Notas iniciais
Oie como estão? Voltei de viagem hoje, terminei de escrever o capítulo e estou aqui postando. Obrigada pelos comentários do capítulo anterior, é bom saber que No Estoy Sola

Ao entrar no Orfanato Raio de Luz, Clarita é recebida com um forte abraço de sua irmã Beatriz, mais conhecida por Bia.

– Finalmente lembrou que tem uma irmã – disse Bia, guiando Clarita até o jardim.

– Por que me trouxe até aqui? – questionou Clarita.

– Porque no pátio aqueles pirralhos estão brincando.

– Hum – resmungou Clarita, analisando o lugar.

– Sabia que entrou uma nova diretora aqui no orfanato? – fala Bia.

– E ela é legal?

– Melhor que a Cíntia.

– Como ela se chama?

– Carolina Correia da Silva Almeida Campos.

– Almeida Campos?

– Reconheceu o sobrenome?

– O mesmo do dono do Café.

– Claro, é a mulher dele.

– A mãe do...

– Exatamente. A mãe do seu namoradinho de infância.

– O Beto nunca foi meu namorado de infância!

– Claro que não, você só beijou ele e...

– Cala a boca, Bia! – Clarita exclamou. – Se ficar me irritando com isso, já irei para o trabalho.

– Acho que você não pode.

– E por que não?

– Olha pra trás – resmungou ela.

Ao virar-se para trás, Clarita vê Beto ali.

– Irei deixar os pombinhos sozinhos – fala Bia, e saiu do jardim.

– Bi... – Clarita tenta chamá-la mais é em vão.

Os minutos que se seguiram foi em total silêncio. O silêncio que permitiu que eles pensassem na última vez que estiveram naquele lugar. Eles trocam alguns olhares até que Clarita diz:

– Vou ir trabalhar, até mais Beto.

– Nós nem conversamos!

– Porque não tem o que conversar e eu tenho que ir agora.

– Eu fiz alguma coisa de errado? – questionou.

– Não, só que eu preciso mesmo ir.

– E quando iremos conversar?

– Outro dia – disse ela, e saiu do Orfanato Raio de Luz quase correndo.

(...)

Beto sentou-se no banco do jardim do Orfanato onde passara a infância.

– Por que ela não quer falar comigo? – questionou. – Será que é por causa da ligação da Érica naquele dia? – e ele ficou pensativo.

(...)

Ao entrar no Café Boutique, Clarita foi falar com Mili.

– Estava no Orfanato – diz Clarita.

– E quais são as novidades?

– A mãe do Beto é a nova diretora – contou ela. – E quando estava conversando com a Bia, ele apareceu.

– E depois?

– Ela nos deixou sozinhos.

– E conversaram? – questiona Mili.

– Por que iríamos conversar? Ele tem namorada, Mili! – exclamou Clarita.

– O fato de ele ter namorada, não significa que vocês não possam conversar – disse Mili. – O maior problema é ele ser o filho do seu patrão.

– De qualquer forma, agora somos diferentes. Não tem cabimento nos aproximarmos.

– Que bom que finalmente entendeu isso – diz Milena. – Agora, vamos trabalhar antes que a Maria Cecília apareça.

– É mesmo – Clarita concorda, pegando o tablet para ir atender um casal que chegou ao Café.

(...)

Enquanto andava sem rumo pelas ruas de São Paulo, Beto começa a pensar sobre tudo que acontecera na sua vida até agora.

Desde quando seus pais faleceram, o maior sonho dele era ser adotado. No Orfanato Raio de Luz ele fez grandes amizades: Mosca, Mili e principalmente, Clarita.

Clarita sempre foi sua melhor amiga. Eles sempre estiveram juntos em tudo que faziam. Além de amigos, eles eram como irmãos.

Beto riu ao lembrar-se que amava irritar Clarita.

Infelizmente, tudo isso parece ser apenas lembranças de infância. Talvez, pelo fato de Beto agora ser de uma família bem sucedida, Clarita não queira se aproximar dele.

(...)

Apesar de estar trabalhando no Café, os pensamentos de Clarita estavam distantes dali. Ela estava pensando em Beto e na infância que tiveram juntos.

– Impressão minha ou você está com a cabeça em outro lugar? – questiona Mili.

– Sim, estou.

– Vai me dizer que está pensando no Beto? – dessa vez, ela sussurrou.

Clarita assentiu e Mili negou com a cabeça.

– Isso é loucura, Clarita. Vocês já não são como antes, ele é filho do seu patrão.

