Variable Geo: Exile
15 Lembrança - Parte 2
Satomi acompanhou Maxwell de volta para seu apartamento.
– Maxwell!! Tem certeza que não quer ir para o hospital? — Perguntou Satomi, preocupada.
– Sim, sim, eu estou bem!! Seja lá o que aquele... "Ser" tentou me aplicar, acho que não conseguiu totalmente.
Maxwell retirou sua jaqueta e jogou no sofá.
– Eu estou preocupada, Maxwell. Você correu sério risco essa noite!
– Eu sei... Agora estou ciente de que esse caso é mais sério do que eu pensava.
Maxwell suspirou.
– Bem, eu estou cansado... Acho que vou dormir.
– Eu posso ficar aqui essa noite? Você pode precisar de ajuda.
Ao mesmo tempo em que Maxwell suspeitava do pessimismo de Satomi, admirava sua lealdade.
– Tudo bem... O quarto de hóspedes é logo ali. — Respondeu Maxwell, apontando.
– Obrigada. Eu ficarei mais tranquila assim.
Enquanto cada um ia para seu quarto, Maxwell parou em frente a porta.
– Ei, Satomi.
– ...Sim?
– ...Obrigado!
Satomi sorriu.
– Amigos fazem esse tipo de coisa, não é?
Maxwell sorriu de volta, e entrou em seu quarto. Em seguida, deitou-se na cama e dormiu.
Maxwell apontava uma arma para Yuka. Sua expressão era assustadora.
– Maxwell... Você ficou louco...? — Perguntou Yuka, ofegante.
– Não... Eu resolvi esse mistério...
Maxwell disparou. O tiro acertou em cheio o peito de Yuka.
– Consegui... Eu... Matei a assassina!!
Em seguida, Maxwell arrastou o corpo de Yuka até a janela. Alguns instantes depois, sentou-se ao lado de sua cama e começou a escrever um bilhete. Após completá-lo, deixou-o ao seu lado, apontou a arma para a própria cabeça e disparou.
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Maxwell abriu a caçamba de lixo e levou um susto. Havia um corpo dentro.
– O... O que é isso?!
Em seguida, ouviu um grito. ao virar-se, viu Satomi olhando para ele, assustada.
– T... Takigawa!! — Disse Satomi.
– Satomi... Eu... Eu não sei o que aconteceu!!
Instantes depois, se encontrava debaixo de um viaduto, cercado por um grupo de policiais. Quando tentou atacar, acabou levando um tiro no peito.
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Yuka gritou. Maxwell correu até ela.
– Yuka?! O que aconteceu!!
Ao olhar para trás do balcão, notou o motivo do susto de Yuka. Manami estava morta. Havia uma faca cravada em seu peito.
– Essa não!! Satomi!! Chiho!! Cadê vocês?!
Maxwell correu desesperado, procurando pelas outras.
Alguns instantes depois, se encontrava na beira de um abismo, olhando para um túmulo.
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Maxwell, Yuka, Satomi e Akira caminhavam em direção a saída do parque. Até que ouviram um tiro.
– A... Argh!! — Gritou Satomi.
Quando se viraram, notaram que ela havia levado um tiro nas costas. Em seguida, caiu de frente para o chão.
– Não!! Satomi!!
Yuka tentou alcançar sua amiga, mas Maxwell a segurou.
– Yuka!! Não! É perigoso!! Vamos sair daqui rápido!!
Quando Maxwell se preparou para entrar no carro da polícia, acabou levando um tiro na parte de trás da cabeça.
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Naquele instante, Maxwell acordou gritando. Mesmo após acordar completamente, continuava a gritar.
– Maxwell, o que aconteceu?! — Perguntou Satomi, que acordou com os gritos e correu até seu quarto.
– Satomi... Eu... Eu não sei... Acho que tive um pesadelo.
Satomi respirou aliviada.
– Por um instante, achei que tivesse alguém te esquartejando!
Maxwell riu.
– Não se preocupe, eu estou bem...
– Deve ser alguma reação àquela substância... Se precisar de alguma coisa, me chame.
Maxwell agradeceu Satomi, e a mesma voltou para seu quarto.
Mas Maxwell percebeu que aquilo foi mais que um pesadelo. Aguardou alguns instantes, e saiu de seu quarto. Sem fazer barulho, caminhou até a sala, foi até o computador e começou a escrever.
O que Maxwell havia terminado de escrever eram quatro resumos. Os personagens eram sempre os mesmos: Ele, suas amigas, Takigawa e seus parceiros de polícia, além de alguns recorrentes. Naquelas histórias, alguns dos protagonistas eram mortos por um assassino que nunca era identificado.
– Mas o que é isso... Eu me lembro perfeitamente desses momentos.
