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Notas iniciais
Bom galera, estou escrevendo essa aqui só por diversão mesmo, espero que curtam. A história se passa na minha cidade (Brasília), me inspirei em eventos da vida e em alguns de meus amigos, o resto saiu da minha cabeça. Existem trocas de "cena" durante a Fanfic, que serão divididas por símbolos (♆✸). Se tiver algum erro, eu peço perdão, porque não sei bem como funcionam alguns detalhes de outros cursos de faculdade. Esse capítulo poderá ser modificado. Provavelmente não. É isso, boa leitura, espero que gostem.

– Cara, para de ligar! Ela só vai atender no final do episódio!

Chris olhou para Marco, bateu em sua nuca e o questionou logo em seguida.

– Sabe que ele é só um personagem de uma série?

– Sei.

– Então sabe que ele não pode te escutar, né?

– É, eu sei.

– Então por que não cala a boca e assiste a série?

Marco fez uma careta.

– Porque gritar com os personagens faz mais sentido, ora, pois.

Sara abraçou Chris pelas costas e em seguida beijou sua bochecha.

O restante das pessoas na sala revirou os olhos.

– Será que pelo menos um dia, a vida não vai jogar na minha cara, que eu sou solteiro e trouxa?

Eduardo perguntou.

– Solteiro porque quer.

Matheus afirmou.

– Mat, eu sou hétero.

– Bom, não custa nada tentar.

Todos riram.

– Você não estava saindo com um cara Mat?

Nine perguntou.

– O cara do sorvete?

– É, acho que sim.

– Paramos de nos falar há uns dias, ele não curte relacionamentos.

Ele disse revirando os olhos.

– Eu até que entendo.

Ela disse olhando pra Ed.

Ed não era o tipo de cara que gostava de relacionamentos, se ele gostava de alguém, ia lá e ficava, depois disso não tinha mais graça. Nine não sabia disso enquanto estava o beijando há alguns dias.

Eram oito grandes amigos, porém nem todos estavam lá, Marina e JP estavam em alguma festa numa casa grande do Lago Sul.

É difícil saber como todos eles se conheceram, pois um levou o outro para o grupo e quase todos entraram na mesma faculdade.

Marina por exemplo só entrou no grupo porque seu irmão, Marco, não podia a deixar sozinha em casa enquanto os pais viajavam há dois ou três anos.

Marco entrou no grupo porque um professor disse que ele tinha potencial o suficiente para estar uma série a mais e então conheceu Chris e Ed, depois disso os três viraram melhores amigos, daqueles inseparáveis e cresceram juntos.

Sara entrou porque seu namorado, Chris, queria que ela conhecesse seus amigos, se enturmou e está com eles até hoje. Acabou levando sua melhor amiga, Nina (Ana), que levou Matheus para o grupo, porque ele éera um grande amigo.

Matheus levou seu meio irmão, João Pedro, porque tinha que torna-lo seu amigo de alguma forma, mas mesmo com tanto tempo, ainda não tinha nenhum vinculo afetivo com ele.

– O que nós estamos esperando? Por que não fomos com a Marina e com o JP para a festa?

Matheus perguntou, tentando animar o restante do grupo sem muito sucesso.

– Porque acho Marina está de TPM e também acho que o JP vai tentar levar ela pra cama hoje.

Eduardo explicou, zombando um pouco, pois sabia que de alguma maneira, isso ia tirar a paciência de Marco.

– O quê?!

Marco que antes estava sentado, meio largado no chão, gritou se ajeitando.

– Foi isso que eu disse.

Eduardo disse naturalmente, com um sorriso bem provocativo na boca.

– Nós vamos lá... Agora!

Marco disse se levantando.

Ana se levantou e ficou diante dele.

– Marco, eu acho melhor você abaixar sua crista. A Mari tem dezoito anos e...

– Ela tem dezoito anos há dois dias, há dois dias, Ana!

Ana levou o grito numa boa, limpou seu rosto após uma gota de saliva ter caído nele.

– Que seja Marco, infelizmente a Mari não é mais uma menininha. Aliás, não seria a primeira vez que ela iria para a cama com alguém...

– Quê?!

Ele se desesperou.

