Vanessa Wolffe
3 Capítulo 3- novo lar
Notas iniciais
A velocidade do motor foi reduzida drasticamente me fazendo acordar. Desliguei o motor e o silencio que se seguiu foi profundo. Não havia nada a não ser as ondas batendo de leve no barco e o som da brisa batendo nas palmeiras. O ar era quente e úmido.
_chegamos!- jacob se levantou e colocou a pequena mochila nas costas e desceu, depois me ajudou, e por fim amarrou a corda do barco em um lugar especifico.
Caminhamos por um ladrilho de pedras até a porta. Jakey pegou a chave e abriu. A luz já estava ligada. Tive a impressão que a casa era muito grande para uma ilha tão pequena, mais era extremamente familiar, o que me trouxe conforto.
Adentrei na minha nova casa, observando cada detalhe.
A sala era bem confortável, com sofás brancos e uma imensa janela de vidro, bem estilo cullen.
Na parte esquerda da sala tinha uma escada que levava á parte superior da casa e a direita ficava uma imensa cozinha.
Fui até a geladeira já esperando não ter muito que comer já que a casa estivera fechada todo esse tempo.
Abri a geladeira e me surpreendi com a quantidade de comida, provavelmente minha mãe providenciou tudo.
Peguei um suco de laranja e um sanduiche. Sentei-me a mesa e comecei a comer.
Agora com a barriga cheia, encontrei disposição para explorar meu novo lar.
Resolvi começar pela parte superior, atravessei a sala e subi os lances de escada.
Entrei na primeira porta do corredor.
Era um quarto grande e branco, bem espaçoso, como uma cama imensa no meio, com um mosquiteiro, pendurada no teto. A parede do fundo era toda de vidro. Havia também uma bancada com um espelho.
Passei os olhos rapidamente pelo banheiro e depois voltei ao corredor. Abri a porta seguinte,
O quarto não era tão grande como o outro, tinha a cor azul como padrão, uma cama de casal no meio e uma janela bem grande e ampla de vidro. Havia um banheiro e um closet também.
A terceira porta era um quarto mais feminino, imagino que de hospede também. O quarto tinha a mesma estrutura do anterior.
Finalmente cheguei ao meu aposento, o quarto possuía o mesmo tamanho do primeiro, notei que era o meu porque tinha meu nome formado acima da cabeceira da cama. O quarto era roso claro, com um sobre tom mais escuro. O banheiro era imenso. O closet já estava abastecido com roupas apropriadas ao clima.
O quaro do jakey era de frente pro meu.
Entrei e sai de vários quartos, pelas minhas contas havia 8 quartos tirando o meu e o do jakey; desci as escadas e ouvi vozes á mais na sala.
_ahh ai está ela- falou jakey quando me viu descendo as escadas.
Havia um homem de cabelos cacheados, e uma mulher de cabelos longos e lisos; ela me fazia lembrar o povo de la push.
_ness esses não os empregados! Gustavo e kaure- ele gesticulava com a mãe para cada um, à medida que falava seus nomes.
O homem, Gustavo acenou com a cabeça, tímido, e a mulher me pareceu perplexa, ficava me olhando com um misto de choque e preocupação.
_você se parece com sua mãe!-falou baixo ainda com preocupação nos olhos
_er...er brigada!- falei gaguejando, o fato dela, citar minha mãe me fez temer, o quanto ela sabia?
Gustavo e kaure foram fazer seus deveres, e jacob subiu para tomar um banho. Sentei-me no sofá ainda intrigada com aquela mulher, ele me parecia esconder grandes coisas.
Notei que toda vez que ela passava pela sala me direcionava um olhar estranho como se eu fosse uma ameaça. Teria que me aproximar dela e descobrir tudo sozinha.
Senti uma gota de suor escorrer pelo meu pescoço e outra se formando quase no mesmo lugar.
Já era de se esperar sentir calor, em um lugar tropical como esse.
Acho melhor tomar um banho também. Subi as escadas sem prestar muita atenção. Adentrei no meu quarto, me deparando com kaure, que estava trocando a coxa de cama. Fechei a porta calmamente me virei disposta a conversar com a mulher.
