Verdammt Glück
14 Capítulo 11 - Crianças
Notas iniciais
Esse capítulo é bem fofo *_* Pelo menos eu achei. KKKKKK
Espero que gostem s2
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No outro dia pela manhã o médico disse que eu já podia ir para casa. Saí do hospital e minha irmã me levou para o hotel. Assim que chegamos ao quarto a primeira coisa que eu fiz foi começar a fazer as minhas malas para viajarmos de volta para Hamburgo quieta, calma, sem falar com ninguém. Eu percebia a tristeza e a raiva nos olhos da Kirs. Tadinha da minha irmã. Eu sabia que ela estava triste por eu não ter contado a ela o que tinha acontecido. E parece que eu li os seus pensamentos, pois ela se virou para mim e disse:
- Porque você não me contou, Zoe? – ela perguntou me encarando, séria. Me virei para ela.- Porque eu não podia. – respondi.- Você falou para alguém? – ela perguntou.- Sim – falei abaixando a cabeça e segundos depois levantei-a novamente – para o Georg.- O que? Você falou para o Georg e não falou para mim? – ela perguntou indignada. Me virei para ela mostrando tristeza.- Me desculpa, Kirs. Mas é que eu fiquei com receio. – falei abaixando a cabeça.- Receio de que? Eu sou sua irmã! – ela disse.- Fiquei com receio de que não aceitasse, de que brigasse comigo, de que me obrigasse a contar pro Tom ou coisas assim. – respondi. Ela veio em minha direção e sentou ao meu lado.- O que? Mas eu nunca faria isso Zoe! Você é minha irmã e eu nunca faria você fazer algo que não quisesse. Deveria ter confiado em mim. – ela disse.- Me desculpa, Kirs. Eu fiquei com medo, só isso. Eu nunca tinha passado por uma coisa parecida antes, irmã. Eu fiquei com medo. Me desculpa. – falei. Ela se virou para mim.- Zoe, não precisava ter medo de contar pra mim, tá? Eu ia entender e não precisa se desculpar. Só quero que me prometa que vai me contar tudo, ok? Principalmente se você ficar grávida de um cara que você “diz” que odeia de novo. – ela disse rindo. Dei um sorriso meio falso, de lado.- Te garanto que isso não vai acontecer. – falei.- Me dê um abraço – ela disse estendendo os braços para que eu a abraçasse. Eu abracei a minha irmã com um sorriso. Era tão bom sentir que minha irmã estava do meu lado. Depois disso ela disse que me amava e ficou tirando com a minha cara pelo fato de eu ser a irmã mais nova. Nós começamos e depois fomos arrumar as malas. Algumas horas depois as malas estavam prontas e saímos do hotel. De lá fomos direto para o aeroporto. Era ótimo saber que eu ia voltar para casa. A viagem demorou algumas horas, mas logo chegamos em Hamburgo. Chamamos um táxi que deixou Ange em sua casa e depois ele nos deixou em casa. - Mãe! – eu e minha irmã dissemos ao entrar em casa. Nossa mãe nos abraçou fortemente.- Minhas filhas! Quanta saudade que eu fiquei de vocês! Como foi a viagem? – ela disse nos chamando para entrar e nos ajudando a trazer as nossas malas para dentro de casa. - Ah foi ótima! Inesquecível! – disse Kirs.- Verdade mãe. Foi marcante. – eu disse e logo depois minha irmã olhou para mim e riu. Ficamos muito tempo conversando com a nossa mãe e ela disse:- Bom meninas, como vocês sabem, hoje eu e o seu pai faremos 22 anos de casados, então eu quero que vocês fiquem aqui e não aprontem nada, viu? – ela disse rindo.- Claro mãe! Pode deixar! – eu falei. Mamãe se virou para nós duas saindo, disse:- Bem, vou me arrumar. – ela disse saindo. Kirs levou as suas malas para o seu quarto e eu levei as minhas para o meu. Chegando lá comecei a organizar as roupas da mala do guarda-roupa. Eram muitas roupas. Depois de ter feito isso fui tomar um banho. Um longo e refrescante banho. A água, a propósito, estava ótima e acho que devo te ficado lá por uma hora mais ou menos. Saindo do banho me sequei rapidamente, coloquei meu robe e coloquei a toalha no cabelo para que pudesse tirar o excesso da água contida nele. Fui para o quarto e procurei meu secador para secar meu cabelo. No momento em que eu o liguei na tomada, tirei a toalha da cabeça e me preparava para ligar o secador meu telefone toca. Pego meu iPhone e vejo no visor quem está ligando. Angelinna. Atendi rapidamente.- Alô? – falei.- Zoe, tudo bem? – Ange disse.- Tudo ótimo! E com você?- Está tudo bem. – ela disse.- Que bom –respondi.- zoe,vai fazer alguma coisa hoje? – ela perguntou. Passei a mão no meu cabelo pensando se tinha alguma coisa pra fazer naquele dia. Bem, eu tinha que ver os últimos episódios dos meus seriados favoritos, mas talvez fosse importante o que Ange queria me pedir, então ignorei os meus “afazeres” e disse:- Não Ange, não vou fazer nada hoje. Porque?- É porque meus tios vão sair e me pediram pra cuidar dos meus primos pequenos, mas o Ge me chamou pra ir jantar com ele. – ela disse.- Tudo bem. Eu cuido das crianças pra você, Ange – falei com um sorriso. Ela transbordou de felicidade no outro lado da linha telefônica. - Sério Zoe?! Obrigada! Bem, você deve vir pra cá umas 9 horas, tá? – ela disse.- Tá bom. Tchau, beijos. – falei.- tchau, obrigada – ela disse desligando o telefone. “Crianças”, pensei. Talvez ir cuidar dos primos da Ange acalmasse meus pensamentos.
