7º Capitulo (Alec): O meu mundo perdeu o brilho quando você disse “eu não te amo”, mas você continua sendo a razão da minha existência.

- Shishishi, calma, calma eu estou aqui, vai ficar tudo bem, eu vou te proteger... – disse com a máxima calma e suavidade possível.

Charlene levantou sua cabeça e viu minha expressão de pânico, eu tinha me assustado com seus gritos de dor e pânico aquilo me machucava por dentro, em um pulo ela saiu do meu colo e se dirigiu para o seu quarto, eu a segui seus gritos ainda ecoavam em minha mente me fazendo querer cuidar dela, ela entrou no seu quarto e comigo logo atrás, ela empurrou a porta suavemente para que ela se fechasse sozinha, mas eu interrompi seu percurso entrei e a tranquei com chave, ela não se virou e foi em direção da cama onde sentou olhando para a parede, eu me sentei atrás dela sentindo o calor de seu corpo que estava a poucos centímetros de mim, toquei seu ombro levemente e senti uma corrente elétrica sair de meu corpo e parece que ela também sentiu, pois ela se arrepiou, de repente a vontade de toca-lá aumentou, eu me aproximei mais, ela respirou fundo e se levantou.

Ela tinha um olhar vazio que vez minha alma gemer com seu sofrimento.

— Sai daqui. – ela disse com uma voz gélida.

— Não ate você me dizer o que foi aquilo. – disse me aproximando “não, pois agora e tarde demais sou dependente de sua presença, de sua respiração, preciso de você mais do que de sangue, você e a pessoa mais importante do universo para mim pelo resto de minha eternidade” completei esse pequeno discurso em minha mente que sabia que ele era verdade.

— Eu tive um pesadelo, eu vi o meu futuro, e adivinha, ele tinha você, eu não te quero nem como amigo, eu não te suporto... – ela parou e pareceu tomar coragem. – eu não te amo.

Dizendo isso saiu do quarto em direção a janela no final do corredor e se dirigi para a floresta que cercava a casa por completo.

Eu não tive reação fiquei lá de pé na porta de seu quarto, onde me permiti segui-la,ela se foi sem olhar para trás, eu senti uma coisa em meu coração.

— Alec você esta bem? – perguntou Jane suavemente.

Olhei para trás e vi Jane e Charle, ela me olhava preocupada, mas Charle não me olhava, ele tinha um olhar fixo na janela no final do corredor, ele parecia tentar entender a ação de sua irmã, voltei para o quarto e me joguei sem me importar em sua cama, ela tinha um cheiro doce que me fez gemer de dor por dentro, não tinha sido uma boa idéia me deitar ali, Jane começou a fazer cafuné em minha cabeça.

— Coloca pra fora, Alec não segure a dor, e pior... – ela disse sendo interrompida por um grito.

Eu olhei ao redor procurando sua origem que descobrir vir de mim, Deus como doe, soltei mais um grito agonizante, primeiro ela disse que não era capaz de amar, eu teria paciência e esperaria ate ela aprender a me amar nem que levasse uma vida só que agora ela disse, ela disse... Deus com doeu quando ela disse que não me amava, percebi que meu corpo tremia violentamente e Charle me olhava com um olhar distante que começou a me incomodar, me levantei e fui em direção da porta da frente oposta ao caminho dela e corri, corri sem destino, corri sem me importar se conseguiria voltar, mas percebi que se não voltasse ela ficaria sozinha no campo de batalha, e isso foi o suficiente para me fazer voltar, mesmo ela me dizendo que não me queria eu não podia me impedir de ir em sua direção, em sua salvação, mas sei que será melhor se manter uma distancia maior que antes para que ela faça sua escolha pois tudo que quero e que ela seja feliz, mas isso não quer dizer que me sinto melhor pois a tristeza que sinto era tangível e sabia que não poderia esconder de ninguém e nem me importei com isso.

Cheguei e todos me olhavam com um olhar de pena, fui direto para os fundos da casa, Aro estava lá, me olhou com enterrese, mas eu o ignorei eu não queria contar para ninguém como me sentia a respeito do acontecido, eu tinha medo de disser em voz alta, tornava o fato mais real.

— Filho, quer falar a respeito do ocorrido? – disse Aro com uma voz suave vindo em minha direção.

Neguei com um sinal de cabeça e virei de costas para ele.

— Vamos. – disse Marcos.

Todos voaram para uma corrida tensão, eu não sabia onde ela estava e isso me preocupava, será que aconteceu algo, não..., aumentei o ritmo e vi que todos tinham auras tensas, meu dom tinha evoluído, eu me concentrava e podia sentir uma pontada da emoção da pessoa de minha escolha, eu me concentrei para ver se sentia ela, achei, a uns cem metros a frente, ela não tinha nenhuma emoção predominante, estava uma bagunça, quando começamos a nos aproximar suas emoções sumiram, ela deve ter nos ouvido e esta usando seus escudos, pelo menos assim sei que ela esta protegida, mas infelizmente eu não sei o que ela esta sentindo, me pergunto por que não consigo pensar em seu nome, acho que vai doer demais, sendo que ate a expressão “ela” me doe, pois sei a quem me refiro.

Lá estava ela, encolhida em cima de uma pedra a beira do nosso futuro campo de batalha, de repente algo me veio em mente, e se eu não sobrevivesse essa luta, ela ficaria livre de mim e meu sentimento que ela despreza, sim era isso que eu ia fazer. E se eu não consegui fazer sei que serei um novo Alec, nunca mais vou olhar para o mundo e ver tudo colorido e sim tudo em escalas de cinzas melancólicos e deprimentes que e como se encontra minha alma, no fundo de um poço que foi fechado sem dó nem piedade para me privar de ver o sol e seu amarelo ofuscante e o céu com seu azul vivido, e a noite a lua e as estrelas decorando um manto de um azul escuro que parece não ter fim.

Me dirigia em sua direção, ela era minha parceira de luta era meu dever ficar ao seu lado, me sentei na mesma pedra que ela, longe ao maximo que o espaço permitia, olhei para ela que pareci nem ter me visto sentar ao seu lado, devo dizer algo... E melhor não ela já deixou bem claro que não me quer então o jeito e continuar como eu era antes, pelo menos por fora, frio e serio sem muitas reações exageradas como as de hoje, que foi a ultima vez que demonstro o que verdadeiramente sinto.

Notas finais
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