Verdade Nua e Crua
3 Preciso de um médico.
Notas iniciais
POV TRIS
– Corta! Acabamos por hoje. — Digo já muito cansada daquela baboseira machista de Tobias.
Saio andando quando sinto um tapa em minha bunda. Olho para o lado e vejo Tobias andando, sorrindo maliciosamente e piscando para mim. Babaca!
– Tris! — ouço Chris me chamar.
– Oi Chris! — Falo esperando ela chegar até mim.
– E aí, como foi? — Ela pergunta e sei que ela está falando do encontro que tive ontem a noite.
– Pior não poderia ser. — Respondo desanimada. — Eu não seu o que eu faço de errado!
– Me conta tudo, desde o início. — A imagem de Al sentado a minha frente me vem a mente.
Flashback on
– Então, eu sou Tris. — Falo sorrindo gentilmente.
– Albert. — Ele fala retribuindo meu sorriso. Ficamos num silêncio muito constrangedor e pego minha bolsa e retiro os papéis que imprimi.
– Eu imprimi isto aqui para este tipo de situação. Imprimi seu perfil de suas redes sociais para podermos nos conhecer melhor e ter tópicos de conversação. Albert. 27 anos. Pisciano. 22 de fevereiro. Filme favorito: Kill Bill. Livro favorito: Hobbit. Banda favorita: Foster The People. Jornalista. Ótimo. — Alinho os papéis sobre a mesa e olho para ele. Albert me encara com a boca entreaberta de surpresa. — Como anda o trabalho?
– O que você não sabe sobre? — Ele ri com um pouco de deboche. Não se abale, Tris. Sorri amarelo e dei uma risada falsa. O garçom para a nossa frente e agradeço a Jesus, Maria e José por nos tirar daquela situação.
– O que o casal deseja? — O garçom pergunta cordialmente.
– O prato do dia. — Al fala e eu assinto concordando.
– E para beber? — O garçom pergunta.
– Estela. — Cerveja? Sério? Achei que isso era um encontro mais elegante e não uma saída no botequim da esquina tomar cervejinha. Tudo bem. — Tris, e você?
– Água. — Falo e o garçom anota. — Da torneira. — Completo e ambos me encaram. — O que foi? Semana passada saiu uma reportagem que a água da torneira é igualmente limpa a água mineral.
– Tudo bem, então. — Al fala com certa estranheza. — Água da torneira. Tudo bem. — Diz e me olha com certo nojo.
Flashback off
– É muito estranho pedir água da torneira? — Pergunto a Chris.
– Bizarro.
– Mas porque?! Será que ninguém viu a reportagem? — Falo exasperada.
– Você não toma jeito, Tris. — Christina fala rindo.
– Chris, eu realmente tenho que ir. Eu estou quase apodrecendo aqui. Tobias me cansa com aquele machismo todo. Preciso dormir para criar coragem para acordar amanhã de novo e encara aquela cara de jabuti dele.
– Tudo bem. Beijos! — Chris se despede rindo.
– Até. — Falo entrando em meu carro.
Chego em casa em minutos. Comprimento o porteiro do condomínio e vou para minha casa. Vejo que as caixas que estavam em frente da casa em frente da minha já foram colocadas para dentro. Vizinho novo. Abro a porta de casa e vou direto para o banheiro tomar banho. Espero profundamente que não seja uma Susan da vida.
Flashback on
Procuro desesperadamente minhas chaves em minha bolsa. Ótimo. Esqueci as chaves e o porteiro quis dar um rolé por aí. Ótimo.
– Beatrice! — Grita Susan. Susan. Quanto tempo eu não vejo ela. (N/A: Susan nessa fic é tipo a segunda mãe da Tris e ela é meio locona, mais pra frente a Tris explica.)
– Puta merda. — Sério eu amo a Susan, ela cuidou de mim mas cara. Ela quando estaciona do lado não para de falar NUNCA. Se eu tivesse um buraco pra me esconder eu me metia ali.
– Como você está, Beatrice? Nunca mais te encontrei em casa. — Ela gala chegando ao meu lado. Só para esclarecer, eu e Susan não moramos juntas. Quando eu era mais nova eu morava junto com ela, mas agora eu me mudei. Sou sua vizinha. Grande mudança. Boa, Tris.
– Pois é! Muito trabalho... — Falo com desanimo.
– Ai menina você nem sabe!- Pronto. Ela vai falar como se não houvesse amanhã. — Ai menina tive uns problemas intestinais. Me deu uma constipação. Fui no hospital e o doutor me receitou uma dieta. Muita fruta, muita apatia, muita simpatia para ver se solta.
– Hm. — Falo concordando.
– Bom, aí soltou. — Ela fala.
– Nossa. — Falo sem saber exatamente o que falar. — Tem chave?
– Não, me esqueci. — Ela fala e milagrosamente ficamos em silêncio. É claro até Susan interromper. Mas dessa vez ela não falou nada. Foi apenas o barulho peculiar de um peido. Eu não acredito.
– Desculpe, escapou. Foi só um. — Ela fala um pouco envergonhada.
– Esse um em grande escala pode matar a raça humana. — Falo mais para mim do que para ela. Silêncio. E a cena se repete.
– Tem sido difícil para mim. — Susan fala se referindo ao segundo peido.
– Para mim não né, para nós. Perdeu todo o senso de respeito ao próximo. — Falo e vejo que graças a Deus o porteiro voltou de onde sei lá eu estava.
Flashback off.
Desligo o chuveiro e ponho meu pijama. “Pijama”. Um camisetão que vai até metade de minhas coxas. Ah não. Eu sabia. Eu sabia que estava faltando alguma coisa.
– Mozzie! — Saio a procurar pelo capeta vulgo meu gato. — MOZZIE.
– Meow. — ele mia em resposta. Meu Deus que miado gay.
– Cadê você, viadinho da mamãe? — Falo procurando por ele. Ai não. — Como você foi parar aí?! — Falo olhando surpresa para o gato que se encontra na árvore em frente a porta da minha casa. Me apoio na parede e subo na janela para pular para árvore. — Vem cá, seu merda. — O gato muito obediente sobe mais alto na árvore. Esse gato tá tirando uma com a minha cara. Sigo ele cautelosamente quando...
– Puta. Que. Pariu. — Olho para o deus grego que está morando na casa da frente, saindo só de toalha do banheiro. BAM! Me esborracho no chão. — Ai. — Um barulho de porta batendo me tira de minhas alucinações.
– Você está bem? — pergunta uma voz que te, e me fez, faz pensar coisas impuras.
– Nossa, melhor agora. — Eu digo isso bem baixinho e noto que pelo amor de Madalena, ele não ouviu. — Sim, sim. Só um pouco quebrada. — Rio e ele me estende a mão sorrindo. Aceito a mão,me levanto e vejo a figura que está a minha frente. Ele já está de bermuda e com uma camiseta enrolada no ombro.
– Peter. — Ele se apresenta, mantendo o sorriso.
– Tris. — Falo meio sem graça.
– Tem certeza que não se machucou, Tris? — Pergunta sorrindo curioso. — Eu sou médico posso dar uma olhada.
– Meu tornozelo está doendo um pouco. — Tenho que me lembrar de agradecer meu tornozelo depois.
– Vamos entrar e dar uma olhada. — Ele diz abrindo espaço para eu entrar em sua casa.
– Tudo bem. — Falo entrando.
UAU.
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