Verdades e Mentiras

1 Uma verdade inconveniente


Notas iniciais
o capitulo possui leve referencia ao filme "Sr. & Sra. Smith". só queria deixara avisado.

House não conseguia pensar, não sabia o que o paciente tinha... Não fazia idéia, estava em um labirinto sem achar a saída, sentado na sua sala, olhando o quadro com os sintomas, com a bengala encostada no queixo e toda sua equipe falando atrás dele. Precisava ficar só, ele levantou e eles pararam de falar.
“Refaçam todos os exames... Kutner pesquise os sintomas descubra que infecções podem apresentar qualquer um desses sintomas, de a-z, já que ele tem febre só pode ser uma infecção.”
- são milhares. Kutner disse para House.
- vai! Ele gritou, e foi saindo da sala.
- aonde você vai? Perguntou Foreman ainda sentado.
- eu preciso pensar.
- você não pode sair agora... House, House, — Foreman olhou e ele já havia sumido — Aonde ele foi?
Passaram-se horas e ninguém tinha descoberto nada, o paciente só piorava. A equipe estava na sala bipando e telefonando pra House, quando Cuddy entra: “e então ele apareceu”
- não nem sinal. Foreman disse fechando o celular.
- acho melhor começar a procurar por ele, pelo hospital nas proximidades. Sugeriu treze
- você tem razão, eu vou pedir para duas enfermeiras procurarem também. Procure o Wilson de repente ele sabe onde ele pode estar. Eles começam a sair, mas Cuddy fala novamente – “pergunte a Cameron também ela pode saber.”
As “buscas” começaram. Wilson não sabia onde ele podia estar, mas foi ajudar a procurar, foram perguntar a Cameron:
- Vocês já olharam o telhado
- Eu olhei o terraço e ele não esta lá. Wilson falou.
- Não o terraço Wilson o telhado lá em cima. Ela disse apontando para cima
- Mas só os zeladores têm acesso lá.
- E o House tem acesso aos zeladores, ele provavelmente ta lá.
Treze e Taub foram ate o telhado abriram a porta, olharam, chamaram o nome dele e nada. Desceram.
No fim do expediente, estavam todos juntos na recepção quando Cameron chegou:
- Vocês não o acharam?
- Não, nem sinal dele. Foreman disse encostada no balcão.

Ela estranhou, sabia que quando ele queria se esconder, geralmente ia para o telhado.
- Vocês procuraram no telhado? Ela perguntou a 13.
- Procuramos eu e o Taub.
Estranho. Foi quando ela se lembrou de um pequeno detalhe.
- De que forma vocês olharam?
- O quê?
- Vocês entraram no telhado e fizeram o que?
- Entramos olhamos chamamos por ele e nada
Cameron sorriu e colocou a bolsa no balcão
- O que foi? Cuddy perguntou intrigada.
- Ele ta lá, vocês só não olharam no lugar certo.
- Nos olhamos todo o telhado. Taub ressaltou.
- Não, não olharam. Ela já tava dentro do elevador. “Cinco muitos e eu trago ele”
Todos ficaram sem entender nada.

Enquanto o elevador subia Cameron se lembrava de quando descobriu esse lugar, onde House se escondia quando algo o preocupava, a primeira e única vez que ela vez esse caminho foi havia quase cinco anos quando ele deu aula para os estudantes de medicina, e sempre que ele sumia, mesmo ela sabendo onde ele estava, não o incomodava.
As portas do elevador se abriram, ela se dirigiu a o lado oposto a porta que dava acesso ao telhado, havia um pequeno corredor do lado esquerdo com umas escadas, no fim uma porta, ela subiu entrou pela porta, passava por uma sala com vários equipamentos e material de limpeza, outra porta dava acesso a outro lance de escadas ela subiu, e chegou a seu destino, a parte mais alta do prédio onde ficavam os pára-raios House estava sentado no chão de cabeça baixa, ela suspirou e disse:
“você faz tanto esforço para ficar só, não era mais fácil sair do hospital?”
House se assustou a ouvir a voz, como ela sabia que ele estava ali? Ele se levantou
“e apesar de todo o meu esforço, você acaba me encontrando”
“você não é tão imprevisível quanto imagina”
“só para você” eles se encararam por dois segundos
“estão te procurando”
“e eu estou me escondendo”
Cameron olhou pra ele e não pôde evitar sorrir.
“vamos House eu tenho que ir pra casa”
“eu não estou te segurando”
“é mais a Cuddy vai se eu não te levar lá pra baixo”
Eles começaram a andar com House se apoiando no corrimão e na bengala.
“preocupada com a Cuddy ou vontade de chegar logo em casa”
“os dois”
“quem tá te esperando lá?”
“não que seja da sua conta, mas ninguém, to cansada e quero dormir”
Chegaram ao deposito “porque mantêm isso tão longe?”
“isso é reserva da reserva, quando a reserva lá de baixo acaba eles sobem e pegam mais”

Eles chegaram aos elevadores e chamaram.
“como você sabe disso?”
“eu sei de muitas coisas, por exemplo, eu sei que você esta cansada porque trabalha naquele lugar, devia voltar a trabalhar pra mim”
O elevador chegou e eles entraram.
‘“vamos Cameron adimita que sente minha falta, que a vida sem mim é um abismo de desilusão e infelicidade”
Cameron riu, “eu direi isso quando você admitir que sente minha falta, e não só como médica”
Ela disse isso olhando para ele. House semicerrou os olhos e disse “não posso mentir, é falta de educação”
“ah, você tem medo”
“e você tá mentindo”
“não to não”
Eles ficaram olhando um para outro, Cameron não conseguia desviar naqueles olhos azuis com ar de intrigados! Sua sorte foi que o elevador abriu no exato momento.
Ela saiu primeiro e disse: “tá entregue, agora eu vou pra casa”
- onde você estava nos te procuramos por todos os lugares. Disse Wilson se dirigindo até House.
- se tivessem procurado teriam me achado. Ele disse sem olhar para o amigo.
Wilson notou que House ainda acompanhava os movimentos de Cameron com os olhos. Ela pegou a bolsa e ia se dirigindo a saída, quando House falou, num tom de voz um pouco mais alto que o normal “então não é verdade o que eu disse?”
Ela se virou e olhou pra ele “não!”
House sorriu: “mentirosa!”
Cameron deu um sorriso tímido e respondeu: “frouxo!” se virou e foi embora, deixando House a observando sorrindo, enquanto o resto observava a cena em silencio.

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