Notas iniciais
Olha, esse aqui foi osso. A internet caiu e não voltava nunca mais para que eu conseguisse postar, mas ta aí. Espero que gostem! ;)

O sábado amanheceu sem que Clara tivesse ao menos pregado o olho durante toda a madrugada. Não aguentava mais ficar ali deitada, sentou na cama, e sem conseguir mudar o foco de seus pensamentos, levantou-se e foi tomar banho. Cadu acordou com a movimentação da esposa na cama e a viu entrar no banheiro com um ar que era a tradução do mais puro desânimo. Antes que pudesse pensar em ir atrás dela, ouviu o barulho da tranca da porta passando. Não sabia o que tinha acontecido, nem se tinha acontecido alguma coisa de fato, e correu para a cozinha, resolvendo fazer um agrado a esposa antes de sair para o bistrô.

Enquanto estava no banho, Clara pensava no que poderia fazer para que a fotógrafa a perdoasse, e por mais que tentasse não conseguia achar um antídoto que simplesmente anulasse tudo o que ela havia dito na noite anterior. Apesar de ser sábado estavam atrasadas com a entrega do material de moda praia para um cliente exigente de Marina, e havia um ensaio trabalhoso agendado para às 11h que teria como cenário inicial a parte externa da casa da fotógrafa e terminaria no arpoador, com o pôr do sol. A equipe estaria dividida em dois grupos, e segundo o combinado na semana anterior, Clara estaria junto de Gisele na casa da fotógrafa, enquanto Vanessa e Flavinha partiriam mais cedo ao arpoador para arrumar as luzes e delimitar o cenário. O dia seria corrido e cansativo, mas teriam que fazer funcionar, afinal o material tinha que ser entregue na terça-feira seguinte.

A assistente suspirou imaginando como estaria o clima entre ela e Marina naquela manhã, e ainda meio perdida quanto ao que fazer, decidiu que daria uma passada no apartamento de Helena para pedir conselhos a irmã mais velha. Saiu do banho, vestiu um shorts jeans azul claro, regata branca e suspendeu os cabelos em um rabo de cavalo. Olhou-se no espelho e tentou melhorar o aspecto cansado de seu rosto com a maquiagem, que ajudou, mas nem tanto quanto Clara gostaria. Pegou seus óculos escuros e estranhou a ausência de Cadu na cama tão cedo.

Assim que saiu do quarto viu o marido a esperando na cozinha. Havia montado uma bela mesa para o café da manhã e sorriu assim que viu a figura da esposa aparecer na sala. Levantou-se fazendo pose e puxou uma cadeira oferecendo o lugar para Clara. A assistente não sentia fome, mas não recusaria a gentileza do marido. Sorriu de volta e sentou-se.

_Bom dia meu amor! — disse Cadu estalando os lábios nos da esposa.
_Bom dia! Nossa, que mesa linda Cadu. Faz tempo que não ganho um mimo desses — tentava ser gentil.
_Mas você merece! Ah, e pode deixar que hoje eu levo o baixinho para o judô no caminho do bistrô.
_Ai que bom. Estava mesmo querendo passar na Helena antes de ir trabalhar hoje. Obrigada Cadu! — o casal trocou um sorriso. Ivan acordou fazendo barulho e indo ao encontro dos pais.

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_Hei, psiu... Acorda dorminhoca! — sussurrava uma insegura Victória no ouvido de sua pequena que dormia feito um anjo. Marina abriu os olhos, ainda mais dormindo do que acordada e sorriu para a professora.
_Bom dia, linda! — disse espreguiçando-se e com a voz rouca de quem acabou de acordar.
_Dormiu bem? — a loira beijava seu pescoço.
_Hum... Muito bem! — a fotógrafa puxou-a para um beijo que rapidamente começou a fugir do controle de ambas.
_Você dormiu demais, sabia?! Já são 9h. E você tem um ensaio hoje, não tem mocinha?
_Tenho. E adoro esse seu jeitinho mandona, mas sabe qual a parte boa de se ter assistentes? — Marina sorria maliciosamente.
_Qual? — a loira passeava com as mãos pelo corpo nu da fotógrafa, passando a ponta de suas unhas suavemente nas costas expostas, arrepiando-a por completo. Marina girou seus corpos na cama e agora pesava sob o corpo de Vic.
_Eu posso me atrasar um pouquinho, professora! — sussurrou desejosa, mordendo a pontinha da orelha da loira.

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Clara ligou para a irmã que sentindo a angústia da caçula pediu para que ela fosse até a casa de leilão para conversarem. Assim que a irmã mais nova chegou, Helena percebeu o quanto estava abatida.

