Verdammt Glück

13 Capítulo 10 - Essa Festa Promete !


Notas iniciais
Esse capítulo é MUITO importante. Espero que gostem e que comentem s2

Duas semanas se passaram e estava no dia da festa de lançamento da minha grife em Paris. Eu havia chamado os meninos para irem a festa e eles aceitaram. Eu, Ange e Kirs estávamos nos arrumando pra festa. Já havíamos arrumado o cabelo e a maquiagem e só faltavam os vestidos. Eu usei um vestido com as cores roxa e lilás misturadas. Ele era lindo. Coloquei apenas brincos com pequenas pérolas, bem discreto. Kirsten usou um vestido preto tomara-que-caia lindo e sapatos vermelhos. Ange estava usando um vestido nude, lindo. Era meigo e delicado, como ela.

Depois que ficamos prontas nós descemos, pois a limusine já estava esperando pela gente há uns 15 minutos. Entramos na limusine e fomos em direção castelo de Delousie Wharder onde iria acontecer a festa. Nós iríamos encontrar os meninos lá.

O motorista nos deixou em frente a porta do castelo. Estava tudo tão lindo! Stefano sempre teve um ótimo gosto. A decoração, as luzes, a comida. Estava tudo perfeito. Ao chegarmos na porta perguntaram nossos nomes para ver se estávamos na lista. Falamos nossos nomes e entramos na festa. Como uma “anfitriã”, eu fui cumprimentar os convidados mais importantes, enquanto Kirs e Ange foram encontrar os meninos. Conversei com Stefano e com alguns convidados. Falei com a presidente da Victória’s Secret sobre o desfile e depois procurei as meninas. No caminho eu vi uma mesa com chocolates e comecei a come-los. Acho que devo ter comido bem uns 20 e pegado uns 10. Sorte que ninguém reparou.

Depois disso eu fui procurar os meninos até que os encontrei. Eles estavam lindos. Georg não parava de olhar para Ange e Bill, Gust, Tom e Kirs estavam conversando em altos papos. Me aproximei deles com um sorriso.

- Oi gente, tudo bem? – perguntei.

- Zoe! – disse Bill me abraçando – estou ótimo e você? Está linda hoje – ele disse, me girando. Eu ri.

- Obrigada Bill. Estão gostando da festa? – perguntei. Me afastei e me virei para Gust. – Deus, que coisa mais fofa, gente! Eu te adoro sabia, Gust? – eu disse abrançando o Gustav.

- Ai, não precisava apertar tanto as minhas bochechas. – ele disse, acariciando as próprias bochechas. Eu ri.

- Desculpa Gust. Eu não consegui resistir – falei rindo. Tom se aproximou de mim e ficou me olhando. Não vou mentira, ele estava lindo de terno, mas o fato de estar na frente do pai do meu filho me deixava atordoada.

- Oi Zoe. Você está linda – ele disse com um sorriso. Fiquei sem graça.

- Obrigada, Tom. – sorri.

- Como você está? – ele perguntou.

- Estou bem e você?

- Também estou – ele disse sorrindo. Estava atordoada, tremendo. Queria falar e não queria ao mesmo tempo. Eu precisava de chocolate.

- Olha Tom, me desculpe, mas tenho que ir pegar chocolate. Não comi nada a tarde inteira e estou com muita fome. Se importa? – falei.

- Não, de maneira alguma. – ele disse sorrindo.

- Então está bem. Tchau. – falei sorrindo e em afastando dele. “Ufa!” pensei.

Fui o mais rápido que pude para as mesas dos doces. Acho que nunca comi tanto chocolate na minha vida! Quanto mais eu comia os chocolates, mais vontade me dava e comer mais chocolates. O garçom estava passando com taças de vinho quando Georg passou por mim e disse:

- Vinho faz mal pro bebê. – eu dei um tapa no braço dele.

- Cala a boca, Ge! Quer que todos saibam? E sim, eu sei que vinho faz mal pro bebê.

- Já contou pro Tom? – dei um suspiro bem longo.

- Ainda não Ge. – falei. Ele olhou para mim.

- Você precisa falar pra ele, zoe. – ele disse.

- Eu vou falar Ge, mas depois que eu pegar mais chocolate lá em cima, porque os daqui debaixo estão acabando. – falei rindo.

- Ok. Vou ficar aqui esperando. – ele disse. Eu sorri e subi as escadas até o segundo andar.

Peguei alguns chocolates e fiquei parada perto da escada comendo eles. Eu estava meio de lado e não vi quando acidentalmente ou propositalmente me empurraram da escada. Eu só sei que eu desci aquela escada rolando e que quando eu parei no chão eu senti sangue saindo de dentro de mim. A única coisa que eu me lembro depois foi de estar na cama de um hospital chorando porque o médico havia dito que eu havia perdido o bebê por causa da queda. Meu Deus, o meu filho! Eu tinha perdido o meu filho! Uma dor me invadiu, não uma dor física, mas a dor de mãe. Eu tinha perdido um filho. Tá, ele tinha 3 semana e estava na minha barriga ainda, mas era o meu filho.

Depois de tanto chorar e dormi e o que vou contar agora foi Kirsten que me contou.

Quando eu cheguei ao hospital os médicos me levaram para a sala de cirurgia, mas não demorou muito. Enquanto eles estavam lá todo mundo da sala estava preocupado. Kirsten, Bill, Ange, Gust e Tom, mas Georg estava mais preocupado ainda pois ele sabia que eu tinha perdido o bebê, ele sentia isso, mas ele não podia falar pro Tom.

Algum tempo depois o médico entrou na sala e disse:

- Vocês são os parentes da senhorita Novacheck?

- Eu sou irmã dela – disse Kirsten – e os outros são nossos amigos.

