Venenos Invisíveis
6 Capitulo 06
Notas iniciais
A luz do sol filtrava-se entre as árvores, criando sombras suaves na calçada da praça. Hank corria em círculos animados, com a língua de fora, como se estivesse sorrindo. Grissom e Sara estavam sentados lado a lado em um banco de madeira, com copos de café nas mãos e um saco de biscoitos amanteigados entre eles. A atmosfera estava leve — um raro momento de paz após momentos de turbulência.
GG: Hank está todo feliz com o passeio... faz tempo que não o vejo assim.
SS (com um sorriso suave): Fico feliz de vê-lo bem. Você também está bem. Ficou ótimo com esse novo corte. Te rejuvenesceu.
GG: (olha para ela com gratidão) Obrigado por cuidar de mim... por não desistir de mim mesmo quando eu não merecia.
SS: (olhando para o chão) De nada, Grissom. Foi um prazer... de verdade.
GG: Ah, esqueci de te falar... Quando falar com o James, poderia pedir desculpas minhas? Pelo jeito como agi... fui um idiota com ele. Brass me contou depois que ele era seu irmão. O babaca aqui pensou outra coisa. (faz uma careta leve)
SS: (olha para ele com compreensão) Eu queria muito te contar antes de levá-lo até em casa, mas Heather usou isso contra mim... e acabou virando uma bola de neve. Mas, enfim... vamos virar o disco. Eu falo com ele sim. E... estou muito feliz. Ele está se cuidando, tentando ser uma nova pessoa. E me ajuda muito...
GG: (te olhando, curioso) Te ajuda?
SS: (um pouco nervosa, mas sincera) Sim... em casa. Não quero estar sozinha nesse momento, e ele é meu parceiro de vida, sabe? Meu irmão. Ter ele de volta é como ter um pedaço meu restaurado.
GG: (firme, gentil) Fico feliz, de verdade. Vocês merecem esse reencontro. Vamos andar um pouco?
SS: Vamos sim!
Os dois caminham em passo lento, lado a lado, enquanto Hank, agora mais calmo, anda à frente farejando tudo.
A conversa flui naturalmente, cheia de pausas silenciosas e confortáveis. Sara ri de um comentário sobre formigas. Grissom ri de volta. Ele a observa com um carinho evidente — não o mesmo de antes, carregado de desejo e posse, mas algo mais... maduro. Uma admiração renovada.
Aos poucos, o que era apenas “amizade retomada” começava a mostrar sinais de algo mais profundo e talvez inevitável: reconstrução.
Em uma dessas caminhadas...
Grissom e Sara andam lado a lado. O som dos passos sobre a calçada de pedra se mistura ao canto de alguns pássaros. Hank para de tempos em tempos para cheirar algo novo, dando ao casal momentos de pausa natural.
GG: (sorri, olhando para o chão) Lembra quando viajamos para o Alasca e ficamos presos num vilarejo por causa da nevasca?
SS: (rindo) Lembro... você ficou irritado porque a biblioteca da cidade estava fechada e só tinha um posto vendendo revistas antigas.
GG: E você passou o tempo todo me vencendo no xadrez... mesmo dizendo que não sabia jogar bem.
SS: (sarcástica) Mentira. Eu nunca disse isso. Você achou que eu não sabia... e eu deixei.
Os dois riem juntos. Um silêncio confortável se instala por um tempo.
GG: (mais sério) Foi uma das melhores viagens da minha vida.... só você, eu e o tempo.
SS: (ficando mais emotiva) Foram dias simples. Mas eu me sentia segura... feliz. Queria sentir isso de novo, Grissom. Paz. Verdade. Companheirismo. Sem medo.
GG: (ele para de andar por um segundo, olhando para ela com olhos sinceros) E eu quero te dar isso de novo. Mesmo que como amigo, mesmo que devagar. Quero te fazer sentir segura, como você sempre deveria ter se sentido comigo.
SS: (baixa o olhar, tocada) Você está conseguindo... aos poucos. Eu percebo.
Ela sorri e volta a andar. Ele acompanha.
Eles se sentam novamente. Hank deita ao lado dos pés de Sara, cansado, língua para fora.
GG: (falando devagar) Se um dia... você sentir que pode confiar em mim de novo — como parceiro de vida — eu estarei esperando. Não com pressão, não cobrando nada. Só... disposto. Disposto a começar tudo do zero. A fazer melhor, a ser melhor. Por você. Por... vocês.
SS: (olha para ele, olhos marejados, emocionada com a menção ao bebê sem ele saber ainda) Isso é o que eu mais precisava ouvir. Não promessas, mas... essa disposição. Esse cuidado. Obrigada por não desistir.
Ela segura a mão dele, e dessa vez, é ela quem acaricia levemente os dedos dele. Aquele gesto silencioso diz mais que mil palavras:
Ela está começando a perdoar.