– Ei ei! Você não está ajudando muito Ana — Sara disse se levantando e indo até os dois – Ei grande Marco, é do JP que estamos falando. Sua irmã não ficaria com ele nem se fosse necessário. Por favor, vamos acalmar os ânimos ai, ele já vem pra cá e vamos para um bar ou algo assim.

– Só temos que lembrar que os bares fecham ás duas da manhã e já são três horas.

Chris falou.

– Você ajuda muito, né amor?

Ela retrucou com um pouco de raiva.

– Bom, talvez seja melhor irmos... Pra casa de uma vez, essa sexta-feira deu no que tinha que dar.

Matheus tentou solucionar.

– É talvez – Eduardo disse se levantando e pegando suas chaves em cima do frigobar – Vai querer carona Ana?

Ela abaixou o olhar.

– Vou... Boa noite gente.

O seguiu até fora do apartamento e ambos foram embora.

Sara se sentiu decepcionada ao ver a amiga saindo com Eduardo. Embora ela gostasse muito de Ed, sabia que ele iria apenas usar Ana enquanto isso fosse legal para ele, também sabia que ela era muito ingênua ás vezes, cairia em qualquer mentirinha que ele inventasse daqui para lá.

– Já que os dois já foram... Quer ir dormir lá em casa amor?

Chris perguntou para Sara.

– Não tenho roupas.

Ela disse negando.

– Quem disse que você precisa de roupas?

Ambos riram.

– Sua mãe está em casa hoje.

– Verdade... Ela saiu do plantão... Mas que seja! Passamos na sua casa para buscar roupas então.

Ela concordou com a cabeça.

– Hey, já que estão indo para o Lago Norte, vocês podem me deixar em casa? Não vou achar ônibus há essa hora.

Matheus perguntou, aproveitando que eles iriam passar na casa de Sara.

– Podemos! Vamos lá...

Chris disse indo se despedir de Marco que ia ficar sozinho depois disso.

Depois de todos se despedirem. Lá se foram os outros três.

Marco ficou lá. Sozinho e preocupado com o que sua irmã poderia estar fazendo naquele momento.

♆✸

– Bom, por que nós não... Vamos pra minha casa?

Eduardo perguntou.

– Pra fazer o que?

Ana retrucou meio emburrada.

– Podemos assistir a um filme...

– Assistir a um filme ou assistir a um filme?

– Tem diferença?

– Numa das opções, nós assistimos um filme. Na outra nós nos beijamos e eu me iludo de novo.

Ela disse sorrindo. Histérica.

– Pode ser... Os dois, né – Ele olhou para ela e depois voltou a olhar para a estrada – Só que sem a parte de você se iludir.

– Sem a parte de eu me iludir?

Várias ideias passaram pela cabecinha confusa de Ana, uma na qual ela queria realmente acreditar. Queria muito acreditar que Ed estava querendo ama-la. Mas ela tinha que se conter e lembrar que Ed já havia a enganado uma vez, lembrar que ele seria bem capaz de fazer isso de novo.

– Eu nunca te iludi Ana.

– Não?

– Eu nunca te dei essa moral, tipo... Nunca disse que estava apaixonado nem nada. Você me conhece Nina, sabe que eu sou o tipo de cara que pega e vaza, o máximo que eu faço é continuar amigo.

Ana bufou em seu cantinho.

– Tá.

– Tá... O que?

– Me leva pra casa Eduardo.

Eduardo descontente quis convencer Ana, mas achou melhor não insistir. Mudou a trajetória.

♆✸

– JP! Eu quero ir pra casa!

– O que?!

– Ir pra casa!

– Eu não estou ouvindo! A música está muito alta!

Marina empurrou João para um dos quartos e fechou a porta para abafar o som.

– Quero ir pra casa!

– Não precisa gritar... Você dirige.

JP disse deixando Marina sozinha no quarto com as chaves do carro em mãos.

Já na porta do carro, os dois ficaram se encarando.

– Eu bebi muito.

Ela disse o entregando as chaves do carro.

– Eu também.

Ele respondeu encostando-se ao carro.

– Táxi?

Ela sugeriu.

– Não podemos esquecer que moramos em Brasília, Mari... Tem noção do quão isso seria caro?

– Hum...

(Silêncio)

– Podemos dormir no carro.

Ele disse.

Marina pensou um pouco, bem pouco sobre concordar.

