Veelas
5 Capítulo 5: Sonhos
Notas iniciais
SONHO HERMIONE ON
Uma claridade forte batia nos olhos de Hermione. Ela os abriu e piscou para que sua visão se acostumasse.
Percebeu que estava a sombra de uma árvore de flores cor de rosa. Olhou ao redor confusa. Ela tinha dormido no trem, como agora acordara em um campo e sob uma árvore?
Ouviu passos e um galho foi quebrado logo atrás da árvore onde se encontrava deitada.
Hermione ergueu o tronco se apoiando no cotovelo e virou a cabeça em direção ao som.
_O que está procurando? — disse uma voz rouca em seu ouvido e a pessoa se encontrava do lado contrário ao qual estava olhando.
Hermione se arrepiou toda e se sentou assustada. Quando ia virar o rosto para a pessoa, ela sentiu um tecido macio e frio ser deslizado por seu rosto, cobrindo seus olhos e sendo amarrado atrás de sua cabeça. E dessa venda desprendia um cheiro amadeirado com um toque leve de canela delicioso.
Sentia seu coração pulsar sob seus ouvidos.
_Quem é? — perguntou finalmente.
_Você sabe quem eu sou — a voz continuava a sussurrar em seu ouvido, mas dessa vez ela sentiu lábios tocarem a sua orelha.
Hermione prendeu a respiração enquanto erguia as mãos para a venda com a intenção de tirá-la, mas mãos maiores, fortes e macias detiveram as suas.
_Não. Não vou deixar retirar a venda.
_Tudo bem.
Ela libertou uma das mãos e segurou uma das mão do homem misterioso. Começou a alisá-la. Primeiro os dedos. Um a um. Ela virou a mão e começou a deslizar os pequenos dedos na palma da mão do rapaz.
Ouviu um suspiro satisfeito. Os dedos começaram a subir pelo pulso... e cada vez subia mais. Hermione aos poucos ia se virando para tocar melhor o homem que antes estava atrás de si.
Apoiou ambas as mãos no seu ombro quando sentiu mãos firmes a segurarem pela cintura e a erguer, sentando-a sobre coxas fortes.
_Você é tão linda — Hermione percebeu o tom de adoração com o qual ele falava.
Sorriu e deslizou as mãos pelos ombros, chegou a base do pescoço forte e começou a subir em direção o rosto. Alisou o rosto suave. Sua mão direita ficou pousada na maça do rosto dele e a esquerda subiu em direção aos cabelos os quais ela reparou serem macios. Então começou a deslizar os dedos pequenos entre eles.
Mais um suspiro satisfeito e dessa vez ela sentiu o hálito de menta bater em seu pescoço logo abaixo do seu maxilar. Hermione tremeu levemente. Os dedos da mão que estavam apoiadas no rosto dele começaram a traçar os contornos. Sobrancelhas... Olhos... Nariz...
E finalmente o lábios. Os quais se encontravam abertos soltando lufadas de ar rápidas. Ela os contornou com admiração. Não eram nem finos e nem grossos demais e de uma suavidade que a deixou desnorteada.
Sem perceber umedeceu os próprios lábios. Tinha uma vontade enorme de saber se os lábios dele eram mesmos suaves como aparentavam.
Ela pode não ter percebido o que fez, mas seu acompanhante percebeu e soltou um gemido desesperado.
_Não me tente desse jeito minha menina. Não sabe o quanto estou me segurando para não agarra-la aqui e agora.
_Ninguém o está impedindo — disse ela em um sussurro de expectativa.
Sentiu as mãos dele apertar de leve a sua cintura e colar seus corpos.
_Não sabe o quanto a desejo meu anjo. Faz muito tempo que eu a quero só pra mim.
Sentia o hálito dele se aproximar de seu pescoço e logo lábios o tocara.
Hermione suspirou ruidosamente e sentiu seu corpo pegar fogo. A mão que estava no rosto dele desceu até as costas firmes cobertas por uma camisa de tecido que escorregava entre seus dedos quando o empurrou contra o próprio corpo, os colando mais ainda.
