Vendetta
1 Vendetta
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Vendetta
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Dumbledore acredita que é amor, mas o diretor precisa acreditar nisso para confiar nele, e precisa confiar nele para poder colocar seus planos em prática.
Às vezes, Snape também tenta acreditar, mas sua fé nunca dura muito. No fundo, intui que sua capacidade para emoções tão puras se perdeu há muito tempo. Isso não o preocupa. Seria ainda mais triste se essa coisa rancorosa que se retorce em seu peito fosse amor.
Ele compreende que há outros sentimentos poderosos no mundo, pois, quando está frente ao Espelho de Ojesed, não vê os olhos verdes de Lily, seu sorriso, ou as centenas de coisas que poderiam ter sido se ela tivesse escolhido a ele em vez do Potter. Ainda dói, mas em algum ponto ele conformou-se, adotou a dor como uma parte de si mesmo e deixou de ansiar pelas oportunidades perdidas. Em vez de Lily, Snape vê a si mesmo no reflexo do espelho, sozinho e coberto de sangue, segurando o coração corrompido de Lord Voldemort nas mãos. A visão o compraz quase ao nível da excitação.
“Depois de todo esse tempo?”
Snape sabe, embora Dumbledore se recuse a admitir, que a vingança também tem o condão de durar para sempre.
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