Verdammt Glück

15 Capítulo 12 - Uma Conversa Na Sacada


Notas iniciais
Esse capítulo é outro que eua chei muito fofo, hihi *_*
Espero que gostem s2

Tom e eu caminhamos até a sacada do apartamento. A vista era linda. Me aproximei da beirada da sacada e fiquei olhando a cidade e o céu. Era muito lindo e eu admirava tudo isso, quando de repente, Tom disse:

- Porque você não me contou, zoe? – me virei para ele.

- Por favor Tom, não comece com isso. – falei.

- Zoe, eu preciso saber. Você estava grávida de mim e não me contou. Eu tenho o direito de saber o por que. – ele disse olhando nos meus olhos. Eu não queria falar sobre esse assunto.

- Tom, graças aquela queda idiota eu perdi meu bebê. Não há mais necessidade de saber os meus motivos para não te contar – falei virando um pouco o pescoço e olhando o céu.

- Zoe, — ele disse me virando e me fazendo encara-lo – não me interessa saber que você perdeu o bebê, isso o médico me falou. Eu quero saber porque você não me contou. – dei longo suspiro.

- Ah, Tom. Olha quem você é. – falei. – Você é o tipo de cara que eu sempre detestei. Nunca se importou com o sentimento das mulheres e sempre foi um mulherengo. Pra você as mulheres são como uma coisa descartável, que você usa e joga fora. Eu tenho nojo disso e mais ainda de ter ficado com você – falei. Tom me olhou meio surpreso.

- Isso não é verdade, Zoe. Eu me importo sim, mas é claro que não com as fáceis com quem eu fico. Elas não se valorizam, não se dão ao respeito e não merecem que eu me importe com elas. Mas você não foi uma delas, Zoe. – ele disse me olhando.

- Pode até ser, mas eu fiquei com receio. Não queria te contar, eu fiquei com medo. Medo do que você poderia fazer, medo da sua reação, medo que você quisesse que eu abortasse. – falei e na hora senti um frio e abracei meus braços para tentar espanta-lo. Tom, chocado, segurou em meus ombros e disse:

- Abortar? Eu nunca te pediria uma coisa dessas, Zoe. Se fosse alguém tipo a Chantelle eu ia dizer até o fim dos meus dias que o filho não era meu. Até se o teste de DNA provasse o contrário eu ia dizer que o filho não era meu. Mas é você Zoe. Eu ia ficar do seu lado, ia te apoiar e ia fazer de tudo pra com que fosse mais fácil passar por isso. Eu jamais te pediria pra abortar. Posso ser um cara conquistador e sexy, mas não sou um monstro. – eu ri.

- Cala a boca. — falei sorrindo. Continuei abraçando os meus braços, chocada com o que eu tinha acabado de ouvir. Eu não sabia que ele pudesse ser assim, mas confesso que gostei de saber disso. – Ah, eu sei Tom, mas é que tudo isso foi muito repentino, muito inesperado. Uma coisa que nunca tinha acontecido comigo antes. Eu não sabia o que fazer, o que pensar – falei abaixando a cabeça e olhando para o chão. Ele me trouxe para perto de si e me abraçou. Deitei minha cabeça em seu peito e ele disse:

- Zoe, não precisava ter tido esse medo. Eu iria entender, eu iria aceitar. Tá, meu pai ia me matar e minha mãe ia ficar feliz, mas eu não me importo com isso. Eu gosto de crianças.

- Eu vi isso hoje, Tom – falei sorrindo

- Eu só queria que tivesse me contado. – ele disse, com um pouco de tristeza na voz.

- Desculpa Tom, não sabia que você era assim, não-monstro – falei rindo – e se serve de consolo – falei olhando para ele – você seria um bom pai.

Ele me olhou sorrindo, um sorriso meigo e lindo que só ele tinha e que eu poderia passar mil anos só observando. Ele acariciou meu rosto delicadamente.

- Obrigado, Zoe. – ele disse sorrindo – e não pense que sou um “monstro”. Tem muita coisa sobre mim que você não sabe.

- Ah, e porque você não me conta? – perguntei com um sorriso que ele retribuiu.

