Verbo perseguir

1 Uma nova mensagem


Notas iniciais
Olaaar! Estou tão empolgada aaaaaah Primeiramente gostaria de dar os créditos a história da Raquel mesmo, ela postou no grupo Nyah no facebook o ocorrido que me inspirou a escrever. Pedi para poder fazer uma adaptação de sua história e ela permitiu, então aqui está o primeiro capítulo ^^ Espero não demorar para atualizar, provavelmente eu consiga postar regularmente ainda mais por conta das férias mas nunca se sabe quando o bloqueio criativo pode atacar não é? Aashua Enfim tenham boa leitura ^^

[Uma nova notificação]

Desconhecido> Olá.

—O que eu disse sobre celular na mesa? –Com uma voz típica de bronca minha mãe me chama a atenção, o que foi o suficiente para que eu apenas deixasse o celular no silencioso, o guardasse no bolso e assim voltasse minha atenção ao jantar.

—Sabe mãe... Bem que você podia me deixar sair, tipo hoje... –meu irmão pede com o famoso olhar de ‘’cachorro que caiu do caminhão de mudança’’ com a maior expectativa que ela deixasse.

—Claro que não Rafael, sabe que horas são?!

—É nove e meia ainda, vaaaai... Eu chego antes da meia noite, prometo!

—De jeito nenhum, não é não Rafael! Você ainda está de recuperação, tem que estudar, sabe que precisa –A mulher não se deixa levar pelos pedidos e apenas continua a comer calmamente, enquanto eu faço o mesmo, apenas observando a situação.

—Que merda... –Rafa resmunga em um tom quase inaudível, mas como eu estava ao seu lado na mesa pude escutar.

—Terminei –me levanto pronta pra levar meus pratos para a pia- Hoje não é o meu dia de lavar a louça só pra lembrar –aviso os dois depois deixar meu prato na pia e me dirigir ao corredor, querendo ir para o meu quarto.

Antes de poder até mesmo tentar abrir a porta, Rafael me para, me fazendo o olhar com tédio estampado em meu rosto.

—Que foi? –pergunto desinteressada.

—Eu vou sair, preciso que me ajude.

—Ah não mesmo –desvio do mais velho, agora enfim abrindo a porta.

—Só precisa distrair a mãe, se ela for no meu quarto –suplica.

—Não obrigada –entro em meu quarto, ignorando suas tentativas de me convencer assim fechando a porta na cara dele, e como consequência recebendo um suspiro pesado e um belo chute na minha porta.

—ESPERO QUE TENHA MACHUCADO O PÉ! –Grito para que ele pudesse ouvir, mas provavelmente já teria ido pro seu quarto.

Cansada me jogo em minha cama, após me aconchegar melhor, retiro meu celular do bolso para enfim poder conferir a mensagem que tinha recebido antes.

Número desconhecido?

Que estranho, alguém deve ter passado meu número, não lembro de ter passado para ninguém, espero que não seja aqueles meninos idiotas querendo coisas a mais, tipo sei lá nudes? Mas como a curiosidade é grande não posso ignorar.

Raquel> Eae... Quem é você?

Quase que instantaneamente a outra pessoa me responde.

Desconhecido> Tudo bem Raquel?

Raquel> Me conhece?

Desconhecido> Claro, mas você não me conhece.

Raquel> Disso eu sei quer parar de idiotice e falar teu nome?

Desconhecido> Não precisa ficar nervosa

Meu nome é Felipe, mas pode me chamar de amigo.

Raquel> "Amigo", sério?

Posso saber como conseguiu meu número?

Desconhecido> Ai que as coisas ficam difíceis Raquel, não faça perguntas complicadas.

Raquel> Complicadas? Vc tem problema? O número não brotou no teu celular do nada

Desconhecido> Eu tenho o número de muitas pessoas, é difícil lembrar como consegui de cada uma.

Raquel> Hm... O famosinho agora

Seu número é estranho... De onde vc é?

Desconhecido> Dubai

Raquel> To conversando com um gringo, ai que emoção

Desconhecido> Tenho a impressão que você não me leva a sério.

Raquel> Sério? Descobriu o Brasil agr

Desconhecido> Seu irmão está em casa?

