Various paths, one direction
21 Difíceis decisões
Notas iniciais
P.O.V Ayla
É, e aqui estava eu, deitada numa cadeira na beira da piscina, fingindo ler o livro que o Jhonny me deu, mas na verdade eu estava era enojada olhando Peter, Mary Jane, Taylor, Jhonny, Harry e ate mesmo o traidor do papai jogando vôlei dentro da piscina, graças aos deuses meu óculos era escuro então eu podia olhar a vontade que ninguém percebia.
–Cansei!- ,Papai falou se apoiando na piscina.
–É a idade chegando velhinho!- ,Taylor debochou e papai jogou agua na cara dele.
–Entra no meu lugar Ayla!- ,ele falou e eu só levantei o óculos.
–O que?- ,fingi não ter entendido o que ele falou.
–Entra aqui no meu lugar!- ,ele repetiu e eu só revirei os olhos.
–Ah não, valeu pelo convite, mas não, tenho coisas mais importantes pra fazer!- ,falei tomada pela raiva de ver aquela vaca ruiva pular nas costas de Peter.
–Ah, então já era, vai ficar incompleto!- ,Jhonny falou saindo da piscina. -Sua estraga prazer!- ,ele falou se sentando do meu lado.
–Você ta me molhando seu retardado!- ,falei passando a mão nas gostas que tinham caido na minha pele, eu sei que tava bancando a mimada, a insuportável, mas não tava nem ai, tava cheia de raiva, ódio, minha vontade era matar aquele desgraçado do Peter.
Peguei meu livro e fui pro meu quarto sem falar nada com ninguém.
Passei o resto do dia no quarto, já eram sete horas da noite quando ouvi alguem bater na porta, provavelmente era um dos meninos enchendo a minha paciência, mereço!
–Entra!- ,falei impaciente e sem me levantar da cama.
–Ayla!- ,ouvi a voz de Peter ecoar pelo quarto e tomei um susto me sentando na cama.
–Será que a gente pode conversar?!- ,ele falou e eu o olhei tentando manter a frieza, não queria mostrar a puta da felicidade que tava sentindo.
–Se for rápido!- ,falei seca.
–Porque você ta agindo assim? Você não é mais aquela garota que me deixou a 6 anos atrás!- ,ele falou me olhando com ternura, mas não tava com paciência pra isso, não agora.
–Te deixou? Eu não te deixei, pelo contrario, você me tirou da sua vida de uma hora pra outra, você me enxotou, me descartou como se descarta um sapato velho, eu tinha planos pra nós dois, tinha sonhos, projetos, mas você destruiu tudo!- ,eu falava, quer dizer, gritava, eu não podia ouvir sermão do Peter de bracos cruzados, não depois de ele ter sido o errado.
–Você não entende, eu e você não tem nada a ver com a historia, o caso aqui é você ter mudado, em momento nenhum eu vi você feliz, divertida, animada como você costumava ser, você agora é impaciente, mal humorada, cade aquela garota cheia de vida?!-
–Aquela garota morreu, e no lugar dela nasceu uma mulher, uma mulher forte, determinada, que aprendeu muito com a vida e com as decepções da vida!- ,eu gritava nervosa.
–Mas essa mulher que você quis se tornar é....!-
–Você criou essa mulher!- ,eu gritei o interrompendo, eu sempre amei ouvir a voz de Peter mas dessa vez ela tava acabando comigo, ele estava trazendo a tona toda aquela dor que eu levei anos pra superar, toda aquela lembrança, todo o sofrimento que ele me causou.
–Você não esta em condições de conversar, esta muito irritada!- ,ele falou e eu tive que rir.
–Como você acha que eu deveria me sentir vendo você se esfregando naquela coisa ruiva o tempo todo?!- ,falei de uma vez.
–A Mary Jane? Mas o que tem isso?!- ,ele só podia ta se fazendo de idiota ne.
