Vampiros - Noites Sombrias
12 Capítulo 12
Capitulo 12 – O ultimo adeus e um novo começo!
Depois de escapar da morte contra um caçador de vampiros com a ajuda da vampira Verônica, John acaba se envolvendo com ela, porem sabe que não pode permanecer muito tempo em Nantes. Ele então parte indo para Espanha e se instalando nas proximidades da cidade de Barcelona. Aparentemente tudo estava calmo, mas John então descobre que tinha sido descuidado ao se deparar com Monique em sua casa. Depois de uma conversa entre eles, John afirma que nunca ficarão juntos e que ela deve ir embora, e nesse momento Monique sem pensar mais crava uma estaca no coração de John o deixando totalmente paralisado.
– Você não me deixou outra opção meu querido! – Monique sorri enquanto encara John, que rapidamente enfraquece com a estaca em seu peito e cai de joelhos na frente dela. Monique então começa a andar de vagar em volta de John e continua falando.
– Não tinha que ser assim John, eu só queria ter você junto comigo! Mas você me abandonou me deixou para trás como se eu fosse nada! Como pode fazer isso John? — Ela então para na frente de John o olhando, enquanto que ele ainda permanecia de joelhos resistindo a situação, e então fala com dificuldades.
– Eu......eu n.....não........que...queria.....isso! – John então cai finalmente já mais fraco, enquanto que Monique continua a olhá-lo.
– Como pode dizer que não queria? Tudo que eu fiz foi agir como uma vampira e você me condenou por isso! Foi você mesmo que me tornou uma vampira! Como pode me condenar por me alimentar de humanos? – Monique então caminha até um castiçal com varias velas acesas. Ela joga o castiçal contra uma cortina que cobria a janela e começa um incêndio no lugar.
– Que ironia não é? Foi assim que você matou Helena a sua mestra! E agora e assim que você vai morrer em um incêndio pelas mãos de alguém que você transformou! Acho que no fim era esse seu destino John! — diz Monique enquanto observa o fogo aumentar e John permanecer caído no chão. Ela então percebe ele tentando falar algo e se aproxima, mas John esta fraco demais e mal consegue mexer a boca.
– Essa estaca deve mesmo estar te incomodando não é? Muito bem vou fazer um ultimo gesto de generosidade por você ter me dado à imortalidade John meu querido! – Monique então puxa a estaca um pouco para fora para permitir que John fala-se. — Pronto, deve ser o bastante! Diga o que você estava tentando falar antes John, e rápido porque está tudo queimando aqui! – Ela permanece segurando a estaca e o olhando.
– Eu...sempre estou......pronto para morrer! – John fala com certa dificuldade fazendo Monique rir.
– Como você é idiota John! Achei que ia implorar pela sua vida, mas queria dizer isso! – Monique estava muito irritada com atitude de John.
– Tem outra........coisa! – Assim que para de falar, em um rápido movimento se aproveitando de uma distração de Monique, John segura a estaca e usando toda sua força e aproveitando que ela estava pouco cravada em seu coração a puxa para fora se rolando no chão em seguida para fugir de Monique.
– Maldito, você me enganou! – Fala Monique já pegando a estaca de novo e assumindo sua forma de vampira, porem John agora estava livre e se recupera se movendo rápido e se levantando do chão. Monique tenta acertá-lo com a estaca, mas John segura sua mão e virando vampiro começa a apertá-la fazendo ela deixar a estaca cair.
– Há outra coisa que eu queria te falar Monique! E que nos não somos imortais! Não totalmente! – Assim que John termina de falar ele empurra Monique contra as chamas.
– Nãoooo John!! Não pode me matar!! – Ela ainda grita antes de começar a ser consumida pelo fogo.
– Adeus Monique! Eu tentei evitar isso, mas você não me deu escolha alguma!! – John fala enquanto Monique fica se debatendo no meio das chamas, a visão não e nada agradável, porem John sabia que não tinha escolha. Monique finalmente desaparece totalmente destruída pelo fogo, e então John sai rapidamente da casa que continuava sendo consumida pelo fogo. Ao chegar à rua ele se afasta e depois apenas observa enquanto a casa continua sendo devastada por um fogo terrível.
– Parece que não posso fugir do meu passado, e das decisões que tomei! Por isso devo ir embora para muito longe agora! – John fala em voz alta enquanto olhava para a sua casa ainda ardendo em chamas, e em seguida começa a andar indo embora deixando tudo aquilo para trás.
Barcelona já não seria mais sua casa a partir de agora, ele queria encontrar um novo lugar aonde pudesse viver e recomeçar. John viaja pelo sul da Espanha e passa também pelo sul da França, passando-se assim 2 anos. Nesse tempo ele quase não para em lugar algum, viajando a noite e se escondendo durante o dia. John continua sua viajem por mais 1 ano chegando em seguida ao norte da Itália em uma pequena vila cercada por uma floresta. Ele observa o lugar de uma montanha que ficava próxima.
