Veelas
11 Capítulo 11: O Ínicio
Notas iniciais

E, desde a chegada a Hogwarts, se passaram duas semanas...
Hermione se sentia estranha. As vezes cansada demais e em outras vezes muito, muito irritada com todo mundo. Suas emoções estavam totalmente fora de controle o que era assustador para quem presenciava essas alterações, que a cada dia estavam se tornando piores. Ninguém sabia o que estava acontecendo.
Draco era o que mais sofria mesmo que indiretamente com isso, pois, desde que se tornaram monitores-chefes, foram obrigados a dividir um dormitório.
O loiro havia acabado de chegar de mais um treino exaustivo de quadribol. Quando pisou no dormitório algo passou raspando pela sua orelha e se estilhaçou na parede. Arregalou os olhos e virou a cabeça pro lado vendo uma enorme mancha de suco de abobora na parede e os cacos do que antes era um copo espalhados pelo chão.
_Mas o que? — perguntou confuso.
De repente as luzes começaram a piscar e todos os objetos a trepidar como se estivessem em um terremoto. As estantes começaram a tombar, quadros caiam...
Olhou ao redor assustado e se deparou com uma Hermione flutuando no meio da sala gritando e se contorcendo.
_Granger... — sussurrou.
Ele tentou se aproximar desviando dos objetos que voavam.
_Granger — chamou mais alto. — Mais que merda Granger o que está acontecendo?
De repente ela abriu os olhos e o encarou. Draco se assustou quando olhoou nos olhos dele. Os olhos de Hermione mudavam de cor. Uma hora eram os conhecidos olhos castanhos, em outra hora prateados e brilhantes.
_Me... Ajuda... Malfoy — suplicou com lágrimas escorrendo pelo rosto.
_O que está acontecendo?
Hermione abriu a boca para responder, mais em vez de sair palavras saiu um grito agudo e muito alto. Draco teve que tapar os ouvidos pois ele estava muito perto dela. Todos os vidros que estavam no local começaram a estourar e seus pedaços voavam para todos os lados, alguns acertavam o loiro, que não tinha como fugir, arranhando-o e ferindo-o.
Ele não pensou duas vezes e saiu correndo pela porta, precisava achar alguém para ajudar Hermione. O pior é que estava sendo complicado se mover pelos corredores do castelo que estava apinhados de alunos que estavam saindo das salas para ir almoçar no grande salão. Ele nem pedia desculpa quando quase derrubava um ou o outro pelo caminho. Não que ele fosse pedir, é claro.
Entrou correndo pelo grande salão indo em direção a mesa dos professores.
_Diretora... — disse sem folego.
_O que está acontecendo Sr. Malfoy? Porque está neste estado?
_A Granger... Tá acontecendo alguma coisa com ela.
_Onde ela está? — perguntou Minerva.
_No nosso salão comunal — disse cambaleando com a vista ficando turva e o corpo pesado.
_Sr. Malfoy, porque está com os olhos prateados? — perguntou Minerva.
Ele começou a sentir como se agulhas estivessem perfurando todo o seu corpo e tombou no chão começando a se contorcer.
_Não. Não. Não — começou a suplicar já sabia o que estava acontecendo consigo.
_Draco. Draco meu amor o que está acontecendo — ele quase não conseguiu distinguir a voz da mãe.
_Mãe. Tá aconte... — e não pode terminar a frase, porque um grito irrompeu por sua garganta.
_Sra. Malfoy, leve seu filho para a enfermaria. Vou ver o que está acontecendo com a Srta Granger — disse Minerva antes de se retirar correndo pelos corredores.
_Minerva — Dumbledore a chamou em um dos quadros. — Eu sei o que está acontecendo com a Srta Granger.
Ela o encarou.
_Já está na hora né? — perguntou para o antigo diretor.
_Creio que sim. A parte veela dela está despertando e está induzindo a do Sr Malfoy a despertar também.
Minerva soltou um suspiro e se pôs a correr novamente pelos corredores. Quando chegou ao salão dos monitores-chefes se assustou com a destruição do lugar. Hermione continuava gritando, mais agora estava deitada sobre o tapete a machucada por ter caído em cima dos cacos de vidro que estavam espalhados por todo o lugar.
Minerva ergueu a varinha, Hermione começou a levitar ainda se contorcendo e aparatou junto a ela para a enfermaria onde podia-se ouvir gritos de Draco reverberando por todo o lugar.
Ia ser complicado toda essa situação pensou enquanto deitava Hermione em uma das camas do local.
Não havia nada que podiam fazer pelos dois adolescentes a não ser esperar.
De repente a porta da enfermaria se abriu. Lucius Malfoy entrou correndo em direção a esposa.
_Coitadinho do nosso filho Lucius. Ele está sofrendo tanto — disse em um sussurro enquanto o abraçava.
_Eu sei querida. Mais a gente não pode fazer nada. Teremos que esperar até tudo isso acabar — suspirou olhando para o filho que se contorcia em cima da cama.
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