Vampiri si Lupi
2 Beneath the Moon
Eles não precisavam dormir realmente, mas Maggie estava deitada em um colchão no andar de cima, olhando o teto, pensamentos correndo por sua mente. Um som chamou sua atenção. Ela ouviu a pedrinha assoviando pelo ar antes que ela colidisse com o vidro, mas ela esperou, so pela fraca sensação da adrenalina fluindo por seu corpo. Estava lá, ou pelo menos ela achava que estava. O gosto pelo proibido. Ela esperou que a pequena rocha batesse uma vez na janela.
Então ela se levantou, se aproximando e puxando as cortinas de lado. O céu estava profundamente escuro, como o fundo do oceano. Quando seus olhos baixaram de encontra a silhueta de Seth sorrindo traquina em baixo de sua janela, ela mal conteve a risada que subiu em seu peito.
Ele fez um movimento com a cabeça e sussurrou:
– Quero te mostrar uma coisa.
Sem nem mesmo hesitar, ela saltou para o lado do garoto, seus dedos entrelaçando com os dele como se já houvessem feito isso um milhão de vezes antes. Eles se afastaram da casa o mais silenciosamente possível, torcendo para que o cheiro de Jacob fosse o suficiente para encobrir o de Seth.
Eles caminharam entre a floresta sem problemas, durante alguns minutos, ate que ele colocou o outro braço em frente dela, e voltou seus olhos castanhos para a garota.
– Agora nos descemos.
Ela franziu as sobrancelhas, mas entrou logo depois dele em um buraco largo no chão, escondido entre galhos grossos de antigas arvores.
Uma vez la dentro, ele voltou a segurar a mao dela, com mais confiança dessa vez. Eles andaram pelo que pareceu uma hora por entre grama, terra e ar abafado ate que voltaram a subir.
Quando ela colocou a cabeça para fora da toca, um suspiro alto a fez levar a mão a frente á boca. Seth removeu a mão dela com carinho e a ajudou a subir ate á pequena clareira entre arvores quase completamente sem folhas, brilhando sob a luz da lua crescente como se fossem feitas de prata. A luz branca insistente da lua dava ao lugar um ar sobrenatural, como algo saído de um livro de fantasia. No meio da clareira, um pequeno riacho sumia entre as raízes.
Os jovens sentaram no chão, um de frente para o outro, olhos admirando a beleza fantástica do lugar. A respiração dele estava pesada e entrecortada com a proximidade e ela podia jurar que o som contínuo em seus ouvidos era o martelar desesperado de seu coração.
Ele tentou se distrair, mas acabou por se concentrar nos cachos rubros bagunçados e cheios de folhas da vampira. Com uma mão tremula, ele os tirou e ela prendeu o fôlego não existente.
Os dedos dele pararam por um segundo muito longo na bochecha dela, e então ele deixou a mão cair. Quando ele voltou a olhar os olhos dela, eles estavam enrugados com um sorriso. Ela encostou a palma fria na testa do lobo quando ele se aproximou demais, rindo suavemente.
– Calma ai, lobisomem, não é lua cheia ainda para você estar tão imprudente.
Ele riu, encostando o rosto na mão dela com uma expressão inocente pairando em seus olhos.
– Uma pena. Acho que vou ter que esperar ate a lua cheia então, e ai sim vou poder, agir, sem me preocupar com as conseqüências...
Se ele iria aguentar até a lua cheia é outra historia.
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