Notas iniciais
Espero que gostem.

Três dias se passaram e eu não vi Erick mesmo ele tendo dito que ia voltar pra me “pegar”. A sena do meu quarto não saia da minha cabeça. Como eu pude o convidar para entrar? Minha mãe e eu podemos estar correndo perigo! Eu tinha que conversar com minha mãe sobre isso. Mas quando? Como vou ter coragem de falar para ela que ‘EU CONVIDEI UM VAMPIRO MAU PORQUE ESTAVA MUITO EXITADA’. Se Erick não aparecer não precisarei contar. Rezei durante esses três dias para que Erick nunca mais voltasse. Mesmo sonhando toda noite que fazíamos amor. FAZER AMOR COM UM DEFUNTO? Acho que não é uma boa ideia não. Mesmo ele sendo um defunto muito sexy. Sei lá é meio psicótico. Então resolvi deixar quieto.

Nesses três dias recebi três notícias.

1: minha mãe vai viajar por quatro meses em um cruzeiro. ( o que é bom porque pelo menos ela fica longe de Erick.

2: recebi a carta da faculdade, e começo as aulas daqui a 3 meses.

3: a galerinha vai sair para um acampamento nas montanhas. ( o que é uma boa. Preciso descansar.)

Em uma noite eu peguei o meu livro da Sthefany Meyer Crepúsculo ( que já estou lendo pela milésima vez.) e fui ao shopping ler no cafezinho da livraria. Eu precisava de um lugar sossegado para pensar. Pensar em Erick e em como resolver esse “problema”. Pensar em Ethan e saber se eu realmente gosto dele e o que está acontecendo entra nós. Já foram dois beijos um desafiado e outro porque rolou, não vou ficar beijando ele a toda hora. Se for pra ser assim que seja serio. Não sou qualquer uma.

Já eram umas sete da noite e fui direto para a livraria, a pé mesmo já que não possuo um carro. Eu até gostaria de ter uma caminhonete como a da Bela. Mas...

As ruas estava meio que escuras e o vento estava frio. Soprava forte e fazia meu cabelo parecer a juba do rei leão. Comecei a andar mais rápido porque pelo meu conhecimento em filmes e seriados, ruas vazias e ventos fortes dão uma bela sena de terror. E eu tipo; sou uma medrosa de carteirinha. Comecei a me desesperar e fui andando mais rápido, passei pela pracinha correndo e os pássaros que estavam ali voaram. Só falta mais um pouco. Então uma figura musculosa pulo na minha frente, não consigo ver seu rosto, está muito escuro.

– olha só que está aqui!!!! – essa voz eu conheço... – que coisa mais adorável!

– Christian? Christian é você? – meu Deus o alívio tomou conta do meu corpo. Era só o problemático Christian. Quando agente era mais novos, chamávamo-lo assim, por conta das drogas e loucuras que ele tinha, ele era adotado e a mãe biológica dele era mulher da vida então acho que é por isso que ele é tão.... Tão... Triste; eu acho.

– sou eu sim Aninha querida.

– você tá bêbado?

– não! Só estou meio chapado.

– ai meu Deus. Com licença que eu tenho que ir. — ele segurou meu braço.

– mas já!? – ele me encostou à parede. – sabe... Agente pode aproveitar esse escurinho. Tem muitas coisas boas no escuro sabia.

– Não Christian! Não! Me solta.

– Shhhhhhhh – ele pôs a mão na minha boca e me segurou com a outra. Ele era muito forte não tinha como eu escapar dele. Ele começou a me morder no pescoço, mas não era carinho, nem excitante, era doloroso. Aiiiiii eu tentei gritar, mas a mão dele cobria minha boca.

Tudo aconteceu muito rápido. Chris foi tirado de cima de mim em uma velocidade inumana. Vi um sombra levantando ele pelo pescoço. Mesmo Cris sendo muito musculoso e pesado, ele não teve dificuldade nenhuma em joga-lo na parede. A sobra foi para debaixo do poste e pude ver seu rosto. Era Eric! Mas como ele sabia que eu estava aqui? Como?

Novamente ele pegou Chris pelo pescoço e começou a estrangula-lo bem devagar, porque eu sei que um vampiro não precisa por muita força para quebrar um corpo humano. Corri para cima dele e o encarei! Não queria que ele matasse o Chris, ele era só um garoto problemático.

– Erick! – ele nem olhou para mim. – ERICK! – há agora sim! Mas seu olhar era muito furioso. – Por favor, pare!

– E você acha mesmo que eu vou parar só porque você pediu bem mansinho? – acho que ele tá mesmo furioso. E começou a apertar com mais força.

– Erick pare. O GAROTO TA FICANDO VERDE! – ai meu Deus o que é que eu vou fazer agora. – Pare e eu faço qualquer coisa! Qualquer coisa que você pedir.

– Você fará! Eu sei que fará. – Convencido...

Ele olhou pra mim por um momento e depois voltou a encarar Christian.

– Não precisa nem eu dizer pra você ficar longe dela né?

– Erick, por favor, vamos embora. – Falei e quando vi que ele realmente tinha parado comecei a andar em direção ao Shopping.

Por que toda via que vejo o Eric tem que ser assim tão conturbado?

Erick começou a me acompanhar.

– Aonde vamos?- perguntou.

– Eu vou a livraria, não sei você. Mas como soube onde eu estava.

– Meu sangue está em você! E eu bebi seu sangue. Então quando você estiver em perigo eu vou saber, e rastrear você.

– tipo um radar-vampiro?

– É! Mais ou menos. — ele olhou para minhas mãos e viu o livro que estava na minha mão. – Pelo amor de Deus você está lendo essa merda?

– Não chame de merda! É uma historia linda de amor.

– Faz os vampiros parecerem veadinhos.

– Não faz não! Edward é apenas romântico e atencioso, e altruísta. Coisa que parece que você não é.

– Bom eu salvei a sua vida duas vezes, então sou romântico. E estou agora com você, eu poderia estar com varias mulheres nuas ao meu redor, então sou atencioso. E agora vou aproveitar que VAMOS à livraria e vou comprar um livro de verdade para você. Então sou altruísta. – ele ficou me encarando. Esperando a resposta.

– Varias mulheres?

Ele riu e começamos a andar para o shopping.

Notas finais
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XoXo. K.F.