Ele começou a beijar se pescoço e ela gemeu.
Parecia que ele estava fazendo isso a horas. Foi quando ela tomou uma atitude. Segurou os cabelos dele firmemente entre os dedos e os puxou, fazendo ele afastar os lábios de seu pescoço e curvar a cabeça para traz.
Deslizou o nariz pelo pescoço dele, onde o cheiro de madeira e canela eram mais fortes e estava mais forte ainda atrás da orelha onde ela deu um beijo e depois lambeu, ouvindo-o gemer.
_Você tem um cheiro tão bom — sussurrou no ouvido dele e o sentiu tremer sob si.
Continuou acariciando e dessa vez deslizou os lábios pelo maxilar parando no queixo onde deu uma mordida leve. Ele prendeu a respiração.
Ergueu um pouco a cabeça e como se fosse um imã seus lábios se atrairão e uniram em um simples selo. Foi então que ele soltou um suspiro satisfeito e começou a mover os lábios contra os dela, que o acompanhou.
Entreabriu os lábios quando a língua dele pediu e sentiu seu corpo derreter quando ele a escorregou para dentro de sua boca indo de encontro a sua. Hermione se agarrou a ele e tinha a intenção de não mais soltá-lo.
Mas quando o ar se fez necessário ele os afastou. As testas continuavam coladas.
_É como eu imaginava — ele disse ofegante.
Hermione sorriu encantada. Não sabia o que dizer.
Os lábios se encontraram novamente. As mãos dele foram aos cabelos dela e soltaram a amarra da venda...
_Abra os olhos — ele disse enquanto se separaram.
SONHO HERMIONE OFF
SONHO DRACO ON
Draco sentia que se encontrava deitado de bruços sobre algo macio. Estava abraçado a alguma coisa e esta exalava um cheiro viciante de baunilha e morango.
Estava muito confortável. Não se lembrava quando se sentiu assim. Talvez essa fosse a primeira vez.
Percebeu que a claridade começava a tomar conta do lugar. Levou a mão direita ao rosto coçando os olhos e os abriu enquanto retirava os cabelos loiros de frente da vista.
Mas sentia tanto sono. Olhou sonolento e percebeu que estava deitado em uma cama grande — maior ainda do que uma cama de casal normal — com quatro pilares que sustentavam cortinas brancas e estas estavam abertas.
Olhou ao redor e não reconheceu onde estava.
Percebeu que o que estava abraçando era um travesseiro de fronha vermelha. Afundou o rosto nele respirando profundamente sentindo o delicioso cheiro que soltava dele. Suspirou satisfeito.
_Draco amor. Hora de levantar preguiçoso — disse uma voz suave.
O loiro arreganhou os olhos. Quem estava falando com ele?
_Anda amor. Levanta.
Draco soltou o travesseiro e se sentou. O lençol verde que estava o cobrindo deslizou pelo corpo forte se amontoando em sua cintura. Olhava para todos os cantos do quarto.
''Mais que lugar é esse? Eu não estava conversando com o Blás e o Theo no trem para Hogwarts? Como vim parar aqui?'' pensava desesperado tentando se localizar, mais não reconhecia o lugar.
Uma hora estava em um lugar e quando acordava estava em outro.
_Amor. Levanta logo.
E que maldita voz sexy era essa que o estava chamando? Sentia seu corpo de arrepiar cada vez que a ouvia e um calor que se fixava em um ponto abaixo de sua cintura.
_Vem Draco. Estou te esperando na varanda.
Se saber o que estava fazendo ele jogou as pernas para fora da cama e quando se levantou o lençol começou a escorregar e ele o segurou com a mão direita quando percebeu que estava nu.
_Mas o que? — disse quando viu um brilho dourado em seu anelar esquerdo.
Ele estava casado, mas nem sabia com quem.
Olhou ao redor e viu peças de roupas jogadas pelo quarto. Viu uma samba canção verde e pegou a vestindo.
_Amor. Estou cansada de esperar você — disse a voz manhosamente.
