Notas iniciais
A songfic que prometi! Desculpa não ter respondido os comentários de 'Depois de Tanto Tempo'! Tava sem internet T.T! Resolvi fazer uma outra fic sobre ela, já que algumas pessoas pediram, que vai ser sobre os acontecimentos antes dela, tipo a primeira vez do Ciel e do Sebastian juntos, a primeira briga, etc... O que acham? Enfim, vocês já devem ter notado que essa songfic é da música 'Velha Infância' dos Tribalistas (link para o clipe official no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=zwqrmEMB0wc), escutem a música enquanto leem, repetidamente claro kk! CUIDADO ESSA FIC PODE TE DAR DIABETES! Kkk sério! Mas espero que gostem! :D

Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito

“Sebastian! Sebastian!” Um pequeno menino de apenas quatro anos mancava pelos corredores do hospital, segurando firmemente em suas muletas, fazendo o seu melhor para não tropeçar, cair, deixar a roupa de hospital se atrapalhar por entre suas pernas ou, pior, encostar seu pé quebrado em algum lugar.

Seus olhos cerúleos brilhando, seu cabelo liso, tão escuro que poderia ser chamado de azul-marinho, caindo sobre eles enquanto um sorriso animado estampava o rosto infantil ao ver seu melhor amigo vindo em sua direção.

“Ciel!” O garoto de sete anos exclamou de volta, indo de encontro ao seu paciente favorito. Com cabelos sedosos e negros como a noite, olhos carmesins e um rosto cheio de entusiasmo, ele não incomodava nenhum dos outros pacientes.

Principalmente sendo filho do chefe da fisioterapia e ortopedia, Louis Michaelis, Sebastian podia fazer o que bem entendia e ninguém ousaria falar algo sobre isso. Com essa vantagem, o garoto ficava o tempo todo no hospital com seu pai, visitando os pacientes.

Mas assim que conheceu Ciel Phantomhive, ele não queria ver ninguém mais. Tornaram-se grandes amigos em pouco tempo e Sebastian Michaelis iria todos os dias após sua aula visitar o outro menino.

Ciel havia quebrado o pé quando era ainda criança, quando estava aprendendo a andar, e agora de novo, assim precisaria de fisioterapia para que se pé não ficasse torto ou deformado. E, com pais tão ricos quanto os dele, apenas o melhor médico de todo o país poderia tomar conta dele.

“Por que não veio ‘ontim’?” Perguntou o mais novo ao abraçar o amigo, apoiando seu peso nele para que não houvesse danos a si mesmo.

“Eu ‘tava’ ocupado. Desculpa, mas eu ‘tô’ aqui hoje!” Apertou o menor contra seu corpo magro antes de ajudá-lo a se ajeitar novamente.

“Pensei em você o dia todo! Tenho ‘tata’ coisa para te contar! Papai ‘ontim’ me falou que talvez vai vir me ‘visitlar’ amanhã com a mamãe!”

Deixava o mais velho triste. Os pais do Ciel quase não tinham tempo para ele, não porque não gostariam. Sebastian já havia conhecido o Sr. e a Sra. Phantomhive, e eles eram muito legais! Mas tinham que trabalhar muito, e mal tinham tempo para Ciel, um dos motivos que ele quebrou o pé tantas vezes em tão pouco tempo.

“Legal! Eu ‘touxe’ meu Lego, quer brincar?” Os olhos rubis cintilavam com alegria enquanto ajudava seu amigo a caminhar de volta ao quarto.

“Lógico!”

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor

“Eu nunca entendi porque os bonecos são amarelos.” Um Ciel de seis anos comentou, esperando o Dr. Louis em seu quarto de hospital para mais uma seção mensal de fisioterapia com Sebastian, enquanto montavam sua coleção favorita de Lego.

“Seria mais estranho se eles fossem branquinhos iguais a você.” O garoto mais velho disse brincalhão, rindo ao ver o olhar de irritação que recebeu.

“Bobão.” Bufando, o rapazinho de olhos azuis tentou não rir, pegando mais pecas da caixa. “... Obrigado por vim, eu gosto quando você vem passar tempo comigo.”

“Eu também gosto.”

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância

“Você nunca vai me pegar!” Aos onze anos, Sebastian não se sentia nem um pouco idiota de brincar de carrinho de controle remoto com seu melhor amigo, deixando seu mini veículo correr pela sala dos Phantomhive em alta velocidade.

