Ven a bailar
2 Capítulo 2 - Tengo tu amor
Capítulo 2 – Tengo tu amor
Si tengo tu amor
Todo es mucho mas feliz
Y aunque estemos lejos
Cada instante pienso en ti
No estoy triste porque tuve que partir
Si estas en mi
Voy a conocer
Todo lo que imaginé
Todos esos sueños
Que a tu lado dibuje
Y recuerdo besos que voy a extrañar
Reirnos en cualquier lugar y hablar
Sin dejarnos de mirar
Y nuestro amor
Ya se no termino
Esta guardado aqui en mi corazón
Tu amor no termino
Se asoma a mi ventana cuando sale el sol
Y me acompaña donde quiera que yo voy
Nuestro amor!
Si tengo tu amor
Todo es mucho mas feliz
Y aunque estemos lejos
Cada instante pienso en ti
Y recuerdo besos que voy a extrañar
Reirnos en cualquier lugar y hablar
Sin dejarnos de mirar
Y nuestro amor
Ya se no termino
Esta guardado aqui en mi corazón
Tu amor no termino
Se asoma a mi ventana cuando sale el sol
Y me acompaña donde quiera que yo voy

— Oi, oi, oi! – Isa repetia com um sorriso imenso ao cumprimentar os fãs aglomerados no aeroporto.
— Isa, quanto tempo você vai ficar?
— Isa, pra onde vão quando acabar essa turnê?
Essas foram apenas duas das várias perguntas que escutaram enquanto tiravam fotos e davam autógrafos.
— Bom, nem todas essas nós podemos responder agora – Zafira se apressou em esclarecer – Mas em breve poderemos dizer a vocês. Por enquanto esperamos que todos possam nos ver na nova turnê em breve.
Após meia hora finalmente estavam em um ônibus que os levaria até a Pizzaria Pasquali.
— Linda, mas que emocionante!!! – Rey exclamava – Uma fila de fãs nos esperando!! E apesar de amarem tanto a Isa, eles também nos amam, minha Gordinha!!
— Sim, é sim!! – A ruiva respondia animadíssima.
— Tiraram um monte de fotos do meu topete!!
Alex e Isa desataram a rir, mais ainda da risada de Linda que do comentário de Rey.
— Deixa esse topete de cimento pra lá. O que me interessa agora é ficar com você o mais pertinho possível até a gente chegar – Alex lhe disse ao abraçá-la e beijar seus cabelos.
Isa sorriu aconchegando-se melhor a ele, ficando o mais perto e abraçada possível.
— Ai, Alex... Eu adoro ouvir seu coração assim. Me lembra daquela vez... Apesar de eu ter tido febre, frio, dor, medo... Você afastou tudo isso. E acho que nunca dormi tão bem na minha vida como naquela noite – ela disse baixinho de olhos fechados com o sorriso ainda brincando em seus lábios.
Alex sorriu, um enorme sorriso.
— Isa... E o seu coração? Ainda bate no mesmo ritmo que o meu? Como naquela noite?
— Sempre vai bater, meu Cuti cuti. Sempre! – Ela respondeu abrindo os lindos olhos verdes para olhá-lo.
Em seguida ela ergueu-se um pouco na cadeira fofa do ônibus, aproximando-se lentamente enquanto os dois pares de olhos se fechavam, e no momento seguinte seus lábios estavam colados um no outro. Mais uma vez o mundo em volta desapareceu. O abraço se intensificou, se estava frio naquela manhã eles jamais viriam a descobrir, as mãos de Isa aqueciam seus ombros, as dele a abraçavam e afagavam os longos fios de cabelo, e os dois agradeciam imensamente por estarem nas últimas cadeiras do ônibus não muito cheio. Um segundo a mais e teriam sido interrompidos se já não tivessem se separado. Respiravam ofegantes quando o celular de Isa tocou. Era o toque de Marina.
— O que será que a Marina quer? A gente tá quase chegando.
— Atende, meu amor. Pode ser importante.
Isa o olhou um pouco surpresa e os dois trocaram um sorriso e um olhar que derrubaria montanhas. Era raro Alex chamá-la daquele jeito, mas ela amava. Ainda sorrindo e sem desviar seu olhar, ela atendeu.
— Oi, Marina. A gente tá quase chegando, sua desesperada – ela falou agora rindo.
— Isa, eu sei!! É que eu to com muita saudade da minha irmãzinha! Não é todo dia que sua irmã mais nova vai fazer um monte de turnês e ainda passar um mês do outro lado do mundo. E eu tô muito ansiosa! Preciso te contar uma coisa!
— O que, Marina?! O que?! – Isa exclamou, vendo Alex esboçar um olhar também curioso e surpreso – Me conta logo! Assim eu também endoido.
