Vampiros e Uísque
5 Uma inocente carona.
Notas iniciais
No resto da festa fiquei de olho em Damon que estava enchendo a cara com bebidas. Logo Stefan e Elena perceberam, e o levaram embora. Os cidadãos aos poucos voltaram para as suas casas e eu decidi ir também.
Fui para a entrada da casa dos Lockwood, procurar a onde estacionei o meu carro.
Encontrei a Bonnie procurando algo.
— Está tudo bem? – Perguntei.
— É, mais ou menos – Disse coçando a cabeça – Sabe onde está o Matt?
— Acho que ele já foi... Por quê?
— Ele me trouxe e iria me levar também... E parece que me esqueceu aqui – Falou chateada.
— Quer que eu te leve para casa? – Propus.
— Eu não quero incomodar...
— Não é incomodo... – Disse tentando sorrir.
Ela sorriu e aceitou.
Fomos até o meu carro, ficamos alguns minutos sem nós falar, mas ela logo quebrou o silencio.
— Você é o que... ? Um tipo de professor caça vampiros? – Ela perguntou de um modo engraçado.
— Mais ou menos.
— É um caçador de vampiros amigo de um vampiro...? – Perguntou segurando as risadas.
— E você é uma bruxa sem poderes?
— Touché – Disse e nós rimos.
-Você não vai contar para ninguém mesmo sobre o Damon, né? – Perguntei sério.
— Um vampiro me ameaçou Ric, e eu dou valor a minha vida.
— Você realmente já matou vampiros?
— Apenas um... E foi meio complicado... E você?
— Uns dois ou três...
— Está sendo modesto?
— Um pouquinho – Respondi rindo. – Mas eu não matei tantos...
Ficamos em silencio por alguns minutos.
— Elena sabe que namora um vampiro? – Perguntou com um olhar preocupado.
— Sabe... – Murmurei.
— E a Caroline? Sabe que tem vampiros na cidade?
Hesitei um pouco. Como falaria para Bonnie que sua melhor amiga era uma vampira? Como explicaria tudo que acontece para ela? Ela não parecia saber muito.
Olhei no fundo dos olhos dela, e simplesmente disse:
— Caroline sabe... Ela é uma vampira.
— O-O que? – Gaguejou – Está brincando?
— Infelizmente não...
— Ric, me conte o que eu perdi nesses últimos anos. – Pediu.
Não sei se Caroline, Elena, Stefan, Damon, Tyler, Matt... Todos aqueles envolvidos gostariam ou não que Bonnie soubesse dos fatos que aconteceram com eles. Mas como poderia negar conta tudo para ela? Como poderia dizer não para aqueles olhos?
Então falei. Falei tudo que sabia. Tudo que havia acontecido em um ano. De Elena ser uma duplicada Petrova, de ter Katherine atrás dela, dos Originais, das pessoas que morreram, das bruxas que nós ajudaram.
Mas então chegamos a casa dela, e eu parei de falar. Desliguei o carro e ficamos alguns segundos, nós olhando.
— Não sei se seria apropriado lhe pergunta isso... Mas que se dane... Eu quero saber mais, e meus pais não estão em casa, você quer entrar e me conta o resto da história? – Perguntou.
Não conseguir não dizer não.
Entramos na casa dela. Ela ligou as luzes e perguntou se eu queria beber algo, eu respondi que não. Nós sentamos no sofá e eu continuei a história, a cada palavra que eu dizia, ela parecia encantada, uma criança ouvindo um conto de fadas macabro.
Contei sobre minha ex-esposa vampira – que por conhecidência era mãe de Elena – contei sobre a maldição que Klaus quebrou, meu caso e a morte de Jenna, contei sobre Tyler ser um lobisomens e ser tornar o primeiro hibrido na linhagem de Klaus, e que o sangue da Elena que completava a transição. E que Stefan perdeu totalmente o controle – por causa do Klaus – e que havia raptado a família dele. Mas que finalmente, tudo havia dado certo. Klaus conseguiu sua família e morou por um tempo aqui, no entanto decidiu morar na Inglaterra com toda a sua família. Damon ajudou o Stefan com o vicio do sangue – e Elena voltou a namorar com o Stefan. E que agora Klaus e sua irmã, Rebekah haviam voltado – e não sabíamos exatamente o por que.
Quando acabei de contar, recuperei o fôlego.
