Velocidade, Amor e Adrenalina
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Nasci em Março de 1988,foi criado pela minha mãe, já que nem sei quem é o meu pai. A minha mãe dizia que ele a amava muito, mas que o destino não quis que eles ficassem juntos. Eu e a minha mãe vivíamos numa pequena casa nos arredores da cidade. Esme, a minha mãe, trabalhava como secretaria de uma multinacional muito grande. Ela chegava sempre muitíssimo cansada a casa, mas eu pensava que era do trabalho. Ate que em 2006, obriguei a minha mãe a ire ao medico. A minha mãe tinha cancro e acabei por perde-la dois anos de pois. O cancro já se tinha alastrado muito. Não havia nada a ser feito. Era tarde de mais. Como eu já tinha vinte, não tive que ir para um orfanato, mas fiquei sozinho no mundo, nem dinheiro no bolso.
Lágrimas corriam no rosto dos dois, Bella só conseguia pensar no sofrimento que Edward teve.
Pensei em matar-me montes de vezes. Mas havia sempre alguém que aparecia e não me deixava morrer. Depois de um mes, tive que arranjar casa, emprego. Já não tinha nada. Foi ter com o antigo patrão da minha mãe, Aro. Eu sabia que ele era apaixonado pela minha falecida mãe. Implorei-lhe por um emprego e ele logo arranjou algo para eu fazer. Comecei como mensageiro, não era muito, mas era o suficiente para me conseguir sustentar. Como tinha acabado o 12º ano, (N.A: em Portugal, é o ultimo ano antes de entrar para a faculdade) Aro acabou por conseguir arranjar-me um emprego melhor ao fim de dois meses. Passei a ser secretario dele, um lugar que tinha sido ocupado pela minha mãe.
Com o que recebia passei a viver uma vida mais tranquila, e ter dinheiro para juntar. Ao fim de 6 meses da morte da minha mãe juntei dinheiro suficiente para me inscrever na faculdade engenharia mecânica. E foi o que fiz, claro que tive que continuar a trabalhar e a estudar, mas este ano vou acabar o meu curso. Só me falta o estágio, e esse, eu consegui com o Mestre Cullen.
No colo de Edward, Bella chorava silenciosamente. Os braços de Edward envolviam-na, ironias. Quem precisava de ser protegido e envolvido era ele. Bella rolou no colo de Edward ate ficar de frente para ele. Assim como ela, Edward tinha os olhos vermelhos do choro. Limpou as lágrimas dos olhos dele, e em seguida as suas.
-Estou aqui agora. Já não estás sozinho. Tens me a mim. Olha para mim Edward. Eu juro que sempre vou estar ao teu lado. Eu gosto muito de ti meu menino. És tudo para mim. Nunca te vou deixar nunca.
Edward abraçou Bella. Apertou-a contra o seu peito. E descansou a cabeça em cima da sua.
Fazia anos que Edward não se sentia assim. E a Bella numa noite trouxe alegria ao seu coração.
(…)
As horas foram passando. Bella dormia nos braços de Edward, que também dormia. O telemóvel de Bella toca, o que desperta Edward.
-Bella querida acorda. O teu telemóvel esta a tocar.
Bella abre os olhos a contragosto. Não queria acordar. Queria ficar os braços de Edward para sempre.
- Isabella Marie Swan onde pensas que estas?
-Ola pai. Eu disse-te que ia sair com um amigo.
-Pois minha menina, já viste ao horas? São 4 da manha. Já é hora de estares em casa.
-Ho! Pai desculpa, perdi a noção das horas. Eu vou já para casa.
Bella desliga o telefone.
-Porra! Merda, merda,merda.
- Bella calma, eu levo-te a casa. Não deve ser assim tão tarde.
Bella suspira.
-Edward são quatro da manha. Nos dormimos 5 horas aqui!
-Já? Ok eu levo-te a casa.
Em pouco mais de meia hora Edward deixa a Bella em casa. Não tinha vontade de voltar para a sua. Isso era ter que retornar para a realidade. Não era a sua ideia agora.
Largou o carro em frente a casa e foi caminhar. Sem destino, nem direcção. Apenas caminhar. Andou por horas. Não acreditava o que a vida lhe estava a entregar. Não sabia se era bom ou mau! Não sabia nada. A sua cabeça era vazia. Nada.
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