Bem, sequei meu cabelo e vesti uma roupa. Depois me sentei em uma mesinha que tinha no meu quarto. Peguei os meus lápis de desenho e os de pintar também e comecei a desenhar mais modelos de roupas, tanto pra minha coleção quanto para o desfile da Victória’s Secret. Fiquei muito entretida com os desenhos que nem vi o tempo passar. Já eram quase 9 horas. Me vesti rapidamente colocando um vestido azul-claro um pouco acima dos joelhos, calcei uma sapatilha bege e coloquei um colar com um pingente escrito “Zoe” e pronto. Nada de maquiagem. Eu estava indo quase que correndo para a porta quando ouvi a campainha tocar. “Mas quem será agora?” pensei. Bem, meus pais tinham saído para jantar e Kirs tinha saído com o Bill e o Gustav. Quem poderia ser? Me dirigi a porta e abri e quase entrei em colapso quando vi quem havia tocado a campainha da minha casa. - Tom?! – falei atônita. Ele sorriu para mim e disse:- Oi Zoe, tudo bem?- O que está fazendo aqui? Qual a parte de “Some da minha vida e nunca mais aparece na minha frente” você não entendeu? Tem alguma dúvida? Porque eu posso desenhar pra você. – falei com raiva e com sarcasmo. Não consegui evitar. Ele franziu uma das sobrancelhas.- Zoe, não começa com isso, tá bom? E sim, eu entendi, mas não é porque eu entendi que eu sou obrigado a cumprir. – ele disse com um sorriso – vai a algum lugar? Revirei meus olhos em sinal de tédio e encostei minha mão no corrimão da porta.- Eu vou pra casa da Ange cuidar dos primos dela pra que ela possa sair com o Ge. – falei. Ele sorriu.- Bem, eu amo crianças. Posso ir com você? – ele sorriu. Bem, essa pergunta me surpreendeu. Mas o que eu podia fazer? Ele já estava ali e sempre fui péssima em dizer não para as pessoas. - Pode sim. – falei. – mas preciso ir agora. Já devo estar atrasada. – falei.- Tudo bem. – ele disse. Fechei a porta e desci as escadas. - Aonde fica a casa dos tios da Angelinna? – ele perguntou se virando para mim.- Na verdade ela é vizinha de porta dos tios dela. Fica em um prédio à duas quadras daqui – falei.- Hum. – ele disse. Passamos o resto do caminha sem falar uma palavra. Tensão, medo, culpa? Não sei. Só sei que eu e Tom não falamos nada enquanto íamos para a casa dos tios da Ange. Depois de dois quarteirões chegamos ao prédio. Subimos e batemos na porta. Os tios da Ange abriram a porta e nos cumprimentaram. Eles deram algumas instruções sobre as crianças e disseram que elas eram muito levadas. Nós falamos que não havia problema e que iríamos cuidar delas. Tom olhos para mim. Os tios dela saíram e nós entramos no apartamento deles. Olhamos para as crianças e fomos falar com elas.- Oi gente – falei – eu sou a zoe e vou cuidar de vocês essa noite. - E eu sou o Tom – ele disse. O mais velho, Charlie se virou para o Tom e disse:- Eu sei quem você é. Você é Tom Kaulitz irmão do Bill Kaulitz do Tokio Hotel. Você toca guitarra. – Tom sorriu.- É verdade. – ele disse. Me virei para as crianças e pedi para que elas sentassem no sofá e elas assim o fizeram. Fiquei impressiona, já que eles não estavam fazendo bagunça. Sorri.- Bem, o que vocês querem fazer? – perguntei. Uma das mais novas, a Lise disse:- Eu ia gostar de um “show acústico”. – ela disse sorrindo. -Show acústico? – perguntei.- Sim! O Tom podia ticar e você cantar fazendo um show acústico pra gente. O Tom pode usar o violão do August. – Lise disse. August era o nome do irmão mais velho dela. Os tios da Ange tinham 4 filhos: August, Hayley, Charlie e Lise. – Tom sorriu.- Vai ser divertido – ele disse, se virando para mim e sorrindo. Fiquei sem graça.