Notas iniciais
Olá! Depois de demorar uma eternidade, finalmente o capítulo ficou pronto. Espero que gostem, como eu gostei. Boa leitura!

– Aquele é o Beto? – sussurrou Mili, no ouvido de Clarita.

A jovem apenas assentiu. Era inacreditável que depois de seis anos longe um do outro, os dois melhores amigos iriam se reencontrar.

– Ele está tão... – Clarita tenta dizer. – Diferente?

– Eu diria mais bonito – fala Mili.

Clarita finalmente olha para a amiga.

– Queria ver você falar isso na frente do Mosca – falou a loira.

– Que mal tem achar um cara bonito? – questiona Mili. – E aliás, eu apenas achei ele bonito. Não sou apaixonada por ele, como você.

Clarita arregalou os olhos para Mili, e a outra apenas segurou o riso.

– Isso é passado – fala Clarita.

– Silêncio, meninas! – sussurrou Maria Cecília para elas.

Ambas obedecem. Elas começam a prestar atenção nos novos donos do Café Boutique.

– Boa tarde para todos! – falou o homem, filho do doutor José Ricardo.

– Boa tarde – disseram todas as pessoas que estavam ali.

– Sou José Ricardo Almeida Campos Júnior. Mais conhecido como Júnior, e sou o novo dono do Café Boutique – apresentou-se.

Os clientes começam a cochichar sobre o novo dono do estabelecimento. Já os funcionaram se olharam.

Maria Cecília foi em direção aos novos patrões. Depois de falar alguma coisa pra eles, a família sentou-se em uma das mesas do café.

Clarita se aproxima deles.

– Boa tarde – disse a garçonete. – O que desejam?

– Um capuccino , por favor – pediu Júnior.

– E vocês? – Clarita pergunta.

Beto a encara. Como se falasse: “Como você está diferente! Nunca imaginei que seria uma garçonete do café de meu pai”.

Clarita fecha os olhos. Olha-lo trás boas lembranças, mais tudo acaba quando lembra- se da última vez que o viu: Por que ela o beijo? Será que com sua mente de 12 anos, pensara que nunca mais iria vê-lo? Será que ele já esqueceu disso? Se sim, um alívio para Clarita. No entanto, ela também tinha esquecido esse fato... Até vê-lo em sua frente.

– Um cupcake – disse Beto.

Clarita assentiu e anotou no tablet.

– E a senhora? – ela olhou para Carol.

– Um docinho de limão.

– Ok – disse Clarita e se afastou.

(...)

– É ela – sussurrou Beto, olhando para Clarita.

– Ela quem? – pergunta Carol.

– Ninguém – ele nega com a cabeça. – Só estava pensando alto – disse ele.

Minutos depois, a garçonete volta com os pedidos. Clarita acaba tropeçando no próprio pé e derruba o capuccino, cupcake e o docinho de limão, encima de Carol.

Clarita olha apavorada.

– Desculpa, senhora. Eu não queria ter feito isso e...

– Você não olha por onde anda, não? – Carol gritou, levantando-se.

– Eu já pedi desculpas, senhora.

– Pois devia usar óculos! – exclamou Carolina.

Clarita respira fundo. Beto sabia por que: ela estava se segurando para não “explodir”.

– Mãe... – Beto tenta dizer.

– Ela devia ser demitida, Júnior! – Carol olha para o esposo.

– Senhora – um garçom se aproxima deles. – Ela não fez por mal.

– Isso é um erro muito grave – fala Carol.

– Por causa de um erro a senhora irá despedi-la? Então, eu também quero ser demitido – fala ele.

Beto encara o garçom. Por que ele faria isso? Será um amigo próximo de Clarita? Namorado?

– Eu também – disse uma garçonete.

– Eu também – outros garçons falaram, se aproximando.

– Agora deu – Carol volta a sentar. – A revolta dos garçons.

– Acalme-se, meu amor – diz Júnior. – Não irei demitir ninguém, está bem? – ele olhou para os empregados, depois para Clarita. – Está desculpada pelo incidente, espero que não se repita novamente.

– Não irá repetir, senhor – fala Clarita, saindo dali.

Beto a vê se afastar, em seguida olha para a mãe que ainda estava com raiva do ocorrido.

(...)

Clarita vai para a cozinha do Café Boutique com muita raiva e vergonha.

– Não acredito, não posso acreditar! – ela anda de um lado para o outro. – Eu quase perdi meu emprego por causa daquela vaca. Sim, uma VACA! Como o Beto consegue suportar ela? É uma bruxa, a culpa é dela por ser nojenta e... – Clarita para de falar e fica pensativa. – Eu tropecei no meu pé – ao lembrar-se disso, ela olha para os pés. – Seu pé idiota! Por sua culpa eu passei vergonha, quase fui despedida e... – novamente ela para de falar. – Eu estava olhando pro Beto. Não! Por que ele apareceu? Por que ele é filho do meu patrão? Por que eu estou pensando nele? Por que a infância que tivemos não sai do meu pensamento?

Ela se encosta na parede e deslizou até sentar-se no chão.

– Saí de minha cabeça! – ela começa a bater a cabeça na parede. – Sai! Sai! Se manda daqui!

– Tudo bem, Clarita? – uma voz disse, entrando na cozinha.

– Francis? – ela se levanta e sorriu. – O que faz aqui?

– Vim procura-la, pois estamos precisando de garçonetes para atender os clientes.

– Ah claro – diz ela. – Obrigada Francis.

– Pelo o que?

– Você me defendeu da vaca, digo, da senhora Almeida Campos. Obrigada.

Francis sorriu.

– Você é uma ótima garçonete, e o que a senhora Almeida Campos falou não tinha cabimentos. Somos humanos e falhos. Ninguém é perfeito!

Clarita sorriu com suas palavras e o abraçou.

– Obrigada, de novo – sussurrou.

– Vamos voltar ao trabalho? – sugeriu ele, se afastando dela.

(...)

Depois de experimentar os doces do café de seu pai, Beto acompanhou seus pais para conhecer todo o prédio do Café Boutique sendo guiados por Maria Cecília Bittencourt.

– E essa é a sala onde pertencia ao doutor José Ricardo – disse a mulher.

Beto encara a porta da nova sala de seu pai. A realidade era que ele estava pensando nela, não estava prestando atenção em nenhuma das palavras de Maria Cecília, apenas pensava nela: Clarita.

Ela continua sendo a mesma pequena de sempre só que mais bonita. Apesar de estar com o uniforme de garçonete, Beto viu o quão bonita ela está. Os anos que se passaram a deixou diferente, seus olhos, seu corpo.

Beto tenta afastar esses pensamentos, mais não consegue parar de pensar que a sua melhor amiga esteja tão diferente de como se lembrara.

(...)

Mais um dia de trabalho estava chegando ao fim. Mili já tinha ido pra casa acompanhada por Mosca. Clarita estava sozinha para fechar o Café.

– Que dia horrível eu tive hoje – resmungava ela. – Ainda não consigo acreditar que ele voltou, que eu o vi.

Clarita começa a fazer o trajeto até seu apartamento. E quando ela percebe, acaba esbarrando em alguém:

– Beto? – diz ela.

– Oi Clarita – ele sorriu. – Será que podemos conversar? — perguntou.

Notas finais
Comentários são sempre bem-vindos ok? Eu comecei uma fanfic de Rebelde, se quiser dar uma olhada ela se chamar "Contos de Fadas". Comentem, favoritem... E deixem uma escritora feliz kkk. Beijos e até o próximo capítulo da fanfic.