_você é um monstro!- falou ela por fim quebrando o silencio
_eu não sou um monstro!- falei magoada
_você matou aquela mulher!- falou me acusando
_que mulher?- eu estava confusa, nunca matei ninguém.
_ sua mãe!- falou por fim. Suas palavras me atingiram com muita força, me deixando desconfortável.
_olha eu não matei minha mãe, eu a amava mais que tudo na minha vida, mas posso ser sim a culpada pela sua morte.- falei deixando a culpa me dominar, se eu não tivesse nascido, provavelmente não haveria luta, e eles estariam todos vivos.
Baixei a cabeça triste com o pensamento.
_o que, quer dizer com isso seu demônio?- falou ainda relutante
_bom, direi tudo o que quiser se em troca me contar como conheceu minha mãe. — propus uma troca de conhecimentos. — ela assentiu com a cabeça concordando.
Sentei-me na cama e a olhei ainda de pé
_imagino que, queira se sentar! – ela cogitou mais se sentou do meu lado.
Assenti encorajando-a a começar
_bom conheci sua mãe aqui, quando ela veio passar a lua de mel com o seu pai. — ela parou por um instante, provavelmente procurando as palavras certas.
_ veja, eu sou uma ticuna, e na minha aldeia existem lendas, e uma delas são demônios bebedores de sangue que ataca mulheres bonitas. Eu cresci sendo supersticiosa e assim que vi seu pai sozinho com aquela mulher bonita fiquei com medo por ela.
Agora sim, entendi por que ela me chamara de demônio, ela sabe o que eu sou, ou imagina.
_num certo dia cheguei aqui para limpar como de costume, seu pai estava estranho, dizia que não precisava dos meus serviços, então insisti para ele me deixar ver sua mãe, pensava que ele tinha a machucado. Ele me explicou que ela estava gravida e me perguntou se eu sabia um meio dela sobreviver a isso- ela fez um gesto com a cabeça, entendi que o “isso” á quem ela se referia era eu.
_ela me deixou tocar sua barriga, e bem você para um feto, já era forte demais, então creio que sua mãe morreu ao dar a luz. – ela deu seu ponto, na verdade parecia indignada.
_o que?- sabia que ela estava pensando em algo, provavelmente me amaldiçoando.
_você a matou, não intendo como ela pode entregar sua vida a um demônio.
_agora chega tá legal, eu não sou um demônio, será que da pra parar de me ofender, já perdi o bastante, equivalente a uma vida toda.
_o que, quer dizer com isso?- perguntou ela por fim
_olha minha mãe não morreu bem ela morreu mais não no parto. — ela parecia confusa- assim minha mãe sempre me dizia que eu era o bem mais precioso da vida dela e que faria tudo de novo se fosse preciso, ela sempre será minha heroína- derramei uma lágrima ao lembrar, da minha mãe, que deus á tenha. – eu não sou um demônio como você pensa, sou metade humana, metade vampira, minha família nunca machucou nenhum humano, caçávamos só animais. — ela parecia surpresa com a minha revelação. — minha mãe se transformou em uma linda vampira depois que me teve. — falei por fim observando sua expressão.
_se ela se tornou uma vampira como ela morreu?- ela parecia curiosa e ao mesmo tempo fascinada com a minha história.
_acontece que não faz muito tempo que perdi minha família- baixei a cabeça, tentando me manter forte. – existe um clã chamado volturis, eles me viram como uma ameaça já que não existem outros híbridos como eu. Quando eu fugi com jacob, minha família se preparava para luta.
_sabe, eu tenho poderes, um dom que herdei do meu pai. — ela parecia fascinada com a ideia
_que dom?- perguntou
_ posso lhe mostrar o que eu quiser, posso?- indaguei ao aproximar minha mão do seu rosto, ela assentiu e eu coloquei minha mãe em sua face lhe mostrando toda a minha vida até a luta.
_nossa, acho que lhe devo um pedido de desculpas- falou ela por fim arrependida.
_tudo bem, você não sabia!- falei triste.
_ você não deveria se culpar você sabe que não foi sua culpa!- falou se levantando, fiz que sim com a cabeça, e ela saiu.
Suspirei fundo e me levantei, peguei uma toalha branca de cima da bancada e fui tomar um banho, depois de tomar uma ducha relaxante separei uma roupa mais confortável.
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