- Pode ser falei. – sorrindo, pedi para Lise:- Porque você não vai no quarto do August e pega o violão dele para o Tom? – falei sorrindo. - Claro! Ela disse. – e ela, Charlie e Hayley saíram correndo para o quarto de August para pegar o violão. Hayley tinha 9 anos, Charlie 6 e Lise 5. Algum tempo depois eles voltaram com um violão preto nas pequeninas mãozinhas deles e entregaram para o Tom. Tom segurou o violão com suas mãos e, perplexo, disse:- Uau! Um violão Harley Beans 370 preto! O irmão de vocês tem classe. – ele disse rindo. Apenas abaixei a cabeça apoiando-a sobre a minha mão. Me virei para as crianças que já estavam sentadas no sofá e perguntei:- O que vocês vão querer que eu cante? – perguntei. Lise sorriu e disse:- Quero Taylor Swift! – ela disse. – As músicas dela são muito fofas e são as preferidas da namorada do August. – sorri.- São as minhas preferidas também. – falei. Tom se virou pra mim surpreso. Dei um sorriso de canto de boca e disse:- Há muitas coisas sobre mim que você não faz nem ideia. – ele olhou nos meus olhos e disse:- Você bem que poderia me contar. – ele disse sorrindo. Olhei para ele.- Vai sonhando. – sorri. Então voltei a falar com as crianças:- que música dela vocês querem que eu cante? – Hayley só faltou pular em cima do sofá querendo ser a primeira a escolher. E eu e Tom rimos.- Quero “Mine” – ela disse. Eu sorri e me curvei até ficar mais ou menos da altura dela. Dei um apertozinho no nariz dela e disse:- Tudo bem. Você sabe o tom da música? – perguntei me virando para o Tom. Ele estava sentado em um banquinho em frente ao sofá. Ele tentou tirar as notas dos acordes de ouvido e disse:- Acho que sim.- Tudo bem – falei. Ele então começou a tocar a introdução de “Mine” e depois eu comecei a cantar. Enquanto cantava eu interagia e brincava com as crianças. Eu as pegava no colo, fazia cócegas nelas e dava beijinhos nas bochechas. Tom olhava para mim e não parava de rir. Eu olhava para ele de vez em quando, não conseguia me conter, até que, enquanto eu cantava a música eu pensei “será que estou me apaixonando por ele? Oh meu Deus, isso não pode estar acontecendo”, pensei, mas logo deixei de lado esses pensamentos e me concentrei nas crianças. Depois que terminei de cantar “Mine” eu cantei várias outras músicas para as crianças. Cheguei a cantar até Madonna pra elas! Depois nós brincamos de tudo o que você pode imaginar: de esconde-esconde, de jogos de tabuleiro, de pular em cima do Tom ou fazer dele um cavalo de montaria para as crianças. Coisa que, quando aconteceu, morri de rir. Depois fomos assistir desenhos com eles, Padrinhos Mágicos. Eles gostavam muito desse desenho. Depois quando eles estavam bem cansados eu fui dar banho neles. Depois peguei os pijamas de cada um que a mãe deles já havia deixado em cima da cama. Vesti cada um e os ajeitei na cama. Mas eles queriam ficar os três na mesma cama para ouvirem história. Então eu peguei a Lise no colo e a Hayley pela mão e as levei até o quarto do Charlie e as coloquei na cama junto com ele. Os acomodei direitinho e os cobri com um cobertor. Quando eu ia me preparar para contar a história para eles Tom se aproximou de mim e tocou no meu ombro e disse:- Zoe, pode deixar que eu conto a história. – me virei para ele e disse sorrindo.