Vazio
1 Finitude
Morrem então as luzes. Momentos de tristeza. Entreolham-se e percebem. O medo decorrente da descoberta logo aparece. Uma tremula inquieta, se apaga. Reações começam a aparecer. Estão certas do que descobriram. São insignificantes. Miseras. Ficam lá, no céu. O mundo evolui, mas não acompanham. Estáticas. Eram as velas no coração dos viajantes. Estes agora possuem lanternas; Leds, como dizem. Tinham muita importância em tempos remotos, se não fossem elas, não haveria caça. Não haveria comida. Tempos passados, esquecidos. Sem importância. As épocas são outras. Uma estrela não é mais sombra do que já foi. Ribomba mais forte a certeza. Corações acelerados pela mudança. Mas o que é isso? Não eram estáticas? Algo está alterando. Pelejam com a irrefutável verdade. Percebem que sentem, percebem que estão vivas. A felicidade cresce avassaladora e, por um momento, esquecem. Vivem a gratidão do presente, de estar vivas, estar simplesmente. Um tremor transcorre com a idéia se consolidando: “respiramos”, dizem, em uníssono, “estamos aqui”, a alegria fervilha ainda mais, vai aflorar em uma nova onda de êxtase, mas não houve tempo. Somem. Desaparecem. Um último clamor, um ultimo sentimento ecoando no que foram.
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