Variable Geo: Exile

8 Investigação - Parte 2


A noite começava a cair no apartamento de Maxwell, quando o mesmo pegou o telefone e começou a fazer uma ligação.

– Eu prometi não falar nada para a Yuka... Mas eu preciso saber algumas coisas...

Maxwell sentou-se na cama e começou a folhear seu livro, enquanto esperava a ligação. Até que alguém atendeu.

– Alô?

– Alô, Akira? Sou eu, Maxwell.

– Ah, olá Maxwell!

Maxwell parou de folhear o livro em uma página.

– Você pode me fazer um favor? — Pediu Maxwell.

– Um favor? Claro. O que precisa?

– Poderia fazer uma pesquisa para mim?

– Pesquisa... Claro, sobre o quê?

Maxwell pensou um pouco.

– Você já ouviu falar sobre o cruzeiro Venus?

– Só o que ouvi pela mídia.

– Eu preciso que consiga o máximo de informações possíveis sobre esse cruzeiro. Pode fazer isso?

– Hum... Acredito que sim. Ah, Maxwell, eu tenho uma novidade sobre nosso caso!

– Qual novidade? — Perguntou Maxwell, guardando o livro em seu criado-mudo.

– Descobrimos a identidade da vítima!

Finalmente! Uma luz parecia estar se acendendo na solução do mistério.

– Sério?!

– Sim! O nome dela era Ayumi Mayo. Parece que era uma repórter que estava temporariamente em Tóquio. Veio sozinha, e parece que não falava com ninguém. Por isso foi difícil encontrar alguém que a conhecesse.

– Algum motivo em especial para ela ser assassinada?

– Hum... Não encontramos nada ainda. E na sua parte?

– Eu falei com algumas das lutadoras do torneio... Mas ainda não consegui muita coisa. Enfim, acha que consegue me entregar o resultado da sua pesquisa até amanhã a noite?

– Creio que sim!

– Obrigado, Akira!

Após desligar o telefone, Maxwell deitou em sua cama, olhando para o teto.

– Eu sei... Eu sei que vou chegar ao fundo disso... Mas... O que vou fazer se uma de minhas amigas estiver envolvida diretamente no crime... Eu conseguiria prender uma delas... Não, melhor nem pensar nisso.

Alguns minutos depois, rendeu-se ao cansaço, e dormiu.

De repente, Maxwell foi acordado com fortes batidas na porta. Ao olhar no relógio, viu que passava da meia-noite.

Aquelas batidas pareciam desesperadas. Então, resolveu levantar rapidamente e ir até a porta.

Ao abrir a porta, encontrou Yuka, que parecia desesperada.

– M... Maxwell!!

– Yuka!!

Yuka estava ofegante.

– Calma, Yuka! Respira! O que aconteceu?

– O... Takigawa...

– Sim? O que tem ele?

– Ele... Foi assassinado!

Um choque passou pelo corpo de Maxwell. Se ele não havia acordado direito com as batidas, agora havia despertado completamente.

– O... O que você disse?! Onde ele está?!

– Ele... Foi encontrado... Dentro de uma caçamba, no beco ao lado do cinema!

Rapidamente, Maxwell correu até o criado-mudo, pegou sua carteira de policial, e sua arma.

– Já avisaram alguém?!

– Sim, Satomi contou à polícia, e eu vim... Correndo pra te avisar.

Maxwell saiu de seu quarto, fechou a porta, e a trancou. Em seguida, ambos saíram do apartamento às pressas.

Quando chegaram ao beco, Maxwell e Yuka avistaram Satomi na entrada.

– Satomi?! Cadê a Chiho e a Manami? — Perguntou Yuka.

– Eu não queria que a Manami visse a cena, então pedi pra Chiho levá-la até seu restaurante enquanto esperam pela gente... Espero que esteja tudo bem.

– Não, você fez muito bem. — Disse Maxwell — Ela odeia que a chamem de criança, mas, certamente não faria bem
avistar uma cena dessas.

Ao olhar para o policial que estava analisando a cena, Maxwell o conheceu.

– ...Akira?! — Gritou Maxwell.

O policial se virou.

– Ei, Maxwell! Então é você que essas garotas mencionavam ao dizer que conheciam um policial?

– Sim, eu mesmo... Que coincidência, heim? — Disse Maxwell se aproximando.

O corpo de Takigawa estava debruçado na caçamba.

– Então... O que aconteceu aqui? — Perguntou Maxwell.

– Difícil dizer... Essas garotas o encontraram aqui e ligaram para a polícia. Eu vim o mais rápido possível.

Maxwell fez sinal para que as duas se aproximassem. Yuka e Satomi chegaram lentamente.

– Isso... Isso é horrível. Quem fez isso? Por quê? — Perguntava Yuka.

Maxwell checou o corpo. Havia uma faca cravada no peito de Takigawa.

– Hum... Então essa é a causa da morte?

– Provavelmente... — Respondeu Akira — Não há outros sinais em seu corpo, até onde pude notar.

Quando Maxwell se virou, percebeu que Satomi parecia não se sentir muito bem.

– ...Satomi? Algum problema.

– N... Não é que...

Maxwell foi até Satomi, a pegou pelo ombro, e caminhou com ela até a saída do beco.

– Se estiver se sentindo mal, pode deixar com a gente.

– Desculpe... — Disse Satomi.

Maxwell pensou um pouco.

– Por que não vai checar a Chiho e a Manami? Assim que terminarmos aqui, vamos com vocês.

Satomi concordou.

– Tudo bem...

Após Satomi se retirar, Maxwell voltou para o beco.

– Yuka... Você era próxima a ele, não era?

– S... Sim... — Respondeu Yuka.

– Então... Você acha que alguém teria algum motivo para matá-lo?

Yuka pensou bastante na pergunta de Maxwell.

– N... Não, eu não sei...
– Eu não acho que ela está mentindo, Maxwell. — Disse Akira.

Os três olharam novamente para o corpo de Takigawa. Em seguida, Akira suspirou.

– Parece que esse é mais um mistério, heim Maxwell?

Maxwell abaixou a cabeça.

– O que podemos fazer agora?

– Hum... No momento, apenas tirar o corpo daí e levar para o instituto médico legal para a autópsia.

Maxwell se aproximou de Yuka.

– Eu vou ajudá-lo. Você pode ir se não quiser ver isso...

Yuka negou.

– Não... Ele era meu amigo... Esteve sempre ao meu lado. Eu tenho que fazer isso por ele.

Maxwell não queria concordar, mas a determinação de Yuka era mais forte do que ele.