Notas iniciais
Oi tudo bem? Espero que sim. Antes de ir ao capitulo um aviso: LEIAM AS NOTAS FINAIS DO CAPÍTULO. Okay? Okay. Boa leitura!

Beto e Júnior passaram na delegacia, mas foi totalmente inútil. Durante todo o trajeto, o rapaz ligava para o celular de Clarita, mas o mesmo era desligado na sua cara.

– Droga! – exclamou Beto, fechando as mãos como se estivesse pronto para bater em alguém. – Vai ser impossível encontrar ela se os filhos de uma mãe não atenderem a ligação e pedirem dinheiro.

– Tenha calma, filho.

– Calma? A última coisa que vou ter é calma. A mulher da minha vida está correndo perigo e o senhor quer que eu tenha calma?

Júnior olha o filho e pelo canto do olho, surpreso com suas palavras.

– Mesmo não querendo, a única coisa a ser feita é esperar os sequestradores ligarem pedindo o valor do resgate.

Beto respira fundo e fecha os olhos tentando acreditar nas palavras que ouvira do pai.

(...)

Depois de ter uma noite mal dormida, Clarita tomou seu café da manhã ainda vendada. Apenas ouvia a voz dos homens que a sequestraram, trocaram poucas palavras até então.

– Quando será que a chefinha vai ligar? – um deles questiona.

– Cala a boca! – reclamou o outro. – A loirinha pode ouvir e colocar tudo a perder.

Clarita acha estranho a conversa e começa a prestar mais atenção em cada palavra dita ali.

– Acho que pedirão para nós darmos um perdido na garota.

– Será? Tão bonitinha desse jeito.

– Sabe, ontem pensei comigo: o que será que essa loirinha aprontou para pedirem que a gente fizesse um trabalho sujo com ela.

– Ela não parece ser má.

Clarita tossiu e logo os homens pararam a conversa.

– Estou com sede – fala ela.

– Vai lá pegar água pra ela! – ordenou um deles.

A garota ouve os passos do outro, se afastando dali. Em seguida, ela sente uma mão acariciar o seu rosto, mas logo para de fazer isto, pois o seu celular começa a tocar. O homem se afastou de Clarita para atender a ligação, ela não pode escutar, mas ficou mais feliz ao ver que o outro chegara com a sua água.

Mais tarde, Clarita estava ouvindo os caras jogarem cartas perto dela. O tédio tomava conta e o medo que ela sentia no início já não sentia mais.

– Será que vocês podem tirar isso dos meus olhos? – questiona ela.

– Pra você nos ver e nos ferrarmos? Não, obrigado.

– Geralmente, bandidos usam toucas para esconder o rosto.

– Não estou com vontade de passar calor.

Clarita bufou.

– Não vão nem ligar para alguém pra pedir meu resgate?

– Não acha que está muita abusadinha?

Novamente ela bufou.

– Só não entendo porque fizeram isso comigo – ela começa a choramingar. – Eu não fiz nada contra vocês, nem mesmo sei quem são vocês para terem feito isso comigo. Eu apenas estava voltando de uma festa, onde fui com os meus amigos e olha onde estou. Nunca roubei, trabalho para me sustentar ganhando uma miséria e vocês me sequestram? Por causa de dinheiro? Se for, esqueça. Sou uma pobre órfã.

– Órfã? – ambos disseram.

– Sim.

Minutos depois, Clarita sente seus olhos se incomodarem com a claridade do lugar – um galpão abandonado – e vê um dos caras – que agora estão com o rosto coberto – lhe entregar um celular.

– Ligue para alguém mais próximo de você e diga que está tudo bem com você – falou o homem. – Diga apenas isso!

Clarita assentiu e digitou o número rapidamente – número este que surpreendentemente ela sabe de cor.

– Alô?– disse ela, insegura.

– Clarita? – a voz do outro lado bradou. – Você está bem? Onde você está? Estou tão preocupado com você, meu amor.

As últimas palavras que ouvira a deixaram sem reação alguma. Meu amor. Aquelas simples palavrinhas a rodeavam, o que não permitia pensar direito. Só então viu a expressão na cara do homem que estava em sua frente, então voltou para a realidade.

– Está tudo bem comigo, Beto.

– Onde você está?