Maxwell leu o que estava escrito no primeiro resumo.
– Eu matei Yuka? Aqui no meu apartamento? E pior ainda, em seguida cometi suicído? Isso não tem nenhuma lógica, não pode ter acontecido!
Em seguida começou a ler as outras "histórias'.
– Em todas essas lembranças, exceto na primeira, alguém morre por um assassino misterioso... Essas memórias estão ligadas com acontecimentos reais...
Maxwell notou semelhanças entre os pesadelos e a realidade: De fato, Yuka havia lhe sugerido um livro sobre a história do torneio Variable Geo. Inclusive, ele havia devolvido para a biblioteca naquela manhã.
É verdade que ele havia buscado Manami com Yuka e Satomi. E Chiho chegou da viagem pouco tempo depois.
Ele estava mesmo investigando a morte de uma repórter. Seus parceiros Akira e Takamura estavam no caso também.
Nos momentos de tranquilidade, ele gostava de se divertir com suas novas amigas. Jogavam cartas, faziam piquenique no parque, entre outras coisas.
Mas as semelhanças paravam por aí. Do nada, as memórias se tornavam escuras e envolviam o assassinato de seus amigos, a desconfiança um no outro, e geralmente acabavam com alguém lamentando por não ter conseguido ajudar. O que isso significava?
Maxwell pensava na probabilidade daquela figura misteriosa ter usado alguma droga alucinógena para confundir sua mente. Que outra explicação teria? Ele sabia que não era apenas um pesadelo. Eram memórias. Assim como você se lembra de algo que fez semana passada. Sentado na cadeira, Maxwell olhava o monitor.
Na manhã seguinte, Satomi levantou-se e encontrou Maxwell se arrumando na sala.
– Bom dia, Maxwell. E então, dormiu bem? Teve mais algum "pesadelo" estranho?
– Não, foi tudo bem tranquilo. Como você disse, deve ter sido uma reação àquela substância.
Satomi sorriu, feliz por Maxwell estar bem.
– Eu vou pra casa. Se precisar de alguma coisa, não hesite em me contatar.
– Obrigado, Satomi!
Satomi se despediu, deixando Maxwell sozinho na sala.
– Eu fico muito feliz de ter alguém como você ao meu lado, Satomi... — Disse Maxwell, falando consigo mesmo — Mas... Definitivamente tem algo estranho acontecendo por aqui.
Maxwell colocou sua jaqueta, e saiu de casa, em direção à delegacia de polícia.
Quando chegou lá, encontrou Akira, na sala de recepção.
– Akira, eu preciso falar com você! É urgente!!
Akira, que estava lendo alguns papéis, colocou-os de lado, e se concentrou em Maxwell.
– Maxwell?! O que aconteceu?!
– Ontem a noite... Eu fui atacado no beco ao lado do cinema!
Akira se assustou.
– Minha nossa! Você está bem?!
– Eu estou ótimo! Não conseguiram fazer nada grave comigo, mas...
Maxwell pensou por alguns segundos.
– Essa noite... Eu tive uns pesadelos estranhos.
– Pesadelos? Bem, você disse que foi atacado, então pode ser normal.
– Mas não foram pesadelos quaisquer! Era como se fossem... Lembranças.
– Lembranças? Você se lembrou de algo do seu passado?
Maxwell não sabia ao certo como explicar.
– Não... Eu me lembrei de coisas estranhas... Como matar minha amiga Yuka... Ou morrer após encontrar o corpo do Takigawa jogado numa caçamba. E em uma das ocasiões, Takamura e eu fomos mortos no Parque do Grande Lago por um atirador misterioso.
Akira quase riu.
– Minha nossa, Maxwell... Você daria um excelente escritor de Novelas.
Maxwell se irritou.
– Eu estou falando sério, Akira! Eu me lembro disso como se realmente tivesse acontecido alguns dias atrás. E, aquela pessoa que me atacou no beco, ela injetou alguma substância em mim!
– ...Substância? — Perguntou Akira, confuso.
– Sim!
– Bem... Pode ser algum tipo de reação alucinógena. Afinal, injetaram algo em você, não é?
– É, eu sei, Satomi também considerou isso.
Akira cruzou os braços.
– Bem, se fosse algo perigoso, você não estaria tão bem a essa altura. Em todo caso, procure deixar isso de lado por enquanto. Se for algum tipo de alucinógeno, você só vai perder tempo com memórias falsas.
Maxwell considerou o que Akira disse. E se alguém tivesse feito aquilo para desviar sua atenção do caso?
– Tudo bem... Eu vou pensar na sua sugestão.
– Pense bem. E tente focar na realidade ao seu redor. — Sugeriu Akira.
Maxwell se despediu, e saiu da delegacia.
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