- só vou contar quando você me contar as coisas que eu não sei sobre você. Como assim a Swift é sua cantora favorita? – ele perguntou rindo.

- Bem, ela fala das coisas que ela sente, do que vai no coração disso. Eu gosto disso, sabe? Mas relaxa, a Swift não é em si minha cantora favorita. Minha paixão musical é sem dúvida Beyoncé. – falei rindo. Ele deu um suspiro aliviado.

- Que susto! Achei que você realmente ia ser fã da Swift – ele falou rindo.

- É melhor do que gostar dessas bandinhas de rock idiotas – falei. Ele olhou para mim com cara de mal.

- Tá dizendo que o TH é bandinha idiota? – ele perguntou e depois riu.

- Não falei isso. Eu disse que as bandinhas de rock que você escuta são uma droga. E os grupos de rap alemão também. – falei.

- Isso não é verdade. Raps são bons. – franzi uma das sobrancelhas.

- Tá né, se você insiste nisso. – falei rindo. – Mas então, do que você gosta?

- Bem, eu gosto de coisas ao ar livre, como agora. E gosto de ver a lua no meio da noite. Quando eu estou em viagem ou até mesmo em casa eu goto de acordar no meio da noite e ficar observando a lua. A lua é muito mais bonita que o sol, não me pergunte por quê. Ele disse rindo e olhando para a lua. Olhei para ele. Uau! Havia tantas coisas que eu não sabia sobre ele.

- Você gosta desse tipo de coisa? – perguntei.

- sempre gostei Zoe. Sei que não parece, mas eu gosto desse tipo de coisa. E sinto falta de muitas coisas também. – ele disse.

- Tipo o quê? – perguntei.

- Não sei, alguém pra chamar de minha, sabe? Uma namorada. Sabe, cansa você ser o pegador a qual nenhuma resiste ao charme. – ele disse. Nesse momento olhei para ele com cara de “quem você pensa que é, o metido?”. Ele riu.

- Uau! Sente falta disso? Pensei que os homens gostassem de sempre ter milhões aos seus pés. – falei.

- Nós gostamos. Mas é que cansa ter todas. Tem muita gente que acha que pra ser homem de verdade tem que conquistar todo mundo. Mas não acredito nisso. – ele disse, ainda olhando para o céu. Eu ainda estava com a cabeça em seu peito, abraçada com ele.

- E no que você acredita? – perguntei. Ele começou a acariciar os meus cabelos e ainda olhava para a lua.

- Bem, eu acredito que, ter todas faz você ser homem ou pelo menos faz com o que seus amigos vejam que você é homem. Por exemplo: quando você tem várias aos seus pés você é considerado “o cara” pelos seus amigos e isso para um homem é muito importante. – revirei os olhos em sinal de tédio.

- Homens. – falei. Ele riu.

- Mas continuando, acredito que ser um homem de verdade não é ser “o cara”, sabe? Pra mim, um homem de verdade não é aquele que conquista várias mulheres todos os dias, mas aquele tem a capacidade de conquistar a mesma mulher todos os dias. Isso pra mim é ser um homem de verdade. – ele disse. Confesso que fiquei surpresa, mas não demonstrei, fiquei na minha.

- Então quer dizer que você não é um homem de verdade? – falei rindo.

- Mais ou menos. – ele disse.

- Hum. – falei.

Bem, ficamos assim por muito tempo conversando. Ele era muito legal, e isso me surpreendeu. Ele no fundo, no fundinho era um fofo e na minha mente e nos meus pensamentos eu me perguntava se eu não estaria me apaixonando por ele. E constatei, enquanto eu estava abraçada com ele que talvez fosse tarde de mais para pensar em “será?”. Talvez isso não fosse um “será?” e sim uma realidade, mas eu não queria pensar nisso.

Depois de mais algum tempo, a campainha toca.

- Acho melhor a gente ir atender – falei em afastando do Tom e arrumando meu cabelo.

- Acho que devem ser os tios da Ange. – ele disse enquanto íamos em direção à porta. Eu a abri e eram os tios da Ange.

- Oi! – falei abraçando-os e Tom os cumprimentou com um aperto de mão. – Como foi a noite?

- Foi ótima! – a tia dela disse enquanto entravam na casa.

