Vampiros & Lobisomens
10 Apenas um dia comum, ou quase.
As férias de verão estavam bastante interessantes, decidimos seguir um dia para o parque, o Deer Island Park para aproveitar o resto de nossas férias de verão, o reto de agosto.
Aproveitarei esta ocasião para descrever meus amigos.
Começando pelos estrangeiros.
Lara, ela tem cabelo logo mais ou menos no meio das costas, ele é de um preto tipo noite com cachos na ponta, e quando se transforma ela é a loba com o pelo maior que tem, sua pele é de um marrom avermelhado claro, os olhos são castanhos puxados para o mel, ela tem tranquilo 1,70 de altura, possuía um corpo bem moldado, seios na proporção certa, glúteos em também, cintura bem desenhada, hoje vestia um short jeans curto e uma camiseta regata branca sem estampa, nada exagerado, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo e calçava um tênis de corrida.
David era branco, mas seu tom de branco era um pouco puxado para creme, seu cabelo é castanho claro, como a areia da praia são curtos e ele os usa arrepiados, o que é engraçado quando ele se transforma em lobo seus pelos ficam em pé, seus olhos são verdes e ele possui 1,85 de altura e uma excelente distribuição de músculos, hoje ele vestia uma bermuda jeans, camiseta verde musgo e tênis esportivo.
Clovez é negro do tipo marrom escuro mesmo, seu cabelo é crespo e ele o usa bem baixinho quase careca, mas isso não interfere na sua pelagem branca como interfere nos outros, talvez porque essa característica ele tenha puxado de seu pai que não é um lobisomem, segundo o que Cleitom explicou tudo faz diferença nos lobisomens. Seus olhos são castanhos escuros, ele tem 1,90 de altura e músculos bem definidos e fortes, hoje vestia uma camiseta gola v branca que fixava colada em seu corpo, uma bermuda jeans escura e um tênis esportivo.
Eles pretendiam correr no parque.
Agora vem a gente.
Anderson, ele possui cabelo preto com cachos bem definidos, olhos castanhos, sua pele é branca, mas um pouco queimada do sol (de antes da transformação), ele tem 1,90 e muito forte, seus músculos são enormes, porem combinam com ele. Hoje em especial ele vestia uma camisa xadrez azul marinho e um short branco, calçando chinelos.
Patrick, irritantes 1,70 de altura, cabelos lisos e pretos com um corte moderno, rapado nas laterais e atrás e grande em cima, a parte de cima chegava a seu queixo. Ele tinha olhos castanhos um pouco puxados para o verde, tinha uma fisionomia atlética e definida nada exagerado, branco com um susto de bronzeado, ele vestia um short preto e uma camiseta azul turquesa, no seu pé estava um tênis Vans preto e azul.
Zara, possui 1,70 de altura assim como Patrick, sua pele é de um marrom escuro e acentuado, possui perfeitos cabelos pretos do qual puxara da mãe, mas lisos como os do pai, seus olhos são azuis o que você poderia achar estranho já que ela é negra, mas isso ela também herdou dos pais, ela é forte, e tem o corpo bem moldado, busto em medidas perfeitas, glúteos em igual proporção, cintura bem acentuada, ela é incrível. Hoje estava vestida com um vestido curto soltinho branco com flores amarelas, usava uma sandália sem salto igualmente branca, o cabelo estava preso em uma trança de lado.
Agora é a minha vez, eu possuo 1,75 de altura, tenho a pele branca com um leve bronzeado, meu cabelo é liso e cortado igual ao de Patrick, porem eu o uso diferente com uma espécie de moicano, ele é preto. Meus olhos são verdes, porem escuros o que é bem incomum, meu corpo e atlético, com músculos grandes (não iguais ao de Anderson, não chegam nem perto), e definidos. Hoje eu vestia uma regata preta da banda System Of a Down cortada e um short jeans claro, com um DC preto no pé.
Nós nos dividimos em três carros, Zara e eu no meu.
Anderson e Patrick no de Anderson.
E David, Lara e Clovez, no de Clovez, ele possuía um Camaro vermelho de listra preta.