_Irmã, o que aconteceu? Que cara é essa? — perguntou enquanto dirigiam-se para o escritório.
_Ai irmã, eu não dormi nada essa noite.
_Isso deu pra perceber. Mas, porque? Eu não entendi o que me disse por telefone, mas tem alguma coisa com a Marina, é isso?

Clara contou tudo o que tinha acontecido durante o dia anterior e sua descoberta a cerca de Victória.

_Ué Clara, mas o quê que tem a mulher ter sido professora dela?
_Tem que esse não é o único "ex" posto que ela tem na vida da Marina!
_Não tô entendendo.
_Elas já tiveram um envolvimento antes. Eu não sei por quanto tempo ou como foi, mas tiveram. — disse Clara já ardendo em ciúmes.
_Huuuummm, agora eu entendi. Mas irmã, ex é ex e não atual. Certo?
_Não sei! Sei que aquela lá seduziu a Marina de tudo quanto era jeito na pista de dança, e elas se beijaram! Eu vi tudo Helena. A Marina... ela... ela desejava a Victória!
_Ai Clara, mas o que tem isso? Você tá com ciúmes, tudo bem, natural. Mas, vocês não estão juntas, então convenhamos que ela está solteira e pode se relacionar com quem bem entender. Não me diga que você discutiu com a Marina por conta disso!
_Pois foi exatamente o que eu fiz. Eu não estava com ciúmes Leninha, eu estava louca de ciúmes. De raiva! E acabei falando coisas que não devia — disse já com a voz embargada.
_Ai Jesus. O que você disse?
_Que o Cadu estava certo, e que ela não prestava — começou a chorar.
_Nossa irmã, você pegou pesado mesmo — abraçou-a — na hora do nervoso é melhor não falar nada. Mas, agora vocês estão de cabeça mais fria. Procura ela logo! Desfaz isso.
_Não sei se ela vai me perdoar. Ela... ela... terminou comigo. Disse que tava cansada disso.
_Clara, como que se termina algo que não começou de verdade? Vá atrás dela logo. Vocês estão apaixonadas e independente do rumo das coisas, precisam se acertar — a caçula ficou pensativa, e então resolveu ir mais cedo a casa de Marina para tentar conversar com a fotógrafa.

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Clara chegou ao estúdio um pouco antes do combinado e foi recebida por Gisele e Flavinha que tentavam a todo custo disfarçar a ausência da fotógrafa. A assistente procurava passeando os olhos por todos os cantos do estúdio e saiu para espiar a piscina, ainda sem encontra-la. Vanessa apareceu por lá, parecia mais azeda do que o habitual e tinha uma cara de ressaca que chegava a ser engraçada. Com medo da resposta, mas ansiosa demais para tentar conversar com a chefe e tirar aquela angústia do peito, Clara resolveu puxar assunto com a ruiva.

_Bom dia Van. Tudo bem?
_Não Clara, ela não dormiu em casa. Ah, e ainda não chegou. Provavelmente está com a Victória em algum lugar — respondeu Vanessa na lata, entendendo pelo olhar da outra o que ela de fato queria saber.
_Ela... Não dormiu aqui? — sua voz falhava entre uma palavra e outra.
_Não. Parece que ela não voltou bem da discussãozinha que teve com você ontem, e adivinha só quem foi que tirou ela de lá? Parabéns Clara! Parabéns! — ironizou batendo palmas.

Antes que Clara pudesse responder a provocação da ruiva, Marina chegou ao estúdio. Vestia a mesma roupa do dia anterior com a diferença de que agora estava amassada e um tanto quanto desalinhada no corpo da fotógrafa. Clara desviou o olhar para sua mão que segurava a de Victória entrelaçando seus dedos nos dela. Assim que avistou a assistente, a expressão de Marina se modificou e passou de sorridente para carrancuda, mas como sempre, manteve a pose e a elegância da boa educação.

_Bom dia meninas! — disse de maneira geral, seguida por Vic que repetiu a frase.
_Bom... Bom dia! — Clara gaguejou ainda atordoada pela cena das duas chegando de mãos dadas.
_ Vanessinha, as coisas já estão certas para as fotos na piscina?
_Já sim Marina, mas as modelos ainda estão se arrumando.
_Tudo bem, aproveito para tomar um banho antes de ir para lá. Ah, me faz um favor, deixa duas câmeras lá fora.
_Bom dia gente! — falou Flavinha sorridente.
_Bom dia Flavinha! Tava pedindo aqui pra Van deixar duas câmeras lá fora. A Vic vai fotografar comigo hoje — disse lançando um sorriso para a antiga professora — Vi, você vê com a Flavinha as lentes que vai precisar? Preciso tomar um banho para começarmos.
_Claro linda — respondeu a loira, saindo de braços dados com Flavinha para pegar as lentes que utilizaria mais tarde.