Heather está sentada na recepção, já com o plano em mente. Seus olhos frios observam o balcão da recepção como um predador pronto para atacar. Assim que Carla, a secretária, saiu para buscar um prontuário, Heather se aproximou sorrateira.
LH (baixinho, para si mesma) “Você pode até ter levado o Gil de mim por um tempo, Sara... mas eu vou destruir essa sua felicidade de contos de fadas.”
Ela se inclina sobre o balcão, abre rapidamente a agenda de papel com os nomes dos pacientes e memoriza o horário da próxima consulta de Sara. Em seguida, volta para seu lugar como se nada tivesse acontecido.
Heather está com seus dois capangas de confiança, Rick e Tanya. Mapa da cidade sobre a mesa. Fotos de Sara. Horários. Rotinas.
LH: Ela está vulnerável. Grávida. Sensível. Em breve, emocionalmente esgotada. Quero que vigiem todos os passos dela, mas sem levantar suspeitas. Quero saber quando ela está sozinha. Quero que ela sinta medo.
(pausa)
E o melhor: sem deixar rastros.
RICK: Quer que a gente só siga... ou... algo mais?
LH: Por enquanto, só sigam. Mas em breve, quero que ela tenha certeza de que está sendo observada. Um bilhete anônimo, uma rosa no carro, algo que abale a cabeça dela. Vamos ver o quão forte essa mamãe coruja realmente é.
TANYA: E o Grissom?
LH: Ele vai ser o último a saber. Quero que ele se sinta impotente. Quero ver os dois quebrando aos poucos.
Caminhavam, depois retornavam para casa e assim seguiram nos dias seguintes. Brincavam entre si, ou com Hank, conversavam de forma pacifica. Existia um clima de paquera, o qual Sara estava encantada, nunca havia passado por um momento assim e estava amando. Em duas oportunidades, durante as brincadeiras, beijos rolaram. Em determinado dia, final de plantão e um intenso temporal estava acontecendo. Sara vendo o olhar de menino triste que o supervisor fazia ao olhar o programa matinal sendo obrigatoriamente cancelado, teve a ideia de convida-lo para tomar café em sua casa. Claro que ele aceitou e a perita foi na frente, depois de 30 min chegou um entomologista todo animado e molhado.
SS: Oi!! Tadinho, você pegou a chuva mais forte. Poderíamos ter adiado e..
GG: Não, nem pensar, tomar café com você todos os dias tem me feito muito bem. Você esta linda com esse vestido.
SS: Ganhei de Cath para poder usar em casa, bem soltinho, leve. Tenho um short e um casaco seus aqui. Vou pegar enquanto você aproveita e toma um banho, assim levo suas roupas para lavar e secar.
Não passou despercebido a informação dela ter guardado roupa dele. Foi para o banheiro e logo ela buscou suas roupas. Quando ele foi para a sala, sentiu um cheiro bom vindo da cozinha e logo descobriu: waffle.
GG: Adoro seus waffles.
SS: Por isso fiz! Gil, você poderia fazer panquecas? Estou com muita vontade.
GG: Claro amor!
Sara percebeu que Grissom a chamou de amor no automático e só riu. Pediu a panqueca porque estava com um desejo enorme e baixinho falou: "calma filhote, papai esta fazendo panquecas para nós."
Tomaram café e a perita se fartou com as panquecas. Com a chuva ainda forte, resolveram assistir um filme e Sara perguntou se poderiam assistir no quarto porque queria ficar mais confortável. O problema é que o cansaço pegou os dois e logo adormeceram.
A luz do dia começa a entrar pela fresta da janela. Grissom acorda primeiro, surpreso ao perceber que ainda está na casa de Sara. Vira lentamente o rosto e a vê ali, dormindo tranquilamente. Ele sorri.
GG (sussurrando): “Você é a visão mais bonita que eu já vi...”
Sara, ainda com os olhos fechados, murmura:
SS: Está falando de mim?
Grissom sorri e desliza os dedos de leve por cima da mão dela.
GG: Com certeza!!
Ela abre os olhos lentamente e sorri.
SS: Bom dia, Gil. Dormimos feito duas pedras.
GG: Acho que foi o combo panqueca, filme e som de chuva.
Sara se espreguiça com cuidado e se senta na cama. Grissom, sentado ao lado, a observa.
GG: Dormir ao seu lado... me fez sentir em casa de novo.
SS (baixando o olhar): Gil, não é fácil pra mim... Mas esses dias têm sido tão leves. Eu estou gostando disso. Muito. Eu vou tomar um banho rapidinho.
GG: Vou fazer uma refeição pra gente.
Ela foi chegando na cozinha e o viu concentrado no serviço.
GG: Espero que não se importe pela invasão a sua cozinha. Fiz um yakisoba de legumes e suco de laranja.
