POV EDWARD

-Ta agora deixe eu te beijar. -murmurei

Peguei seu rosto em minhas mãos e a beijei. Will me afastou dela e sussurrou em meu ouvido.

-Tenho que ir cuti-cuti.

Will se despediu de mim com um selinho e saiu do carro com as muletas.

-Will. –chamei quando ela já estava abrindo a porta.

Ela me olhou e eu corri até ela e a peguei para outro beijo quando a soltei ela estava ofegante, eu a abracei e sussurrei.

-Eu te amo e sempre vou te amar, você esta com o meu coração agora.

-Eu também te amo. –sussurrou.

Estava indo em direção a minha casa quando ouvi os pensamentos daquele cachorro amigo da Will e parei o carro.

Entrei na floresta e o vi transformado em cachorro e o cheiro repugnante.

-O que você quer? –perguntei cheio de raiva.

“O que você que da Will?” pensou.

-Eu não quero nada dela a não ser o amor dela. –respondi.

“Se você a fizer sofrer você nunca mais ouviu sangue suga nunca mais ira fazer alguém sofre porque eu irei te matar” –pensou ameaçadoramente.

-Eu nunca faria isso com ela. –murmurei.

Depois disso ele saiu correndo e eu voltei para o carro.

Cheguei em casa e fui correndo falar com Alice, ela estava no meu quarto arrumando minhas roupas para hoje.

-Edward é essa eu tenho certesa. –falou me mostrando a roupa que ela escolheu.

-Alice você já arrumou a clareira? –perguntei.

-Já, e você já ta com o anel?

-Já hoje pedirei Will em casamento. –murmurei para mim mesmo.

6 horas depois

Estava a caminho da casa da amiga da a tal da Cornélia.

Cheguei la em menos de 10 minutos toquei a campainha e esperei.

-Oi.

-Cornélia, é o Edward eu vim pegar a Will. –avisei.

-A Will? –perguntou. –Edward você pode entrar um minuto?

-Posso.

A porta se abriu, eu fui até o elevador e fui até o andar em que o apartamento da Cornélia fica.

Bati na porta e em poucos segundos a porta se abriu, Cornélia estava com o rosto triste ela pediu para mim entrar e eu entrei.

Ela se sentou no sofá e pediu para me sentar também.

-Edward ela foi para Nova York. –murmurou.

Nova York? Como? Ela prometeu...

-Ela esta em Nova York? Por quê? –perguntei me levantando.

-Sente-se que a historia é longa. –pediu.

Me sentei e ela começou.

-Foi em 2001 que tudo começou, ela tinha 9 anos. Você sabia que Will tem dois irmãos mais velhos? –Cornélia perguntou.

Como assim Irmãos a Will não é filha única?

-Não sabia... –respondi.

-É ela tem um mais velho que ninguém sabe o nome só ela e a mãe dela e o Tyler, o mais velho se suicidou... –murmurou.

-Como? –perguntei.

-Por causa do pai deles, ele tocava violão por isso a Will toca ela aprendeu com ele. E Tyler é lindo era o melhor amigo da Will acho que você não viu os desenhos dela, ela adorava desenhar os desenhos dela já foi para uma galeria famosa ela queria que seu pai fosse vê-la, mas ele nem apareceu, Tyler foi atrás dele e acabaram brigando... Tyler todo dia levava e trazia a Will para a escola a defendia e um dia quando ele e o pai dele iam se entender ele não foi buscá-la na escola... Ele havia morrido e ela sentiu isso. E sofreu muito. –sussurrou toda a história e ela começou a chorar.

-Quando ele morreu? –perguntei.

-Ele morreu no dia 11 de setembro de 2001 no atentado as Torres gêmeas. –respondeu.

No atentado?! Ela devia ter me dito.

-Eu tenho que ir! –falei com raiva e me levantei.