“Não é justo! Seu controle é muito melhor que o meu! Você consegue correr muito mais!” Ciel indagou, parando de mexer no controle e cruzando os pequenos braços, tentando ignorar o fato de estar quase suando de tanta concentração que pôs em algo tão estúpido.

“Ah, deixa disso! Você adora brincar comigo, admite!”

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só

“Vamos, Ciel, você consegue, vem.” Sebastian deu um puxo gentil nas mãos do menino de nove anos, afastando-se um pouco mais.

Fazia um mês que as seções acabaram e o mais velho estava ajudando Ciel a andar sem a ajuda de nada. Bom, quase nada. Tirando o fato que eles estavam de mãos dadas e encarando um ao outro, o mais novo não estava usando nenhum apoio.

“E-está bem...” Ciel murmurou, tombando a cabeça para baixo para olhar para seus pés, mordendo o lábio inferior. “A-anda de novo. Deixe-me ver como é que eu...”

Seu pedido foi atendido no mesmo segundo e ele olhou atentamente para os maiores pés em frente aos seus.

“É como se fosse um caminho que eu tenho que seguir sabe...” Ele murmurou para o mais velho ao tomar o primeiro hesitante passo. “Aí, eu só tenho que fazer o mesmo.”

“Entendi.” Sebastian respondeu, lentamente andando para trás, sorrindo ao assistir o outro segui-lo tão fielmente. “Seus olhos estão tão brilhantes hoje.” Comentou quietamente, fazendo o mais novo levantar a cabeça novamente e sorrir de volta.

“Os seus também são bem brilhantes. Quando você me visitava a noite no hospital, eu consegui vê-los de longe, mesmo no escuro.”

Você é assim
Um sonho pra mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito

“Estamos aqui reunidos para dar adeus á Vincent e Rachel Phantomhive. Amados...”

As palavras do padre em frente ao caixão ecoavam pelos ouvidos de Ciel, que olhava fixamente para o caixão em sua frente.

Não chorava. Suas lágrimas pareciam que já haviam se secado ao ouvir que ambos morreram em um acidente de carro.

Não sentia nada. Apenas a mão de Sebastian, que estava sentado ao seu lado, apertando-a firmemente em busca de conforto.

O menino de treze anos não sabia se chorava pela morte dos amigos que eram tão próximos de sua família ou pelo seu outro amigo de olhos azuis que parecia inconsolável.

“Vai dar tudo certo, Ciel.” Disse baixinho, empurrando sua cadeira branca para mais perto do outro menino, não se incomodando com a leve poeira do cemitério que se agarrou á barra de seu terno.

Ciel apenas assentiu e deitou a cabeça no ombro do maior, fechando os belos olhos claros, tentando esquecer-se de tudo, que seus pais morreram, que agora moraria com sua tia (mesmo que ele gostasse dela), e apenas se concentrar na mão de Sebastian.

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor

“Você se acha tão esperto, não é Phantomhive?” O brutamonte empurrou as costas do rapaz de apenas quatorze anos contra o muro do beco, fazendo-o arfar baixo por ar.

“Imbecil. Ponha-me no chão agora, se não eu vou-”

“Se não o que? Olha o seu tamanho seu bosta, você mal consegue correr sem ajuda de uma muletinha! Já passou da hora de você aprender a sua lição!”

Fechando os olhos fortemente, Ciel apenas esperou pelo golpe de um punho. Mas ele nunca aconteceu. Ao em vez, uma voz que ele conhecia muito bem ressoou por seus ouvidos.

“Vai mexer com alguém do seu tamanho, Ryan.” Sebastian disse ao entrar no beco, encarando o maior da dupla com ódio.

“Mas, Sebastian, ele-”

“Ele nada! Se quiser encostar um dedo nele, vai ter que me encarar primeiro!”

“Você? Pf, tudo bem, boca de princesa, você vai ver só.”

“Você levou uma surra...” Ciel murmurou ao enfaixar o antebraço do rapaz de olhos vermelhos, olhando seriamente para a pele que já estava ficando roxa. O que o mais novo queria realmente era dar outra surra em seu amigo por se machucar tanto.

“Quieto. Eu bati muito mais nele.”

“Verdade, mas não significa que você também não se machucou.” Concordou, encostando as costas á parede ao lado de sua cama, cruzando as pernas em baixo de si para achar uma posição mais confortável para ficar sentado por mais tempo. “Posso de perguntar uma coisa?”