- Tudo bem. Vou arrumar os brinquedos deles. – falei saindo da cama do Charlie. Enquanto eu estava saindo Tom me puxou pelo braço e disse:- Você está linda hoje. – gelei, fiquei vermelha, sem graça e tudo mais. - Obrigada – falei. E ele continuava sorrindo. Saí do quarto do Charlie e fui para a sala. Peguei um baldinho de colocar os brinquedos que estava ao lado do sofá e fui colocando um por um no baldinho. Depois guardei os jogos de tabuleiro dentro de um armário próprio para isso na sala e arrumei o tapete. Depois fui para a cozinha e arrumei a mesa, depois lavei a louça e guardei algumas coisas que estavam fora de lugar por lá. Terminado isso voltei para o quarto do Charlie, mas não entrei. Fiquei escorada no batente da porta com os braços cruzados e não falei nada e fiquei apenas observando. Tom se dava muito bem com as crianças. Enquanto ele contava a história sobre algo relacionado a um avião ele pegava um aviãozinho do Charlie e o mexia no ar imitando um voo e fazendo os sons de um avião. As crianças riam muito e estavam muito contentes. Sorri e pensei “ele teria sido um bom pai”. Dei um longo suspiro e continuei observando. Ele terminou a história e começou a conversar com as crianças. Lise disse:- Tom, você é muito legal. – ele sorriu.- Sério Lise? Que bom que você acha isso. - Sério Tom. Você é muito legal e a Zoe deve gostar muito de você. – Lise disse.- É verdade! – falou Hayley. Charlie abaixou a cabeça e disse indignado:- Garotas. – Tom começou a rir. Depois, sorrindo, perguntou:
- Porque vocês acham isso? – Lise disse:- Não sei. Acho que ela deve gostar muito de você. – Tom fez cara de chateado.- Mas isso não responde a minha pergunta, Lise.- Diz logo que concorda com ela. Você não sabia que as mulheres tem um sexto sentido? As mulheres são estranhas, são seres de outro planeta. – ele disse indignado. Tom riu novamente.- Não vou dizer que as mulheres não são estranhas, porque elas são. Na verdade elas não se acham estranhas, mas essa parte já é com elas. Eu sou homem e eu as acho estranhas. Mais vai chegar um dia em que você vai encontrar uma garota e vai se apaixonar por ela. E quando esse dia chegar nenhuma dessas “estranhezas” femininas terão importância, ao contrário, elas vão fazer o completo sentido e você vai adorar. – ele disse sorrindo e Lise e Hayley começaram com “ai que lindo! Ai que fofo!” e Charlie fez cara de nojo e disse:- Argh! Não, muito obrigado. Vou viver feliz com o meu Nitendo mesmo. – ele disse. Lise então sorriu e perguntou, com os olhinhos brilhando:- É assim que você se sente sobre a Zoe? – Tom sorriu.- Porque você acha isso, Lise? - Não sei. Tem um jeito diferente quando vocês se olham e seus olham brilham quando está perto dela. – Tom começou a ficar vermelho- Sério? Mas isso não quer dizer nada. – ele disse tentando pensar em como essas crianças tinham percebido isso. Hayley disse sorrindo:- Tem tudo a ver Tom. Tenho apenas 9 anos, mas sei que o amor é uma coisa linda e que faz o nosso coração bater mais rápido e mais lento ao mesmo tempo e u tenho certeza que é assim que o seu coração fica quando está perto dela, não é? – Hayley perguntou sorrindo. Tom sorriu e olhou para as crianças.- É, talvez. – ele disse.- Então porque não beija logo ela? Ela está bem atrás de você e ouviu a conversa toda – disse Charlie. Tom quase pulou da cadeira de susto e olhou para trás. Eu ri, mas fiquei sem graça. Me aproximei das crianças sorrindo e disse:- Ele não vai fazer isso porque já está na hora das três crianças irem dormir. - Ah não, Zoe! – eles falaram. - Sinto muito, anjinhos, mas já está na hora de dormir. – falei sorrindo.- Tá bom. Boa noite – disseram. - Boa noite – falei. Depois dei um beijinho de boa noite em cada um e os cobri novamente e fiquei algum tempo olhando para eles e sorrindo. Como eram simples, fofos, meigos, doces e anjinhos.
Notas finais
O que será que vai acontecer? Será que a Zoe está mesmo apaixonada pelo Tom? será que ela percebe que ele éuma ótima pessoa e que ele seria um bom pai pra filho dela? Descubra isso no próximo capítulo de Verdammt Gluck! s2
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