Notas iniciais
Começo assim minha segunda história original no nyah, que espero em nome das sete caras de deus que faça mais sucesso que a primeira...

A tempestade de areia bagunçava os cabelos negros de Neloy e brandia seus ventos cortantes a rosto jovem do rapaz. A paisagem daquele deserto era toda moldada pelo vento e a areia fina se enfiava em todas as frestas da roupa do jovem andarilho. Neloy estava demasiado cansado para pensar com clareza e absorvia o sangue de seus lábios rachados pela secura do deserto com prazer depois de passar tanta sede.

Neloy se lembrava de andar a pelo menos três horas desde de sua ultima gota de água ser consumida e sem dúvida estava mais cansado do que jamais estivera em toda a sua vida. Não se lembrava de nada de seu passado antes de ter acordado no solo duro de uma caverna a uns 30 quilômetros dali. Felizmente estava munido de água e uma Taurus PT carregada em seu coldre naquele sobretudo negro que trajava. Aquela roupa escura fazia aquele deserto arder como o inferno.

O rapaz não sabia realmente para onde estava caminhando, mas algo dentro de suas entranhas os empurrava naquela direção como se fosse esse o único meio de sua salvação. Quando acordou na caverna horas atrás percebeu que havia esquecido até mesmo seu próprio nome. Cambaleou algumas vezes na tentativa de se levantar e quando finalmente o conseguiu sua cabeça doía tanto que ele a pressionou fortemente de ambos os lados temendo que ela se partisse. Percebeu um sutil desequilíbrio de peso no seu corpo e logo descobriu que se devia, felizmente, a uma garrafa d’água e uma pistola semiautomática. Neloy removeu a arma do coldre com o intuito de avalia-la: era prateada e nas laterais de seu cano 125 milímetros estava escrito o que ele tomou por seu nome: Neloy D’Alamor. Apoiado nas paredes escuras e secas da caverna ele se arrastou contra o vento em direção àquele inferno de areias acobreadas. Mas isso fora a umas sete horas atrás.

Naquele momento em que relembrava de seu passado recente Neloy viu ao longe um traço negro e vertical que escondia sua base sob o inquieto horizonte a milhas dali. No começo parecia um pilar grande, e ao andar mais algumas centenas de metros uma segunda formação, mais baixa do que a primeira surgiu. A terceira não demorou a aparecer e logo Neloy percebeu que eram torres de um imenso castelo adiante. A alegria explodiu como fogos de artifício no peito do rapaz. Por um momento ele cogitou que fosse uma miragem, mas logo deduziu que sendo o que fosse ele estava perdido de qualquer maneira e seguir a sua última possível esperança parecia a atitude mais sensata a se tomar.

Notas finais
continua assim que eu receber dois reviews :PP