- O que houve com ela doutor? – Tom perguntou. Georg permanecia em silêncio.

- Bem, — ele disse – não foi preciso ser feita a cirurgia, pois não havia mais nada que pudéssemos fazer pelo bebê. Mas ela está bem e está no quarto descansando um pouco.

- Bebê?! – todos perguntaram

- Como assim um bebê? – perguntou Kirsten.

- Bem, ela estava grávida de 3 semanas e perdeu o bebê devido à queda. Bem, vocês poderão ir vê-la assim que ela acordar. Com linceça – disse o médico se retirando.

Ninguém conseguia creditar que eu pudesse estar grávida. Todos tentavam entender como isso poderia ser possível.

- Como minha irmã pode estar grávida? – Kirsten perguntou entrando em colapso.

- E como isso? Quem é o pai? – Bill perguntou. Quando Bill falou isso Tom se afastou e começou a pensar, a juntar as peças. “Um dia depois de termos dormido juntos ela começou a passar mal no almoço e disse que era por causa do camarão e isso fazem 3 semanas. Droga! Eu sou o pai do filho dela!” ele pensou. Atordoados, todos se perguntavam sobre quem era o pai do meu filho, até que Tom veio se aproximando deles em silêncio, atordoado, assustado. Uma coisa dessas nunca tinha acontecido com ele antes.

- Não consigo acreditar nisso! Como ela não me contou? – dizia Kirsten inconformada.

- Eu queria saber quem é o pai da criança. – disse Bill.

- Sou eu. – Tom falou, sério e inflexível. Todos se viraram com os olhos arregalados, assim como o Ge fez.

- O que? – Kirsten se virou para o Tom.

- Você ouviu. Eu sou o pai do filho que a sua irmã perdeu. – ele disse, abaixando a cabeça.

- Não pode ser! – disse Gustav. – Vocês se odiavam!

- É, eu sei. – ele disse abaixando a cabeça.

Um pouco depois eu estava acordada e mandaram dizer que eu já podia receber visitas. Minha irmã saiu quase que correndo para me ver quando Tom a puxou pelo braço.

-Você não vai Kirsten. Eu vou. – Kirs se soltou das mãos dele.

- Você não pode me obrigar. Ela é minha irmã! – ela disse.

- Kirs, eu sou o pai do filho que ela perdeu. Me deixe ficar com ela, por favor. – ele disse.

- Tudo bem, pode ir. – ela disse.

- Obrigado. – ele falou se dirigindo ao meu quarto.

Quando ele abriu a porta ele me viu chorando em cima da cama do hospital e, ao invés de vir me perguntar porque eu não tinha contado pra ele, Tom se sentou ao meu lado na cama e me abraçou enquanto eu chorava. Ele não disse uma única palavra. Ele apenas fez com que a minha cabeça repousasse sobre o seu peito enquanto eu chorava. Ele me abraçava bem forte e aquilo me trazia uma segurança tão grande a qual eu não sei como descrever. Depois ele começou a cariciar os meus cabelos e a secar as minhas lágrimas com as pontas de seus dedos. Ele olhou para mim e sorriu. O sorriso mais lindo que eu já vi na minha vida. “Tudo vai ficar bem,Zoe” ele disse. Aquilo me deixou melhor. Depois de algum tempo eu finalmente parei de chorar e fiquei mais calma. Tom ergueu minha cabeça com os seus dedos, olhou bem nos meus olhos e disse:

- Porque você não me contou? – ele disse. Dei um longo suspiro, abaixei a cabeça e depois a levantei novamente.

- Por favor, Tom. Não vamos começar com isso, tá bom? – falei.

- Não dá Zoe. Eu quero saber o por que.

- O porque de eu não ter falado é coisa minha, Tom. E outra, eu não quero falar sobre isso, tá bom? – falei olhando para baixo novamente.

- Quando pretendia me contar? Quando tivesse com um barrigão de 5 meses? – ele perguntou. Isso me irritou, não sei porque. Então eu falei, enraivecida:

- Tom, presta atenção: o que eu faço ou deixo de fazer é problema meu. As decisões que eu tomo são problemas meus. Sim, eu estava grávida de você, mas do que adianta querer saber agora? Graças a uma maldita queda eu perdi o meu bebê. Saber dos meus motivos pra não te contar não interessam agora. Então, por favor, vá embora por aquela porta e suma da minha vida – eu disse, apontando para a porta do quarto. – você já me trouxe muitos problemas.

- Eu não vou sair daqui sem uma resposta, Zoe. – ele disse.

- Se você não sair agora eu chamo os médicos, os seguranças e até o Papa se for preciso pra tirar você daqui. Amanhã eu vou embora se tudo der certo e não quero te ver nunca mais na minha frente Tom. Isso já está sendo terrível e doloroso pra mim, quer fazer isso se tornar pior? Tenho certeza que não. Então, por favor, saia daqui e nunca mais apareça na minha frente Tom. – eu disse apontando para a porta. Tom abaixou a cabeça e depois a levantou novamente. Ele se conformou, sabia que não podia discutir comigo.

- Tudo bem Zoe. Se é o que você quer, tudo bem. Mas quero que saiba que eu teria sido um bom pai, eu acho. – ele falou saindo do meu quarto. Eu estava atordoada com tudo aquilo e eu precisava descansar. No dia seguinte eu iria viajar e nunca mais veria o Tom na minha vida, nunca.

Notas finais
O que será que vai acontecer? Tom desistiu mesmo de Zoe e nunca mais vai voltar a ve-la? Zoe vai voltar mesmo para a sua casa em Hambugo? Ange e Georg vão dar certo? Descubra isso no póximo capítulo de Verdammt Gluck! s2