–O que tem isso? Eu tenho que ver o homem que eu amo namorando outra mulher, me sentir tao perto de você e ao mesmo tempo tao longe!- ,falei e comecei a chorar, malditas lágrimas, eu as amaldiçoo por descer justo nas horas indevidas.
–Ama? Você ainda me ama?!- ,ele perguntou e eu ia responder a pergunta, me levantei ficando de frente pra ele.
–O problema não é eu te amar, o problema é eu sempre ter te amado, o problema é eu nunca conseguir tirar você da minha cabeca por mais que eu tentasse!- ,falei tudo aquilo, eu tinha que mandar a real logo, eu falei e ele ficou me olhando sem dizer nada, com cara de mané.
–Eu não sei o que dizer!- ,ele falou me olhando e eu quase podia ver sua alma.
–Não precisa dizer nada!- ,eu falei e me aproximei o beijando, ele até deu passagem pra minha lingua mas não tinha nenhuma reação, não correspondia ao meu beijo em nada, nem me tocou, então eu simplesmente me afastei dele.
–Ayla, eu..!- ,ele ia falar alguma coisa mais o interrompi.
–Sai do meu quarto!- ,falei nervosa ficando de costas pra ele, não queria olhar pra cara daquele cachorro.
–Escuta, deixa eu te falar, eu..!- ,o interrompi mais uma vez aos gritos.
–Sai do meu quarto, da minha vida, da minha cabeça, eu quero que você me deixe em paz de uma vez por todas!- ,gritei abrindo a porta e ele saiu sem falar mais nada.
Bati a porta assim que ele passou por ela e me joguei na cama aos prantos, eu tinha sido muito idiota desde que voltei da Inglaterra, mas dessa vez eu tinha batido todos os níveis da idiotisse, me declarei e recebi o maior pé na bunda da historia, bem feito pra mim, tinha que deixar de ser babaca.
Chorrei ate cansar mas finalmente tinha pensado na minha vida e tomei uma decisão, chega de ficar me arrastando por algo que já acabou!
........
P.O.V Peter
Eu estava me sentindo um lixo, um merda, uma porcaria de homem, eu tinha acabado de ver a mulher que eu amo se declarar e me beijar, mas eu estava tao em choque que não consegui reagir, jamais esperava ouvir isso dela, eu ate tentei dizer a verdade, dizer que eu também a amava demais, só que ela não deixou, por um lado isso foi até bom, porque se ela tivesse me ouvido, provavelmente estaríamos transando agora e ela novamente estaria correndo riscos, não só do lasgostão, mas também o risco automático que vinha no pacote junto com um relacionamento com o homem aranha.
Eu andei a noite toda de um lado pro outro, não consegui fechar os olhos, tinha que tomar uma decisão, ou eu ia ate o quarto da Ayla e falava a verdade ou eu acabava com esse amor de uma vez, eu já sabia o que fazer, tinha me decidido.
–Pode entrar!- ,ouvi aquele voz sonolenta me permitindo entrar no seu quarto assim que bati na porta.
–Ei, eu queria conversar com você!- ,falei e ela se sentou na cama.
–Pode falar Peter, o que houve?!- ,me sentei na beirada da cama dela.
–Escuta Mary Jane, eu quero te fazer um pedido, eu preciso que faça algo pra mim, sei que já esta fazendo muito em fingir que é minha namorada mas preciso que me ajude em algo maior!- ,falei e ela me encarava curiosa.
–Fala de uma vez!- ,ela pediu, então respirei fundo e falei.
–Amanhã durante o café eu vou fingir te pedir em casamento e preciso que aceite e haja como se fosse real!- ,falei e não sabia se estava fazendo o certo ou o errado.
–Casamento? Mas porque isso Peter? Onde você quer chegar com isso?!-
–Eu não posso dizer agora, eu só preciso que você aceite, você topa me ajudar nisso?!- ,perguntei segurando em uma de suas mãos.
