Venenosa

3 Capítulo 2 - É o único jeito.


Notas iniciais
AVISO IMPORTANTE: Alguns paragrafos estão "sem"parágrafo porque o editor do Nyah não está deixando ir. Eu faço tudo bonitinho lá no World, aí chega no Nyah e fica sem paragrafo. Se alguém souber como me ajudar, por favor mande um MP! Saindo deste assunto, desculpa por não ter postado antes, muita lição e provas. Um capítulo com muito barraco e com bastante sede de sangue da Lily... Muahahahaha...

4 dias.
4 dias que eu não falo com ninguém e não olho para a cara de ninguém relacionado, de qualquer jeito com o Potter. Sim, minhas amigas também. Sempre quando elas tentam se aproximar de mim eu as afasto, mas elas continuam a tentar, o que me leva a ficar um pouco brava com elas, e uma vez meio que explodir... Eu disse coisas pesadas, do tipo "Vocês não são minhas amigas de verdade se não respeitam minha privacidade" e coisas assim. Desde então elas também não olham na minha cara, então basicamente estou afastada de todos e de tudo.
Quando acordei Marlene, Dorcas e Alice já tinham acordado e saído, uma coisa rara que começou a acontecer depois do ocorrido. Olhei em meu relógio: 8:14. Tudo bem tenho uma hora. Tomei um banho rápido e coloquei as vestes de Hogwarts e um tênis vermelho, para combinar com a cor da Grifinória. Já mostrando alguns traços da minha nova personalidade, passei uma maquiagem leve: rímel e sombra leve prateada. Iria mudando devagar os meus antigos traços.

Ainda no meu dormitório, comi o meu café da manhã, chocolates. Sim, minha situação chegou a certo ponto de nem dar mais para eu comer as refeições com todos, porque alguns ficavam me olhando com dó, outras meninas vitoriosas e o Potter, principalmente o Potter, me olhava como se eu fosse um nojo, insignificante. Acho que essa é a palavra que está me definido aqui em Hogwarts. Insignificante. Uma palavra forte que todos odeiam ser chamados, mas muitas fazem isso. Mas sabe o que? Eu parei de me importar sobre o que as pessoas pensam, porque sim, eu vou ter a minha vingança. Pode ser essa semana ou daqui a alguns meses, mas eu vou ter. E todos os que me ignoram agora vão pagar. Com esses pensamentos na cabeça, fui de cabeça erguida pela primeira vez em muito tempo, para minha primeira aula: poções.

Alice estava com Frank, Marlene com Dorcas e como sempre, Severo sozinho. Fui sentar ao seu lado, porque ele era uma das poucas pessoas que eu estava falando. Ele me falou um rápido "oi" e nós dois ficamos vidrados no professor Slughorn que me amava, e o sentimento era recíproco. Hoje na minha matéria favorita estávamos aprendendo a poção Veritaserum, que como já sei há muito tempo, força a pessoa que a bebeu a dizer a verdade. Essa poção é um dos métodos mais usados para levar bruxos para Azkaban. Depois do fim da aula, tive Defesa Contra as Artes das Trevas, que eu era razoavelmente boa mas que de longe era minha favorita. Infelizmente, para todos da Grifinória e da Lufa-Lufa que estavam tendo aula juntos, depois tivemos História da Magia, com o entediante do professor Binns. Para ter uma idéia, até eu, a considerada, até agora, mais Nerd da Grifinória quase dormia enquanto o professor fantasma explicava as coisas de forma monótona e repetitiva. Felizmente, o resto do dia passou rápido, e já estava na hora do jantar, resumindo: chocolate.
~~
Severo estava solitário, aparentemente bravo, passeando no corredor do 1º andar:
– Oi, Sev! O que aconteceu?
– Ah, oi Lily. Não aconteceu nada, por quê?
– Não minta para mim, Severo. Eu sei quando você está chateado e odeio te ver deste jeito.
– Foi só os idiotas dos marotos.
Nessa hora, meu sangue começou a ferver de tanto ódio. O que eles fizeram para ele?
– Eu estava perto do salgueiro lutador quando a eles e sua multidão de fãs chegou, com Potter, como sempre, na frente. Foi mais ou menos a mesma coisa, eles ameaçaram tirar minhas calças, mas como eles nunca fizeram eu falei algumas coisas para ele...
– Meu Merlin, como você pode ser tão burro, Sev? Potter é um covarde que tem o cérebro do tamanho de uma formiga. Óbvio que ele iria fazer alguma coisa se você o irritasse! Mas o que você falou?
– Sabe... Algumas coisas sobre vocês, que você terminou com ele e como ele é burro por ter feito aquilo... Resumindo: só a verdade.
– Então... Ele fez?
Severo corou, para uma cor parecida com a do meu cabelo, e automaticamente já soube a resposta. Como o Potter ainda me surpreende? Ele é um idiota, burro, inconsequente, imaturo, isso que ele é, e precisa sofrer alguma coisa. Eu não posso falar para Severo o que está por trás disso, se não tenho certeza que ele vai dar a língua nos dentes. Vou abordar por outro lado, maldoso, eu sei, mas o único jeito de eu conseguir.
– Sev, eu te adoro! Você é tão fofo... Eu estava pensando, porque a gente não vai dar uma passeada nos jardins? — falei dando uma piscadela no final.
–Cla-claro!
~//~
Às 8 horas da noite, o cheiro delicioso do jantar me dava água na boca. Fazia tanto tempo que não sentia aquele cheiro de comida recém-feita. Delicadamente, coloquei meus dedos entre os de Severo antes de entrar. Ele no começo ficou surpreso, mas depois relaxou seus dedos e nós fomos andando até a grade porta que dá para o salão principal. Quando entramos, muitos me olharam surpresos, provavelmente se perguntando por que eu não tinha aparecido todos aqueles dias nas refeições e porque eu estava de mãos dadas com um sonserino tímido e Nerd e que muitos viraram a cueca está tarde. Nem liguei, e falei para Sev também não ligar, porque eles são um bando de invejosos. Tinham vários meninos olhando para mim com cobiça, exatamente como eu queria. Mas, o mais estranho de tudo é que o Potter olhava para nós dois, principalmente para Severo, com um olhar assassino. Ele foi para a mesa da sonserina, soltando a minha mão, mas não antes de dar um beijo na mesma, causando alguns suspiros apaixonados de algumas garotas. Fui me sentar do lado de Marlene, que no começo estranhou, mas logo se acostumou de novo, porque meu lugar fixo nós antigos tempos era do lado dela.