— Ah, não! Você vai vir pra pizzaria primeiro. Nós fechamos pra receber só vocês hoje. Quando chegar aqui eu te conto. E vem bem depressa porque senão o Marquinhos vai ficar maluco, ele ta louquinho pra saber.
— Ah, não, Marina!! Assim não vale. Agora quem vai ficar doida de curiosidade sou eu – reclamou – O que foi? Você foi promovida? O Clavati te deu algum super presente?! Reformaram a pizzaria?! O Perigo arrumou uma namorada?! O que foi?!
Por um segundo Isa apenas escutou Marina rir.
— Tô te esperando, Isa – e desligou.
Isa ficou um instante boquiaberta e chateada, mas sua curiosidade era mais forte que tudo isso, e finalmente afastou o telefone do ouvido e o guardou.
— Ela não te contou mesmo? – Alex questionou.
— Não! – Isa disse irritada.
— Calma, a gente já vai chegar e ela vai dizer. Não é possível que a Marina vá deixar a gente comer pizza morrendo de curiosidade assim.
— Eu também espero, Alex.
— Miisa – Linda a chamou – Vou roubar ela de você um pouquinho, Alex – a gordinha sorriu simpaticamente quando sentou-se com Isa nas cadeiras ao lado.
Alex morria de rir sozinho ao ver a cara convencida de Rey no espelho que segurava enquanto penteava o topete duas cadeiras à frente.
— E então, Isa? A Marina tem novidades pra você? Desculpa, mas eu te ouvi.
— Pra todos nós, Linda. Ela não quis dizer de jeito nenhum pelo telefone. Disse que só ia falar quando todo mundo chegasse na pizzaria.
As duas suspiraram frustradas por não conseguirem imaginar do que se tratava, mas menos de cinco minutos depois, já estavam entrando na pizzaria junto com Zafira, enquanto eram recebidos com uma verdadeira festa. Alex e Isa quase foram derrubados por Marquinhos e Rosário, que se jogaram para abraçá-los, eles estavam ficando enormes! E finalmente Marquinhos estava mais alto que a namorada. Depois Miki e Carlinhos quase fizeram o mesmo com o casal e com Rey e Linda. As gêmeas, também presentes, ficaram incrivelmente felizes por revê-los depois de tanto tempo. Depois de tudo isso cada um dos recém-chegados ainda ficaram presos por não menos que cinco minutos nos afagos desesperados de saudades de seus respectivos pais. Isa morria de rir ao ser abraçada ao mesmo tempo por Antônio, Carminha, Júlio e Jennifer. Era uma daqueles momentos felizes como poucos em sua vida, embora estivessem sendo muitos desde que se formara no Bravo quase três anos atrás. Marina ainda tomou mais dois minutos paparicando a irmã mais nova.
— Bom, já que tão todos aqui... – ela sorriu segurando a mão de um Raul Clavati que parecia mais feliz e orgulhoso que nunca – E nossas famílias também, e amigos... A gente tem um presente que vai revelar a notícia que nós temos pra dar a vocês.
— Nós queremos que a Isa e o Marquinhos abram o presente – Raul falou ao colocar uma caixa decorada em cima de uma das mesas – Os pais da minha amada esposa já sabem, seus biológicos sabem, Isa. Mas eu garanto que todos eles só souberam ontem, então é apenas um dia de diferença. O restante de vocês todos deve saber.
Os dois irmãos se olharam interrogativamente e seguiram até a caixa, a abrindo juntos. Quando finalmente conseguiram visualizar o conteúdo, ficaram ambos boquiabertos e sem ação olhando para Marina e Raul.
— E então, Isa? Marquinhos? – Carminha perguntou, agitada.
— Vamos, digam logo o que acharam! – Antônio pedia.
— Olha só! – Ela respondeu, puxando uma roupinha bege de bebê de dentro da caixa.
— Mamadeiras?! Chupetas?! – Marquinhos falava impressionado ao também tirar os objetos da caixa.
O silêncio se seguiu enquanto todos assimilavam a notícia.
— Marina! – Isa abriu um enorme sorriso – É sério?!
— Por que tem tudo duplicado? – Marquinhos perguntou – Duas roupinhas, duas chupetas, duas mamadeiras, dois pacotes de frauda... Espera aí!!
— É isso mesmo! – Marina confirmou com a maior felicidade possível.
Se fosse tarde da noite, todos iriam parar na cadeia, porque a pizzaria se transformou numa algazarra geral. Levaram mais de vinte minutos para que todos estivessem mais calmos e comendo pizza.
— As roupinhas, como vocês dois puderam ver são brancas e beje. Ainda não sabemos se temos dois meninos, duas meninas, é muito cedo – Marina explicava a Isa e Marquinhos.