SS: Imagina que iria me incomodar, ainda mais com você fazendo algo para nos alimentar. Obrigada!
GG: Temos tempo ainda para ir trabalhar, quer tomar um café ou almoçar logo?
SS: Gostaria de almoçar logo.
A refeição transcorreu bem e a perita notou o quanto que estava morrendo de saudades da comida dele. Se sentiu nas nuvens.
SS: James sabe cozinhar muito bem. Quando estava aqui, estava adorando ser bem alimentada. A comida caseira é muito melhor do que a de fora.
GG: Se quiser posso continuar cozinhando para você.
SS: ÉÉ?? Vai montar marmitinhas para mim?
GG: Sim, vou! Por falar em cozinhar, daqui dois dias teremos folga e queria saber se você aceita jantar comigo, na minha casa ou aqui, você decide. Topa?
Sara viu no convite a oportunidade de contar a novidade para ele: "Sim Grissom, aceito e pode ser na sua casa para que euzinha possa curtir o Hank? Queria aproveitar nesse jantar e conversar com você um assunto.
GG: Claro, pode deixar que vou caprichar no cardápio, mas se quiser chegar cedo para me ajudar não vou reclamar.
SS: Sim, vou chegar! E agora, vou lavar a louça!
GG: Te ajudo!
Estavam limpando tudo e conversando amenidades quando se esbarraram e a morena quase caiu, sendo segura pelo supervisor, o que provocou uma proximidade enorme, se ajeitaram um pouco e ela se apoiou no balcão da cozinha, mas continuavam abraçados. A respiração de ambos estava pesada e a excitação gritando. Sara abraçou o pescoço dele e sentiu uma mão deslizando, procurando acesso para baixo do vestido, que para surpresa do assanhadinho não havia nada atrapalhando.
GG: Sara, eu não aguento mais de saudades e ...
O telefone do supervisor começa a tocar, mas estava no balcão e ele atendeu sem solta-la:
GG: Grissom!! Sim... preciso de 30 min para terminar um assunto e depois chego ai. Até daqui a pouco!
SS: Você pediu 30 min?
GG: Sim, eu...
SS: Suficiente... --- mas queria pedir para ser objetivo e vir devagar. Quero você logo dentro de mim. Não aguento mais de saudades de fazer amor com você. Estou subindo pelas paredes.
Foi a senha que precisava e logo os dois se entregaram ao desejo que gritava entre eles. Apoiados no balcão da cozinha eles trabalharam para terminar no tempo pedido pelo supervisor e com louvor fizeram o que tanto ansiavam e queriam.
GG: Sara eu te amo muito, me perdoa, volta pra mim, volta?
SS: Eu também te amo muito, mas vamos conversar com calma no nosso jantar, pode ser? Uhumm?
GG: Ok, vou aguardar ansioso, não tanto depois de ter você de novo nos meus braços ( começou a beija-la de novo)
SS: Gostaria muito de ficar aqui com você, mas acho que alguém te aguarda não é?
GG: Verdade, você me fez esquecer! Vou tomar banho!
SS: Vou deixar suas roupas no quarto!
O supervisor se arrumou e antes de sair, beijou a perita:
" Até mais tarde meu anjo e te amo".
SS: Também te amo e se cuida.
Horas depois, todos estavam trabalhando muito e os dois pombinhos ainda não tinham se encontrado. O supervisor, depois do caso que estava, foi para uma reunião com Conrad e pelo jeito iriam demorar a se ver. Sara precisou ir para Henderson com Nick.
CW: Oi Gil, finalmente Conrad te libertou! Sara pediu para te avisar que precisou ir em Henderson com Nick.
GG: Obrigado por avisar, vou esperar ela voltar aqui e aproveito para adiantar uns relatórios.
CW: É impressão minha ou você me parece com o semblante mais leve? Ihh deu até sorrisinho, solta logo.
GG: Eu e Sara nós... então... fizemos um lance rápido para matar a saudade.
CW: Da pra falar logo que você transou com ela.
GG: Cath?! (faz uma cara de espanto)
CW: Ué gente, não foi isso?!
GG: Foi, porém não do jeito que eu queria. Me chamaram para um caso e fizemos algo rápido, mas pra quem estava na seca há uns 03 meses foi o paraíso. Mas falando sério, Cath... eu senti algo ontem. A gente pode ter brincado, mas ver ela tão entregue, confiar em mim daquele jeito, depois de tudo... isso me tocou mais do que eu imaginava.
CW: Isso tem nome, Grissom. Amor. E, se me permite, tá na hora de fazer algo mais do que waffles e caminhadas pra provar que você mudou.
Os dois caíram na gargalhada e Cath foi embora pois precisava buscar Lindsay. Logo Nick e Sara chegam e se surpreenderam ao encontrar o supervisor ainda no laboratório:
NS: Ei Grissom, pensei que estava em casa! Terminamos e aqui estão os relatórios.
