Verdade Ou Desafio
22 Capítulo 22 - O fim!
Notas iniciais
Ele contornou a cama e deitou ao meu lado. Nos ficamos ali por um bom tempo sem dizer uma palavra.
– Ana? – disse Eric quebrando o silencio.
– sim?
– posso te abraçar agora? – seus olhos estavam baixos, ele não olhou pra mim desde a hora que entrou no quarto.
– acho melhor não... — respondi e ele soltou um grande suspiro.
Eu me encolhi isso vai ser bem difícil e complicado. Estávamos-nos distantes um do outro não mais que uns quatro palmos, mas parecia uma distancia enorme para mim. Eu queria pular em seus braços e dizer o quanto isso esta me matando. Mas eu me dei conta de que o que esta me matando é esse amor por um monstro. Sim um monstro. Não se pode amar um, nem tentar o fazer ficar bonzinho. Ninguém torna um demônio em bonzinho. Eu me sentei virada para ele. Como se ele já soubesse o que estava por vir ele fechou os olhos e começou a falar.
– não faça isso Ana. Você não sabe o quanto eu passei... eu pensei que você fosse morrer e tudo isso foi por minha culpa. Eu não quis falar com você daquele jeito, é que... Eu não estava lúcido – ele abriu os olhos, se virou, ainda sem olhar nos meus olhos. — eu não posso viver sem você meu pequeno passarinho. Eu simplismente não posso. Eu te amo e acho que nunca falei isso para alguém. Posso não saber demonstrar mas eu amo. E se você morrer eu... se voce me deixar... Ana isso seria o meu fim. Eu sou seu, todo seu. Assim como você é minha. Mas você meio que se divorciou de mim quando disse aquelas palavras. Anulou o nosso compromisso Ana. Por favor diga de novo. – eu não me movi. – diga Ana. Basta falar. Diga as palavras Ana. Seja minha de novo. Eu promet. Prometo que nunca mais eu vou te deixar sozinha de novo. – seus olhos agora estavam vermelhos ele estava sangrando pelos olhos? – por favor Ana. – soluços vinheram de sua garganta, mas logo ele os silenciou.
– não Eric. Eu vi você com aquela mulher, o jeito como você me tratou eu... – eu respondi.
– oh Ana! Não faca isso... eu já lhe disse, foi o sangue dela.
– isso mesmo Eric o sangue dela. Todavia que você a vir e ela lhe oferecer seu sangue você correrá para ela como um cachorrinho. Não é só o sangue dela. Ele te conhece muito bem. Coisa que eu nem imagino o que seja. Eu não sei nada sobre você. Como foi seu dia, ou quem foi seu criador, se você tem crias, como funciona seu bar, se você tem algum objetivo alem de sexo e sangue. Como você pode me amar Eric? Amor não é apenas a troca de carinho, também vem a confiança. Eu não confio em você. Não se todavia que aquela mulher ficar com raiva do namorado vir aqui e você simplismente me deixar de lado, por conta do sangue dela. Não é so o sangue. E quanto aos retrados dela naquele bendito quarto. Você ainda sente alguma coisa por ela. Como eu vou aturar isso. Você não sabe o que é amor Eric. Não venha me falar de amor. Eu aturei tudo isso de você e ainda mais e mesmo assim você me traiu e vai me trai e me escurraçar todavia que ela precisar de você. Porque tudo para você se resume em SEXO E SANGUE. – eu me levantei da cama e olhei para ele que agora estava me encarando com olhos vermelhos arregalados. – VOCE É UM MONSTRO ERIC. NÃO SE PODE AMAR UM MONSTRO.
Eu queria sair daquela casa, mas eu não podia. Tinha perdido minhas roupas e estava vestindo apenas uma camisa de Eric. Mas eu também não queria mais ver Eric. Corri para o banheiro novamente e me tranquei lá. É eu sei. Uma porta trancada não impede um vampiro. Mas eu tinha a esperança que ele entendesse que eu queria ficar sozinha. Mas ele não entendeu. Ouvi passos vindos em direção à porta. Sentada no chão ouvi quando ele se escorou no outro lado da porta.
– sim eu sou um monstro. – ele começou. — não posso mudar isso. Assim como não posso mudar o que eu sinto por você. Passarinho eu... Eu não transei com nenhuma mulher quando comecei este compromisso com você. Apenas esse deslize... Se vai acontecer de novo? NÃO. Eu nunca vou deixar aquela mulher chegar perto da gente de novo. E minha vida? Eu não dou a mínima importância para a minha vida quando estou com você. Você é tudo. Meu tudo. Sua rejeição esta me matando. Dê-me apenas uma chance passarinho. Apenas mais uma.
Eu fiquei em silencio por alguns minutos... e então resolvi abrir a porta. Ele estava lá. Escorado. Olhando para o chão.
– mas você não falou sobre os quadros que fez dela. – ele levantou a cabeça e sorriu.
– eu estava esperando você dizer isso. – e me conduziu para o quarto no fim do corredor.
Oh não! O quarto das pinturas.
Eric abriu a porta, e deixou que eu entrasse primeiro. o quarto havia mudado. Estava mais claro, com cores claras envolvendo o cômodo, nada de sombrio. As paisagens ainda estavam ali. Eu fui em direção a elas.
– você esta indo pro lugar errado passarinho. – ele me segurou pela cintura e me virou para outro lado.
O lado onde havia as cortinas. Agora não havia mais nada. Apenas uma parede branca pintada com um casal de abraçados. Um homem alto e forte, abraçava uma mulher baixinha de cabelos negros. Ela usava um grande vestido que balançava e ele uma camisa branca e calças escuras, pareciam que estavam dançando. Seus rostos eram felizes... eles se amavam.
– Eric.. quem?
– olhe direito passarinho...
Então ele apontou para cima, uma frase que eu não tinha reparado antes estava desenhada na parede com uma letra divinamente linda: Você é a única. Anastásia steele, eu quero cuidar e proteger você pelo resto da minha vida. Seja minha. Para sempre.
–fiz isso assim que você voltou naquela noite que fugiu pra ver aquele Eliot – ele cuspiu o nome. – demorou tanto porque eu queria a perfeição.
– oh Eric. – eu chorei lembrando da frase que ele me disse aquela noite e estava agora pintada na parede. Eu me virei e corri para seus braços. — Hask wo meeeri jhiki.
–Hask wo meeeri jhaka.- ele falou.- fique aqui. na nossa casa. nao va embora.
– nunca.
Ele me segurou nos braços e me conduziu para a sua cama. ops! quer dizer, nossa cama.
Fim!
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