Potter estava me olhando como se eu tivesse acabado de matar alguém, com uma loira da Lufa-Lufa que beijava descaradamente seu pescoço, sentada no colo dele. Em um movimento súbito, ele a tirou do seu colo e foi para perto de mim, já tomando fôlego e abrindo a boca para começar a falar:
– Desde quando você começou a falar com o Ranhoso?
– Desde que eu descobri que você é um idiota.
Todos do salão fizeram um "Uhh" coletivo, já esperando o que viria em seguida, pensando que seria uma bomba. E estavam totalmente certos. Ele estava tentando se acalmar para não gritar, e conseguiu fazer isso, mas falou de um jeito muito mais típico de quem está bravo. Ele foi para mais perto de mim e sussurrou:

– Você se acha legal, não é, Evans? Só porque você terminou comigo você acha que todos os meninos gostam de você. Mas está totalmente enganada.

Um menino da Corvinal falou alto:
– Na verdade...
– Cala a boca, Smith — Potter falou mais rápido.
– Potter, eu não quero ser como você, se é isso que você está pensando. Acho sua vida um nojo, ficando com uma menina a cada dia. Elas te acham o garoto mais gato da escola inteira, mas quer saber o que eu acho de você? — nesse momento a escola inteira já estava ao redor de nós, a não ser alguns poucos da Sonserina — Eu acho você, primeiramente, um idiota. Você é um filhinho de papai, arrogante, irritante, prepotente, que só pensa em si mesmo e que não percebe que com todo mundo que você fica você machuca de algum jeito.
– Essa última parte você está se baseando em quem, mesmo? — ele falou com um tom irônico — desde quando você está com o Seboso?
– Desde que eu percebi que pessoas que nós odiávamos da para amarmos e depois odiarmos mais profundamente ainda e que pessoas que nós amávamos da para nós odiarmos e depois voltarmos a amar de novo. Sim, Potter, eu te amei, mas se acha que algum dia eu vou fazer isso, posso te jurar por Merlin que não vou...

– Quem disse que eu quero?

– Me deixa terminar. Ah, lembrei-me de mais um adjetivo para a minha lista: mal educado. Antes de ir para meu dormitório, queria dar um aviso para todas as garotas que estão aqui. Muitas de vocês estão a fim do Potter, e eu sei como ele pode ser persuasivo, tanto que eu o aceitei. Só vou falar uma coisa: esse foi o pior erro da minha vida. Achei que ele podia me amar, mas estava muito enganada, porque — nessa hora elevei minha voz para todos do salão principal ouvissem — James Potter não ama. Ele não tem coração e nunca vai ter. Ele não tem a maior capacidade do ser humano: a de amar. Então, não se iludam, ele nunca vai amar vocês, só vai ficar com vocês por uma noite e depois vai esquecer o seu nome. Se você quer amor verdadeiro, não vai encontrar com ele. Porque a única pessoa que ele ama é si mesmo. E, James Potter, se você acha que eu te odeio, está parcialmente certo, porque eu tenho pena de você. A minha parte já fiz, agora pensem: vale a pena? A escolha é de vocês, mas saibam que para mim não valeu.

Falando essas palavras, fui em passos calmos mas longos em direção ao meu dormitório, com uma leveza maior por ter feito o desabafo que eu precisava. Mas meus gritos não estavam nem no começo.

Notas finais
Gostaram? Nop? Revieews! Amu ôceis.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.