– Esse lugar parece ser perfeito para mim, isolado e selvagem! – Ele então desce a montanha e anda pela floresta rumo a vila, mas antes passa por um casarão que viu um pouco mais afastado da vila, podendo conferir que ele estava abandonado. John gosta dele e decide tornar aquele local sua nova morada e como já estava para amanhecer acaba ficando ali mesmo. Assim que o sol se põem ele então vai até a vila querendo descobrir quem era o dono do casarão e acaba chegando a uma taverna. Assim que entra no local que está cheio de homens, todos encaram John provavelmente se perguntando quem era o estranho. John vai até o balcão e se senta lá pedindo algo para beber.
– Me de algo bem forte, acabei de chegar! – O homem então coloca um copo sobre o balcão e serve a John alguma coisa.
– Acabou de chegar é? E o que veio fazer aqui na nossa vila? – Ele parece um pouco desconfiado.
– Há eu estou só de passagem, quero apenas ficar algum tempo aqui para relaxar um pouco! Fui demitido do meu antigo emprego e quero descansar! – John tenta explicar e convencer o homem.
– Entendo, esse lugar e mesmo bem calmo! – Responde o homem.
– E bem, no caminho para cá eu vi um casarão que parecia abandonado! Ele está mais afastado da vila e eu queria saber se podia alugá-lo! – John bebe tudo que tinha no copo de uma só vez.
– Se quer alugar aquele lugar tem que falar com aquele homem, Eduard Dacascos! Ele e o dono do casarão, mas se quiser um conselho eu ficaria longe de lá! Aquela lugar e mal assombrado, por isso ninguém fica lá! – O homem conta sobre a mansão enquanto enche novamente o copo para John.
– Obrigado por todas as informações, mas eu não tenho muita escolha! Além disso não tenho medo de fantasmas! – John vira o copo novamente secando-o e em seguida se levanta deixando algum dinheiro sobre a mesa e então vai até aonde está Eduard Dacascos.
– Por acaso e o senhor que é o dono do casarão que fica lá na floresta? – John pergunta o olhando.
– E se eu for? Porque você se interessa nisso? – Eduard encara John.
– Queria alugá-la por algum tempo, o que você me diz? – Ele fica de pé esperando uma resposta.
– Há você quer alugá-la? Mas e claro que sim, desde que tenha dinheiro para me pagar! – Quando termina de falar, John joga um maço de notas sobre a mesa.
– Pode contar, ai tem bastante dinheiro! Deve pagar alguns dias, depois eu acerto melhor o preço com o senhor! – John fica aparando esperando uma resposta, enquanto Eduard conta o dinheiro abrindo um sorriso em seguida.
– Esta tudo certo, você pode se mudar agora mesmo se quiser! Boa sorte e fique a vontade por lá! – Eduard nem podia esconder a felicidade de alugar o casarão.
– Então vou me mudar hoje mesmo, muito obrigado! – Em seguida, John deixa a taverna e vai embora para sua nova morada. Mas ele acaba despertando a curiosidade de alguns dos homens que estavam ali.
– Não se importa de alugar o seu casarão para um estranho? – Pergunta um dos homens que estavam na mesa.
– E verdade, ele parecia muito estranho! – Fala um outro.
– O dinheiro dele e bem real e não tem nada de errado! O resto não me importa! — Responde Eduard Dacascos.
Enquanto isso John volta para o casarão que agora e seu novo lar. Tudo era tão calmo ali, John estava muito satisfeito, pois acreditava que poderia finalmente ficar em paz com sua natureza.
– Não posso voltar a ser humano, e de certa forma já não quero mais! Acho que finalmente entendo que sou um vampiro e não a mais volta para isso, e por tanto preciso viver essa nova existência! E para isso preciso controlar totalmente todos os meus instintos e assim ser mais forte! – John fala enquanto observa pela janela do seu casarão a noite lá fora que já estava prestes a terminar.
Ele agora iria iniciar uma nova fase em sua existência como vampiro. A o escurecer ele saia livre pela floresta explorando seus poderes e aproveitando a noite como nunca havia feito. Ele podia correr usando toda sua velocidade e saltar sobre as arvores sem se preocupar que ninguém o visse. Para se alimentar John muitas vezes ia até alguma cidade mais próxima, uma vez que na vila existiam poucos habitantes e se alguém sumisse poderia ser suspeito. Além do mais todos pareciam ser pessoas boas e John não queria feri-las. Muitas vezes John se alimentava do sangue de animais, mas isso era bem difícil já que o sangue deles não alimentava tão bem como o sangue humano. O tempo passa e John se sente muito bem naquele lugar, ele não costuma ter muito contato com os humanos, a não ser o necessário. Porem uma certa noite algo acontece e muda tudo. John estava na floresta como sempre, mas pode sentir a presença de alguém mais lá.