— Nossa! – Bonnie disse boquiaberta – É muita informação; de uma vez só...
— Eu sei, eu sei – Murmurei.
Ficamos alguns minutos em silencio. Bonnie fitava seus pés, pensativa e eu a observava. Ela levantou o olhar, e nossos olhos se encontraram. Era eu? Ou estava rolando um clima? É estava rolando um clima.
Bonnie aproximou-se de mim, ainda olhava nos meus olhos. Eu também me aproximei dela. Nós rostos estavam bem próximos, eu podia senti a respiração irregular dela. Ela fechou os olhos, esperando que eu tomasse o partido. Então o tomei. Selei meus lábios contra os dela, ela abriu um pouco a boca deixando minha língua entrar e explorar a sua boca. O beijo logo se tornou urgente.
Ficamos ali, nos dois, nos beijando apaixonadamente.
Nada pensava. Nada! Apenas queria aquilo. Desejava a de corpo e arma. E faria o impossível e possível para tê-la.
Porém, infelizmente meu senso pensou, e estragou o momento perfeito.
— Isto está errado! – Murmurei.
— Por quê? – Disse ela ainda beijando os seus lábios, então parou.
— Sou seu professor... E bem mais velho que você.
— Mais velho? O que nove anos no máximo? Elena namora um cara com mais cem anos... Acho que idade não é problema – Ela acariciou o meu rosto – Ric, não ligo que seja meu professor ou não, desde o dia que eu o vi, eu queria beijar-ló... Foi uma tortura ficar próximo de você sem pode fazer isso. Por favor... – Pediu.
Simplesmente a beijei.
Ela estava certa!
Mas novamente meu senso pensou.
Isso não era justo. Não era justo para Bonnie e mal ela sabia.
— Preciso ir... – Murmurei e simplesmente sair.
Amaldiçoei-me o fim de semana inteiro por não ter ficado. Eu a queria, e ela me queria também. Mas não! Eu tinha que ser bonzinho demais e pensar, e pensar nas coisas que Bonnie poderia está perdendo estando comigo. Ela poderia ter uma vida normal, estando comigo, se metendo nessa confusão, ela não conseguiria viver o que merecia.
Enquanto eu sofria por ter ido embora, o fim de semana passava. E a Segunda-Feira chegou mais rápida do que de costume e minha primeira aula era com a turma de Bonnie.
Ótimo – Pensei sarcasticamente.
Com muito desamino fui dar aula. Eu enfrentava vampiros sem medo, por que teria medo de rever a aluna que beijei no Sábado e abandonei? Cá entre nós, eu estava com medo. Mulheres são loucas. No entanto, eu estava realmente com medo de não conseguir me controlar perto dela, já fui forte uma vez, como poderia ser mais uma?
Entrei na minha sala, antes de todos os alunos. Comecei a escrever a matéria na lousa para adiantar a aula. Em poucos minutos, percebi uma presença na porta. Vir-me-ei para olhar. Era Bonnie.
— O que houve no Sábado? – Ela murmurou – Por que foi embora daquele jeito?
Eu fiquei paralisado, não encontrava palavras boas o suficiente para me explicar. Felizmente, os alunos começaram a entrar e Bonnie se sentou.
Tentei dar a aula normalmente, mas parecia impossível. A cada cinco minutos eu olhava para Bonnie e nossos olhares se encontravam. Ela parecia está um tanto quanto decepcionada. Finalmente o sinal bateu, senti um pouco aliviado. Bonnie levantou-se e caminhou até mim, colocou um papel em minha mesa e saiu.
No papel estava escrito:
Queria conversar contigo, sem se interrompida por alunos ou sinal.
Por favor, vá a minha casa, ás 16horas.
Abrir um largo sorriso. Mas logo o tirei do rosto.
Eu deveria ir? Deveria encorajar-lá? Deveria me render aos meus desejos? Deveria ignorar as chances de Bonnie ter uma vida normal? Eu deveria...?
Notas finais
O Ric está bem confuso, né... Vocês acham que ele deveria ou não ir?
Eu fiz mais capítulos, mas mudei porque achei que as coisas estavam indo rápidas demais. E outras cenas vieram na minha cabeça... Acho que teremos um capítulo bem engraçado, no próximo do próximo capítulo uahushuah, eu sou boa em escrever capítulos engraçados rs. Enfim, deixe seu comentário.
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