David tinha um Mustang dos antigos, laranja.
Lara possuía um New Beetle preto.
Nossos carros voavam na estrada e nós não tínhamos medo de bater em nada, afinal enxergávamos tudo com muita perfeição, mesmo com um sol de 40º fahrenheit em nossa cara.
Chegamos ao parque após meia hora na estrada sem transito algum.
Pegamos nossas coisas, nós tínhamos a ideia de nadar hoje o parque beirava o mar.
Apanhamos nossas mochilas com comida, e garrafas de água (sangue), e refrigerantes.
Andamos no parque até acharmos uma arvore que desse de frente para o mar e com sombra para todos nós.
Achamos uma mangueira enorme que cobria muito do sol, tínhamos que agir como humanos não é. Estendemos um lençol e nos sentamos.
Zara eu aproveitamos uma deixa para darmos uma volta a sós. Deixando Patrick e Anderson sozinhos, já que os estrangeiros foram correr.
Paramos numa rocha de frente para um penhasco, com vista para o mar, o sol estava bem em cima de nós. Não tinha ninguém por perto então começamos a nos beijar da maneira mais vampiresca que existe, com muita velocidade e força. Paramos quando ouvimos o som de passos vindo em nossa direção, mas logo pararam e voltaram, devem ter se cansado.
– Que tal darmos um mergulho? – convidou ela. – pulando do penhasco.
– E as nossas roupas? – pergunto.
– Podemos deixa-las aqui, não tem ninguém. – disse ela.
Tirei minhas roupas bem rapidamente e ela fez a mesma coisa.
Pegamos um na mão do outro, pulamos de onde estávamos e despencamos penhasco abaixo direto para a água.
Quando eu bati na água foi como se estivesse caindo em uma cama macia, se eu fosse humano provavelmente teria sentido muita dor ao bater na água, mas como vampiro, o choque foi macio e silencioso.
Afundamos muito na água, e não nos apavoramos, pois não precisávamos respirar, fazíamos apenas por habito.
Embaixo d’água vimos alguns animais, peixes pequenos e grandes, nós nadávamos rápidos de mais e quando submergimos não víamos mais o penhasco de onde havíamos saltado.
Rimos e eu fiquei admirado com o som da risada de Zara, parecia uma melodia suave e cheia de picos de humor.
Ela havia soltado o cabelo, e parecia uma sereia com os cabelos marcados pela trança, e molhados pela água, incrível pensei.
Eu me aproximei e a beijei.
– Eu te amo, com toda a minha eternidade. – digo a ela.
– Eu te amo, para toda minha eternidade. – disse ela a mim, e subiu em meu colo e me beijou.
Voltamos para o parque rapidamente, apostando corrida. Claro que ela ganhou de mim, afinal ela é a mais rápida de nós.
Subimos o penhasco e nessa hora eu ganhei. Nós nos trocamos e voltamos aos outros.
Os estrangeiros já haviam devorado metade de toda a comida que tínhamos ali, com exceção de nossas garrafas de sangue e um bolo.
Sentamos com eles e começamos a beber o sangue, o meu era de leão, o de Patrick de puma, Zara tinha de Onça e Ande de pantera. Eram os nossos preferidos, fora o sangue humano.
Passamos o resto do dia, conversando e brincando uns com os outros contando histórias de quando éramos pequenos, humanos e ainda mais frágeis.
Teríamos chorado muito se pudéssemos quando começamos a lembrar de nossos pais, mas dava para perceber que os estrangeiros meio que se sentiam solidários e até culpados por não terem perdido os pais nessa história toda.
– Precisamos ir. – disse Lara quando o Sol começou a se por. – hoje é noite de lua cheia não podemos ficar aqui.
– Você esta certa. – disse Clovez. – O risco que vocês correm estando aqui conosco e que as pessoas aqui presentes correm também, temos que ir para a mansão da alcateia, somente os alfas podem nos controlar.
– Nós devíamos ir também. – disse Ande. – Roger queria falar com a gente.
Guardamos as coisas e seguimos para a casa, o estrangeiros foram mais rápido por que a lua estava ameaçando começar a nascer e é nessa hora que eles começam a sentir os primeiros sinais da transformação.
