Verdades e Mistérios

2 Uma mensagem para os guerreiros


Notas iniciais
Dois comentários! Para uma categoria pouco lida e subestimada, eu só tenho a agradecer! Vocês são maravilhosos. Estou muito feliz por ter dado certo minha primeira fic fora do universo Avengers depois de anos (tenho uma de Escola de Rock, mas é muito antiga). Espero que gostem! P.S.: Se estava acostumado com o nome "Tim Nue", logo vou mudar para Li Sheng (o nome verdadeiro dele)

Duas crianças brincavam pelas ruas. Um coelhinho e uma ovelha de vestidinho rosa. Empinavam pipas e riam. A infância era uma delícia quando se vivia em um lugar tão maravilhoso quanto o Vale da Paz. A pipa do coelhinho de calças verdes escuras tinha um desenho do Dragão Guerreiro, o grande guerreiro panda que salvou a China. Na pipa da garota tinha um desenho do Palácio de Jade, mas segurava com a outra mão uma boneca da mestra Tigresa, sua heroína predileta.

Um ganso corre e passa entre os dois. Estava com tanta pressa que quase atropelou as crianças. Correu e subiu as escadas com tanta pressa, que os mil degraus do palácio pareciam ser apenas cem ou cento e cinquenta degraus. Tinha um recado de extrema emergência ao mestre Shifu e os outros mestres do Palácio de Jade.

Enquanto isso, os guerreiros tentavam aproveitar a tarde de folga fazendo o que gostavam. Po cozinhava um delicioso macarrão e ensinava Víbora a fazer o mesmo. Louva-Deus estava pintando um quadro e observava Garça fazer um castelo de cartas no chão, enquanto Macaco tenta fazer o castelo, que estava enorme e bem elaborado, cair.

— GARÇA, CUIDADO! – gritou Macaco.

— O QUE?! – perguntou Garça assustado e esbarrando no castelo de cartas, o derrubando – Viu só o que você fez?! – falou indignado ao amigo que ria.

— Consegui! – Macaco comemora rindo.

— Sabe quantas horas demorei para fazer isso?!

— Sei que demorou, e por isso foi divertido! – continuou rindo.

— Macaco, pare de ser infantil!

— O que foi? E o senso de humor?!

— QUEREM CALAR A BOCA OS DOIS?! – pediu Louva-Deus irritado.

O guerreiro não conseguia se concentrar em seu quadro com a discussão ocorrendo ao seu lado. Observou de longe. A pintura que mostrava ele em uma pose heroica encima de uma pilha de inimigos estava quase pronta. Só faltava o fundo, que seria pintado de azul claro. Po e Víbora entram na sala:

— Alguém sabe onde está a Tigresa? – perguntou Víbora.

— Na Sala de Meditação, com o mestre Shifu. – falou Garça, irritado e exausto.

— Beleza. É que eu e a Víbora fizemos um macarrão delicioso e… — Po pausa ao ver o quadro que seu amigo pintava – Você é muito menor que isso, Louva-Deus.

Louva-Deus se irritou. Enquanto isso, Shifu e Tigresa meditavam próximos à piscina da Sala de Meditação. Estava tudo no mais absoluto silêncio. Como se não houvesse nada ao redor. Paz. A felina ruiva se concentrava em seu objetivo: controlar seus sentimentos. Shifu abre os olhos vagorosamente e diz:

— Fico feliz, Tigresa, que esteja pedindo minha ajuda para controlar sua raiva.

— Não é a raiva que eu quero controlar.

E de fato não era! Sim, ela já havia se apaixonado. Sua paixão de infância, o Estranho da Meia Noite, havia sido superado, e até mesmo a traumatizado! Mais tarde, um samurai japonês a encantou, mas com o passar do tempo, ela se esqueceu dele e decidiu seguir em frente. Mas foi aos poucos que se viu em uma situação desagradável: agora apaixonada por seu amigo Po. Sua cabeça latejava. Po, Po, Po… será que ela só pensava nisso? Sim, ela tinha raiva, mas não era isso que ela queria controlar. Porém, ela sabia que a raiva acabaria se controlasse seus sentimentos pelo panda desastrado.

O ganso consegue chegar até onde Shifu e Tigresa meditavam. O desespero era tão nítido quanto seu cansaço. O mensageiro se aproximou e disse:

— Trago um recado urgente.

— Aconteceu algo muito sério? – perguntou Shifu, enquanto Tigresa se desfazia da posição de “flor de lótus”.

O recado foi dado e Shifu pediu que Tigresa convocasse os outros cinco. Se reuniram na sala de treinamento, onde Shifu lhes deu uma missão. Todos encararam tudo com seriedade, menos Po, que estava empolgado.

— Acabo de receber um recado de um vilarejo distante. O líder deles, Li Sheng, pede a ajuda do Dragão Guerreiro e dos Cinco Furiosos em um dilema intrigante. Uma série de assassinatos anda perturbando a paz do vilarejo e ele presume que esse seja apenas o começo.

— Então vamos investigar assassinatos? – questionou Macaco.

— Vão descobrir quem está por trás disso e evitar que mais vidas sejam ceifadas.

— Vamos para uma viajem?! – questionou Po empolgado.

— Sim, panda. Vamos viajar. – respondeu Shifu, revirando os olhos.

— É! – comemorou Po – Show de bola!

— Na face da terra há alguém mais idiota que você? – perguntou Tigresa, se afastando – O assunto é sério, panda.

Po não se importava com os insultos de Tigresa. Sabia que, assim como dois irmãos que uma hora trocam insultos e outra voltam a se amar, Tigresa dava valor a ele e o respeitava. Mal ele sabia o que ela sentia por ele, e nem mesmo ela sabia o que ele sentia por ela! Po a amava. Mas seu medo de que fosse rejeitado pela amiga e a amizade acabasse o impossibilitava de expressar seu amor por ela. E o fato de serem só amigos o deixava muito decepcionado. Na manhã seguinte, os bravos mestres do Palácio de Jade partiram em missão. Estavam prontos para tudo, mas assim que sairiam do Vale da Paz…

— Po! Meu filho! – chamou o Sr. Ping.

— Pai! – respondeu Po, deixando sua mochila no chão e correndo.

Pai e filho se abraçam, fazendo os outros mestres ficarem sem paciência.

— Ah, Po! Não acredito que vai para uma missão de novo!

— Não se preocupe! Vai dar tudo certo.

— Você não podia recusar a missão?

— Eu sou o Dragão Guerreiro! Já disse isso mil vezes! É o meu dever! E eu já falei que não precisa se preocupar.

— Vê se toma cuidado, tá?

— Pode deixar, pai.

— E me mande um cartão-postal.

— Claro, pai. – agora estava com um pouco de pressa.

— E fala logo pra Tigresa que você…

— PAI! – ele gritou.

— Panda! – chamou Shifu – Vamos!

— Tenho mesmo que ir, pai. Nos vemos logo. – falou Po, se afastando.

— Não demore! – pediu Ping, com poucas esperanças.

Ping detestava quando seu filho viajava em missão. Não era tão frequente, mas também não foi a primeira vez dês de que foram chamados para derrotar o lorde Shen e salvar o Kung Fu. E foi assim que os grandes mestres do Palácio de Jade encararam uma longa viajem para o vilarejo, na qual eles obtiveram a localização, mas não o nome.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Eu achei que ficou bom para um lado e ruim para o outro. O que acharam?