Vampiro: O Prelúdio da Máscara
2 A Derrota
Notas iniciais
A Derrota
‘’Não existe nada maior do que superar os meus próprios limites. Quanto mais forte eu ficar mais eu irei alcança-lo, e um dia deixarei ele debaixo dos meus pés!’’
Vladimir, do clã Brujah
Já estava anoitecendo quando acordei. A fome já estava no seu auge, precisava me alimentar o quanto antes. Sou daqueles que quanto mais sangue derramado melhor. Afinal de contas, sou um vampiro! Tenho certeza de que não exista ser mais belo do que eu, antes de me tornar vampiro, lembro-me que era um ator profissional na Rússia. Sempre tive bons gostos para mulheres e sempre fui do tipo de ter muitas mulheres ao meu redor, a beleza e a arte sempre me foram útil nestes aspectos. Porém, quando fui abraçado* essa paixão pela arte foi saciada, já tinha encontrado a minha diversão. Ser vampiro! O meu tipo preferido de presa se tornou então garotas ricas. Por que ricas? Esse tipo é o que mais se faz de inocente, o meu preferido. Vocês nem imaginam o quanto elas são imprevisíveis, te deixariam loucos toda noite. Infelizmente essas humanas não são nada comparadas a o poder incrível de ser vampiro. É inexplicável a sensação quanto à sede é saciada. É como se você ficasse cinco dias sem comer absolutamente nada e alguém chegasse com um pedaço de carne na sua frente, mas, o melhor que mesmo depois de comer você ainda está com fome.
Levantei-me da cama onde estava. Coloquei meu melhor terno e fui para a caçada diária. Diferente dos outros vampiros eu não sou do tipo de ir até o meu ancião ou o príncipe para se apresentar implorando para caçar. Idiotas, quem ligaria para uma pequena morte ‘’acidental’’ de um balde de sangue? Absolutamente ninguém! O que poderia dar errado? Não conhecem o quanto o seu senhor Vladimir é poderoso? Esse príncipe e seus argumentos de que não deveríamos nos mostrar para os humanos, por mim já teria me alimentado de todos. Enfim, resolvo sair de casa. Abro a porta, mas me deparo antes com um corvo na janela. Infelizmente sei que aquele corvo pertence ao príncipe. Droga será que ele havia descoberto sobre os ‘’incidentes’’ que havia cometido? Impossível! Eu não sou do tipo de deixar rastros. Mas, o que seria então?
O Corvo me observava como se esperasse algo. Olhei atentamente e vi que tinha um pequeno pedaço de papel acoplado em sua pata, peguei num movimento rápido e dei um apavoro no Corvo para ele levantar voo depressa. Odeio Corvos. Abri o papel e havia uma mensagem do príncipe.
‘’Caros senhores,
Todos esta noite estão convocados para uma reunião de extrema importância dentro da Camarilla, é de importância primordial que estejam preparados.
Haverá uma caçada de sangue. ’’
Príncipe
De fato aquilo era de se animar, por um segundo minha fome já tinha ido embora. Nem me recordo quando ouve a última caçada de sangue. Troquei o terno por uma roupa totalmente preta e coloquei um capuz. Não gosto de me juntar com outros vampiros, são sempre os mesmos fracos e covardes idiotas de sempre. Adoraria ter a oportunidade de dar um soco bem dado na cara de todos. Saio de casa e vou andando como se nada mais importasse, devagar e calmamente em direção a Camarilla. Resolvo cortar caminho pelo esgoto, pois é um meio mais rápido de chegar na ‘’festinha dos vampiros’’. O esgoto possuía uma trilha própria, onde dava para ir por baixo e acima você conseguiria ver o caminho tradicional perfeitamente. Começo a caminhar, noto que, o ar estava ficando mais denso, meu coração (se é que exista isso ainda) começou a apertar. Nunca, desde a humanidade tinha sentido isso. Resolvo diminuir o passo e acima de mim, pelo caminho tradicional observo que também tem um cara andando sozinho. Seus olhos possuíam um azul muito forte, seu cabelo era um branco muito chamativo naquele ambiente e o mesmo possuía uma espada guardada nas costas. Droga sabia que era um Gangrel aquele maldito. Percebi após observar suas unhas, eram quase garras de algum animal mesmo. Nunca tinha encontrado um Gangrel andando por esses lados da cidade, soube que frequentavam apenas as florestas. Acho que esta caçada de sangue realmente seria interessante. Comecei a andar na mesma velocidade que o Gangrel e quanto mais tentava acompanha-lo mais meu coração apertava. Será que aquele maldito estava fazendo alguma coisa? Não vou deixar que essa dorzinha me fizesse ficar para trás. Volto novamente a segui-lo pela parte debaixo do esgoto, naquele instante nem me importava mais o caminho simples. Teria de saber se aquele fracote estava usando algum poder contra mim.
