Verão De Tristezas
1 Prólogo
Notas iniciais
Bom, sobre a história, quero dizer que ela é algo absurdamente diferente do que postei anteriormente - Terror, suspense e ação. Ela é uma fic romântica, com cenas de sexo. Sou novo nisso, então talvez não fique tão descritivo e tal, até porque não quero fazer nada vulgar e sim sensual.
Boa Leitura e não esqueçam dos reviews, afinal se ninguém comentar, eu, infelizmente, vou parar de postar...
Kiss me hard before you go
Summertime sadness
I just wanted you to know
That baby you're the best
"Summertime Sadness", Lana Del Rey.
✭
Ela ainda podia ouvir a voz dele ecoando em seus pensamentos, ritmada e calma como a água do oceano naquela noite.
Você vai ficar encantada com o mar... Ele só não é mais belo que você...
Lembrar daquela voz grossa, firme e poética, fazia com que uma dor imensurável a destruísse levianamente, sem piedade alguma.
Ela estava sentada sobre a simples caminha de madeira maciça, observando o longo vestido vermelho que ela usara na primeira na noite em que eles estavam ali, na Costa Oeste do Oceano Pacífico, entregues um ao outro como dois amantes insaciáveis.
Você parece uma prostituta... Está linda como uma...
Foi o que ele dissera quando ela por fim terminou de passar o ousado batom vinho-avermelhado nos lábios e prendeu o cabelo no alto da cabeça, no estilo rainha da beleza. Ela estava tão bonita naquela noite... tão radiante... tão feliz...
A cálida luz do luar combinava perfeitamente com ela. Tudo combinava com ela. Se não fossem as circunstâncias que a vida impusera diante da mesma, afim de derrubá – la, ela certamente seria uma dama. Tinha tudo para ser uma: Alta, moderadamente magra, caracolados cabelos loiros, olhos azuis, lábios sedutores e um sorriso encantador. Ela tinha uma beleza arcaica, rara. Tudo nela era levemente vintage e artístico, quase colossal. E fora isso que o fizera se apaixonar por ela.
Ele, bem, era definitivamente o oposto dela.
Tyler era um criminoso, um malandro imprudente e ordinário típico da década de 70. Vestia calças boca de sino pretas, camisas brancas com uma gola larga e extravagante, além de estar sempre acompanhado por um chapeuzinho malandro e um cigarro. Ele se vestia como os cafetões e os bandidos. Ele se sentia poderoso por estar daquela forma e causar medo nas pessoas.
Essa sensação de poder o deixava extasiado.
E ela o amava justamente por isso – Ela não queria ser a “boa moça” para sempre e ele a havia ensinado como era bom ser uma louca.
Mas agora tudo não passava de meras lembranças...
Ele se foi para sempre... Simplesmente se foi...
Lágrimas de dor lhe escorriam pelo rosto, enquanto ela ainda observava o longo vestido vermelho.
Tudo naquele verão havia sido tão intenso.
Palavras lhe faltavam para expressar a satisfação de ter estado ali, ao lado dele. Apesar daquele ser um simples quartinho de um hotel de beira de estrada – com uma cama, uma cômoda, que possuía um largo espelho sobre ela, e uma televisão –, ela simplesmente não trocaria aquilo por hotéis de luxo, se ele não estivesse neles, com ela.
Lentamente, ela se deitou na cama a qual estava sentada e agarrou o vestido vermelho que lhe trouxera tantas lembranças.
O cheiro dele ainda estava ali. Forte, grosso, exalando androsterona.
Oh Deus, como eu queria que ele estivesse aqui, sob a minha pele...
Mas ela sabia que o tinha perdido para sempre, por isso se conformou a sentir o cheiro dele, enquanto chorava lágrimas e mais lágrimas oriundas da saudade...
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