– Mas vamos pra casa logo ao amanhecer – Esperou ele concordar – E você dorme no banco da frente.

Ele olhou para o carro.

– Tem espaço para dois no banco de trás.

– Ah é?

Ela o questionou.

– Uhum.

Ele disse com um sorriso bobo no rosto, pensando ter ganhado a noite.

– Não acho.

Os dois olharam pensativos para o carro.

João pensando em todas as transas mais do que satisfatórias acontecidas ali.

E Marina premunindo que iria acordar com torcicolo.

– É só você dormir em cima de mim, eu não me importo está tudo bem por mim.

Ela o olhou de cima a baixo.

Depois de pensar um pouquinho mais, Marina resolveu aceitar.

– Não ouse encostar na minha bunda.

Ele deu um sorrisinho bobo.

Entraram no carro e se ajeitaram no banco de trás.

E aí começou a noite dos dois.

Já tendo perdido as esperanças de uma noite feliz, João tentou dormir. Mas havia um saco de ossos em cima dele, que ficava se mexendo e se mexendo, sem deixar com que ele conseguisse descansar.

– João?

– Oi.

– Está dormindo?

– Não.

– Ótimo.

– Hã? Ótimo o que?

Antes que pudesse abrir seus olhos por completo, João sentiu os lábios de Marina se encostarem ao dele. Ele se deliciou com aqueles beijos doces e talvez mais que isso durante o resto da noite.

♆✸

– Valeu gente, até outra hora!

Matheus agradeceu a carona e entrou em casa.

Era uma mansão grande, não tinha bem como seus pais terem o ouvido chegar. Ele entrou de fininho e tentou não fazer barulho ao trancar a porta.

– Matheus Fernandes Gomes, onde você estava?

– Oi... Mãe.

Ela estava sentada numa grande poltrona, na sala, com as luzes da sala apagadas, esperando ele chegar.

– Oi filho.

– Estava com os meus amigos.

– Onde?

– Ora mãe... Agora vai encrencar comigo? Você não está num filme americano.

– Você é só uma criança, não é dono do seu próprio nariz.

– Eu tenho dezenove anos, acho que posso muito bem me virar sozinho, não sou mais uma criança.

– Não, você ainda mora sob o meu teto. Meu teto, minhas regras. Eu disse que você tinha que voltar antes das duas, são quase quatro horas.

– Mãe, calma lá... Não vejo você assim com o meu irmão.

– Ele não é meu filho.

Ele revirou os olhos.

– Mãe, qual foi? O que você tem?

– Olha o palavreado aqui em casa Matheus. Você está de castigo!

– Oi?!

– Oi?. Vai pra cama Matheus, agora!

Ela o imitou com uma voz estúpida e ele foi para o seu quarto, sem entender porque estava sendo tratado como um bebê, de novo, será possível que esse pesadelo não teria acabado ainda?

Deitou na cama e pegou seu celular. Ninguém online, todos estavam dormindo, bêbados ou transando naquela hora. Ele resolveu ir dormir.

♆✸

Marco arrumou toda a bagunça que os amigos fizeram e foi para a cozinha arrumar o que comer.

– Larica sobrinho?

Seu tio estava o perguntando, sentado na mesa da cozinha.

– Talvez tio.

O tio de Marco morava com ele, sua irmã e seus pais desde que ele se entendia por gente. Um homem classificado como irresponsável, porém, Marco não ligava, amava seu tio.

– Ainda tem um salve?

– Não tio, os meninos levaram.

– Quer sair para comprar?

– Tio, são quase quatro horas.

– E...?

– E eu vou esperar a Marina, estou preocupado com ela.

– Hum, boa sorte.

Pegou seu casaco e abriu a porta do apartamento.

– Para onde vai tio?

– Comprar erva.

E saiu, deixando Marco completamente sozinho no apartamento.

Ele até tentou ligar para a irmã, mas não sabia que ela estava mais ocupada no banco traseiro de um HB20.

Notas finais
Espero que tenham gostado, sintam-se livres para qualquer tipo de comentário, minhas respostas sempre serão ao mesmo nível. Sinceramente, acho esta história "gostosa" de escrever. Eu me divirto, espero que tenham o mesmo sentimento ao lerem. :)