Rafael? O que ele... Ah claro, como sou idiota claro que é ele, só está me fazendo perder tempo, esse...

Desconhecido> Como foi a feira de ciências da escola?

E ele continua, esse menino não tem o que fazer mesmo.

Raquel> Sério? Tudo pq eu não quis te ajudar, muito maduro Rafael

Desconhecido> Não sou o Rafael.

Raquel> Para de besteira desgraçado, eu sei que é vc!

Babaca mesmo

Para conferir sai do meu quarto e fui para a sala onde ele estava, por ‘’coincidência‘’ o garoto mexendo no celular.

Raquel> Eu to te vendo não adianta negar

Pressiono o ícone de telefone, iniciando uma chamada para o tal número desconhecido, é agora que eu faço o celular do meu irmão voar pela janela. Tocou uma, duas, três, quatro, inúmeras vezes até a ligação cair, e ao contrário do que imaginei o celular de Rafael não tocou em momento algum.

—Que cara é essa? Nunca me viu? –Rafael me encara, obviamente eu não estava com a melhor expressão, estava muito confusa.

Isso não faz o menor sentido, o celular devia ter tocado...

Ignorando qualquer coisa que ele havia dito me viro indo em direção a cozinha pra tomar um copo de água, abrindo a geladeira para pegar a jarra de água, o celular vibra novamente.

Desconhecido> Está frio ai?

Meu corpo inteiro havia paralisado e um arrepio se fez presente, até quase fiz a jarra de vidro ir ao chão com o ‘’susto’’. Depois de alguns segundos em choque levei a água para geladeira novamente, havia perdido completamente a sede depois disso, nervosa e com medo de ficar sozinha me sento perto do sofá em que meu irmão estava deitado. Encarando o celular com um claro pavor em meu rosto abri a conversa novamente.

Raquel> Como vc...

Desconhecido> Sua casa é grande, quantos cômodos tem mesmo?

Haha eu deveria saber disso.

Raquel> DESGRAÇADO

QUEM É VC? COMO SABE DESSAS COISAS? O QUE QUER?

Desconhecido> Olhe pela janela.

Com medo fico em meu lugar, apenas observando a tela do celular, estava pensando em bloquear o número naquele momento, ou até mesmo falar para meu irmão, que estava dormindo, mas antes de fazer qualquer coisa, um monte de mensagens começam a vir.

Desconhecido> Janela.

Vai.

VAI OLHAR.

VAI.

Me sentindo obviamente ameaçada a única maneira foi ir até lá, enquanto meu celular continuava a vibrar incansavelmente, provavelmente com outras mensagens do gênero. Olhando pra fora não havia nada, apenas um breu, mesmo procurando muito não consegui encontrar nada.

Raquel> Não tem nada lá fora

Desconhecido> De novo.

Ver de novo.

Olhando novamente não encontrei absolutamente nada como da última vez.

Desconhecido> Você não entende, vai pagar por tudo, tudo... Deixa eu entrar?

11963382.

Raquel> Quer entrar pq? Vai entrar na pqp

Desconhecido> Não somos amigos?

Você é minha amiga não é?

Está frio aqui fora.

Abre a porta pra mim.

[Uma nova mensagem]

Lucas> Então a gente pode ver de sair segunda

Raquel> Tem um cara muito estranho me mandando mensagens

To com medo msm, ele é louco

Lucas> An? Como assim?

Raquel> Um tal de Felipe, ele começou com uns papo estranho, pensei q era brincadeira mas agora acho q não é

Lucas> Me manda as conversas

Raquel> Vo tirar print

...

Desconhecido> 173383333

Vamos ser amigos

Raquel> Vai se foder cara me deixa em paz

Para de tentar me assustar vc não me engana

Se eu descobrir quem vc é...

Desconhecido> Eu sou seu amigo não devia falar assim comigo.

Amigos não fazem isso Raquel.

Amigos não fogem.

Não pode se esconder pra sempre.

Raquel> Amigos o caralho

Se não parar vou chamar a polícia

EU NÃO TO BRINCANDO

Desconhecido> NÃO FAÇA ISSO.

EU VOU TE PEGAR.

TE PENSEGUIR.

NÃO IMPORTA ONDE ESTEJA.