SS: Esta tarde, não é melhor você ir dormir?
GG: Estava te esperando para tomar café, se você já não tiver tomado?!
SS: Eu e Nick tomamos sim, mas te acompanho, vamos?
Foram para a casa de Grissom, para a alegria de Hank. Enquanto o supervisor tomava banho, ela fazia o café dele tão pensativa que não o viu chegando e tomou um susto:
GG: Tudo bem com você? Desculpa, não quis te assustar.
SS: Não foi sua culpa, estava distraída, acho que é o cansaço.
GG: Por que você não vai tomar um banho e partiu cama? Vou tomar café e já, já me junto a você. Fica aqui comigo hoje, hein?
SS: Vou aceitar a sua sugestão, estou muito cansada.
Assim que chegou ao quarto encontrou a amada dormindo pesado. Ficou só de cueca e camiseta, deitou abraçando ela por trás, novamente sentiu diferença no corpo da amada. Resolveu que iria tirar a dúvida depois. Horas se passam e o celular de Grissom quebra o silencio do quarto. Ele atende rápido para não despertar a morena, mas não deu certo. O telefonema era para pedir auxilio em um caso do diurno com um corpo cheios de insetos, o qual necessitavam de sua avaliação. Sem abrir os olhos, Sara pergunta se o telefonema era trabalho e ele a abraça de novo.
GG: Sim, é sobre trabalho, um caso do diurno que precisa de uma avaliação minha, insetos, mas sinceramente eu queria ficar aqui agarrado a você, te enchendo de beijos e...
SS: E do jeito que você esta tão junto de mim, sinto alguém mais alerta.
GG: Amor, você ontem só amenizou pro meu lado. Estou há 03 meses na seca, estou louco por você, mas vou tomar um banho frio porque tenho que trabalhar e você não vai me escapar amanhã, dia do nosso jantar mocinha que continua com os olhinhos fechados, mas ouvindo tudo.
SS: Estou ouvindo e imaginando o amanhã. Não esqueça que preciso conversar com você.
GG: Olha, fica dormindo mais um pouco ai, sua chave esta pendurada lá perto da porta. Já tinha feito uma marmitinha para você, esta na geladeira. Te amo!
SS: Amor você é um anjo, eu também te amo! Peraí, você guardou minha chave?
GG: Claro que guardei! É sua! Você é dona da chave daqui de casa e do meu coração.
A perita não se aguentou e o puxou para um beijo intenso no homem de olhos azuis.
Em outro ponto...
Heather andava de um lado para o outro na sala mal iluminada, inquieta, com uma taça de vinho na mão e os olhos semicerrados, como se sua mente estivesse costurando algo sombrio.
LH (pensando alto): Aquela vadia... conseguiu o que queria. Conquistou o bonzinho de novo. Mas eu não vou deixar barato. Não mesmo.
(ela dá um gole na taça)
— Se ele acha que pode simplesmente me excluir da vida dele com uma ordem judicial, está muito enganado.
Ela caminha até o quarto, abre uma caixa de madeira no armário, cheia de recortes de jornal, fotos antigas de Grissom e dela, cópias de relatórios da polícia. No fundo, um envelope com "Sara Sidle" escrito à mão.
LH (murmura): Eu poderia mandar isso de forma anônima... ou quem sabe usar aquele vídeo do nosso caso de três anos atrás. Basta uma pontinha de dúvida e ele começa a tremer.
Michael Teller, dentro de um carro discreto, observava a casa com um binóculo e anotava algo em um caderno. O capuz cobria parcialmente seu rosto, mas seus olhos estavam atentos, calculistas.
Michael (em voz baixa, gravando num pequeno dispositivo):
— 23h27. Heather está agitada. Movimentação dentro da casa. Parece que está planejando algo. Já revistou a caixa de material pessoal... possível tentativa de chantagem ou difamação.
Ele tira uma foto com uma câmera de longo alcance.
Michael (pensativo): Você nunca mudou, Heather. E dessa vez, se tentar machucar alguém de novo... vai ser a última.
Ela volta à sala, deixa a taça vazia na mesa e pega o celular. Roda entre contatos até chegar em um nome salvo como “T”. Digita uma mensagem:
“Preciso de um serviço. Sigiloso. Pode reunir o material sobre a CSI Sidle? Endereço, rotinas, qualquer coisa útil. Pago bem.”Ela apaga o histórico em seguida e sorri de forma perigosa.
LH (sussurrando para si): Vamos ver quanto tempo essa santinha aguenta...
Ele anota o horário com frieza e liga o gravador novamente:
Michael: Ela acabou de contratar alguém. Código “T”. Ela vai agir contra a Sara e eu não posso esperar a polícia. Vou precisar agir para ajudar a Sara.
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