– Eu já sei disso, mais eu não consigo eu...

– Clarita! – ela ouve alguém a chamar.

– Sim, Maria Cecília – responde a jovem, virando-se de frente á ela.

– Hoje você pode fechar o café com o Francis? – perguntou Maria Cecília.

Clarita olha para Francis durante alguns segundos, em seguida responde:

– Sim, eu posso ficar fechando o café com o Francis.

Depois que Maria Cecília saiu de perto, Mili sussurrou para Clarita:

– Por que olhou daquele jeito para o Francis?

– Me senti culpada – Clarita sussurrou como resposta.

– Pelo o que?

– Eu não sei se vou conseguir ficar perto dele, sem lembrar da declaração de amor que ele fez pra mim ontem no nosso apartamento.

– Ele se declarou pra você e você não me contou? – Mili quase gritou.

– Diga mais alto, para o Café Boutique inteiro ouvir! – Clarita ironizou.

– Desculpa – disse Mili. – Mais por que você não me contou sobre isso?

– Porque ontem você foi deitar mais cedo, e hoje eu levantei mais cedo para visitar minha irmã no orfanato, acabou não dando tempo para lhe contar.

– Mais pra falar do Beto deu tempo, né? – brincou.

– Nem fale no Beto – pede Clarita. – A única coisa que quero saber, é como ficará Francis e eu depois do acontecimento de ontem à noite.

– Que tal pensar sobre isso enquanto for atender os clientes que acabaram de chegar? – sugeriu Mili.

– Ah, ótima ideia – diz Clarita, revirando os olhos.

Mais Tarde

– Cheguei Mili! – anunciou Mosca, entrando no Café Boutique.

Mili sorriu ao ver o namorado, eles se aproximam e se beijam.

– Tenho um convite pra te fazer – diz Mosca, abraçando a namorada pela cintura.

– Qual? – questiona ela.

– Terá um jantar lá em casa, para comemorar a nova loja da minha mãe. Quer ir?

– Claro – Mili sorriu.

– Então, acho melhor você ir pra casa, para ficar linda nesse jantar – sugeriu Clarita.

– É mesmo, quem irá fechar o Café hoje é você e o Francis – disse Milena. – Tchau amiga, até depois! – elas se abraçam, e Mili sussurrou no ouvido de Clarita: — Boa sorte com o Francis!

– Obrigada – resmungou ela. – Bom jantar para vocês!

– Obrigado – disse Mosca, e saiu com Mili.

Ao ver que estava totalmente sozinha com Francis no Café Boutique, Clarita fecha os olhos e respira fundo.

– Vamos lá! – resmungou.

Francis estava na cozinha enquanto Clarita ajeita algumas mesas que estavam um pouco fora de lugar.

– Está tudo certo na cozinha? – pergunta Clarita.

– Sim – responde Francis, sem olhar para ela.

– Aqui também – falou. – Acho que já podemos fechar o café.

Francis assentiu e foi em direção á porta de entrada.

– Você está bravo comigo? – pergunta Clarita, seguindo ele.

– Não, apenas quero terminar aqui e ir pra casa – respondeu.

– Tem certeza, Francis? – questiona ela. – Você não está olhando direito pra mim! – com uma das mãos, Clarita vira o rosto de Francis para ele olhá-la de frente. – Olha pra mim! Desculpa se te magoei, eu não esperava por aquilo...

– Tudo bem, eu nunca deveria ter falado aquilo pra você.

– Por quê? Não é verdade tudo o que você disse para mim?

– Sim, é verdade. Mas do que adianta se jamais serei correspondido? – questiona ele.

Clarita olha no fundo dos olhos de Francis e diz:

– Mais isso não vai afetar a nossa amizade, não é?

– Claro que não, você vai continuar sendo a minha amiga – diz ele. – Já que não consigo mais que isso – essas últimas palavras, Francis sussurrou.

– O que disse? – questiona Clarita.

– Nada.

Eles enfim fecham a porta do café. Francis vira-se de frente a Clarita, e pergunta:

– Quer sair comigo?

– Tipo, um encontro? – fala Clarita, sem esconder o sorriso do rosto.

– Tipo, pra gente se conhecer melhor e... – Francis se aproxima dela. – E ver no que vai dar – sussurrou ele, quase a beijando.

– Então, é por isso que você não quer falar comigo? – eles ouvem alguém dizer, atrás deles. – Você tem um namorado, Clarita?

– Beto? – fala ela, ao vê-lo ali encarando Francis.

Notas finais
Comentários??