Ven a bailar

13 Capítulo 13 – Debia ser amor


Capítulo 13 – Debia ser amor

Hoy siento frio en mi corazon
Yo no sabia que era tan triste estar sola
Y no encuentro motivos
Para ir con mis amigos
Mas bien mas bien quiero llorar
Hoy siento pena en mi corazon
Y no parece irse aunque pasen las horas
Yo quisiera olvidarte
Pero vuelvo a buscarte
Y no se, no se que pasara

Debia ser amor
Pero es mas soledad
Esta tristeza que anda por mi alma y mi cabeza
No me deja en paz

Hoy no me llega la inspiracion
Y ese espejo que no deja de mirarme

Y ahora todo es vacio
Por un sueño perdido y no se
Como resultara

Debia ser amor
Pero es mas soledad
Esta tristeza que anda por mi alma y mi cabeza
No me deja en paz

Hoy los consejos estan de mas
Pero quedarme sola
No me veran llorar
Por que se que este momento un dia pasara

Debia ser amor
Pero es mas soledad
Esta tristeza que anda por mi alma y mi cabeza
No me deja en paz

— Escutou seu vampiro falsificado?! Eu amo minha gordinha e não é você que vai nos afastar!

— Ai, meu Rey... — Linda falou emocionada, contendo-se para não chorar.

— Agora você vai ver o que é bom pra tosse, sua cópia fajuta do Drácula! – Rey falou ao pegar o vidro de molho de alho sobre a mesa.

— O que vai fazer com isso...? – Valdo perguntou apreensivo dando alguns passos para trás e erguendo as mãos apreensivo.

— Vou purificar essa pouca vergonha nessa sua cara pálida! – Rey respondeu.

O Galán começou a sacudir a garrafinha na direção de Valdo, que só não tomou um banho de alho porque a garrafa tinha um dosador.

— Sai! Para!! Por todos os morcegos! Paraaa!!! – Valdo quase gritou ao sair correndo dali.

— Há há!! Eu avisei que você ia se arrepender de se meter com a gente!!

Rey fechou o frasco e o devolveu à mesa, sentando-se à frente de Linda e segurando suas mãos.

— Minha Gordinha...

Linda o olhou com expectativa.

— Me desculpa por ter sido tão covarde e demorado tanto a tomar uma atitude pra pôr esse morcego na caverna que ele merece!

— Imagina, meu Rey! Você foi um fofo, lindo, maravilhoso...! Merece um bolo de chocolate daqueles que eu faço que você adora!

Os dois riram juntos e Rey lembrou de algo.

— Espera... Você jogou mesmo aquele vampiro na piscina?! – Ele perguntou baixinho.

Linda riu antes de responder.

— Joguei... – falou, rindo de novo – Se você não tivesse ido embora ia ver como ele ficou desesperado, apavorado, saiu correndo! – Ela falou rindo mais ainda – Eu que a Zafira disse pra não nos metermos em problemas, mas ele vem ultrapassando todos os limites possíveis. Eu e Isa já combinamos que vamos falar disso com a Zafira se ele continuar. E ainda bem que não tem ninguém por aqui além dos funcionários. Apesar de termos razão ia ser bem chato os fãs verem a gente brigando.

— Tem razão. Mas agora vamos aproveitar que toda escuridão e irritação se foi com aquele vampiro falsificado e vamos jantar, minha Gordinha.

Os dois se levantaram e trocaram um selinho, sorrindo um para o outro antes de seguirem até o balcão de self-service.

******

— Definitivamente, já chega Catarina!! Eu não quero mais continuar nesse plano, nem plano nenhum!! Nem pela Ágatha!! Por mais linda e gótica que ela seja!! Eu fui jogado pra morte e exorcizado com alho num dia só!! – Valdo quase gritava descontrolado.

Assim que deixara Linda e Rey, havia tomado banho e saído correndo para o hotel onde Catarina estava hospedada.

— Valdo, pelos céus! – Ela disse revirando os olhos – Você não foi jogado pra morte, era só uma piscina! Não me diga que não sabe nadar! – Ela falou morrendo de rir, deixando o garoto mais furioso ainda.

— É claro que eu sei nadar! Mas eu não gosto de água! Nem de sol! Nem de coisas felizes!!

— Ah... É uma pena mesmo que você queira desistir da Ágatha tão fácil... Tudo bem, Valdo. O único problema é que eu vou ter que pegar o primeiro voo pro seu colégio de nerds – ela falou olhando o relógio de pulso – Pra contar pra os diretores como um dos melhores alunos deles joga sujo durante as férias! – Ela disse dando pulinhos com raios de maldade brilhando em seus olhos.

— Isso é jogo baixo, Catarina!!

— E quando foi que você fez algo bom também desde que entrou nessa?! Se eu cair, você cai!! Então é bom andar na linha!

