Vencendo Obstáculos
2 Capitulo dois – A paixão me pegou
Notas iniciais
Segundos foi tudo que durou aquela aproximação, em menos de um minuto a mulher tinha devolvido Rachel para uma posição vertical e se separado dela.
“Está tudo bem com você?” A mulher perguntou preocupada ”Você é Rachel, certo? Eu poderia até me desculpar com você Rachel, mas claramente foi você que me atropelou” A loira de olhos verdes trajava um terninho social na cor azul escura, acompanhado por uma blusa branca de seda, extremamente profissional sua roupa, mas ainda assim, ela parecia pronta para um desfile de moda.
“Hei, como você sabe quem eu sou?” Rachel perguntou, ela não se lembrava daquela mulher, certamente ela nunca tinha lhe visto antes, pessoas assim não esquecemos facilmente.
“Tem muitas fotos suas na sala de seu pai, é um prazer conhece-la” a loira tinha o sorriso mais profissional, ela sabia que estava lidando com a filha do seu chefe e que provavelmente mesmo sendo bem mais nova que ela, a menina futuramente seria sua chefe também.
“Então você trabalha aqui?”
“Trabalho” A loira olhou no relógio “E eu tenho que ir, cuidado ao andar. Tente não esbarra nas pessoas e nem nos objetos” A loira saiu apressada e Rachel a ficou olhando e sorrindo igual a uma boba, o sorriso só foi embora quando ela se deu conta que não tinha perguntado o nome da mulher.
“Merda, como você é burra Rachel. Burra, burra, burra” Ela se xingou.
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O bar do hotel tinha uma parte reservada com alguns jogos para o público mais novo, era um modo das crianças e jovens não se entediarem rapidamente e fazerem seus pais subirem para o quarto e parar o consumo. Rachel estava lá com seu primo Puck jogando um jogo de tiro, ela era boa nisso, tinha a mira certeira, Puck apenas amostrava o alvo e ela mirava e atirava, estava divertido, foi então que um elefante apareceu na tela.
“Atira nele, atira” Puck ordenou, eles estavam ganhando.
“Toma, atira você” Rachel deu a arma para o primo, ela desviou o olhar da tela e encontrou a loira que ela tinha esbarrado mais cedo, ela sorriu para a loira que apenas lhe deu um aceno de cabeça. Se existisse alguma lógica nisso, ela diria que a mulher estava mais bonita e irradiante do que horas antes. Seu primo comemorando fez ela desviar o olhar da loira para a tela do jogo, o elefante que antes estava em pé e robusto, agora estava deitado e sangrando, Puck tinha o matado.
“Você não podia ter feito isso” Ela gritou chamando mais atenção que o necessário “Faça ele ficar em pé, faça” Ela exigiu e se aproximou da grande tela que ocupava toda a parede “Anda, eu quero ele vivo, agora” Todos olhavam a cena sem entender muito, mas Rachel não se importava com a atenção, de alguma forma alguém mexeu em algo e o elefante levantou, voltando a vida novamente.
“Esse jogo esta cancelado, ninguém mais vai matar os bichos” Ela declarou e foi até a tela e retirou alguns fios que estavam escondidos por trás, fazendo o jogo ser desligado.
Ela voltou a olhar a onde a loira estava, a mulher ainda estava lá e a olhava sem nenhum tipo de reação. Rachel viu que a loira começou a desenhar um caminho para fora do bar e sem muito pensar, apenas a seguiu, ela precisava descobrir ao menos seu nome. Assim que ela saiu do bar viu a razão de sua atenção parada perto do elevador, ela se em caminhou e parou ao seu lado, o elevador abriu a porta, já estava cheio, mas ainda assim ela entrou e a loira fez o mesmo, devido a sua lotação, ambas estavam próximas, Rachel sabia que tinha que falar algo, porém não sabia o que.
“É fêmea” Ela disse no ouvido da outra mulher e logo em seguida se condenou, a loira pareceu não a ouvir ou ao menos, não entender.
“O que?” Ela perguntou
“O elefante, era fêmea” Ela se xingou mais uma vez por não saber como agir, a loira sorriu, mas Rachel estava atrás dela e não pode ver isso. Quando a porta se abriu a loira saiu e ela foi junto, ela seguia a loira que já estava incomodada com aquilo e então resolveu parar, Rachel que estava atrás não teve tempo de fazer o mesmo e acabou se chocando contra a mulher novamente.
“Ok, me diga o por que está me seguindo? O que você quer?” A loira agora estava virada para ela a olhando questionadoramente, parecia ter gelo em seus olhos.
“Eu-eu, não sei seu-seu, nome” Rachel gaguejou.
“Quinn, Quinn Fabray, eu trabalho aqui como uma espécie de anfitriã, relações públicas, administradora e sei lá mais o que. Mas alguma dúvida?”
“Você tem namorado?” Rachel perguntou de forma direta.
“Não, mas por que da pergunta?” Quinn perguntou sem entender.
