Veja pelo lado ruim...

2 Tédio pós mudança é um saco...


Notas iniciais
Bem... Mal pela demora! Ahm, o capítulo de hoje pode ter ficado bem chatinho, mas acreditem em mim quando digo que não é minha culpa... Na verdade, eu rescrevi ele uma três vezes tentando dar emoção, mas toda vez ficava meio forçado além do limite... De qualquer forma todo inicio é chato! Espero que gostem mesmo assim!

Algumas pessoas se mudam por melhores oportunidades de emprego, outras por um novo casamento e tem aquelas que se mudam por causa de situações constrangedoras na escola. E no momento eu gostaria que fosse qualquer uma dessas opções, até um novo casamento! Porque pelo menos dessa forma teríamos algum motivo para nos mudarmos. Mas o nosso caso, seria o mais sem noção de todos.

Nas férias de janeiro, minha irmã ganhou um sorteio cuja premiação era uma viagem com tudo pago para a praia, com direito a levar um acompanhante. Por termos quase a mesma idade, e por sermos mais próximas, eu fui a escolha certa, ela me chamou um dia antes da tal viagem, e é com grande arrependimento que eu admito: Eu neguei. Acontece, que como ela me chamou de ultima hora, não dava mais tempo de convidar nenhuma de suas amigas, então a mamãe, leve como é... Se ofereceu pra ir junto.

Elas chegaram de volta em casa totalmente sorridentes e tranquilas. E eu, idiota como sou, perguntei o porquê da alegria... Tcharam! Mudança marcada para daqui a quatro meses! Simples assim.

E eu? É claro que estou explodindo de alegria.

Já tínhamos entrado na cidade, e por mais que meu ego se parta ao meio, admito que talvez seja um bom lugar para se morar. TALVEZ. Afinal, não era nem grande demais, nem pequena demais, de forma que tinha um centro movimentado, mas o resto dos bairros era mais tranquilo. Esta esperando o nome da cidade? Continue esperando porque eu não vou dizer. E apenas por implicância vou chama-la de Springfield, e não, eu não moro nos Estados Unidos, mas sou fã de carteirinha dos Simpsons.

Minha mãe não era rica, pelo menos é isso que ela insiste em dizer, mas no meu entendimento qualquer um que se muda pela simples vontade de se mudar... Vocês entenderam certo? Rica camuflada é a minha nomeação pra esse tipo de gente. E a casa, meus caros, só comprovou mais ainda a minha certeza.

Não era gigante e moderna (confesso que era o que eu esperava pelo gosto das duas), na verdade a construção em si era bem comum. Mas o quintal... Nossa, que quintal colossal!

Bem vamos as descrições... A casa era afastada de todas as outras, e como bônus da cidade também, diria que um quilômetro apenas. Como eu citei, a casa era bem simples, o que mais chamava a atenção, porque parecia que tinham feito uma colagem e “recortado” a uma construção qualquer entre milhares de outras, e “colado” ali, naquele quintal enorme. O limite do quintal era imposto por um muro de tijolos do lado de fora, e do lado de dentro uma espécie de muro com arvores. Estava me sentindo uma Canadense.

No interior, a casa era totalmente pintada de azul quase branco, e era dividida em sete cômodos: Dois quartos, um quarto com suíte, uma cozinha, um banheiro e uma sala. Lembrando que um quarto com suíte conta como dois cômodos, caso não saibam, estou falando isso porque eu não sabia, até minha irmã me lembrar “carinhosamente”.

—Casa legal mãe, e até maior do que parece... Sete cômodos hein?

— Obr...

—Sete?

—É sua Neandertal... Tem a suíte também!- ela é uma aluna eficiente em Historia.

—Olha a boca Alicia.

—Cadê o espelho? – é claro que essa ultima fala, ela apenas realizou aos sussurros e só depois da mamãe ir conferir o porta-malas, senão seria seu primeiro castigo na nova cidade.

Como eu já cansei de citar, mamãe é sacana. Ansiosa para ver a casa pessoalmente, ela nos fez partir antes, da mobiliaria que estava responsável pela mudança de moveis, de forma que eles só chegariam amanhã de manhã, nada demais, até que...

— Aonde você esta indo? – Alicia fala ao meu lado, como não temos nada para fazer, estamos dividindo um caderno de anotações e uma caneta para passar o tempo, e era a minha vez de usar o caderno. Levanto a cabeça enquanto o passo para ela, juntamente com a caneta. Nossa mãe estava saindo sorrateiramente de casa.

— Achei que vocês estavam brincando.

— Ainda estamos... Mas isso não responde a pergunta mamãe... – Responde Alicia, a contraposto, mamãe suspira e leva a mão aos olhos, como se suas vistas estivessem cansadas.

— Olha como fala comigo, não quer ficar de castigo no primeiro dia na cidade quer? – a ameaça forçada reafirma a troca de palavras silenciosas passadas pelo olhar que eu e Alicia tivemos... Ela está aprontando.

—Tudo bem mamãe... Mas onde você está indo? – dessa vez eu que pergunto.

— Quer saber? As duas de castigo! – era só o que me faltava. – Eu ia ao hotel, levando vocês duas comigo, mas o castigo de vocês será passar a noite aqui! Afinal precisam se habituar à nova casa.

—Onde vamos dormir? Não tem nem colchão aqui!

—Demorou a perguntar... — ela sai, sem fechar a porta e ouvimos o barulho do porta-malas.

— Não acredito que ela vai fazer isso. ISSO não!

— Ela já esta fazendo Tori... – diz a minha irmã emburrada- aposta quanto que já tinha planejado dormir sozinha no hotel, nos deixando aqui? – ela bufa – Sacanagem.

— Vocês podem dormir aqui! – ela entra carregando um colchão daqueles que se enche com ar. – Sorte a nossa que eu trouxe ele e a bomba. – diz jogando a bomba para Alicia, e tacando o colchão vazio na minha cara.

— É... Sorte a nossa. – repete minha irmã depois de ouvirmos o barulho do carro se afastando. Eu pego a bomba de sua mão e começo a encher o colchão e simplesmente digo:

— É sua vez de desenhar. — ela me agradece com os olhos.

Como já devem ter notado, mamãe realmente exagera na sacanagem de vez em quando. Mas acreditem quando eu digo que ela consegue ser bem melhor que meu pai. E apesar de “esculachar” uma vez ou outra, ela era bem melhor do que muitas mães por ai. Ela só confiava demais em nós duas. De qualquer forma, eu não acho que dormirmos em um colchão de ar seja assim tão grave, mas o que era realmente errado era não encher o colchão. Haja folego!

—Sabe... Deveríamos dar uma festa, para estrear a casa nova!- esse era um dos planos de vingança da minha irmã, o colchão já estava cheio, e nós duas estávamos nos ajeitando para dormir. Sorte a nossa que a noite não estava fria, porque não tínhamos nada para nos agasalhar.

—E quem nós convidaríamos? Como iriamos arranjar comida e bebidas para que ninguém surtasse? – falei entre bocejos, já tinha fechado os olhos.

—Não precisa ser hoje, pode ser no nosso volta às aulas, uma ótima maneira de fazer amigos novos...

—Genial. – o som de ironia na minha fala é tanto que daria para segura-lo com as mãos. E apesar de ter ficado curiosa de como ela reagiria, acabei caindo no sono antes que ela pudesse me responder.

Notas finais
Eaí? O que me dizem? Gostaram? Não? POR QUÊ? T-T... Tô brincando... (cof,cof... disfarça) De qualquer forma... Obrigada por lerem até aqui! ^v^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.