Que merda, doía pra caramba. Não sou do tipo que fraqueja, mas aquilo eu nunca tinha sentido antes. Comecei a apertar o passo ali mesmo e fui olhar onde o Gangrel estava, mas ele havia sumido. Senti o ar apertando e algo pontudo nas minhas costas.
Gangrel: Se der um passo errado eu te mato aqui mesmo! – disse o Gangrel forçando um pouco a espada nas minhas costas.
Olhei para trás devagar e vi aqueles olhos azuis brilhando no escuro. Maldito, se eu pudesse arrancaria sua cabeça aqui mesmo.
Vladimir: Largue a espada e eu lhe deixo viver!
Despois destas minhas palavras o Gangrel soltou um pequeno sorriso entre os lábios e forçou um pouco mais a espada. Se ele fizesse isso mais uma vez eu não me contentaria e com certeza quebraria uma máscara. Quem ligava para isso afinal de contas? Ele havia começado tudo isso.
Gangrel: Você não vale nem o meu esforço de empunhar esta espada. — disse o Gangrel com ar de superior.
Depois destas palavras não me aguentei e usei uma habilidade minha.
— RAPIDEZ-
Num movimento muito rápido a olho nu me movi para trás do maldito e fiz um movimento com a mão para dar um soco certeiro em suas costas para acabar de vez com ele.
Gangrel:— FORTIFICAÇÃO CORPORAL-
Fui tentar atingi-lo com o golpe nas costas, mas ele girou de forma tão ágeis os pés quanto minha rapidez e conseguiu defender o golpe com as duas mãos pressionando o meu braço.
Desgraçado! O maldito realmente era forte, até então não tinha encontrado ninguém forte o suficiente para segurar o meu golpe. Ninguém além dos vampiros de menor geração. E o pior de tudo o desgraçado continuava com aquele olhar sarcástico, minha fúria só aumentava com tudo isso.
Gangrel: Vamos lá, não vai me dizer que este foi o seu melhor golpe? Perdoe-me por ser tão simples defende-lo. Permita-me agora derrota-lo. – apertou mais forte o meu braço.
Gangrel:— FORTIFICAÇÃO CORPORAL- o desgraçado colocou um pé para trás e soltou meu braço de uma maneira rápida, inseriu um chute direto no meu peito. Voei instantaneamente em direção à parede mais próxima.
Vladimir: Des...çado.
Acordei, eu com certeza havia desmaiado ali mesmo. O maldito possuía toda aquela força? Eu não era poderoso o suficiente para derrota-lo? Minha cabeça girava. Olhei para o céu, estava totalmente nublado. A lua nem aparecia direito. Abaixei o rosto e olhei para frente, meus punhos estavam cerrados. A partir daquele momento jurei a mim mesmo que iria ficar muito forte, muito forte. Nunca mais sofreria aquela humilhação.
Vladimir: Espero que você esteja na Camarilla.
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