VOCÊ É MINHA PRESA VOU TE CAÇAR ATÉ A MORTE.

E SE ALGUÉM SOUBER SEUS AMIGUINHOS VÃO JUNTO.

[Imagem recebida]

Como... Ele... Conseguiu essa foto? Eu não tinha postado ainda, ninguém postou.

Deyzi, Ana e Wesley estavam presentes na imagem. Com isso imediatamente criei um grupo com os três pra tentar os manter cientes da situação e após pensar um pouco se deveria envolver mais gente, acabei adicionando Lucas ao grupo também, afinal ele já sabia de certa parte da história.

Raquel> Gente...

[Imagens enviadas]

Apenas enviei prints das conversas no grupo e voltei a conversa com o tal de Felipe.

Desconhecido> O que foi Raquel?

Está com medo? Haha que bonitinha.

Raquel> Estou...

Desconhecido> Vamos brincar?

Não fique com medo.

Eu fico triste.

Sabe o que eu faço quando fico triste?

Eu desconto em outras pessoas.

Que tal descontar neles? O que acha?

[Imagem recebida]

A imagem em questão era uma foto tirada em minha sala, basicamente uma foto de turma. Outra coisa que me deixou mais com medo, pois quem tinha acesso a essa foto seriam apenas os alunos, e esta havia sido entregue apenas impressa a eles, não teria como ele enviar.

Desconhecido> Deixa eu acabar com eles?

Deixa?

Raquel> Não, não deixo

Desconhecido> Me deixa entrar.

DEIXA ENTRAR.

Raquel> Cara vai pro caralho, vou te bloquear

Desconhecido> Bloqueia, você vai ver o bloqueio que darei nos seus amiguinhos.

Eles estão no grupo né?

Raquel> Como sabe disso?

Desconhecido> Ah... Pequena Raquel, eu sei de absolutamente tudo.

Raquel> Okay agora já deu, não sei quem é vc, e o que merdas vc quer, me deixa, deixa meus amigos EM PAZ!

Desconhecido> Você sabe demais.

TEM QUE ENTRAR.

ABRE A PORTA.

COOPERE COMIGO.

OU VOCÊ QUER QUE A PORTA BATA?

VOU SER EDUCADO.

POSSO BATER NA PORTA SE QUER EDUCAÇÃO.

TOC TOC

HAHAHAHAHAHHAHAHAH

E naquele momento pode se ouvir um estrondo alto vindo da porta, tão alto que acordou meu irmão e fez com que minha mãe viesse correndo ver o que havia acontecido.

—O que foi isso?! –minha mãe pergunta nervosa, obviamente não tanto quanto eu.

—E-Eu não sei –nesse momento meus olhos começaram a lacrimejar, mas com muito esforço não deixei as lágrimas caírem, eles não podiam nem pensar que algo estranho estava acontecendo (pelo menos não comigo envolvida)

—Vou lá ver –Rafael se levanta.

—NÃO! –grito o puxando pelo braço.

—O que foi? Tem que ver o que é Raquel.

—Sua irmã tem razão, vai que é um bandido Rafael, vou ligar pra polícia!

—Mas e se não for nada? Vamos trancar bem as janelas e dormir, não precisa de desespero –Desconversei a ideia de minha mãe, não podia fazer isso, imagina se Felipe acha que eu contei, o que ele poderia fazer? Ainda que depois disso posso ter certeza que ele não está brincando.

—É vamos mãe... –Rafael apoia a ideia logo levando nossa mãe ao quarto.

—Vai ficar tudo bem –digo mais pra mim do que pra ela, logo me dirigindo ao meu quarto rapidamente.

Me deito em minha cama como antes, me cubro até a cabeça, e em baixo das cobertas me deixo enviar a última mensagem da noite, para poder enfim tentar dormir em paz, o que seria bem difícil. A mensagem em questão seria para o grupo criado com meus amigos, o qual eu não pude ler nenhuma das mensagens, e nem tinha condição de fazer isso hoje.

Raquel> Ele não tá brincando

[Mensagem enviada]

Notas finais
Espero que tenham gostado Irei responder todos os comentários (caso houver né? kkkkkrindo pra não chorarkkkkkk) Espero que acompanhem a história, e obrigada pela leitura ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.