- Rápido, para o terceiro andar!

O capitão da polícia ordenou que os dois policiais o seguissem pela escada. Akira o acompanhou primeiro.
Maxwell foi logo em seguida.

Todos estavam segurando um revólver. A polícia de Tóquio recebeu um telefonema anônimo dizendo que houve um assassinato no quarto 208, no terceiro andar.

Mesmo estando na polícia a menos tempo do que seus amigos, Maxwell sabia o quão sério era um chamado desse tipo. Será que haviam mais pessoas em perigo? Qual foi a arma do crime? E o motivo? Quem fez uma coisa dessas? Ele sabia que essas respostas eram essenciais, e ele teria que investigar.

Maxwell é americano, mas se mudou recentemente para Tóquio.

- É aqui!

O chefe parou em frente à porta e pegou seu comunicador.

Imediatamente, Akira e Maxwell correram e pararam logo ao lado.

- Alô. Aqui é o Takamura. Estamos em frente ao quarto 208.

- Entendido! Você tem permissão para invadir. — Respondeu a voz do outro lado.

Takamura fez um gesto com a cabeça para seus amigos. Maxwell e Akira responderam positivamente.

A porta estava trancada. Com um forte chute, Takamura conseguiu abrí-la.

O quarto estava totalmente escuro. Akira entrou rapidamente e tentou acender a luz.

- Isso é estranho... Acho que a energia elétrica foi cortada...

- Parece que quem cometeu esse crime planejou algo bem elaborado. — Disse Maxwell.

Maxwell não tinha um poder de dedução que poderia ser considerado grandioso, mas estava sempre tentando
raciocinar o máximo que podia.

- Maxwell, Akira... Lanternas.

Imediatamente, os três retiraram as lanternas de seus bolsos e a acenderam.

Quando Akira mirou a luz no fundo do quarto, notou algo próximo a janela.

- Takamura! Olha!

Assim que ambos olharam para a luz da lanterna de Akira, notaram uma mulher sentada logo abaixo da janela. Estava com as pernas esticadas, e as mãos apoiadas no chão, quase como se estivesse descansando. Exceto que, não havia sinal de vida em seu corpo.

- Isso é... Estranho... — Comentou Maxwell.

- Como assim? — Perguntou Takamura.

Maxwell se aproximou do corpo, iluminando-o.

- Se foi realmente um assassinato, haveria no mínimo sinal de alguma briga... Mas... Tudo está incrivelmente... Calmo.

Maxwell estava certo. Não havia nada de errado no local. E se não foi um assassinato? Poderia ser um suicídio? Não... Definitivamente havia algo não estava certo.

Quando Takamura se aproximou do corpo, notou que quase pisou em alguma coisa.

- Ei... O que é isso...?

Ao olhar no chão, notou que próximo ao braço direito da vítima havia uma seringa vazia.

- ...Drogas? — Perguntou Akira.
- Se for esse o caso... A suposição de suicídio irá aumentar. Em todo caso, enquanto não houver uma autópsia, não saberemos do que se trata. A seringa está vazia.

Algo chamou a atenção de Maxwell. No criado-mudo ao lado da cama, repousava um cartão dourado.

- O que é aquilo...

Maxwell pegou o cartão e viu as letras cravadas.

- ...V.G.? — Perguntou ao ler a inscrição.

- Variable Geo. — Disse Akira.

- ...Variable Geo? — Perguntou Maxwell.

Takamura se aproximou.

- É um famoso torneio de artes marciais que ocorre no Japão. Garçonetes se enfrentam em incríveis duelos para atrair público aos seus restaurantes.

- Parece idiota... — Comentou Maxwell guardando o cartão em seu bolso.

Akira se aproximou.

- Na realidade, todas as participantes tinham um cartão desse tipo.

- Quer dizer... Que essa jovem participava do Variable Geo? — Perguntou Maxwell.

- Eu nunca a vi antes... — Disse Takamura, ao mesmo tempo em que confessou que assistia ao evento.

Por mais alguns minutos, os três investigaram o quarto, mas não encontraram mais nada. No final, se reuníram na porta do apartamento.

- Parece que não vamos encontrar evidências por enquanto... — Disse Takamura.

- Então... Como ficam as coisas? — Perguntou Akira.

Takamura pensou por alguns segundos.

- Maxwell... Você ficou com o cartão, certo? Amanhã, quero que investigue as participantes de Variable Geo que se encontram na cidade. Interrogue-as. Busque por informações, Ok?

Maxwell concordou.

- Enquanto isso, eu vou cuidar de providenciar uma autópsia e conseguir os resultados. Akira, eu quero que você esteja a disposição. Se surgir alguma novidade sobre o caso, mantenha-se informado, e entre em contato comigo, tudo bem?

- Tudo bem! — Respondeu Akira imediatamente.

Com isso resolvido, os três saíram. Por uma última vez, Maxwell olhou para o corpo da jovem mulher que repousava calmamente na parede do quarto.

Ao sair do apartamento, Takamura e Akira entraram no carro da polícia.

- Você não vem, Maxwell? — Perguntou Akira.

- Não, dessa vez eu passo. Acho que vou pra casa a pé hoje.

- Você é quem sabe. — Disse Takamura ligando o carro e partindo.

Antes de ir embora, Maxwell pegou o cartão de seu bolso e o checou novamente. No dia seguinte, ele teria que
entrevistar as participantes do evento que estão na cidade. Será que uma delas estaria envolvida? Por algum
motivo, ele sentia que estava prestes a se envolver em algo assustador.