- E como foram com as crianças? – o tio da Ange perguntou. Tom sorriu e olhou para mim e depois se virou para os tios da Ange de novo.

- Bem, foi ótima. As crianças foram maravilhosas. – ele disse. Os tios da Ange ficarma surpresos com o que ouviram.

- Maravilhosos? – perguntou a mãe deles. Eu sorri.

- Sim, maravilhosos.

- E o eu vocês fizeram? – o tio da Ange perguntou.

- Bem, primeiro nós fizemos um “show acústico” para eles e eles gostaram muito. Depois nós brincamos de quase todas as brincadeiras existentes no mundo – os pais das crianças riram. – e depois dei banhos nos três e os pus na cama. Depois fui dar uma arrumada na bagunça e o Tom foi contar história para eles.

- Sério? Parece que foi divertido. – a tia de Ange disse com um sorriso.

- Foi sim – falei. – Mas agora eu acho que já está na hora de írmos.

- É verdade. – falou Tom enquanto cumprimentava os tios da Ange. Fiz o mesmo. Abracei-os e disse o quanto foi divertido vir cuidar dos filhos deles.

- Obrigada por terem vindo – o tio de Ange disse.

- De nada – respondi enquanto eu e Tom saíamos e eles fechavam a porta. Começamos a descer as escadas e a sair do prédio. Começamos então a andar em direção ao prédio onde estava a minha casa.

- Essas crianças são incríveis – ele disse. Eu sorri.

- São sim. Charlie, Hayley, Lise. Todos são incríveis. – falei.

- Ah, o Charlie. Eu adorei ele. Ele é aquele tipo de menino que diz que vai morrer com o seu nitendo, mas que quando se apaixonar, meu Deus, eu quero ver isso. – ele disse rindo.

- É verdade. Mas pra mim a mais fofa foi a Lise. Ela tem toda uma mágica, uma coisa incrível. – falei.

- Sim, a Lise é uma fofa. Se você ainda estivesse grávida de mim e fosse uma filha queria que ela fosse como a Lise – ele disse olhando para mim e sorrindo. Sorri de volta.

- É verdade. Lise é uma garotinha incrível. – falei.

Depois de mais alguns minutos chegamos em frente ao portão do prédio onde ficava o apartamento dos meus pais. Me escorei no portão e disse:

- Bem, eu acho que isso.

- É verdade – Tom disse e se aproximou de mim. – Zoe, vai fazer alguma coisa amanhã à tarde?

- Eu acho que não. De tarde não. – falei. Ele sorriu.

- Ótimo. Tenho um lugar incrível para te mostrar amanhã então. – ele falou com um sorriso.

- Sério? E que lugar é esse? – perguntei.

- Ah, isso é segredo. Você vai saber quando chegar lá. – ele disse. Eu cruzei os braços.

- Tá bom então. – falei.

- Então às 2:30 eu venho te buscar para irmos nesse lugar.

- Tudo bem. – falei com um sorriso e me virei para apertar o interfone. – Acho melhor eu ir. Já está tarde.

- Tudo bem. – ele disse – te vejo amanhã então?

- Sim. – falei sorrindo e entrando na portaria do prédio. Ele sorriu para mim.

- Boa noite, Zoe.

- Boa noite Tom. – falei com um sorriso e me virei para entrar no prédio.

Subi rapidamente para o meu apartamento e olhei em volta. Kirs já estava dormindo e meus pais ainda não haviam chegado. Tomei um banho rapidamente e depois coloquei o meu pijama e deitei em minha cama. Com a cabeça no meu travesseiro comecei a pensar no que tinha acontecido aquela noite e sorri, me lembrando de cada momento. “É, me apaixonei por ele” pensei.

Finalmente me dei conta de que havia me apaixonado por Tom Kaulitz. Uma coisa que eu quase não acreditei, porque em fim, eu o odiava. Mas depois dessa noite eu tive a certeza de que eu estava apaixonada por ele e que, no fundo, ele era uma pessoa maravilhosa.

Notas finais
O que será que vai acontecer? Qual será o lugar para onde Tom irá levar a Zoe? Será que o Tom também está apaixonado pela Zoe? Descubra tudo no próximo capítulo de Verdammt Gluck! s2