“Claro.” Sebastian assentiu, olhando para seu amigo com olhos gentis. Não se lembrava exatamente quando começou, mas a partir de uma época, toda vez que olhava para Ciel, se pegava suavizando o olhar, sentia suas mãos suarem e, de vez em quando, tinha dificuldade em falar corretamente.

“Por que o Ryan te chamou de ‘boca de princesa’?”

Assim que as palavras deixaram os lábios (rosados, cheios, que dão água na boca) do menor, o mais velho olhou para o lado, tentando esconder como ficou envergonhado.

“Bom... Princesas são conhecidas por apenas dar um beijo na vida, em uma pessoa na vida toda ou algo parecido.”

“... Que significa?”

“Significa que eu nunca beijei ninguém, mesmo com quase dezessete anos.”

“Ah...” Ciel corou de leve, mudando de posição novamente para pressionar seus joelhos contra seu peito. “E... E não te incomoda de te chamarem assim?”

“Profundamente.”

Ficaram em silêncio por algum tempo. O mais novo encarando o nada enquanto Sebastian encarava-o, traçando as perfeições do rosto levemente amadurecido com os olhos.

“Será que... Será que você pode me ajudar então? Somos amigos. Melhores amigos.”

Se o rosto do menino não ficará avermelhado antes, agora tinha ficado. A vermelhidão quase alcançava a ponta de suas orelhas, mas mesmo assim, assentiu a pergunta. Não sabia por que exatamente. Apenas sabia que já pensará naquilo. Talvez fosse sua enorme curiosidade agindo novamente, talvez não. A única coisa de que tinha certeza é que queria sentir os lábios do outro rapaz.

Sebastian empurrou-se para perto do outro, ficando perfeitamente frente á frente com ele. Engoliu o seco que se formou na sua garganta e ergue sua mão, colocando alguns fios de cabelos escuros atrás da orelha de Ciel, dando-lhe maior visão do rosto que adorava.

Aproximou-se, lentamente, assistindo as órbitas azuis serem tampadas por pálpebras pálidas, respirando fundo ao fazer o mesmo. Roçou as pontas de seus narizes suavemente, lambendo seus lábios de leve antes de pressioná-los contra os do outro menino, soltando um suspiro de alívio e deleite.

Movia seus lábios com calma, colocando suas mãos em ambos os lados do rosto do mais novo. Era tudo com que ele sempre sonhou.

A não ser pelo fato de Ciel ter se separado dele rindo baixo, o que lhe deixou extremamente envergonhado.

“E-ei, não ria de mim! É minha primeira vez, não sei o que estou fazendo direito!”

“N-não é isso.” Ele disse entre risinhos, sorrindo apologeticamente para o rapaz maior. “É que sua franja fez cócegas no meu pescoço.”

“Ah.” Sem puder evitar, Sebastian sorriu também. Havia tanto tempo que não via Ciel sorrindo ou rindo, mesmo que pouco assim. Desde a morte dos pais. “Bom, dessa vez, vou ter mais cuidado.”

Dito isso, os risos acabaram e os lábios corados foram tomados novamente da forma mais afetuosa possível.

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança

“Não vai vir dançar comigo? Não seja chato! Era sua música favorita quando era mais novo!” Sebastian riu de seu namorado que fazia uma cara de emburrado, parecendo um menino mimado mesmo com 18 anos.

“Não era não. Pare de inventar essas coisas!” Ciel bateu no ombro do mais velho, tentando escapar dos braços fortes que lhe prendiam.

“Ah, nem vem. Você sempre adorou os ‘Backstreet Boys’!” Os olhos escarlates brilhavam em contentamento, seu dono tombando a cabeça para mordiscar num lóbulo de orelha com piercings azuis.

“P-para! N-não vale! Tire essa boca daí!”

“’Everybody... Rock your body...’... Vamos Ciel, você sabe a letra.” Murmurou brincalhão, agora roçando a ponta dos dentes na curva da orelha.

“Vai se danar.”


A gente brinca
Na nossa velha infância

“Lembra que você sempre gostou de brincar de pega-pega, mas não podia brincar por muito tempo?” Sebastian perguntou, parando de aplicar beijos ao quadril magro do mais novo.

“Q-que pergunta fora de contexto...” O rapaz de vinte anos ofegou baixo, mas assentiu logo após suas palavras.