Lara era quem estava dirigindo, os sintomas tomam primeiro os homens.
Ela pisava fundo no acelerador, e não para nos faróis.
Com certeza nós já levamos algumas multas, mas sem problema, nós os seguíamos de perto preocupados com o que lhes podia acontecer.
Finalmente chagamos na mansão dos lobos, eles entraram e nós saímos dali o mais rápido possível.
Chegamos a nossa casa, peguei o celular e liguei para o Roger.
– Estamos em casa. – disse a ele e no instante seguinte eu o ouvi batendo na porta.
Zara correu para abrir.
– Finalmente vocês chegaram. – disse ele.
– Por quê? – perguntou Patrick.
– Marcus me pediu para avisar que vocês terão treinos vampirescos a partir de amanhã. – disse Roger. – ele mesmo ira treinar vocês não importa o que vocês disserem, se querem sobreviver a isso terão de aprender a lutar com ele.
– Ele é bom? – pergunta Anderson.
– Ele tem 1500 anos de pura pratica em combate. – respondeu Roger. – o único que se iguala a ele é nosso mais novo aliado, Cesar Muller não se enganem com a palavra novo, ele possui 400 anos.
– O que ele tem de especial? – pergunto.
– Nada, ele não tem nenhum talento se é isso que quer saber, mas ele lutou ao lado de Matias, um vampiro antigo que hoje é aliado de Pietro, o irmão de Bridgit, ele era responsável por treinar os recém-criados. – explicou Roger.
– E porque agora ele se aliou a nós? – perguntou Patrick.
– Bridgit e Marcus para se passarem por humanos adotaram alguns de nós como filhos diante da sociedade e diante, são poucas as famílias, tem a família de Camila Dinux que começou a namorar com o Cesar no ano passado, e o trouxe para o nosso lado e eles têm como filhos Douglas Amil e os gêmeos Polux, temos também a minha com Alexia Mason que é formada por Giulia Dorios e os gêmeos Klausis e a família de Dora Brubbys com Nicolau Laures, formada por Danielly Porffys e Isabella Belli. – contou-nos Roger. – Bridgit quer que os casais se casem e assumam um nome único, por exemplo, se eu me casar com Alexia ela assumira o nome de Cuper e nossos filhos também.
– Entendo. Nós pertencemos a qual família? – perguntou Zara.
– Nenhuma. – disse Patrick. – nós somos nossa própria família, teremos que criar um nome nosso depois de uns anos e constituir família como nos convir.
Ele havia lido a mente de Roger quando disse isso.
– Exato. – disse ele.
Passamos a noite conversando nem vimos as horas passarem, quando Marcus Tores bateu em nossa porta.
– Estão prontos? – perguntou ele. Sua voz era cordial, antiga e até monótona. – parece que não. Subam e se troquem, coloquem roupas resistentes vocês vão precisar.
Fizemos o que ele mandou, voltamos com as roupas mais fortes que tínhamos.
Seguimos para frente da casa.
– Muito bem, eu trouxe alguns amigos para me ajudar. – disse ele. Com ele estavam quatro vampiros que eu não conhecia.
– Quem são eles? – perguntei.
– Uns amigos. – disse ele. – não se preocupem eles também estão em treinamento.
O treinamento se estendeu o dia todo.
Tínhamos que lutar sem usar os poderes, o que era bem complicado, principalmente para Patrick. Eles lutavam muito bem, mas não mais que nós, nós éramos mais fortes, eles eram incapazes de nos derrotar de qualquer maneira.
Ele disse que nossa próxima aula nós usaríamos nossos poderes, mas que ele traria pessoas diferentes para o treino, e que ele não tinha muito que fazer por nós.
Passamos uma semana treinando com ele, aprendemos muito com o que ele tinha a nos ensinar, ele era realmente bom no que fazia.
Mesmo usando nossos poderes nele ele achava um meio de nos atingir, e com o tempo fomos aprendendo a nos precaver dessas situações, e a não deixar brechas nos poderes.
Em uma semana a mais, segundo ele estávamos mais poderosos do que ele.
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