na minha vida vou fazer novamente, porque de você, eu tenho nojo. – eu disse, cuspindo no chão.
- É tanto nojo que me beijou. Você é insuportável, Zoe. Você é idiota, criança e fútil. Jamais iria querer algo com você.
- Digo o mesmo, meu bem. – eu disse me virando e saindo da casa de festas. Kris e Bill vieram atrás de mim.
- Zoe, porque vai tão cedo? – Kris perguntou.
- A festa acabou pra mim, Bill. Desculpa – respondi.
- Porque? – disse Bill, desanimado.
- Seu irmão, como sempre, infernizando minha vida. – respondi enquanto chamava um taxi, que logo parou em frente a casa de festas.
- Poxa, Zoe. – disse Kris, triste.
- Desculpa gente, mas não dá. Tchau. – eu disse entrando no taxi e fechando a porta.
Como aquele idiota pode fazer isso comigo? Como ele pode me agarrar daquele jeito? Como ele pode dizer aquelas coisas pra mim? – eu pensava enquanto ia em direção ao hotel. Paramos na porta do hotel. Tirei meu dinheiro da bolsa e paguei o táxi. Entrei no hotel e fui em direção ao elevador. Abri a porta do meu quarto e joguei minha bolsa em cima da cama. Peguei minha toalha e fui tomar um banho. Devo ter demorado uns 30 minutos debaixo da água. Precisava esquecer o que tinha acontecido naquela noite. Saí do banho e coloquei um pijama e deitei na minha cama, ou melhor, me joguei nela. Eu estava muito cansada. Discutir com o Tom cansava a minha beleza e a minha inteligência, porque discutir com um idiota cansa e é vergonhoso, porque ele te rebaixa ao nível dele e te vence pela experiência.
“Como alguém pode ser tão idiota, fútil, infantil, sem vergonha, insensível e insuportável? Eu realmente nunca terei algo com Tom Kaulitz. NUNCA!” eu pensei antes de dormir. Dei um longo suspiro e fechei meus olhos e desejei esquecer tudo o que aconteceu naquela festa.
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