“Então, tenho em mente um novo tipo de pega-pega que você vai poder brincar o quanto quiser.” Olhos de cornalina estavam cheios de travessura, e Ciel já sabia o que aquele olhar significava.

“Vamos brincar de pega-pega então.”

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só

Aqueles olhos. Olhos vermelhos. Tão profundos. Escuros e claros ao mesmo tempo.

Eram de uma cor escura, mas eram eles que tiraram Ciel do abismo quando seus pais morreram. Foram eles que Ciel seguiu quando estava aprendendo a andar sem suas muletas.

Aqueles olhos e a pessoa a quem eles pertenciam eram a razão de Ciel viver. Seu caminho a seguir.

E Sebastian sempre pensou da mesma forma sobre o menor.

Você é assim
Um sonho pra mim

“Sonhei com você essa noite.” Sebastian disse no ouvido, pressionando seu largo peito contra as costas do mais novo e colocando suas mãos contra a pia, para que o menor ficasse entre seus braços.

“É?” Ciel disse baixo, sua voz ainda pesada de sono, colocando o copo que usará para tomar leite na pia.

“É. Mas tenho que dizer que não se compara a realidade.” Os lábios finos curvaram-se em um sorriso, pressionando um beijo na curva do pescoço fino.

“E você é um sonho o tempo todo.” Ciel riu da própria bobagem que disse, virando-se para encarar o homem de vinte e sete anos, colocando seus próprios braços ao redor da cintura do outro.

“Tão romântico assim já de manhã?”

“Noite passada me deixou de bom humor.”

“Pode dizer. Eu sou o melhor.”

“... Eu fiquei por cima, idiota.”


Você é assim...
Você é assim...
Você é assim...

“Sebastian... Sebas-... Sebastian!”

Outra estocada em sua próstata fez o mais novo ver estrelas, seus olhos azuis rolando para a parte de trás de sua cabeça.

“Ciel... Ah!” Colocando a cabeça na curva do pescoço suado e sugando a pele levemente salgada, o maior apertou seus braços em volta da cintura fina, trazendo a forma menor para baixo de encontro com seu membro com mais força.

A cabeça azulada caiu para trás, o dono da mesma apertando os ombros largos em sua frente com desespero, querendo chegar ao ápice e ao mesmo tempo não, querendo prolongar o momento.

“Eu te... Ah, Ciel, eu te amo tanto...” Sebastian fechou sua mão esquerda ao redor do membro do mais novo, masturbando-o com movimentos levemente descompassados.

“Sebastian... Nnng! Ah! Eu te... Te amo tam-também!”

Com palavras (e estocadas) tão profundas, com o calor, as mãos, os beijos, tudo foi demais para ambos, que acabaram por gozar fortemente assim que Ciel encontrou o membro que dava espasmos dentro de si.

"Você é assim
Um sonho pra mim
E quando eu não te vejo
Penso em você
Desde o amanhecer
Até quando me deito
Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor"

“Tem certeza?” Ciel perguntou, olhando seriamente para Sebastian, acomodando-se em seu colo, suas costas contra o peito maior.

“Claro. Você é e sempre vai ser meu melhor amigo. É meu namorado há tanto tempo. Vai ser um marido perfeito.”

O maior levantou a mão do mais novo e lhe colocou um anel de ouro branco com uma pedra azul no meio, pequenos intricados na lateral do mesmo.

“Mas acho que não é legal nesse estado.” O mais novo comentou, sorrindo brincalhão para o outro homem.

“Não há problema, eu sei que você é meu e pronto. Apenas queria algo para nos representar.”

“... Como você sabia que tipo de anel eu queria? Nunca comentei nada, tenho certeza.”

Sebastian sorriu, acariciando a palma menor na sua, traçando círculos na parte de trás da mesma. “Lembro-me que você comentou quando éramos crianças.”

“Você se lembra da nossa infância até hoje? Achei que apenas eu lembrava.” O menor comentou, seus olhos se arregalando levemente em surpresa.

“Foi uma das melhores épocas da minha vida, como poderia esquecer?”

“Ah, é? E por quê?”

“Porque foi quando te conheci.”

Notas finais
E aí, o que acharam? Diabetes sim? Kkkk assim que é bom (eu acho, já sofri demais com o anime e sofro demais com o mangá)! Desculpa pelo final ruim, já era quase 1 e 30 da manhã, eu estava cansada e com sono T.T... Mas espero que vocês tenham gostado! :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!