Velha Amizade
1 Velha Amizade
Em uma casa branca onde as paredes já velhas mostravam a cor da alvenaria, já se escutava do lado de fora o barulho de ringir do assoalho de madeira já todo cheio de buraco dos carunchos, vivia duas senhoras já de idade bem avançada, uma com um aspecto bem grosso e carrancudo, de modo que se você a olhasse de rosto a rosto você só repararia em suas verrugas e na sua pele seca e fosca, a outra já o oposta, uma meiga senhora, com um sorriso exposto no rosto como se tivesse em sua mente todo momento feliz de sua vida.
–- Ontem senti aquele cheiro forte da banheira de novo. – Começou a falar a senhora carrancuda. – Você recebeu visita? – Direcionou a pergunta a sua companheira.
–- Sim, mas foi coisa rápida, meu neto me trouxe alguns ingredientes para o doce das crianças. – respondia a simpática velha.
Enquanto elas ficavam perto da lareira se esquentando naquela tarde de inverno, onde uma pequena nevasca invadia a proximidade daquela casa.
–- Maldito inverno, como que eu vou ao mercado agora. – exclamo a velha carrancuda.
–- Não seja tonta, faça a lista que o meu sobrinho vai ao mercado. – oferecia de bom grado e de maneira tão simples que qualquer um sentiria a compaixão pela amiga.
–- Não, não... – resmungou a velha carrancuda.
A sala que elas estavam era um lugar simples, bem amarelado pela luz do fogo na lareira, em cima da lareira ficava alguns portas retratos das duas em sua juventude, e mais em cima se via a parede bem descascada dando um ar bem rustico na casa.
–- Que horas são? – pergunto a velha simpática.
–- E eu lá tenho cara de relógio? – resmungava a carrancuda.
–- Mas os meu bolo vai queimar se eu não tirar no horário certo. – exclamo a simpática senhora com um ar de preocupação em sua voz.
–- Bolo de novo? – continuou resmungando – Como você consegue comer isso todo santo dias? – resmungava sem receber uma resposta.
As duas estavam sentadas em umas poltronas grandes, que continha estampas de flores coloridas de outono, o chão meio brilhante por causa da luz do fogo deixava o lugar bem confortável, as paredes já sem papel de parede, algumas partes ainda sobrava o vestígio da antiga decoração.
–- Ai meu pai, vou lá ver como que esta o meu bolo. – de maneira meio energética ela se agitava, levantando de maneira ágil para a sua idade ela foi em direção a cozinha.
–- Cuidado sua velha, vai acabar caído e se quebrando! – continuava resmungando a senhora carrancuda.
Não havia mais nada além daquelas duas e as fotos naquele cômodo, a esquerda delas havia uma grande janela juntamente com a porta da entrada e com o seu oposto ficava a entrada de um corredor que levava para uma escadaria que descia para o porão e mais duas portas, sendo uma do quarto das duas senhas e a outra era a da cozinha onde a velha simpática estava andando de maneira ágil, da sala se escutava ela falar em voz meiga.
–- Hum... O cheiro esta ótimo, não sei como que você rejeita essa delicia.
Não se ouvia mais nada da sala, as duas tinham esse costume de dormirem na mesma cama, elas diziam que assim ajudava para diminuir o frio.
E assim que tirou o seu bolo do forno, ela volto para a sala e pergunto para a sua companheira carrancuda.
–- Você tem certeza que não quer um pedaço?
–- Já disse que não!!! – exclamo de maneira crespa.
–- Esta bem... Esta bem. – respondia enquanto limpava as mãos em seu avental.
A cozinha era um lugar meio inquietante, se alguém fosse ali sentiria um certo nojo do lugar, era uma cozinha pequena com o que parecia que antigamente era uma lugar cheio de porcelana e panelas lustrosos, mas com o tempo tudo fico cheio de musgo, com resto de sujeira e pelo que parecia ser pedaços de carne em cima da mesa, era uma cozinha fechado, sem janela onde se havia uma antiga parede branca e agora toda pretejada.
–- Hum... Acho que vou me servir um pedaço. – dizia a simpática velha em um tom baixo.
Ao momento em que ela cortava um pedaço do bolo ela escuta batidas na porta.
–- Só um momento.
Ela respondia, já indo em direção a porta, ao abrir a porta ela se depara com homens grandes que a pegaram e a levaram em direção a uma ambulância, sendo assim, aquela velha casa continuou aberta por muitos anos, papos espalhavam pelo bairro em que se dizia, que a velha senhora simpática, tinha uma amiga que a muito tempo morreu, que vivia falando sozinha e que algumas vezes alguns moleques levavam gatos mortos para ela sendo que ela pagava bem a esses moleques, muitos dizem que ela comia o gato, teve boatos que ela fazia bolo com a carne desses animais.
Mas talvez ela só fosse uma simpática e velha solitária
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