– Quem pode ser? Quem está na floresta uma hora dessas? – John se pergunta enquanto vai naquela direção querendo descobrir. Durante os 10 meses que ele morou ali nunca ninguém tinha entrado na floresta a noite. John corre muito rápido e então chega próximo de um lago e lá avista uma jovem mulher que olhava atenta para a água.
– Mas quem é ela, e porque está aqui? – John se pergunta há observando.
Há mulher então inesperadamente pula na água. John fica assustado ao ver a cena, ainda mais porque fazia muito frio naquela noite. Ele então corre até a beira do lago para ver o que estava acontecendo e percebe que a mulher não havia voltado do fundo.
– Não pode ser, ela está se afogando! O que eu devo fazer! – John não sabia ao certo o que fazer, mas então decide pular na água também. Lá ele vê que a mulher estava afundando e não reagindo. John vai até ela rápido e a pega levando para for da água. A mulher já quase não respirava, e então ele decide levá-la para sua casa.
John acende o fogo da lareira e a coloca na frente. Depois de alguns segundos enfim ela parece estar reagindo e respirando melhor. Passam- se duas horas e enfim a mulher desperta um pouco assustada.
– O que aconteceu? Que lugar é esse? – Pergunta a mulher bem assustada.
– Fique calma! Eu sou John e aqui e minha casa! Eu te salvei lá no lago! – John fala se aproximando dela.
– Não você não deveria ter feito isso! Está tudo errado! – Ela fala olhando para o fogo da lareira.
– Mas o que está havendo afinal? Não me diga que você pulou querendo morrer lá? – John pergunta a olhando e esperando uma resposta.
– Você não tem nada haver com isso, nem deveria estar naquele lugar! – Responde a mulher o olhando.
– Mas porque queria se matar? Eu não entendo o que te levou a isso! – Fala John inconformado com a revelação da mulher.
– Espera ai, você é aquele homem que chegou aqui a quase um ano não é? – Ela o olha atentamente.
– Sou eu mesmo, me mudei para a vila a uns 10 meses! Meu nome e John Harrys, muito prazer! E você é? – John estende a mão para ela.
– Muito prazer John, sou Geovana! – Jovem mulher responde a John com um leve sorriso.
– Geovana, e um belo nome! Então não vai me contar o que está havendo? – Pergunta John enquanto se senta no sofá próximo à lareira.
– Eu perdi meu marido há uns meses e agora estou completamente sozinha! Há vida já não tem mais sentido algum para mim! – Ela responde e então começa a chorar muito.
– Calma por favor Geovana! Você não pode ficar desse jeito, ainda tem sua família não é mesmo? – Pergunta John enquanto tanta acalmá-la.
– Eles não ligam para mim! Não se importam com o que acontece, por isso queria me matar e acabar com tudo de uma vez! – Ela responde e continua chorando.
– Não diga isso, você não pode pensar assim! Tenho certeza que você tem algum motivo para ficar viva, ou então vai encontrar um logo! – Fala John se levantando e indo até Geovana.
– Eu não sei, só queria ter um pouco de paz. – Responde Geovana.
– Me diga, quantos anos você tem Geovana? – Pergunta John.
– Tenho 24 anos, porque a pergunta? – Ela o olha fixamente.
– Apenas estava curioso, não é nada demais! – Responde John.
– E você senhor John, quantos anos tem? – Geovana para de chorar e fica olhando um pouco mais calma agora para John.
– Bem digamos que sou bem mais velho que você! – Responde John sorrindo.
– Bem mais? Você parece ter uns 25 ou 26 anos! Não acredito que tenha mais! – Pergunta Geovana.
– 27 na verdade, você esteve perto! – John fica rindo um pouco.
– Então porque disse que era bem mais velho? – Ela fica intrigada.
– Foi apenas brincadeira! – responde John, mas lembrando em sua mente que na verdade tinha 37 anos já.
– Há entendo, bem agora preciso ir! Já me sinto muito melhor graças a você John! Muito obrigado por ter salvado a minha vida! – Geovana agradece se levantando em seguida.
– Há entendo, fico feliz! Mas não quer que eu vá junto te acompanhar? A floresta pode ser bem perigosa a noite! – Pergunta John.
– Não se preocupe, já e quase dia! Vou ficar bem! Muito obrigado por tudo mesmo! Geovana agradece novamente John e em seguida da um beijo de leve em seu rosto e sai rumo à porta de saída do casarão.
– Não precisa agradecer e quando precisar e só pedir minha ajuda! _ responde John acenando para ela que em seguida deixa o casarão.
Realmente a vida de John parecia ter mudado bastante nos últimos tempos, o que mais ele poderia esperar?
Continua.......
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