-Edward espera. Ela sempre vai todo ano para la e no dia seguinte que é quando ela volta ela esquece de tudo ela não lembra que tem irmão e nem que ele morreu. O terapeuta disse que é um jeito que o cérebro age para ela não sofrer. Não culpe ela. –murmurou.

-Eu nunca a culparia. –sussurrei.

2 horas depois

-Alice eu vou atrás dela. –avisei.

-Edward eu te apoio, mas você pelo menos sabe onde ela esta? –perguntou.

-Não. –respondi me rendendo.

Alice pensou um pouco se esforçando para ter uma visão.

-Nova York em uma praça onde tem uma estatua. –murmurou.

Corri para fora de casa e peguei meu carro.

Estava a caminho do aeroporto a passagem já estava reservada então só iria embarcar.

Porque será que a Cornélia disse para mim não culpar a Will?

O telefone começou a vibrar e eu atendi.

-Edward sou eu a Cornélia. –falou com a voz cansada. –A Will no dia 12 não se lembrara de nada que aconteceu em Nova York. Eu espero que você não...

-Eu não vou contar nada a ela. –murmurei.

-Tá obrigado, tchau.

-Tchau.

Desliguei o celular e 5 minutos depois já estava dentro do aeroporto, estacionei meu carro e corri para pegar o avião.

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Aluguei um carro não tão rápido quanto o meu volvo, mas já sabia para onde ir. O cheiro da Will estava por todo o aeroporto.

Fui para o Upest side no apartamento que minha família tem por la.

Já estava amanhecendo quando fui até a tal praça com a estatua.

Will estava la com alguma coisa na mão chorando, cheguei perto e ela olhou para mim. Saiu de cima da estatua e me abraçou pelo pescoço começou a chorar mais então eu peguei o que estava em sua mão era uma foto.

\"\"

Era ela quando tinha 9 anos e um homem a seu lado concertesa seu irmão.

Me sentei na estatua onde ela estava e a fiz sentar em meu colo. Will continuou chorando e me abraçando.

Já estava noite e Will ainda estava chorando, eu nunca tinha visto ela deste jeito, ela estava a quase 9 horas sem comer só chorando, ela tinha que comer algo.

-Amor. –chamei e ela não respondeu levantei sua cabeça a obrigando a me olhar. –Você tem que comer.

-Cuti-cuti eu não estou com fome. –falou ainda chorando

-Mas você tem que comer, eu não quero te ver fraquinha. –murmurei e beijei seu rosto.

-Mas eu não quero. –falou fazendo biquinho que eu adoro. –Não estou com fome eu quero chorar.

-Você tem que comer se não vai ficar fraca demais para chorar. –falei tentando convencê-la.

-Ta então eu como. –murmurou enxugando às lagrimas, mas mais brotaram de seus olhos.

-Tem algum lugar que você prefere ir? –perguntei.

-Sim. –respondeu e se levantou me levando junto com ela.

Will me levou a uma lanchonete e nos sentamos em uma das mesas lado a lado.

-Por que você escolheu esse lugar? –perguntei.

-Eu e o Tyler vínhamos muito aqui, era aqui que nós nos divertíamos. –respondeu deitando a cabeça em meu ombro. –Ele me protegia de tudo.

-Eu irei te proteger de tudo agora amor. –sussurrei em seu ouvido. –Eu sempre te amarei.

A garçonete chegou com o nosso pedido e colocou na mesa depois saiu.

-Edward me desculpe. –pediu chorando de novo.

-Desculpar o que amor? –perguntei.

O que ela esta falando?Ela não tem culpa de nada.

-Por você ter me visto desse jeito, eu nunca chorei na sua frente. –respondeu.

-Você não tem que pedir desculpas. Você não fez nada de mais só expressou o que estava sentindo. –falei.

Peguei seu rosto em minhas mãos e beijei seus lábios, o beijo foi tranqüilo, mas molhado por causa das lagrimas que não paravam de cair, nos separei e falei.

-Agora come tudo.

Will obedeceu rapidamente e começou a comer.

Notas finais
comentem...