Notas iniciais
Eu sei que demorei muito pra postar e que tem gente que quer me matar por isso rsrs. Mas minha internet não estava ajudando e estou postando o capítulo rapidinho, por isso ele não está revisado. Qualquer erro, me avisem. Respondo os comentários do capítulo anterior depois (obrigada por eles)

Ao perceberem que estavam com falta de ar, Clarita e Beto se distanciaram daquele beijo.

– Por que fez isso? – questiona Clarita.

– Ainda não entendeu?

Clarita fecha os olhos.

– Entendi, mas isso não pode acontecer – fala ela, abrindo os olhos.

– E por que não pode acontecer?

– Você é filho do meu patrão e...

Clarita não termina de falar, pois é interrompida por seu celular que está tocando.

Depois de se afastar e falar com a pessoa que ligou para ela, Clarita volta sua atenção para Beto.

– E então?

– Então o que? – questiona ela.

– Quem que te ligou?

– Francis.

– E o que o metido a barista queria?

– Ele não é metido a barista nada! – exclamou a garota. – Ele é um ótimo barista por sinal.

– Está defendendo ele, Clarita?

– Ciúmes, Beto?

– Eu com ciúmes? – ele ri. – Apenas perguntei o que ele queria, algum problema com isso?

– Ele virá aqui – explicou. – Na verdade, já deve estar chegando.

– Esse Francis não tem algo mais produtivo pra fazer?

– Beto!

– O que foi?

Clarita o encara.

– Esqueça o Francis. O que vai ser da gente agora?

– Como assim?

– Clarita, não se faça de desentendida! – gritou Beto. – Eu te amo e quero que... – Beto é interrompido pela campainha. – Mas que droga! Será que nem se declarar pra mulher da minha vida eu posso? – questiona ele, olhando em direção a porta.

Sem Beto perceber, Clarita dá um sorriso ao ouvir suas palavras.

– Pensei que só mulheres tinham TPM – disse ela, indo em direção a porta.

– Não tenho TPM! Tenho raiva do babaca do outro lado da porta.

– Então o babaca que se cuide – fala ela. – O Beto não está num bom dia.

– Até estava há alguns minutos atrás – murmurou ele.

Clarita abre a porta do apartamento e se depara com Francis, ele entra com um sorriso no rosto; sorriso esse que se desfaz ao ver Beto ali.

– O que você está fazendo aqui? – Francis pergunta.

– Oi pra você também – ironizou Beto.

– Não respondeu minha pergunta – fala o barista.

– Vim fazer o mesmo que você – responde Beto. – Visitar meus amigos. Você sabia que a Clarita, a Mili e o Mosca são meus amigos, não é?

Francis olha para Clarita.

– Sim – respondeu.

– Então Clarita, quando vamos marcar de nos encontrar pra tratar daquele assunto...

Clarita o encara.

– Depois falamos disso, Beto – ela se vira pra Francis. – Então, o que conta de bom? – ela sorri.

Beto bufou.

– Queria que você me acompanhasse pra uma festa – diz Francis.

– Quando?

– Hoje á noite.

– Amanhã ela tem que levantar cedo para trabalhar – fala Beto, se intrometendo.

– Eu também tenho – Francis falou.

– Então tem consciência que essa festinha pode os prejudicar?

Clarita segura o riso.

– Quanta preocupação, Beto! – exclamou ela. – Também tenho direito de me divertir.

– Com ele? – Beto aponta para Francis.

– Que horas, Francis? – pergunta Clarita, ignorando Beto.

Francis olha para Beto de canto de olho e em seguida diz:

– Ás oito está bom pra você?

– Está ótimo pra mim!

Beto encara Clarita, logo vai em direção a porta:

– Aonde você vai? – Clarita pergunta.

– Pra casa.

– Já?

– Acho que não tenho mais nada pra fazer aqui, você está muito ocupada com o seu amiguinho – ele encara Francis e depois olha pra Clarita. – Outro dia a gente se fala.

– Beto... – Clarita tenta dizer, mas ele já tinha saído do apartamento. – Depois quando falo que está de TPM – disse, se virando de frente para Francis.

– Isso se chama ciúmes.

– O Beto é chato mesmo – ela ri.

Ambos ficam em silêncio.

– Você não está querendo provocar o seu amiguinho, não é? – perguntou Francis.

– Não entendi.

– Querer que o Beto fique com ciúmes...

– Não! – exclamou ela. – Só quero curtir, será que não posso?

– Claro que pode! Prometo que vai ser a melhor noite de sua vida – Francis acaricia o rosto dela.

Ela o encara.

– Okay! Nos encontramos a noite? – pergunta, o puxando para fora do apartamento.

– Está me expulsando do seu apartamento?

– Preciso me arrumar pra festa!

– Mas...

– Até de noite, Francis – disse ela e fechou a porta com ele do lado de fora.

Em seguida, ela se joga no sofá. Logo passou sua mão nos lábios, delicadamente.

– Caramba! E agora, o que vai ser? – questionou.

(...)

Ao abrir a porta de casa, Beto se joga no sofá. Ao relembrar o beijo dele e de Clarita, deixou um sorriso escapar de seus lábios. Mas ao lembrar a maneira que ele tratou, jogou uma almofada para longe.

– Por que ela fez aquilo na minha frente? Ela quis me provocar? Me irritar? Ótimo, conseguiu. Por que tudo aquilo depois do nosso...

– Já estava indo com a polícia atrás de você! – anuncia Carol, entrando na sala.

– Sou maior de idade, esqueceu? – fala ele, se sentando no sofá.

– Mas devia dar satisfações para os seus pais, sabia?

– Vou lembrar disso da próxima vez.

Júnior também chega ali.

– Sua mãe estava preocupada.

– Percebi.

– Onde estava? – Júnior pergunta.

– Fui em um balada.

– Dormiu aonde?

Beto suspirou e olhando para o lado disse:

– No apartamento da Clarita.

– Aquela garçonete órfã?

– Sim, algum problema com isso?

– E ainda pergunta! – Carol riu. – Filho, essas são suas companhias?

– O que a senhora tem contra ela?

– Ela é diferente de você! Por que prefere ela ao invés da Érica?

– Ela não é diferente de mim! – gritou, se levantando. – Esqueceu que viemos do mesmo lugar?

– Mas agora você é diferente dela sim. Você é filho do dono do lugar onde ela trabalha, filho.

Beto riu.

– Não tenho vergonha de onde vim e jamais vou esquecer as amizades que fiz lá, queira você ou não. Ah e outra coisa, você não é minha mãe de verdade! Será que esqueceu disso? Eu sou tão órfão quanto a Clarita! – gritou ele fazendo seus pais adotivos trocarem olhares.

Notas finais
O que acharam da atitude da Clarita? E do Beto? O que esperam da festa? Comentem pra tia Tay saber. Beijos e até mais!