– Isso não é importante – disse ela. – O que importa é que estou bem, okay?

– Clarita, você sabe quem foi que te sequestrou?

– Não.

– Sabe onde você está?

– Não.

– Clarita...

– Por favor, Beto! Não sei o que vai acontecer comigo, mas não faça mais perguntas okay? Eu estou bem e... Obrigada por todos os bons momentos que passamos juntos.

– Isso é uma despedida?

Ela respira fundo antes de responder, e depois de ter deixado uma lágrima cair diz:

– Sim.

E imediatamente ela finaliza a ligação.

– Terminou com o namorado?

– Isso não é da sua conta – rangeu ela.

– Olha a maneira que fala comigo! – ameaçou o sequestrador.

Clarita dá de ombros e recebe um tapa na cara.

– Ei espera! – fala o outro. – Ela ligou para um tal de Beto...

– E daí? – questiona o outro.

– E se for o Beto filho do dono do Café Boutique? – sugeriu, deixando o colega com os olhos arregalados.

(...)

Três dias depois daquela ligação de Clarita, Beto finalmente recebeu a ligação dos sequestradores. Foi combinado que eles se encontrarão perto de uma BR. Beto entregará uma grande quantia em dinheiro e os sequestradores entregarão Clarita.

– Tem certeza que querem ir junto? – ele pergunta para seus pais.

– Claro! Isso é perigoso, não vamos permitir que vá sozinho.

– Eu só quero a trazer de volta. Só Deus sabe como tem sido difícil para Bia saber que a irmã foi sequestrada e não poder fazer nada.

Carol dá um pequeno sorriso para o filho.

– Vai dar tudo certo – afirmou ela. – Você vai ver.

– Tomara, mãe. Tomara...

(...)

Clarita não estava acreditando que aquilo irá realmente acontecer. Os sequestradores nem imaginam, mas ela sabe tudo o que eles planejam a mando do seu – ou melhor, sua – superiora.

Beto será enganado e ela não pode deixar isso acontecer. Mesmo tentando pensar em várias maneiras para fugir ou estragar os planos deles, Clarita não conseguira pensar em nada que tivesse 100% de chances para dar certo.

E o tempo estava acabando para isto.

Trinta minutos.

Quinze minutos.

Cinco minutos.

E lá estava Beto. Ele sai de seu carro com uma maleta em mãos. Um dos sequestradores vai ao seu encontro.

– Cadê a Clarita? – perguntou Beto.

– Primeiro o dinheiro.

– Primeiro ela.

– Não tenho tempo para perder com discussões bobas, ou dá o dinheiro ou fica sem a gostosinha.

Beto se sente incomodado com a maneira que o homem chamou Clarita, mas tenta ignorar. Então, resolveu entregar a maleta para o sequestrador.

Sendo guiada pelo outro sequestrador, Clarita sai do carro. Mas não se aproxima muito.

– Clarita! – exclamou Beto, ao vê-la.

Ela dá um pequeno sorriso e logo o sequestrador a coloca de volta no carro.

– O que estão fazendo? – gritou Beto.

– Perdeu seu trouxa!

O sequestrador que estava com a maleta tenta entrar dentro do carro para dirigi-lo, mas Beto é mais rápido e o segura pelo braço. Antes mesmo de começarem uma briga, Beto ouve Clarita gritar:

– Beto, cuidado!

E ouve-se o som de um tiro.

Notas finais
Oi leitores! Bem, eu sei que demorei um mês pra atualizar e que teve gente que andou me cobrando pela demora. Mas o maior problema que tive é que a história tomou um rumo diferente do que o planejado e acabei não sabendo muito bem como continua-la. Por isso, decide que para não ficar algo mais extenso e cansativo (ficar muito enrolado e não acontecer nada de interessante no capítulo, ficar mais meses sem postar e etc), a fanfic entrará nos últimos capítulos. Pretendo postar mais um capítulo e o epílogo, então a história Berita irá acabar :( Pois é, depois de um ano postando ela. Enfim, não pretendo demorar a postar mais esses dois capítulos okay? E bom, ficaria muito feliz se os 27 (ou boa parte deles rs) que estão acompanhando a fanfic comentassem. Diz aí o que você espera e/ou acha que vai ter na final de Velha Infância - Berita? Muitos beijos e até mais!