Marina não deu chance para conversas ou qualquer questionamento das assistentes boquiabertas a sua frente, dirigindo-se rapidamente ao seu quarto. Vanessa e Clara ficaram estáticas, até que uma olhou para a cara da outra e a ruiva não perdeu a oportunidade de alfinetar a rival.

_Parabéns MESMO!!! Você merece!!!
_Ai Vanessa, pelo amor de Deus me deixa!!! Já não basta ter que dar de cara com uma cena dessas, logo de manhã e você ainda me azucrinando. Me deixa!
_Ai ai... Clara, Clara... Você é nova em matéria de Marina mesmo! Prepare-se meu bem, porque eu não sei o que rolou ontem entre você e ela, mas com certeza repercutiu e muito na branquela lá. Olha, pra você não dizer que eu sou ruim, vou tomar uma dose de Daniel's para aguentar o dia de hoje. Trago uma pra você!
_Que Daniel's?
_Jack Daniel's Clara! Mais conhecido como Whisky — disse debochada, deixando-a sozinha no estúdio.

Clara já nem sabia mais definir como estava naquele momento, e num segundo de extrema coragem — advinda sabe-se lá de onde — resolveu ir até o quarto da fotógrafa e resolver de uma vez por todas essa situação. Chegando lá, Marina estava no banho e a assistente sentou-se na beirada da cama esperando-a ansiosa. Depois de alguns minutos, a chefe apareceu enrolada apenas em uma toalha e levou um susto ao ver Clara sentada ali. Marina não queria ver tampouco conversar com a assistente, mas sabia que esse momento aconteceria, afinal, estariam juntas o dia todo, então resolveu não adiar o inevitável.

_Precisa de alguma coisa Clara? — perguntou seca, encarando a assistente.
_Preciso. Preciso conversar com você sobre ontem.
_Conversar? Hum, interessante da sua parte querer conversar agora. Ontem parecia bem indisponível pra isso — a fotógrafa falava ao mesmo tempo em que ia procurando uma roupa para se vestir, não dando atenção a angústia da assistente que estava de cabeça baixa em sua cama.
_Marina, não faz assim. Me desculpa! Você sabe que não te vejo dessa maneira. Eu falei sem pensar, estava com raiva.
_Raiva Clara? Raiva do que, posso saber? Não fiz nada pra você!
_Eu estava com ciúmes Marina! Tá legal? Ciúmes!!! Ou você acha o que? Acha que te ver nos braços daquela mulher foi fácil? Acha que eu deveria me sentir como quando te vi desejando aquela lá? Você a beijou! — Clara gritava, enlouquecida com a indiferença da fotógrafa.
_Daquela mulher não! Não refira-se assim a ela. Ela não tem nada com isso, o seu problema é comigo. Aliás, nem comigo o seu problema é né Clara?!
_Marina, por favor. Por favor! — implorava a assistente.
_Por favor o que? O que mais você quer de mim? Já não me disse ontem que seu esposo estava certo?
_Marina... Você passou a noite com ela? Vocês... Vocês fizeram...
_Sim, passamos a noite juntas sim. Porque?
_Vocês estão... Juntas agora?
_E porque quer saber? Que diferença faz pra você? Eu não presto! Lembra não? — disparou Marina, magoada.

Clara ficou estática. Queria ir até o outro lado da cama onde estava Marina, mas seu corpo não lhe obedecia. O olhar que a fotógrafa lançava para ela brilhava, mas pela primeira vez não de desejo, não de paixão, mas de mágoa. Clara a havia ferido de um jeito que não imaginava que o pudesse ter feito e Marina estava vestindo sua armadura, sem se permitir fraquejar nem meio segundo que fosse.

_Você quer que eu vá embora? — perguntou Clara, em um fio de voz.
_Até onde eu me lembro esse aqui ainda é o seu trabalho — respondeu sem olhar para a assistente.

Clara engoliu em seco enquanto olhava a chefe voltar para o banheiro com as roupas na mão e bater a porta. Não sabia o que pensar, tampouco o que fazer naquele momento. Tinha certeza de que se fosse embora não teria como voltar atrás, e se ficasse, talvez não teria como retroceder também. Tinha que escolher, e tinha que escolher rápido, pois a fotógrafa em breve abriria aquela porta e ela precisava saber o que fazer no momento em que isso acontecesse. Respirou fundo, tomou coragem e posicionou-se em frete a porta, com a mão na maçaneta.

_ Mari, as modelos já estão esperando... — Vic parou assim que viu a cena de Clara parada em frente a porta do banheiro — Oi. A Marina já desceu?
_Não. Tá no banheiro. Tô tentando conversar com ela.
_Olha, eu não te conheço. Mas acho melhor você deixar isso para depois.
_Ah, você acha? — perguntou Clara, desafiadora.
_Sim, eu acho. Você não tem noção do tamanho da feriada que você mexeu com aquela frase infeliz de ontem.
_Ah, e você pelo jeito tem né?! Escuta aqui, quem você pensa que é?