O rapaz a fuzilou com o olhar enquanto Catarina apenas devolvia um olhar maldoso e um sorriso de deboche, acenando para que ele fosse embora. Valdo simplesmente lhe deu as costas e saiu batendo a porta tão forte que Catarina pulou para trás assustada, mas logo se jogou em sua cama, abraçando uma das almofadas e começou a rir histericamente outra vez.

******

— Isa! – Alex caminhava procurando por Isa na cobertura do hotel, até encontrá-la na beirada perto das grades de proteção, observando o céu.

Alex sorriu. Ela não tinha escutado, aproveitaria para lhe fazer uma surpresa. Começou a se aproximar lentamente quando de repente alguém surgiu das sombras e Alex se deteve para observar. Era aquele vampiro de novo!

— Alex?

Isa riu ao se sentir ser abraçada pelas costas, mas seu sorriso sumiu ao se virar para o intruso e ver os olhos azuis de Valdo.

— Oi, Isa.

— O que você quer aqui, hein?! – Ela reclamou tentando se desvencilhar do abraço.

— Calma. Não posso mais dar um abraço numa amiga?

— Não somos amigos! E isso já tá passando de todos os limites!

Alex sentiu seu sangue ferver, ainda mais por não conseguir ouvir o que conversavam nem Isa empurrá-lo para longe.

— Isa?! – Ele chamou quando finalmente chegou perto, assustando a garota.

— Oi, Alex! – Valdo falou com aquele sorriso debochado que ele tanto odiava e finalmente soltou Isa – A noite estava bonita, eu vim aqui observar, acabei encontrando a Isa e resolvi cumprimentá-la.

— Cala a boca! Pra cumprimentar a namorada dos outros não precisa agarrar ela desse jeito!! Volta pra sua caverna e desaparece das nossas vidas!!

— Ela merece coisa melhor do que você, Alex. Está sempre irritado – Valdo continuou a provocá-lo.

Por alguns segundos os três ficaram em silêncio enquanto os dois garotos se encaravam com ódio. Quando Isa saiu do choque se deu conta de que Alex estava indo embora e um alerta vermelho disparou dentro dela.

— Qual é a sua?!! – Gritou com garoto vampiro – Qual é o seu problema?! Nós nunca te fizemos nada, nunca ter dei nenhuma esperança, nem sabemos quem você é ou de onde saiu!! Eu sei que não é certo odiar as pessoas, mas... Eu odeio você, Valdo! Você é pior do que a Cristina ou a Catarina!!

— Quem são essas duas? – Ele perguntou dando o seu melhor para não se alterar ao ouvir o nome de Catarina.

— Não é da sua conta! – Isa ralhou de volta, saindo irritada e lutando para conter as lágrimas.

— Isa, espera aí! Vamos conversar! Ela se foi... Isso tá ficando muito perigoso. Se a Catarina não acabar comigo, a produtora da Isa vai.

*****

— Alex! Por favor, vamos conversar! – Ela chamava quando finalmente pararam num lugar deserto do hotel.

— Conversar o que, Isa?! Que você tava lá sozinha, ele apareceu do nada e por acaso, te abraçou pelas costas sem mais nem menos, você riu toda feliz, e nem empurrou ele pra longe!

— Mas, Alex! Quando ele me agarrou por trás eu pensei que fosse você! Por isso não reagi. Quando vi que era ele, tentei me soltar, mas ele me prendeu! Eu gritei com ele quando você saiu! Alex, me escuta, por favor! – A essa altura ela já chorava.

Um breve toque de celular fez a conversa parar e Alex verificou a nova mensagem. Era anônima.

“Se está em dúvida, devia seguir seu coração para evitar arrependimentos futuros.”

— Alex... O que é? – Perguntou secando o rosto com as mãos.

— Nada importante. Boa noite, Isa – disse friamente antes de ir embora e deixá-la sozinha.

— Alex!

Dessa vez não segurou mais as lágrimas, embora conseguisse chorar silenciosamente, e agradeceu mentalmente por o caminho até seu quarto estar completamente vazio. Entrou e viu que Linda não estava. Foi tomar banho e logo se deitou para dormir, mesmo que ainda fosse cedo. Sabia que devia falar com Zafira, agora realmente as coisas estavam ficando sérias e alguém com mais poder precisava intervir, mas não tinha forças para isso no momento. Sozinha, se lembrou que Alex jamais se despedia dela à noite sem abraçá-la ou lhe dar um beijo, e as lágrimas voltaram a seus olhos. Sabia que sua cara estaria péssima pela manhã, mas chorou sozinha até adormecer, feliz por não haver shows e apenas pequenos compromissos com a impressa nos dias seguintes, e com a esperança de ao menos ter forças para sair do quarto e falar com Zafira quando acordasse.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.