Vencendo Obstáculos

4 Capitulo quatro – Sombra viva


Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem e continuem comentado :)

Rachel divagava de olhos fechados, ela abriu apenas um olho para espiar a reação da loira com toda sua declaração de amor, mas se viu sozinha no corredor. Droga, sua loirinha era ágil na arte de se esconder e correr.

“Me espera Quinn, eu sou sua sombra” Ela correu, mas não chegou a tempo de pegar o elevador, Quinn tinha descido sozinha, esperar o elevador descer e voltar a subir era demorado demais, por isso ela correu até as escadas e desceu tão rápido quanto pode. Ela chegou no térreo e viu Quinn destravando o carro, com alguns passos rápidos ela entrou no carro antes da loira dar partida.

“O que você está fazendo aqui?” Quinn perguntou.

“Vou ao enterro com você, irei representar meu pai e a diretoria, afinal foi o marido de uma funcionária que morreu. Seria um desaforo não ir ninguém da família.”

“Você está suada e, pelo que eu saiba, vermelho não é uma boa cor para usar nessas ocasiões” Rachel vestia um suéter vermelho com uma rena bordada, algo que não deveria nem ser usado na noite de natal, quanto mais no dia-a-dia.

“Claro que to soada, você pegou o elevador sozinha e eu tive que descer de escada. Fora que é melhor eu ir com meu suéter do que com meu sutiã. E anda logo amor, dá a partida”

“Amor?” Quinn riu irônica “Menina, você está indo longe demais com essa brincadeira”

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O velório era na própria casa de dona Lourdes, a recém viúva. Quinn tentou ignorar Rachel, porém era impossível, a menina não calava a boca e tentava se manter o mais colada possível nela. Assim que se sentaram no sofá da casa de dona Lourdes, Quinn manteve uma distância da morena, mas foi em vão, logo a pequena garota fez um movimento e se aproximou da loira, mantendo suas pernas tão próximas que se tocavam em vários pontos distintos. Quinn revirou os olhos internamente e agradeceu a Deus quando dona Lourdes entrou no recinto e ela teve uma boa desculpa para de levantar.

“Dona Lourdes, meus sentimentos” Ela cumprimentou a faxineira do hotel.

“Sentimentos aqui só se for de felicidade, porque esse traste demorou foi muito para morrer” Rachel que estava em pé ao lado de Quinn para também saudar a senhora, acabou rindo, ela sentiu Quinn pisar no seu pé e entendeu a mensagem parando de rir no ato, a senhora que aparentava cerca de 40 anos ou um pouco mais olhou para ela.

“E você quem é? Tão nova e tão bonita, perdendo a noite de domingo no velório desse traste.” Rachel abraçou a senhora e manteve um sorriso doce.

“Meu nome é Rachel”

“Engraçado, você se parece com alguém, só não lembro quem” Os funcionários mais baixos não tinham acesso à sala de Leroy, logo Lourdes nunca tinha visto as fotos na sala do homem, mas Shelby as vezes ia no hotel ver o marido e Rachel lembrava muito sua mãe, por isso dona Lourdes dissera que a menina lhe lembrava alguém, ela só não ligou sua patroa sendo esse alguém “Qual seu sobrenome minha filha?” A senhora perguntou querendo ver se sanava sua dúvida.

“Meu sobrenome? Fabray, me chamo Rachel Fabray. Prazer” Rachel apertou a mão da senhora e Quinn lhe deu um olhar fulminante.

“Não vá me dizer que ela é sua filha” Lourdes disse a Quinn, a loira ficou irritada, ela não teria idade para ser mãe de Rachel, a morena apenas continuou com seu sorriso doce.

“Não é minha filha e nem muito menos é uma Fabray" Quinn deu um olhar mortal a Rachel "Dona Lourdes, essa é Rachel Berry, filha do Sr.Leroy e da Sra.Shelby” Rachel fez biquinho para Quinn, a loira era uma estraga prazeres, tinha acabado com sua brincadeira.

“Então você é filha dos donos? Sente-se” A senhora praticamente empurrou Rachel no sofá “Você quer água? Refrigerante? Suco? Bolo?” A mulher claramente estava bajulando Rachel, mas ela não se incomodava, na verdade ela gostava, sempre foi tratada como princesa.

“Cerveja, pode ser?” Quinn teve vontade de pisar novamente em seu pé, porém dessa vez estava longe demais.

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Quinn andava em direção a porta de seu apartamento, ela queria ignorar aqueles passos que ela ouvia, já passava das 22 horas, ela estava cansada e teria que acordar cedo, ela abriu a porta do seu apartamento e antes mesmo dela entrar, virou-se e ficou frente a porta impedindo a entrada da adolescente.

“Você vá para sua casa” Ela disse para a menina que exibia um sorriso levemente bêbado.

“Esse foi o melhor velório que eu já fui nada vida, muito divertido” Quinn a repreendeu balançando negativamente a cabeça, porém ela sorria, Rachel estava certa, tinha sido um velório divertido.