Marina abriu a porta do banheiro impedindo a resposta de Vic para a assistente. Clara olhou para a fotógrafa e sentiu toda sua coragem se esvair. Abaixou a cabeça e saiu do quarto deixando-a com Victória.

_Tá tudo bem pequena?
_Tá sim Vi. Tudo bem. Vamos trabalhar?

As duas desceram as escadas da mesma forma que chegaram ao estúdio, de mãos dadas. Vanessa que agora estava na sua segunda dose de whisky entregava um copo para Clara enquanto seguiam para a piscina. A partir dali o dia seguiu torturante para ambas as assistentes. Marina e Victória voltaram aos tempos em que fotografavam juntas e pareciam duas adolescentes brincando por trás das câmeras. Vic era talentosa e Marina mais do que ninguém sabia disso, então solicitava sua opinião para completamente tudo. Luz, posição, expressão corporal das modelos e etc. As horas foram passando e resolveram que o material que tinham ali da piscina estava bom e poderiam ir almoçar antes de partirem em direção ao arpoador, sem precisar separar a equipe. As duas saíram abraçadas e Clara e Vanessa fizeram caretas involuntárias para a cena.

Foram todas juntas almoçar e a descontração da mesa acabou amenizando um pouco o clima entre Marina e Clara. Victória estava sentada ao lado da fotógrafa e sempre que podia lhe fazia carinhos, irritando profundamente a ruiva e a morena do outro lado da mesa. Resolveram ir ao arpoador um pouco mais cedo do que o previsto, e logo estavam com tudo pronto para finalizar o trabalho. Marina e Vic tiraram fotos realmente lindas, uma elogiando os aspectos do trabalho da outra enquanto trabalhavam. Vanessa, sempre que podia esbarrava como que sem querer em Victória tentando tirá-la do sério, mas sem sucesso. A loira era só sorrisos e elogios para sua ex aluna. Durante todo o ensaio a intimidade entre eles era notória. Era como se uma soubesse o momento em que a outra ia se movimentar, e para que lado iria, fazendo fotos sempre de ângulos opostos ao mesmo tempo. Victória não deixou de aproveitar a proximidade com Marina, depositando beijos no rosto, ombros e pescoço da fotógrafa sempre que passava ao seu lado.

O ensaio terminou com o pôr do sol e ambas as fotógrafas voltavam satisfeitas com o material que tinham conseguido. Vanessa não voltou com elas, preferindo perder-se no calçadão de Ipanema, pouco mais a frente. Mesmo estando perto de casa, Clara resolveu voltar ao estúdio em Santa Teresa, pois havia escutado Marina dizer que deixaria Victória no hotel no caminho para casa. Pararam em frente ao Copacabana Palace para deixar Vic, que despediu-se de Marina com um demorada beijo no rosto. Ao chegar ao estúdio, Marina já foi despedindo-se e tomando o rumo de casa quando Clara a segurou pelo braço.

_Marina, vamos conversar. Por favor! — a fotógrafa estava cansada e resolveu baixar a guarda por um minuto. Respirou fundo e fez um sinal com o dedo para que Clara a seguisse.
_Pronto Clara, pode falar — disse sem rodeios assim que chegaram ao quarto.
_Me desculpa pelo que disse ontem. Eu não penso nada daquilo sobre você! Você é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço. Me perdoa, por favor!
_Tudo bem.
_Tudo bem o que?
_Ué, você está me pedindo desculpas, e eu tô te dizendo que tudo bem — disse indiferente, deixando a assistente um pouco perdida.

Na falta de palavras Clara optou por agir, e foi andando em direção a Marina que não a olhava. Quando estava próxima o suficiente puxou Marina em um abraço apertado que evidenciava toda a sinceridade de seu pedido de desculpas. A fotógrafa levou alguns segundos para corresponder, mas deixou-se ser abraçada pela assistente. Clara subiu suas mãos pelas costas de Marina, prendendo uma de suas mãos a sua nuca e encostando o corpo da fotógrafa na parede.

_Clara, o que você está fazendo? — perguntou incrédula.
_Uma coisa que eu já deveria ter feito há muito tempo! — respondeu deixando sua respiração pesar no ouvido de Marina.
_Clara... Não... — sussurrou a fotógrafa tentando manter-se firme.
_Você não me quer mais? — perguntou a assistente enquanto beijava delicadamente o pescoço da chefe.
_Para...
_Tem certeza? É isso mesmo que você quer Marina?

Notas finais
E agora produção? Rs... Não me matem!!! Comentários? Críticas? Sugestões?