–Se você precisa, então, tudo bem, eu topo!- ,ela falou e eu sorri aliviado.
–Ótimo, pela manhã vou te fazer o pedido e finja que está muito surpresa!- ,brinquei mesmo estando totalmente desanimado e ela riu.
–Fingir é comigo mesmo!- ,ela falou e eu acenei com a cabeca, me levantei e sai do quarto.
Provavelmente eu tinha tomado a decisão mais idiota da minha vida, mas tudo bem, melhor assim, isso afastaria a Ayla de uma vez, por mais que isso fosse acabar comigo, era o certo a se fazer.
....
A noite passou, já era dia, estávamos todos sentados na mesa do café , quer dizer, quase todos, faltava o Jhonny que sempre acordava tarde.
Ayla tinha se sentado do lado de Harry, ela estava com um óculos escuro no rosto e não havia dado nenhum sorriso, estava seria, não falava nada, só mantinha aquela expressão fria.
Respirei fundo, Jhonny tinha acabado de chegar, estava na hora do show.
–Bem, peço um minuto do silencio e da atenção de todos!- ,falei me levantando e todo mundo me olhava curioso, exceto Ayla que bebia uma xícara de café sem nem olhar pra minha cara.
–Quero aproveitar que estão todos aqui e quero fazer algo, diante de vocês eu quero pedir a mão da minha namorada, Mary Jane, em casamento!- ,falei e todos se assustaram mas Ayla manteve a mesma postura e continou bebendo seu café como se nada tivesse acontecido.
–Ai meu Deus Peter!- ,Mary Jane usou seu dom como atriz e falou fingindo surpresa.
–E então, você aceita se casar comigo?!- , perguntei e Ayla permanecia da mesma forma, sem esboçar nenhuma reação se quer.
–Quero, claro que eu quero!- ela falou e me abraçou, eu tinha que beijá-la pra cena ser mais convincente, mas não conseguiria fazer isso, não na frente da mulher da minha vida, então só dei um selinho rápido nela e nos separamos.
Durante o resto do café Mary Jane atuou bem, por um momento ate eu acreditei que a gente ia mesmo se casar, mas Ayla continou seu café normalmente, provavelmente a nossa conversa de ontem tinha me aniquilado da cabeça dela, e toda essa cena só serviu pra reforçar isso, eu era o homem mais porcaria que já existiu.
........
P.O.V Ayla
Eu me sentia destruída, parecia que um rolo compressor tinha passado por cima de mim, eu estava um caco, mas tudo isso era por dentro, por fora eu fingia não me importar, continuei a tomar meu café como se nada tivesse acontecido, com meu ar superior, mas tudo o que queria era sumir.
Enquanto tomava o café eu pensava em mil coisas, porque o Peter tinha que ser tao cafajeste comigo? porque tinha que me tratar assim? ele tinha acabado de saber que eu o amava e pediu a égua ruiva em casamento na minha frente?.
Eu o odiava, mas me odiava ainda mais por ter sido tao burra, tao idiota.
Olhei pro lado e vi o Harry, ele colocou a mão no meu ombro e me perguntou se tava tudo bem, ele se importava tanto comigo, ele ficou ao meu lado nos momentos mais difíceis e tudo o que eu fazia era ignorá-lo e amar o homem que me ignorava, idiota, burra, otaria, sonsa, sem noção, essas eram algumas características que me definiam.
–Pra comemorar o noivado do Peter, vamos almoçar naquele restaurante que tem aquele camarão maravilhoso!- ,papai falou animado, mas os meninos que sabiam que eu não tinha superado o fim do namoro com o Peter ficaram durante o cafe todo fingindo que nada estava acontecendo pra que eu não ficasse chateada, eu amava esses chatos que se importavam tanto comigo.
Após o café subi novamente pro meu quarto, eu tinha que tomar un rumo na minha vida e parar de ser trouxa, me joguei na cama e fiquei pensando na vida.