Ele se levantou e começou a andar para a varanda do que se encontrava do lado oposto do quarto.
As cortinas balançavam junto com a leve brisa da manhã.
_Já está vindo?
_Quem é você? — perguntou finalmente.
_Hora amor. Não sabe quem sou? — disse risonha.
Ao chegar a porta da varanda ele saiu.
Não havia ninguém ali, mas o cheiro de baunilha e morango estava no ar.
_Onde você está? — perguntou olhando para os lados.
A resposta não veio. Mas ao invés disso, sentiu mãos pequenas e delicadas deslizarem por suas costas, dos ombros até a cintura.
A mulher o abraçou por trás colando sua frente com as costas dele. As mãos começaram a subir da cintura ao peito forte e ali ficaram apoiadas.
Draco fechou os olhos ao sentir os lábios dela beijando seu ombro e traçando a linha da coluna. Se arrepiou quando ela apoiou a bochecha morna em suas costas e o abraçou mais forte.
Ele ergueu as mãos para afastar as delas de si, mas não soube o que aconteceu, que em vez de retirar as mãos dela, ele colocou as suas próprias sobre as pequenas e delicadas.
Seus dedos encaixaram perfeitamente entre os dela e Draco viu a aliança dela brilhar juntamente com a sua.
_Estou tão confuso — disse o loiro por fim.
_Por qual motivo? — ela perguntou.
_Não sei o que está acontecendo. Não me lembro de ter casado, deste lugar e... De você.
Ela riu, soltando as mãos das dele.
_Não se preocupe. Está bem?
Draco suspirou frustrado.
_Isso é um sonho meu amor. Tudo isso pode ser fruto de sua imaginação ou não. Depende de você.
_Então isso pode ser tipo uma visão?
_Talvez sim, talvez não — ela disse misteriosa.
_Quero ver você.
_Draco, não é o momento. Você sabe quem eu sou. Não sei como não reconheceu minha voz ainda.
_Não me lembro — disse derrotado.
Ela massageou os ombros dele.
_Feche os olhos.
_Pra que? — perguntou desconfiado.
_Confie em mim. Feche os olhos amor.
Draco suspirou e fechou os olhos como lhe foi pedido. Sentiu as mãos dela passaram sobre seus olhos conferindo se ele tinha realmente os fechado.
Tudo ficou silencioso. Draco sentiu o cheiro de baunilha e morango bem em sua frente. Uma respiração batia em seu queixo e ele deduziu que ela era muito menor que ele.
E então sentiu...
Uma leve pressão se fez sobre seus lábios e o cheiro viciante estava ainda muito mais forte.
Ele ergue as mãos e as passou no rosto dela ouvindo-a suspirar satisfeita. Depois enroscou os dedos em cabelos sedosos e curtos.
A abraçou pela cintura colando seus corpos e sentiu os braços dela contornando seu pescoço.
Os lábios dela se moveram sobre os seus e quando o fôlego acabou ele começou a beijar o pescoço dela, que riu.
_Vamos pra cama? — ouviu ela perguntar.
Nem o esperou responder e ele também nem se importava.
_Não abra os olhos — ela o alertou.
Começou a empurrá-lo para dentro do quarto e quando Draco se deu conta estava deitado na cama.
Ela se sentou na cintura dele e começou a alisá-lo.
_Você é tão, tão lindo
_Deixe-me vê-la?
_Ainda não. Enquanto não descobrir quem sou.
Ela se curvou sobre ele e voltou a beijá-lo. Em um descuido, Draco a agarrou pela cintura e rolou seus corpos colocando-a sob si.
Não saberia dizer quanto tempo ficaram assim, mas ele não queria parar.
Ficaram com as testas coladas e muito ofegantes.
Ela passou a mão em seu rosto e ali a deixou...
_Abra os olhos — ela disse.
SONHO DRACO OFF
SONHO DE AMBOS ON
Assim que abriram os olhos a única coisa visível era os olhos prateados.
SONHOS DE AMBOS OFF
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