“Não por nada, bom trabalho Quinn, nos vemos por ai” Ela saiu e deixou a loira para trás, ela precisava comemorar e foi o que ela fez assim que virou o corredor e sabia que Quinn não poderia lhe ver, ela pulou e deu um gritinho baixo e feliz, sua loira era solteira. Ela não contava com os corredores serem vazados e o motivo de sua felicidade estar na outra ponta e a olhar como se ela fosse louca, o rosto de Rachel corou e ela parou de pular.
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Sábado a noite era sempre dia de festa no hotel, ela nunca ia, porém aquele sábado ela decidiu ir para a festa, afinal Quinn certamente estaria lá. Seu pai ficou radiante com a noticia que ela iria participar da festa e até a deixou livre a tarde.
“Filha, de onde veio essa sua súbita vontade de passar tempo no hotel?” Sua mãe perguntou enquanto a ajudava a fazer o babyliss no cabelo.
“O papai fica feliz” Ela respondeu, não era como se ela realmente fosse contar a verdade a sua mãe.
“E você acha mesmo que eu vou acreditar nisso?”
“Por que outra razão seria mamãe?”
“Algum gatinho” Rachel revirou os olhos, gatinho só se fosse do tipo que faz miau e anda de quatro.
“Não existe nenhum gatinho e essa gíria é cafona e velha” Ela pegou o babyliss da mão de sua mãe e assumiu o comando dele.
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A festa estava chata e entediante, um monte de velhos conversando sobre negócios, seus pais não foram, eles preferiram ficar em casa, na verdade era raro qualquer um deles participar de uma dessas festas. Ela ainda não tinha visto Quinn, embora tivesse a procurado em cada canto.
O garçom passou e ela pegou um copo de algo que ela julgou ser whisky, logo que ela deu o primeiro gole, Quinn se materializou ao seu lado.
“Menores não podem beber” Ela tirou o copo da mão de Rachel.
“Eu não sou criança” Rachel protestou fingindo estar irritada, mas no fundo estava feliz em ver sua loira.
“Já tem mais de dezoito?”
“Não.”
“Então ainda não pode beber” Quinn apenas declarou e saiu, ela estava frustrada, tinha ido a festa apenas para ver sua loira de olhos verdes, porém ela parecia ficar escondida em uma caverna e só sair quando queria.
Ela foi para a sala de seu pai e pegou uma de suas garrafas de vinho, sem nem ao menos se preocupar em colocar o liquido em uma taça ou no mínimo em um copo, ela bebeu da própria garrafa, o gosto doce do vinho fazia praticamente sumir com o gosto azedo do álcool, ela bebeu a garrafa toda e depois outra, acabou dormindo no chão escorada em uma poltrona de couro.
Quinn entrou na sala de seu chefe, ela apenas passou pela porta e viu a luz acessa, ela sabia que tinha algo errado, o Sr.Berry já tinha ido para casa há horas e ele sempre deixava seu escritório trancado. Assim que ela abriu a porta viu Rachel dormindo e com uma garrafa de bebida na mão.
Ela se aproximou da filha de seu chefe e começou a dar pequenos tapas em seu braço para a despertar, a menina acordou com um sorriso débil e bêbado em seu rosto.
“Eu morri e estou no céu” Rachel disse.
“O que você está fazendo aqui? E está bêbada, seu pai não vai gostar nada disso” Quinn estava agachada junto a Rachel.
“Novidade, ele nunca gosta de nada mesmo” Quinn sorriu rapidamente, era uma verdade, Leroy Berry era um homem difícil de ser agradado.
“Vamos” Ela se levantou e colocou a mão no braço de Rachel a fazendo a se levantar também “Vou te ajudar a ir para casa”
“Que casa, a minha ou a sua?” Quinn não estava entendendo aonde a filha de seu chefe queria chegar, mas também pudera, desde que ela tinha a visto pela primeira vez, percebeu que a menina não era muito certa da cabeça.
“Garota maluca, vamos” Ela foi puxando a pequena menina para o elevador.
“Sabia que eu sou gay?” A garota perguntou para Quinn, mas a loira nada respondeu “Você também é?” Ela fez uma nova pergunta a Quinn que também não respondeu, Rachel odiava ser ignorada “Hei, para de me puxar” Ela parou irritada e puxou seu braço o tirando da mão de Quinn “Eu descobri que sou gay hoje” Quinn a olhava descrente.
“Ah é?” A loira a perguntou e ela afirmou “Quando?”
“Quando eu te vi” Quinn abriu levemente os olhos e sua cara demonstrava todo seu espanto, mas rapidamente ela voltou para sua postura serena e profissional.
“Você é mais maluca do que eu pensava, vamos” Ela voltou a pegar no braço da menina e a puxar.
“Não faz isso se não eu me apaixono” Rachel disse, mas deixou ser levada pela loira, Quinn fingiu não a ouvir “Ai, ai, ai” A morena gritou e a loira afrouxou o aperto.
“O que foi menina?” Quinn parou e encarou Rachel.
“É que eu acho que já me apaixonei” Quinn apenas balançou a cabeça a repreendendo, mas embora ela devesse estar muito chateada e irritada com todo o trabalho que a menina estava lhe dando, no fundo ela estava achando aquilo tudo muito divertido. Algo em Rachel a fazia querer rir.
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