“Todo final de dia você dorme de cara cheia? Ta se destruindo em menina” Seu tom era sério, mas Rachel ignorava qualquer tipo de seriedade, parecia que para ela a vida era uma grande brincadeira.

“Me destruindo pelo amor de uma mulher que não me quer” A morena sem cerimonia empurrou a loira e entrou dentro do apartamento gritando.

“Hei, pare de gritar e saia daqui” Quinn acendeu as luzes e puxou Rachel do sofá.

“Eu estou bêbada, preciso de um café” A morena era pequena, magra, mas ainda assim, forte, se soltou da loira e sentou-se novamente no sofá.

“Que café o que menina, é tarde, vá para casa”

“Todo bêbado tem direito a um café forte, é tratado de Genebra isso” Rachel fez um gesto com o polegar como se tivesse bebendo e começo a rir de sua própria piada, Quinn sabia, era inútil a fazer ir embora sem o tal café. Ela foi até a porta do apartamento e a fechou.

“Ok, um café e depois você vai embora”

Quinn foi para cozinha fazer o maldito café enquanto Rachel ficou na sala, o silencio era impressionante, era a primeira vez que ela estava perto da garota e não escutava nenhum tipo de piada ou coisa parecida, não que ela estivesse reclamando, imagina, era só impressionante. Quando a loira entrou na sala com o café viu Rachel dormindo confortavelmente no sofá, a morena tinha o rosto sereno e tranquilo, parecia em paz e seus lábios curvavam suavemente lhe desenhando um pequeno sorriso. A loira apenas suspirou e mais uma vez balançou a cabeça negativamente, aquilo já estava virando um habito perto do morena, Quinn apenas colocou o café novamente na cozinha e foi para seu quarto dormir.

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Rachel acordou com o barulho irritante do seu celular despertando, ela logo pegou o aparelho em seu bolso e o desligou. Sua cabeça doía e ela se sentiu tonta por alguns segundos, tudo girava, mas rapidamente ela fechou os olhos e apertou forte, quando voltou a abrir nada mais girava. Ela se deu conta que tinha dormido no sofá de Quinn, ela estava ferrada, tinha dormido fora sem avisar e ainda por cima era segunda e ela iria se atrasar para a aula. A morena se levantou na melhor intenção do mundo, achar a loira, lhe agradecer por qualquer coisa e ir embora, seus pensamentos porém mudaram quando ela abriu a porta de um quarto e viu Quinn dormindo de lado, sua camisola branca e curta deixavam a mostra toda suas pernas, definitivamente Quinn era um anjo e ela estava tendo a visão do paraíso.

Rachel se aproximou da cama e deitou, ela só queria abraçar a loira e foi isso que ela fez, se encaixou como uma concha e abraçou sua musa como se ela fosse uma pérola. Quinn estava dormindo e ao sentir-se nos braços de alguém, apenas se virou e abraçou a pessoa também, Rachel sorriu amplamente, ela podia sentir a respiração de Quinn em seu pescoço.

Quinn sentiu algo estranho, não é como se ela tivesse dormindo com alguém. Certo? Rachel! Droga! A loira se levantou correndo e logo puxou o lençol e cobriu seu corpo.

“O que você pensa que está fazendo? Sua louca”

“Seu corpo se encaixou tão bem no meu Quinn, somos alma- gêmeas, vem, deita aqui comigo” A morena bateu na cama chamando a loira.

“Você é louca sabia? E saia daqui.” Quinn foi até ela e com alguns tapas leves foi a tirando da cama e a puxando até a porta.

“Tapa de amor não dói, sabia?” Rachel ria do descontrole da loira.

“Vai embora menina, seus pais tem que dar um jeito em você”

“Que tal você dar um jeito em mim?” A morena retrucou, Quinn estava irritada demais, ela nem podia olhar para Rachel, estava olhando para o chão. Ela sentia um misto de raiva e vergonha, era tudo inexplicável “Tudo bem, eu vou embora, deixa eu só te falar uma coisa antes. Só uma coisa, que só você pode saber, mais ninguém”

“Fala” A loira fez a única coisa que não deveria ter feito, olhou para Rachel, foi o que a morena precisou para travessamente se aproximar dela e lhe beijar os lábios. Rachel já foi logo a envolvendo pela cintura, Quinn não pensou muito, foi rápido e surpreso demais, ela acabou retribuindo o beijo por breves segundos até sua ficha cair e ela empurrar a morena.

“Não se aproxime mais de mim” Ela pegou Rachel pela camisa e empurrou para fora de seu apartamento “Sua louca” Ela disse e fechou a porta a trancando logo em seguida.

“Louca por você Quinn. Louca por você” Ela ouviu a morena gritando, sua mente girava e sua mão esquerda repousa levemente sobre seus lábios.

Maldita Rachel.

Maldito beijo.

Maldito vizinho escutando Wave àquela hora da manhã. A música conseguia ecoar por seu apartamento e parecia que o beijo e tudo mais tinha trilha sonora.

“O resto é mar. É tudo que eu não sei contar. São coisas lindas que eu tenho prá te dar. Fundamental é mesmo o amor.
É impossível ser feliz sozinho...”