— Ai! Eu vou ser titia, Linda!!! – Isa exclamava quase chorando de felicidade para a amiga ao seu lado.
— Ai, que notícia mais fabulifantástica, amiga!! – Ela respondeu.
— Espero que sejam dois meninos. Eu amo vocês, mas não já acham que tem muitas mulheres nessa casa? – Marquinhos brincou, fazendo os demais rirem.
— Mas sendo meninos, meninas ou os dois, com certeza vão ser muito fofos!! – Rosário disse.
— Mas se forem meninos não deixa o Rey chegar perto deles não, hein? Imagina só o que vai acontecer se o Rey inventar de pentear os dois – Alex comentou, arrancando novas gargalhadas dos outros.
— Você diz isso porque morre de inveja do meu topete. Se esses bebês forem meninos, quando aprenderem a falar a primeira coisa que vão me pedir é o segredo de um bom topete.
— Mas não vão mesmo, Rey – Carlinhos disse – Eles vão levar pelo menos dois anos desenvolvendo a fala pra poderem perguntar uma coisa dessas.
— A gente sabe, Carlinhos – Miki respondeu – Ignora esse topete de plástico.
— Miki, você é outro invejoso.
— Não mesmo.
— Nossos namorados são tão lindos! – As gêmeas falaram e suspiraram juntas.
— E os sobrinhos da Isa vão ser repetidos como nós, Norma!
— Mas se forem um casal vão ser copiados, mas ainda muito fofos!
— Meninos, sei que ainda é de manhã, mas lembrem que é melhor dormir cedo hoje – Stela apareceu de repente.
— Stela tem razão – ouviram Zafira falar de algum lugar da pizzaria.
— É verdade – Jennifer e Júlio se aproximaram – Devem estar muito cansados da viagem – ela dizia enquanto alisava os cabelos de Isa e as duas trocavam um sorriso.
— É muito bom ver você de novo, minha filha – Júlio falava com os olhos marejados de felicidade, também sorrindo para Isa.
— Linda, vem ficar um pouco com a gente!
— Já vou mamãe!
— Rey, vamos comer juntos um pouco também.
— Tudo bem, papai.
— Oh! Rey, meu netinho querido!!
— Vovó!!
Foi quase cômico os dois correndo para se abraçarem. Rey era tão parecido com a avó que Linda já chegara a comentar com Isa que pensava que eles podiam ser clones. E poucas vezes na vida Isa se lembrava de ter rido tanto.
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— Por que ta assim tristinho, Alex – a morena perguntou quando emoldurou o rosto dele com as mãos e o encarou.
— Depois de tanto tempo tão mais perto de você, a gente vai ter que se separar de novo. Nossos quartos aqui ficam bem mais longe e tem bem mais gente por perto. Embora eu me sinta feliz da gente ver nossas famílias de novo.
— Ah, não fica assim... – Isa dizia afagando sua bochecha – Eu também to triste por isso, mas... Você tem que pensar que vamos aproveitar nossas famílias mais uma vez depois de tanto tempo e que logo vai amanhecer e nós vamos nos encontrar de novo. E amanhã vamos conhecer a casa da Marina e do Raul, e dos meus sobrinhos que ainda vão nascer! – Exclamou feliz.
Alex sorriu e estendeu a mão para pôr os longos fios de cabelo da namorada atrás de suas orelhas.
— Você é meu raio de sol, Isa. É incrível como você me faz sorrir assim nos momentos felizes, nos tristes, nos complicados, em todos!
— Isso é porque eu te amo muito, meu Cuti cuti – ela lhe disse com um olhar de derreter qualquer coração.
— Se lembra que uma vez eu te disse que você tem um coraçãozinho doce? Que nem algodão doce?
— Uhum – ela assentiu.
— O meu deve ser um picolé, porque ele acabou de derreter com esse seu sorriso.
— Ai, Alex!
— Isa, eu só quero te pedir uma coisa antes da gente ir pra casa. Me dá um beijinho – sussurrou para ela.
— Nem precisa me pedir – ela falou docemente.
E se beijaram novamente, abraçados e envolvidos pelo silêncio que tomava conta do clube do terraço naquele momento. Um daqueles momentos que seriam lembrados para sempre, até em seus sonhos. Batidas na porta os fizeram se afastar contra a vontade. Ainda de olhos fechados trocaram um sorriso.
— Eu te amo – Alex falou baixinho ao segurar seu rosto com as mãos e beijar sua bochecha.
— Eu também te amo, meu Alex – Isa respondeu no mesmo tom ao unir suas mãos e beijá-las.
— Isa! – Marquinhos chamou – Você ta aí? Vamos logo pra casa. Tô te esperando nas escadas!
O casal trocou um último olhar e um selinho rápido antes de deixarem o lugar de mãos dadas.
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