Fiquei algumas horas ali e então me levantei decidida a mudar e parar de ser burra.
Tomei um banho longo, coloquei um vestido colorido colado no corpo, deixei o cabelo solto, passei uma maquiagem leve e causei rasteirinhas coloridas, afinal iríamos almoçar num restaurante na beira da praia.
Peguei uma bolsa que tinha trazido na mala, fazia tempo que eu não a usava, abri pra colocar minhas coisas dentro e foi ai que eu vi uma foto, a tirei da bolsa e vi que era uma foto minha e do Peter, estávamos no cinema fazendo careta, era o início do nosso namoro.
–Para de rir sua idiota!- ,falei comigo mesmo ao perceber que sorria enquanto olhava a foto, então a rasguei toda, em mil pedacinhos, joguei no vaso e dei descarga.
–Se você não quer sair da minha cabeca por bem, você vai sair por mal!- ,gritei comigo e sai furiosa do quarto, chega de bancar a palhaça, chega de sofrer, era hora da fila andar.
Sai andando em direção a piscina onde ouvia varias vozes, cheguei lá e vi o Peter, Mary Jane, Taylor e Jhonny sentados numa mesa jogando barralho, enquanto papai e Harry estavam em pé conversando do outro lado da piscina.
Caminhei até eles rapidamente, tinha que fazer o que tinha que ser feito enquanto ainda tinha coragem.
–Harry!- ,o chamei me aproximando mas não deixei que ele falasse nada, simplesmente o puxei o beijando enlouquecidamente.
Ao contrário de Peter ele correspondeu de imediato, me segurando forte pela cintura como se não quisesse que eu escapasse.
–Lembra de todas as chances que me pediu?!- ,perguntei sussurando após o beijo, com o rosto próximo ao dele.
–De cada uma delas!- ,ele falou sorridente.
–Eu decidi te dar todas de uma vez, peça o que quiser, que eu te dou!- ,falei e ele se afastou um pouco me olhando assustado.
–O que eu quiser?!- ,ele perguntou sem acreditar.
–O que quiser, qualquer coisa!- ,confirmei cheia de coragem.
–Casa comigo?!- ,ele falou direto me assustando, nao esperava esse pedido, um pedido de namoro talvez, mas casar? eu queria dizer não, sair correndo, mas chega dessa palhaçada, eu estava decidida.
–Eu caso!- ,falei e ele sorriu sem acreditar.
–O que voce disse?!- ,ele perguntou abobalhado.
–Eu disse que caso, eu me caso com voce!- ,falei sem acreditar no que eu mesma estava falando.
–Voce só pode estar brincando comigo, por favor não faz isso, voce sabe que eu sou louco por voce!- ,ele implorava segurando minhas mãos.
–Eu não estou brincando Harry!- ,falei seria.
–Você quer mesmo se casar comigo? Mas eu vou voltar pra Inglaterra daqui a duas semanas!- ,ele falou quase que desesperado.
–Então tenho que correr, será que consigo preparar uma festa de casamento em apenas uma semana?!- ,perguntei e ele sorria sem acreditar no que ouvia.
–Você, eu, eu só posso ta sonhando!- ,ele sorria incontralado, tava parecendo ate um doido.
–Você não ta sonhando, eu não to brincando, a gente se casa no sábado, daqui a uma semana e eu vou embora com você pra Inglaterra!- ,falei e meu coração chegava doer, mas estava decidida.
–Então quer dizer que daqui a uma semana você vai ser minha mulher?!-
–Daqui a uma semana eu serei a senhora Osborn!- mal terminei de falar e Harry me puxou pra um beijo que me deixou até sem ar, pronto, tava decidido, Peter estava fora da minha vida de uma vez.
Se eu amava o Harry? Claro que não! Se eu tinha falado serio em relação a me casar com ele? Eu nunca falei tao sério em toda minha vida.
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